Cris Costa - sexta-feira, 24 de maio de 2013 - 10:57
Acho que já falei aqui do meu início de relacionamento com o esporte. Sim, porque é um relacionamento. Você se apaixona, acha que não pode mais viver sem, mas tem horas enche o saco, pensa que não é nada daquilo que quer, que tá se doando de mais e não está tendo em troca o que merece. E dá trabalho. Muito trabalho. E disciplina. Mas uma coisa posso dizer: melhorou absurdamente minha qualidade de vida. Mas acho que essa parte fica mais para o esporte, pois relacionamentos já são um tantão mais complexos.
Enfim, a história é que comecei com o remo. Tava gostando bastante, mas ficava olhando o povo correndo na ciclovia e imaginando se consegueria também. E como toda idéia maluca que a gente bota na cabeça, resolvi que deviaria tentar ir “correr” na ciclovia. Não tinha idéia se ia conseguir, como ia ser, se seria possível evoluir (sou tetra né gente, paraguaia mas sou, tudo é possível) e fiquei com isso na cabeça uns bons meses. Ai precisei dar uma parada no remo por motivos de trabalhando pra kct e no final de setembro do ano passado voltei a remar. Ai, fiquei olhando pra ciclovia e foi dando uma vontade enorme de ir lá e sair tocando a cadeira. Aquele momento Forrest Gump, de sair correndo sem rumo pelo mundo. Achei que era a hora de colocar a vontade em ação, e fui conversar com o pessoal da assessoria esportiva pra ver o que eles achavam. Para minha surpresa não só toparam, como se empolgaram com a minha idéia. No dia seguinte, fui lá e corri meu primeiro quilômetro. Eu sei, não é muito. Mas tava parada há séculos e não sabia como seria tocar a cadeira ali, e o pessoal da assessoria também não é maluco, é preciso começar devagar e depois ir aumentando gradativamente a distância. Achei bem tranquilo e gostei muito. Me fez um bem danado aquela corridinha. Me empolguei e resolvi que precisava de um objetivo, uma meta. Na hora me lembrei dos circuitos de corrida que acontecem as pencas, e pesquisei quais seriam os próximos e me inscrevi em um que aconteceria no início de dezembro, uma prova de 5km. Na época, essa distância parecia como ir do Rio a São Paulo. Mas tava disposta. Meta estabelicida, era treinar o máximo que pudesse com o mês que me restava até a prova. E lá fui eu, treinando, aumentando a distância, sofrendo com a ciclovia que é na maior parte torta, inclinada de lado, fazendo com que eu force mais um braço do que o outro, mas vendo claramente a melhora no meu desempenho, nas atividades do dia-a-dia e no humor. Não preciso discorrer aqui sobre os benefícios de uma atividade física, todo mundo tá careca de saber.
Chegou o dia do circuito. Tava nervosa pacas, tinha marcado taxi para as 7:00 da manhã, e a cooperativa liga dizendo que o taxi quebrou e que ia levar 20 minutos pra mandar outro. Solto um zilhão de palavrões e começo a pensar em como chegar na corrida. Resolvi ir de carro e chamar a única pessoa no mundo capaz de acordar num domingo pra ir comigo até a corrida, mesmo reclamando horrores. Pego o telefone e ligo:
- Mãeeeeeeeeee, pelamoooooordedeus, vai comigo na corrida, preciso de alguém junto pois não vou ter onde parar o carro.
Mil resmungos depois chega ela e lá vamos nós. No caminho, mega aflita com o horário, vou pensando: será que consigo? É isso mesmo que eu quero? Aiiiiiiii, tô nervosa! Caraca já são 8:10, a corrida era as 8:00!
