Ir para conteúdo principal | Acessibilidade do blog

Conteúdo Principal

Forneria San Paolo – São Paulo

Christian Matsuy - quinta-feira, 17 de julho de 2014 - 14:31

Forneria San Paolo: Um lugar bacana, ótimo para ir “de casal” pois o ambiente é super calmo, sem problemas com filas de espera, ambiente lotado e outras coisas que os paulistanos têm que encarar se quiser sair de sábado à noite. O cardápio variado conta com pratos italianos na sua maioria.

salão principal do restaurante: ótima circulação

salão principal do restaurante: ótima circulação

A casa conta com serviço de Valet pois é praticamente impossível estacionar na rua, foram bastante solícitos e deixaram meu carro em uma vaga bem próxima para que na saída o carro fosse entregue o mais rápido possível.

mesa da forneria san paolo

mesa da forneria san paolo

O restaurante fica todo no térreo sem nenhum degrau e com ótimo espaçamento entre as mesas, possibilitando a escolha de praticamente todas elas. Aliás mesas excelentes, com altura ideal e sem nenhum impedimento para a entrada completa com a cadeira. Notem como ela tem pés estreitos sobrando praticamente toda a largura para acomodação, sem atrapalhar os outros ocupantes.

Panini All'Americana: cheddar cremoso e assado no forno à lenha

Panini All’Americana: cheddar cremoso e assado no forno à lenha

Fui para provar exclusivamente o Panini All’Americana, um hamburguer feito com massa de pizza e assado no forno à lenha. Um experiência muito agradável e diferente.

banheiro acessível da forneria san paolo

banheiro acessível da forneria san paolo

Banheiro adaptado, com pia externa vazada e apoio de barras laterais no vaso. A lixeira poderia estar melhor posicionada, mas não chega a atrapalhar a transferência.

.  .  .

Forneria San Paolo
Rua Amauri, 319
Bairro Jardim Paulistano (ver no Google Mapas)
Fone: (11) 3078.0099
Preço: 75 Reais por pessoa

Share

2° Arraiá da Inclusão – Cavenaghi

Christian Matsuy - quinta-feira, 10 de julho de 2014 - 12:09

arraial da inclusao cavenaghi

A Cavenaghi convida a todos para o 2° “Arraiá da Inclusão”, que tem como proposta ser um evento social, um dia confraternização, venda e serviços para pessoas com deficiência.

Na parte veicular haverá o o apoio da Toyota e Javarotti com o test drive de carros adaptados.

Na linha de cadeira de rodas e acessórios faremos um Feirão de Fabrica com os produtos dos principais parceiros.

Para o evento contaremos com o espaço de loja e oficina da Cavenaghi,  que estarão totalmente decorados e montados com mesas com comidas típicas, barraquinhas de pipoca, algodão doce, cachorro quente, além de barraquinhas de brincadeiras com brindes, serviço de despachante, auto-escola, test-drive de veículos, etc.

Quando?
Dia 26 de Julho (sábado) das 09 às 18h

Onde?
Na loja Cavenaghi SP – Av Jaguaré 1046
Estacionamento grátis na Av Jaguaré 1133 ou serviço de Valet (grátis) em frente a loja.

 Tudo grátis para o cliente.  :-D

Share

A polêmica do Exoesqueleto

Christian Matsuy - terça-feira, 17 de junho de 2014 - 13:45

Antes tarde do que nunca. Muita gente já deu sua opinião sobre a exibição feita na festa de abertura da Copa do Mundo 2014. Como não foi possível colocar esse assunto em debate com os demais integrantes do blog, fica estabelecido aqui que essa é um ponto de vista pessoal do autor do post.

exoesqueleto abertura da copa

Demorei um pouco para escrever sobre o assunto pois no “calor da coisa” a gente acaba por ser mal interpretado ou mesmo escrevendo coisa sem fundamento por falta de informações. A real é que muitos ficaram decepcionados com a apresentação do exoesqueleto criado pela equipe do Nicolelis. A promessa era mostrar um paraplégico dando o pontapé inicial da Copa do Mundo, coisa que de fato foi cumprida apesar de inúmeros poréns

Pesquisando em algumas fontes confiáveis temos algumas colocações: Nicolelis prometia “uma veste robótica que poderá fazer que tetraplégicos voltem a andar, usando só a força do pensamento” na abertura da Copa, disse ele nesta entrevista de 2011 ao Estadão. Ele repetiu a promessa várias vezes desde então. 

Em Janeiro de 2014, um pouco antes de começarem os testes, Nicolelis mudou o discurso: “A ideia é que a gente possa demonstrar a habilidade de um paciente paraplégico, e com lesão medular severa, se levantar de uma cadeira de rodas usando a atividade cerebral para controlar o exoesqueleto, caminhar até o centro do campo recebendo todo o feedback tátil desses passos, e finalmente chutar a bola para inaugurar a Copa do Mundo”.

O paciente seria paraplégico, não tetraplégico. Alguns dias antes da abertura da Copa, um comunicado à imprensa já era mais cauteloso: “Um dos oito pacientes da AACD que participaram dos testes clínicos será encarregado de um “chute inicial” da Brazuca (nome da bola oficial do torneio) movimentando o exoesqueleto somente com a atividade cerebral, assim como ocorreu no laboratório”.

Resumindo, nada de se levantar da cadeira, caminhar sozinho e chutar.

Me desculpem os defensores do Dr. Nicolelis, podem tentar inventar a desculpa que quiser, que ele é o maior cientista brasileiro, que esse exoesqueleto é só um protótipo… Isso não muda o fato de que ele prometeu “aos quatro ventos” que um paraplégico (antes seria até um tetraplégico) iria se levantar de uma cadeira, andar uns 25 metros e dar o ponta-pé inicial.

Isso que foi prometido pelo Dr. Nicolelis e era o que todos esperavam (principalmente, os milhares de paraplégicos e tetraplégicos do Brasil e até do mundo inteiro), seria o maior evento da cerimônia de abertura. Atire a primeira pedra quem não esperava no mínimo por isso, e confesso que fiquei decepcionado sim. Não que isso me representasse algum tipo de esperança de cura a curto prazo, mas pelo fato de eu curtir tecnologia, robótica e afins.

Minha decepção foi tamanha que cheguei a culpar erroneamente as emissoras de TV por ignorarem o fato, ou terem deixado em segundo plano mas não, a demonstração foi rápida mesmo. Foi reprisada várias vezes depois, mas na hora do acontecimento foram 3 segundos de imagens.

A equipe do Andar de Novo diz ao Estadão que “nenhum outro movimento foi realizado pelo exoesqueleto, além daquele que aparece nos 2 segundos de transmissão da TV”.

Nem quero entar no mérito da funcionalidade questionável do exoesqueleto, pois isso daria um livro.

Assunto encerrado.

Share

Reatech 2014 – Um pequeno resumo

Christian Matsuy - segunda-feira, 28 de abril de 2014 - 10:12

logotipo reatech 2014Estávamos devendo alguns esclarecimentos importantes para vocês que nos lêem sobre a Reatech 2014. Como deu pra notar, esse ano não fizemos a cobertura integral do evento,  a disponibilidade de comparecermos todos juntos não foi possível. Apesar da Loja Cavenaghi nos ter oferecido o local para cobertura (que aliás agradecemos muito), não deu para assumir o compromisso de ficarmos os 4 dias na feira. A princípio esse que vos escreve faria uma cobertura online no fim de semana, mas surgiram contratempos que me impediram.

Fui a feira no sábado de tarde, como todo ano estava bem cheio. Estacionamento a 30 Reais e o local destinado aos cadeirantes (estacionamento coberto próximo a uma das entradas) estava lotado, era necessário aguardar a saída de um carro para que outro entrasse, havia um controle no portão. Já me irritei com esse fato e acabei por estacionar em uma vaga comum beeeeem distante do portão de entrada e a céu aberto, se chovesse seria uma maravilha. De brinde ganhei um arranhão no para-choque por conta de alguém que forçou a entrada na vaga da frente.

Esse ano a feira estava muito estranha. A única coisa que realmente cresceu foi a praça de alimentação (observação do Nickolas que comparou com as fotos do ano passado), cada ano que passa parece que colocam mais mesas. A qualidade das lanchonetes e restaurantes presentes no evento continua bastante questionável. Ano passado ainda tinha uma Casa do Pão de Queijo que era menos pior que os demais, tirando o fato que um misto-quente custava 15 Reais. Mas tudo bem, a gente entende… #SQN

Outra observação importante fica por conta da higiene e fila dos banheiros, todo ano é sempre um ponto que comentamos, mas dessa vez estava pior. Sem comentários.