Chegamos no Aterro do Flamego, onde era a corrida, saltei do carro e fui voando até a tenda pra pegar o chip que marca o tempo que vc faz, e começar a correr. Acabou sendo bom chegar atrasada, pois a maioria das pessoas já tinha largado, então pude ir sem medo de ser atropelada. E lá fui eu. Primeiro pensamento: “Caraca! Eu tô correndo num circuito, isso tá acontecendo!” E fui colocando mais força a cada toque que dava na cadeira. De repente, passa um cara e me dá um tapa nas costas. Ué, será que eu conheço? Bom, não tenho como saber, vou concentrar na corrida. Passados 2km, fui chegando perto da parte onde eles dão água, o que é bom, pois tava com sede, mas quando vi aquele monte de copinho no chão pensei: momento “corrida com obstáculos”. Passar pelos copinhos foi uó! Eles encalacravam nas rodinhas da frente da cadeira e era bem chatinho de tirar dali. Enfim, passados os obstáculos, continuei no meu ritmo. Que na verdade já tava diminuindo. Olhei a plaquinha e ainda tava na metade, faltavam 2,5km ainda. Calma Cris, força, você consegue! Treinou pra isso. Vamos, vamos! Empurra, respira, empurra, respiraaaaaaaa! Passa mais um carinha correndo, vira pra mim e faz joinha com o dedão. “Pow, não é possível, de onde essas pessoas me conhecem gente?” Continuei na minha saga de tentar respirar e empurrar. Passa mais um dando tapinha, depois outro com joinha, e mais outro. E outro, que ainda grita “É isso aiiiiiiiiiiiiiii”. Depois outro falando “Parabéns!”. Ai que me toquei que devia ser por que sou cadeirante. É que eu tenho a estranha mania de achar que sou igual a todo mundo, então pra mim, eu tava na corrida como qualquer outra pessoa ali, não pra ganhar um primeiro lugar, mas pra completar com o melhor tempo possível, é uma competição “contra” você mesmo. Me irretei um pouco com isso, pois me incomodou me sentir diferente. Mas deixei isso de lado, e segui pro meu último quilômetro. Quando vi a chegada, foi dando um friozinho na barriga, uma emoção aburda… Parece bobagem, mas pra mim não era. Tinha inúmeros significados aquela chegada. E finalmente, o momento final, que você cruza a linha, vai parando e pensa: “Caralho, eu consegui!!!”. Uma conquista que era minha, ninguém podia tirar de mim. Sensação impar. E ali decidi que aquela seria a primeira de muitas outras. É bom de mais! Passei o resto do dia cansada mas com um sorriso no rosto.
Depois daquele dia sabia que não ia conseguir mais não correr. E também sabia que não ia ser fácil com o pique de trabalho que eu tenho. Mas ia dar meu jeito, e mesmo que não conseguisse correr com a frequência que gostaria, não deixaria de ir.
E assim tem sido. Esse ano já corri um circuito, o qual é progressivo e tem três provas ao longo do ano. O primeiro de 5km, o segundo 8km e a última 10km. Confesso que dessa vez não me incomodei tanto com os “joinhas” ao longo do percurso e até curti. Afinal, não dá pra negar que por ser cadeirante as coisas são um pouco mais difíceis sim. A estrutura pra treinar, mesmo que amadoramente, é uma meléca já que a maioria das ciclovias são tortas e você acaba forçando mais um lado do que outro e fazendo mais força pra segurar a cadeira pra ficar reta do que pra empurrar. Então, mereço uns joinhas mesmo, rsrsrssrs.
O esporte tem me ensinado muita coisa. Você começa a reparar que tem horas que precisar fazer mais força, se não, não sai do lugar, outras é necessário diminuir, pois se forçar muito pode acabar se machucando… Quantas vezes não colocamos nossos esforços em coisas ou pessoas que sabemos que não vai dar em nada? Enfim, não vou ficar filosofando aqui, mas tá sendo uma fase muito bacana. E chega de contar da minha vida, rs. Acho que o resumo disso tudo é que nada vem de graça, mas que vale muito a pena quando a gente consegue alcançar a meta que colocamos. Não tem sensaçãos melhor. Afinal, é importante estar fazendo algo que nos faz bem!
Christian Matsuy - quarta-feira, 8 de maio de 2013 - 10:27
Mais um post carioca, dessa vez escrito por um paulistano. Resolvemos fazer uma viagem de fim de samana ao Rio de Janeiro, porém com uma meta: ser 100% acessível.
É claro que não dá pra conhecer todos os pontos turísticos da cidade em um fim de semana então planejamos um roteiro que coubesse dentro do nosso período de tempo.