A Reatech já é um ponto de encontro consagrado de diversas “tribos” de pessoas com deficiência, muitos usam o evento como uma grande confraternização, muitas delas promovidas por ONGs e Associações do setor. É um lance interessante do ponto de vista social, mas acaba por tirar um pouco o foco principal do evento, sem querer ser egoísta. Sem falar na total carência do público, que forma filas monumentais em troca de toda a sorte de brindes, panfletos, sacolinhas, enfim… Tumulto generalizado nos corredores por conta disso, registramos isso em fotos. Cobrar a entrada? Filtraria muita gente à toa que anda pela feira deixando-a mais livre para a visitação… Diminuir (ou não cobrar) o valor do estacionamento para as pessoas com deficiência? Como realizar um evento desse porte sem contar com o lucro do estacionamento que é um mero serviço de utilidade pública? Ficam no ar essas perguntas.

Comecei a andar pelos corredores e como já era esperado, sempre vemos produtos e tecnologias voltadas a outras deficiências, afinal é uma feira voltada para isso. Porém esse ano achei o mercado de cadeira de rodas super apático: Ortomix, Ortobrás, Mobility Brasil, Reateam, entre outras lojas e marcas menores não participaram do evento. Isso foi uma grande baixa na Reatech, fico pensando nas inúmeras pessoas que planejaram sua ida à feira para ver os produtos ou comprar algo por um preço promocional, que literalmente perderam seu tempo. Perde o consumidor que fica sem poder comparar produtos e preços.

Estavam presentes: Alphamix, Jumper Equipamentos, Vemex, Cavenaghi e Jaguaribe, entre outras lojas e estandes de porte menor (sem desmerecer ninguém).

A Jaguaribe estava demonstrando uma cadeira comemorativa da Copa, finalizada com as cores da bandeira brasileira que eu achei simplesmente… horrível. Nada contra que gosta, mas pra mim aquilo chega a ser caricato.

A Vemex estava demonstrando a cadeira que ano passado era um protótipo – a Falco, de estrutura monobloco modular, o que agiliza a montagem e permite a entrega de um produto personalizado nas medidas em um espaço de tempo menor. Oferece acessórios opcionais em fibra de carbono, mas o preço me chamou bastante a atenção: 7900 Reais (à partir de). Minha cabeça ainda não compreendeu o por que de uma cadeira de fabricação nacional possa custar tão ou mais caro que uma cadeira alemã. Não estamos falando do melhor acabamento do mundo, nem dos melhores opcionais (esse preço não inclui rodas nem freios ou outras parte importadas). 

A Jumper estava demonstrando sua linha de cadeiras para a prática de esportes radicais (WCMX) e as cadeiras “street” para uso no dia-a-dia. 

A área de test-drives de carros adaptados estava lá marcando presença e com certeza é uma ótima oportunidade para conhecer os novos modelos.

Novidades? Sejam bem-vindos ao ano passado! A Reatech 2013 tinha muito mais conteúdo cadeirante sem nenhum sombra de dúvida.

O Eduardo e eu conversamos sobre esses assuntos e a conclusão que chegamos foi uma só: A Reatech precisa ser repensada. Precisa ser renovada. Não pela falta de novos produtos, mas sim pela forma de como esses são levados ao público da feira. Eu sou totalmente a favor de ser uma “expo” no sentido literal da palavra, sem venda e entrega de produtos no evento. Seria mais proveitoso se tivéssemos todos os fabricantes expondo suas linhas completas sem venda, com promotores realmente interessados em demonstrar as características dos produtos com informações detalhadas.

O que nos passaram como informação, foi que o custo para a participação na feira teve um aumento significativo, tornando-se impeditivo e/ou desinteressante para os fabricantes que vão ao evento e não obtem um retorno pelo fato de não comercializarem dentro da feira. As lojas de porte menor não devem ter um volume de vendas que justifique a participação na feira e deu nisso esse ano. Triste.

E foi “mais ou menos” assim esse ano! 

PODEROSO-CASTIGA

 

Share

Adaptação de plataforma elevatória

Christian Matsuy - terça-feira, 1 de abril de 2014 - 15:14

Mais um video mostrando a prova de que é possível adaptar os lugares e eliminar barreiras. A empresa inglesa Allgood especializada em automação de portas, e arquitetura inteligente desenvolveu essa solução para lugares que não podem (ou não querem) eliminar as escadas. Não nos perguntem o preço… 

Allgood Sesame steps Video from Allgood plc on Vimeo.

Share

Programa Especial – Turismo para pessoas com deficiência

Eduardo Camara - sábado, 8 de março de 2014 - 17:52

Dei uma entrevista para o Programa Especial da TV Brasil onde conto um pouco da minha experiência viajando pelo mundo. A matéria foi ao ar em fevereiro, mas  quem ainda não viu pode conferir o programa na íntegra no vídeo abaixo! Dei uma série de dicas para cadeirantes que querem viajar e ainda tem algum receio. Se você quer alguma dica, tem alguma dúvida ou simplesmente quer compartilhar sua experiência, escreva nos comentários!

Share

Reatech 2014 – São Paulo

Christian Matsuy - segunda-feira, 3 de março de 2014 - 11:16

logotipo reatech 2014

A Reatech 2014, XIII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade ocorrerá de 10 a 13 de Abril de 2014 (confira abaixo os horários).

 Por que é legal visitar a Reatech?

Pelo fato de termos praticamente todos os fabricantes brasileiros e estrangeiros expondo sua linha de produtos, disponibilizando os equipamentos para teste e avaliação. Todo ano aparecem lançamentos de novos produtos (cadeiras e outras tecnologias assistivas). A possibilidade de se fazer um test-drive em diversos carros no mesmo local também é um bom motivo. Todas as lojas trabalham com preço promocional e muitos produtos (inclusive cadeiras) estão disponíveis para pronta entrega. Se você está precisando comprar algo relacionado é uma ótima oportunidade. Agilize sua entrada – imprima o crachá antecipado. Entrada Gratuita.

Quando:
De 10 a 13 de Abril
Quinta e Sexta-feira, das 13 as 21h
Sábado e Domingo, das 10 as 19h

Onde?
Centro de Exposições Imigrantes
Rodovia dos Imigrantes, Km 1.5
São Paulo – SP  


Exibir mapa ampliado

Como chegar?
Transporte gratuito feito com serviço de Vans saindo do Metrô Jabaquara.
(Rua Nelson Fernandes, 400) em frente ao posto de gasolina – das 08h às 21:30h.

Share

O “ser” cadeirante

Christian Matsuy - terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 - 15:12

ser cadeiranteDe antemão já aviso que esse post será longo. 2014 começou e precisamos dar continuidade em nossas vidas, isso inclui escrever pro blog periodicamente (só que não). Esses dias que fiquei de férias, acabei por assistir TV em demasia onde vi algumas matérias sobre deficiência, cadeirantes, enfim, nada muito específico, eram matérias de noticiário, fora isso viajei pra praia e vi muitos cadeirantes turistas frequentando, coisa que nos anos anteriores raramente eu via. Foi bacana.

Daí eu ficava reparando, juro que tento mas não consigo deixar de reparar absolutamente em tudo, e disso eu via absurdos como o cidadão ter uma cadeira importada bem legal, nova e usar pneu pipoqueiro quase murcho, por não saber que existem melhores e que o pneu tem uma calibragem ideal, outro se matando com aquelas rodinhas dianteiras de gel se lascando pra atravessar meio metro de grama… O outro lá estava hospedado no melhor hotel da orla, família enorme, enfim, gente bem de grana – mas ele… Sentado numa dobrável, com várias soldas, almofada d’água (pesa de 8 a 10 quilos só ela) Ou seja, falta informação mesmo ou vontade de procurá-la na verdade? E dessas ocasiões nasceu a ideia desse post.

Tem programa de TV mostrando até “milagres”, casos nítidos onde a pessoa sofreu uma lesão medular recente e está saindo do seu quadro de choque inicial, recuperando movimentos de acordo com a estabilização do quadro, sem contar os casos de lesão incompleta. E em troca dessa exposição, pedem algum tipo de ajuda. Na minha opinião, esse tipo de matéria acaba alimentando algumas esperanças em outros que não tem o mesmo quadro. Não que essas pessoas não mereçam ser ajudadas, muito pelo contrário, mas a forma que a TV aberta aborda isso, beneficia um e acaba por deixar milhares atrás de uma falsa esperança de tratamento ou cura, lembrando que não há nada cientificamente comprovado sobre a cura da lesão medular. Nesse caso estou sendo específico, pois existem outras causas / doenças que podem deixar uma pessoa cadeirante.