Duas escolhas importantes: optei por utilizar o aeroporto Santos Dumont que é mais perto, assim já se economiza com táxi, muitas vezes as pessoas compram passagem pouca coisa mais barata e não conta com o valor gasto de táxi do Galeão até o centro. Outra coisa é tentar ficar em um hotel mais centralizado também, pois você fica mais próximo dos pontos turísticos. Dá pra ver bastante coisa a pé. Confira em nosso mapa de locais acessíveis no Rio de Janeiro.
Preço de hotel no Rio é algo muito subjetivo, tudo depende se é feriado ou se tem algum evento na cidade enfim, o importante é reservar com bastante antecedência para conseguir uma tarifa legal. O mesmo vale para as passagens aéreas, conseguimos uma promoção de 200 Reais ida e volta (ponte aérea RJ/SP).
Antes de tudo ainda em São Paulo entramos em contato com um taxista do Rio, o Cláudio Machado, que anuncia seus serviços de táxi acessível no Facebook. Já deixamos pré agendado todos os passeios e traslados aeroporto / hotel. Serviço de excelência sem nenhum atraso, ótima comunicação por e-mail e SMS, deixando totalmente despreocupado no que se trata de táxi ou seja, um problema a menos. O táxi acessível agilizou muito os passeios, pois não se perde tempo desmontando a cadeira.
Cristo Redentor – Corcovado
Foi o primeiro destino direto do aeroporto, o dia estava bonito e o visual realmente incrível. O táxi te leva até o pé do morro onde é necessário desembarcar e fazer a compra dos ingressos (não são aceitos cartões), cadeirante paga meia. Para a época do ano, havia uma fila imensa pra pegar a van que leva até o Cristo. Existe uma van adaptada que fura a fila e te leva com exclusividade até lá. Me surpreendi com o conhecimento do motorista que operou a plataforma e o sistema de fixação da cadeira rapidamente.
desse ponto a van adaptada te leva até o Cristo
Depois da Van o acesso é feito via elevador e escadas rolantes. Podem ficar tranquilos que o pessoal também está bem treinado e sobe qualquer um nas escadas. Tudo sem espera. E o melhor de tudo, em segurança. Lá de cima você vê o Rio todo além do Cristo, torça pra estar um dia bonito! Desaconselho fazer qualquer tipo de refeição na lanchonete, pois a qualidade não é legal e é tudo caro (além de não aceitar cartão).
pessoal treinado para subir e descer as escadas com a cadeira
Após sua visita, no ponto das vans, basta avisar alguém da Organização de embarque que eles chamam a van adaptada por rádio. Eu calculo uma média de 3 horas pra fazer esse passeio. Ao chegar no primeiro ponto de parada do Corcovado, o taxista estava nos aguardando e já embarcamos direto pro Pão de Açúcar.
vista de baixo do Cristo
Existe a opção de subir através do bondinho que sai de Laranjeiras, porém o tempo de espera seria bem alto, fora o tempo de subida que é de meia hora (fora o tempo de espera e o de viagem da volta). Apesar desse bondinho ser acessível, não recomendamos pelo tempo levado, mas se isso não for um problema pra você, vai fundo!
Pão de Açúcar
Foi mais ou menos meia hora de deslocamento entre o Cristo e o Pão de Açúcar, resolvemos pular o almoço pois o tempo poderia virar no fim da tarde e estragar o visual do passeio, além do que o Pão de Açúcar é mais demorado de se conhecer. Logo no acesso à bilheteria (R$53,00) existe um elevador, que foi liberado bem rapidinho (após a bilheteria há outro elevador).
uma das catracas de acesso ao bondinho
Cadeirante paga meia aqui também e aceitam cartão. Toda a área é acessível, sendo possível aproveitar todo o visual do lugar. Entrar no bondinho é bem fácil e caso necessite de ajuda para isso o próprio operador irá te auxiliar.
visão do bondinho do pão de açucar
Existem desníveis nas áreas mas tem plataformas de acesso em todas elas, te dando acesso irrestrito. Sinceramente acho esse passeio bem mais legal que o Corcovado, a área de visitação lá em cima é bem maior, tem lugar pra sentar e dá pra ficar um bom tempo desfrutando do visual.