Na grande maioria das vezes o gancho da “superação” é utilizado como base, aliado a alguma ação de filantropia ou assistencialismo. Mobilidade urbana (vagas reservadas, casos de transporte público, etc.) tem seu lugar. O esporte também tem seu espaço (para desporto sendo mais claro). Inclusivo mesmo foi ver cadeirante ladrão de carro e político corrupto, isso é bom pra mostrar que não é pelo fato da pessoa ter alguma deficiência que ela é boazinha… E esse ano tem eleições hein! Fique de olho! Raramente exibem coisas relacionadas ao mercado de trabalho. Todo mundo fala que está “bombando”, mas eu devo ser o único que acha o contrário.
Depois do e-mail que recebi na semana passada referente a um cargo de analista sênior com salário de assistente administrativo… – Para o mundo que eu quero descer! Pensei em fazer post disso, mas não, deixa pra lá.

A experiência nos mostra como passar por certos tipos de situações com mais conforto. Não tenho a mínima intenção em ditar regras e dizer como cada um deve viver, mas acho que algumas recomendações aos “novatos” são cabíveis, ainda que muitos se recusem a receber ou aceitar que a situação não é temporária. Talvez sirvam como um pequeno alicerce para uma reintegração à vida social menos traumática. Cada um dentro de sua possibilidade.

Tenha um bom equipamento – sei que os preços são astronômicos, mas uma boa cadeira de rodas vai te trazer uma qualidade de vida incrível. Ela mantém sua postura, facilita sua mobilidade e a de quem lhe auxilia se for o caso. Existem as dobráveis e rígidas, ambas desmontam e tem geometria diferentes, por isso é conveniente que você escolha a que vai caber no porta-malas, e o mais importante a que vai ser mais fácil para você. Quanto mais leve e fácil de desmontar sua cadeira for, melhor. Cadeiras boas raramente quebram inesperadamente, não te colocando em situações de risco. O Banco do Brasil tem uma linha de crédito com juros baixos para aquisição de equipamentos e cadeiras. Tem muito cadeirante com carro zero e caro, prefira ter um carro mais simples, a oferta de modelos automáticos é bem maior na atualidade e reserve grana para uma cadeira legal, lembrando que você vai passar a maior parte do dia sentado nela. Cadeira boa é a mais adequada para cada pessoa, pois há diferentes usos, habilidades e deficiências. O ideal é que cada um pesquise bastante, até experimentar modelos mais baratos (todos passamos por isso) para identificar o que é mais importante antes de fazer um investimento alto. O exemplo é claro no segundo parágrafo, onde citei a história do tio que aparentemente não tinha problemas financeiros, mas utilizava uma cadeira ruim e pesada que dificultava ainda mais os poucos movimentos que ele tinha. Já escrevemos bastante sobre isso.

Cuide-se em todos os sentidos – higiene pessoal, cabelos e unhas cortadas não fazem mal a ninguém. Você não precisa usar roupas caras, mas pode usar roupas certas. Sair de casa pra passear com aquela calça de abrigo surrada e camiseta de pijama com certeza deixa qualquer um com cara de enfermo, que não é o caso. Tente criar uma rotina de horários para ir ao banheiro, tomar banho e etc. Assim você consegue se programar para sair de casa com mais tranquilidade. Outra coisa que eu não entendo é a mania que alguns tem de sair descalço, poxa se você não tem nenhuma deformidade que impeça calçar algo, evite fazer isso, é inclusive perigoso você dar uma topada e até fraturar seus dedos.

Poupe os que te apoiam – sempre haverá um grupo de pessoas que mais te ajuda e apoia nas horas de necessidade. É importante ter consciência que essas pessoas podem ficar “cansadas” de fazer certas coisas, que às vezes nem estamos nos dando conta de estar incomodando. Tem muito cadeirante que apesar de tudo, consegue se virar sozinho em 99% das situações, o que não ocorre comigo: pode soar estranho para alguns, mas tento ser o mais flexível possível para àqueles que me auxiliam em casa e no serviço, dividindo a quantidade de coisas que preciso de ajuda entre um número maior de pessoas. Vou dar um exemplo básico: toda vez que preciso beber água, peço para alguém diferente, assim eu não sobrecarrego um único colega pra buscar 10 copos d’água no dia. Parece que não, mas com o tempo isso desgasta. Tente aperfeiçoar seu espaço em casa pra sua máxima independência e exercite continuamente depender o menos possível dos outros. Isso te fará bem, pode ter certeza. Agradecer sempre, não é por que é íntimo que não mereça ser agradecido.Pô, já vi situações embaraçosas onde o cadeirante trata com rispidez àquele(a) que está lhe ajudando…

Não pague de “incluchato” – se você só tem como assunto de conversa, a acessibilidade, a vaga reservada que estava ocupada, a calçada que é uma bosta… Menos. Tem gente que só posta isso nas redes sociais. Assuntos como esses são importantíssimos e devem ser lembrados sempre, mas talvez não seja adequado pra se falar naquele churrasco de domingo que você pode não ter sido convidado justamente por causa disso. Lembre-se do seu eu “anterior” e que existe uma coisa chamada convívio social.

Evite a segregação – diretamente ligado ao assunto acima, há pessoas que sentem dificuldade de sair do círculo de amizades que acabam nascendo nos centros de reabilitação, tentam sair apenas com outros cadeirantes e acabam se esquecendo do resto do mundo. A princípio essa coletividade é salutar, mas não pode virar um meio único de convívio. É claro existem algumas atividades que você possa a vir querer exercer no coletivo (praticar um esporte, por exemplo). Já recebemos e-mail de gente perguntado onde que é legal pra cadeirante ir… Todo lugar é legal se você estiver com as pessoas certas!

Informe-se – Antes de adquirir um produto, ou realizar qualquer tipo de procedimento que envolva um valor considerável, busque informações e tenha certeza que você está fazendo a coisa certa. Hoje com as redes sociais, ficou mais fácil de encontrar alguém que possa lhe ajudar e te dar uma opinião. Infelizmente os sites dos fabricantes nacionais ainda são escassos em informação, mas nada como perguntar pra quem usa o produto. O Google está aí pra isso.

Share

Vagas reservadas: o cartão é obrigatório

Nickolas Marcon - sexta-feira, 24 de janeiro de 2014 - 12:23

Há pouco mais de um mês escrevi um post aqui no blog sobre a correta utilização das vagas de estacionamento reservadas para deficientes físicos. Se você não leu, clique aqui para ver o post.

O texto chamava a atenção de que muitos deficientes (motoristas e passageiros) não conheciam ou simplesmente não se davam ao trabalho de fazer a sua obrigação para utilização das vagas, sinalizando o veículo com adesivos e utilizando o cartão de estacionamento emitido pela prefeitura.

Pois bem. Vários comentários foram colocados sobre a fiscalização e multa para quem utilizava as vagas de rua sem o cartão. Porém, apesar de estar previsto em lei, até o momento ninguém nunca tinha visto qualquer fiscalização dentro de estacionamentos particulares como mercados e shoppings na cidade do Rio de Janeiro.

Hoje, procurando uma notícia no site da Prefeitura do RJ, encontrei um artigo (clique aqui para ler) com uma notícia muito boa: a partir de agora, o uso das vagas reservadas dentro dos shopping centers também será fiscalizado. No começo será uma ação educativa, partindo depois para ações de penalização (multa).

Por um lado, todos os deficientes terão que ter o trabalho de manter seus cartões atualizados, mas a vantagem será enorme: com o tempo, os espertinhos que se utilizam indevidamente dessas vagas saberão que podem ser multados e não colocarão mais seu carro ali. Com as vagas sendo usadas por quem realmente precisa, haverá mais vagas disponíveis. Assim, um deficiente não precisará correr riscos no trajeto pela rua porque teve que parar seu carro na PQP, ou então de não conseguir abrir a porta do carro para montar sua cadeira. Lembrando que vagas para deficientes são diferentes das vagas para idosos e requerem autorizações diferentes, então cuidado para não estacionar no lugar errado.

Se você mora no Rio e ainda não fez o seu cartão de estacionamento, no site da prefeitura há todas as instruções para obtê-lo. Se você mora em outra cidade, essa pode ser uma boa oportunidade para alertar as autoridades a seguirem o mesmo exemplo. Faça a sua parte.

 

Share

Spin Acessível – Cavenaghi

Christian Matsuy - quinta-feira, 19 de dezembro de 2013 - 14:52

A Cavenaghi fez um video para esclarecer algumas dúvidas sobre a Spin Acessível, essa adaptação permite o embarque de 1 cadeirante e mais 4 pessoas (3 passageiros + motoristas), sem necessidade de plataforma elevatória.

Para maiores detalhes e informações de preço, e opções, entrem em contato com a Cavenaghi através da página especial para esse produto.

Share

Lateral Direita

Buscar

Banner da loja virtual Cavenaghi