Colombo do Forte
A idéia inicial era conhecer a centenária Confeitaria Colombo no centro, mas achamos mais interessante ir a Colombo do Forte, dai já conhecemos o Forte de Copacabana e os quitutes da confeitaria de uma vez só, sem falar na vista pro mar das mesas externas. Dispensamos o táxi nesse ponto, pois voltaríamos a pé para o hotel.
das mesas externas pode-se ver o mar e o pão de açucar ao fundo
Praia de Copacabana
Após sairmos da Colombo do Forte, caminhamos pelo calçadão de Copacabana, já estava escurecendo e aproveitamos pra ver os restaurantes da Orla (fica como dica para jantar) e ao mesmo tempo conhecer os quiósques a beira mar, as esculturas de areia… essa coisa toda de turista. Caminhamos praticamente toda praia (mais de meia hora de caminhada), e apesar das predrinhas portuguesas, o trajeto tem rampa em todas as esquinas e travessias.
praia de copacabana
Mais Copacabana e Lagoa Rodrigo de Freitas
Domingo de manhã após o café, mais uma volta pela praia dessa vez de dia e com a Avenida Atlântica fechada para os carros, o que te permite rodar no asfalto que é bem mais fácil e optamos por não entrar no mar, só passear mesmo.
lagoa rodrigo de freitas
Já havíamos combinado de almoçar com o Nickolas do blog e ele nos levou até a Lagoa Rodrigo de Freitas, lá tem uns bares e restaurantes muito bons. Ah, caso interesse é de lá que sai um dos passeios de helicóptero pelo Rio (nós não fizemos esse passeio). Da lagoa se tem uma bela vista para o Cristo.
Essa viagem com todos os gastos de táxi, hospedagem, alimentação e passeios saiu por menos de 500 Reais por pessoa, o que daria menos de 1000 Reais o casal, tudo com muito conforto em hotel com quarto adaptado. Não é preciso ser milionário para viajar, basta ter disposição de encontrar boas oportunidade nas passagens e hotéis!
Christian Matsuy - terça-feira, 7 de maio de 2013 - 13:05
Para a Reatech 2013, nós fechamos parceria com a Printi que produziu cartões de visita para distribuirmos no evento. Isso parece bobagem, mas deixa a coisa menos amadora e facilita a troca de contatos.
cartões de visita – Blog Mão na Roda
Fica ai a nossa sugestão pra você que tem um blog ou um site, pode ter certeza que sua apresentação fica bem mais marcante se você tem um cartão de visita.
A Printi está disponibilizando para os leitores do blog, 10% de desconto na aquisição de qualquer tipo de impresso. Basta utilizar o código MAONARODA10 na página de pagamento.
Pra quem tá querendo se qualificar, segue uma oportunidade bacana de cursos gratuitos na área de TI e Comunicação.
PROGRAMA QUALIFICAR PARA INCLUIR
Programa Qualificar para Incluir é um projeto do CPqD (o maior centro de referência de tecnologia da américa latina) em parceria com a SQi (Skill Quality Intelligence). O nosso objetivo é capacitar pessoas com deficiência, visando à sua contratação de acordo com a disponibilidade de vagas no CPqD. O curso é 100% gratuito, incluindo Materiais didático, transporte, infra-estrutura adequada e professores qualificados. As pessoas capacitadas e não contratadas estarão aptas a disputar vagas no mercado de trabalho, em áreas da Tecnologia da Informação e Comunicação. O CPqD encaminhará os currículos desses alunos para entidades correlacionadas.
O curso do PQi tem uma duração de 13 Meses e meio. Os horários de cursos são: de segunda e quarta ou de terça e quinta, das 9 às 12 horas ou das 14 às 17 horas.
Mais informações de como se inscrever no programa podem ser obtidas através do e-mail: alinenunes.sqi@gmail.com e do telefone: (19) 3705-4225 ou 3705-6585.
Christian Matsuy - terça-feira, 30 de abril de 2013 - 14:23
Pra quem achou que nós paramos de publicar material sobre a Reatech, ainda temos muita coisa pra mostrar! Mas nesse post gostaria de descrever um pouco mais as minhas impressões sobre a feira.
A Feira É incontestável que a Reatech é a maior feira do segmento na América Latina, pra não dizer praticamente a única voltada para o público. Existem outras feiras desse tipo que são apenas para profissionais da área. Posso estar enganado, mas de uns três anos pra cá o tamanho da feira deu uma estabilizada. Outra coisa que notei é que a feira está lotando os quatro dias, me recordo de ter ido na feira em anos passados na quinta e sexta e tinha muito stand que nem estava montado, ou o expositor não estava, deixavam pro sábado e domingo mesmo.
Estacionar o carro no local do evento, o que na minha opinião é uma necessidade básica por se tratar de uma feira voltada para pessoas com deficiência, está cada vez mais caro. Esse ano custou 30 Reais. A cada ano sobe 5 Reais, um aumento de quase 18%. Eu queria saber se alguém que é assalariado teve um aumento desses ou se existe alguma aplicação segura que renda esse percentual.
A praça de alimentação melhorou (a cada ano ela veio melhorando) ofercendo mais opções e mesas mais confortáveis. Ano passado haviam umas mesas redondas com toalhas longas que prendiam a roda das cadeira, pra acontecer uma merda era fácil (ano passado eu fiz isso e quase arrastei a bandeijas de um pessoal). Porém pagar 13 Reais em um misto-quente ou 7 Reais em um pão de queijo, chega a ser um insulto. Nem no aeroporto custa tanto. Dá pra comprar uma promoção do M “amarelo” com essa grana! E comer na Reatech não é frescura, muita gente vai pra socializar, se encontrar com gente que se conheceu através da internet, enfim, a grande maioria das pessoas passam o dia na feira. A gente sabe que isso não acontece só nessa feira, mas é complicado. Sendo assim fica registrada aqui essa reclamação que recebemos por parte de nossos leitores.
As Cadeiras É outra coisa que notei de umas 3 Reatechs pra cá também, que de um modo geral, começo a ver mais pessoas rodando com cadeiras melhores. Isso é um bom sinal, achei bacana. As lojas estão fazendo pacotes pra cadeiras customizadas (conjunto de rodas importadas + cadeira + almofada) com preços atrativos e as condições de pagamento estão melhorando. Esse ano o Banco do Brasil estava com uma agência montada dentro da feira pra abrir linha de crédito na hora. A gente entende que o preço das cadeiras nacionais ainda continuam caros e impossíveis pra grande parte da população, mas essa guerra ainda tem muitas batalhas. Mas vem melhorando… Sejamos otimistas!
Mais Cadeiras Vocês podem achar estranho, mas em 5 segundos ou menos eu faço um raio-x da cadeira do cidadão; e o que mais vi na Reatech foi pneu mucho! Gente se acabando pra tocar a cadeira por cause de um problema extremamente simples de se resolver. Nós aqui do blog já escrevemos diversos posts sobre pneus e seus cuidados, mas o pessoal anda “relaxando” bastante nesse quesito. Outra coisa que ví muito foi o tal do pneu maciço (que geralmente acompanham rodas X-Core), e caso não saibam deixam um par de rodas com quase 8 quilos! Daí o camarada vira pra mim e fala: -”preciso de uma cadeira mais leve, o que você recomenda?” Ahh e tem outra coisa: Alguma vez na vida vocês já tentaram andar sem os apoios de braço da cadeira?
Os Malas Todo ano tem, não pode faltar. Aquele cara que reclama de tudo e de todos, mas não faz nada pra mudar a situação.
Eduardo Camara - sábado, 27 de abril de 2013 - 12:27
Nosso amigo Ricardo Martins, da Cavenaghi, fez um ótimo vídeo circulando pela feira. Para quem mora longe e não pode ir à feira, taí uma boa forma de ver o que rola por lá. Confiram!
Ah! Já está participando do nosso sorteio? Últimos dias pra se inscrever!
Nickolas Marcon - terça-feira, 23 de abril de 2013 - 12:37
Conforme anunciamos nesse post, publicado há alguns dias, a Cavenaghi chegou ao Rio de Janeiro. Ficamos devendo as fotos do local que agora o blog traz em primeira mão. A filial carioca fica localizada na Rua Gonzaga Bastos, no bairro da Tijuca, num imóvel totalmente reformado e acessível. Conta com toda a linha de produtos da Cavenaghi de São Paulo, desde cadeiras e acessórios até as adaptações veiculares (clique nas imagens para vê-las ampliadas).
Fachada da loja
A loja é dividida em duas partes: o salão de vendas e a oficina. No salão ficam os produtos novos em demonstração. Na oficina são feitos consertos em cadeiras-de-rodas e todas as adaptações veiculares da Cavenaghi. A entrada da oficina serve também como estacionamento onde cabem dois ou três carros. Aliás, o estacionamento é o ponto fraco da loja, pois há pouco espaço e não é permitido estacionar na rua.
Entrada da loja e estacionamento / oficina
O salão de vendas é amplo, climatizado, com ótimo espaço para circulação entre os produtos expostos.
Salão de vendas
A loja conta com a linha completa de acessórios para cadeira-de-rodas. Na foto abaixo aparecem em destaque protetores de raios, rodas X-Core, pneus Shox, além de uma linha completa de bengalas, muletas e andadores. As almofadas Ro-ho também têm destaque, há vários modelos em exposição.
Rodas e pneus, muletas e andadores, almofadas Ro-ho
A melhor parte da loja são as cadeiras-de-rodas. Nenhuma outra loja na cidade tem uma linha tão completa. Há modelos para todos os bolsos, gostos e necessidades. Desde a famosa Panthera-X em fibra de carbono até as cadeiras mais básicas. Marcas importadas e nacionais, modelos monobloco e dobráveis, manuais, motorizadas e scooters, stand-up chairs, cadeiras com sustentação para adultos e crianças, cadeiras de banho e até cadeiras de praia. Tudo disponível para demonstração e experimentação no local. Senti falta apenas das cadeiras americanas da Top End, marca que a Cavenaghi representa no Brasil, mas o vendedor informou que elas devem chegar no próximo lote, após a Reatech.
Panthera-X, Otto Bock Blizzard, Stand-up motorizada e outras
A loja funciona de segunda a sexta em horário comercial e sábado até as 13h00.
Christian Matsuy - sexta-feira, 19 de abril de 2013 - 19:53
Chegamos!
Mais um dia de feira lotada. Enquanto a gente espera a poeira baixar, vamos mostrar pra vocês um dos lançamentos desse ano que é a Chevrolet Spin com piso rebaixado.
A Cavenaghi desenvolveu essa adaptação baseada no Fiat Doblô, e é um carro para o cadeirante ir de passageiro sentado em sua própria cadeira com toda a segurança. Além do cadeirante, a Spin adaptada ainda pode levar mais 3 passageiros e o motorista.
Quando falamos em segurança, vale lembrar que a adaptação contempla o sistema de fixação da cadeira no assoalho do carro por meio de ganchos e correias retráteis. Eu já tive oportunidade de testar esse sistema em táxis adaptados e a cadeira não sai do lugar, mesmo com freadas e arrancadas bruscas. Ainda existe um cinto de segurança para o cadeirante. Essa adaptação atende uma gama enorme de cadeiras, independente de ser motorizada ou não. Há restrições com alguns scooters que ficam sem ponto de fixação.
O fato do carro ter o assoalho rebaixado melhorou muito o problema que ocorre com as primeiras Doblôs, que tem o teto elevado. Nesses carros, a pessoa sentada na cadeira fica muito alta dentro do carro e acaba balançando bastante e fica com a interação com os demais passageiros reduzida, o que deve ter melhorado bem nessa versão elaborada para a Spin, que naturalmente já é um carro mais baixo, e teve seu assoalho adaptado.
Também foi necessário fazer alterações no para-choque traseiro do carro para possibilitar um ângulo de encaixe da rampa confortável. Essa rampa é feita em alumínio. Quando o cadeirante não está no veículo, o porta malas é aproveitado praticamente 100%, com a facilidade da rampa rebatível.
É óbvio que não existe fórmula mágica: o carro fica mais baixo e isso pode ser um problema dependendo da cidade onde você mora.
Essa adaptação não utiliza plataforma elevatória de embarque, que na minha opinião são lentas e acaba se tornando mais uma coisa pra fazer manutenção. O Sistema de rampa dobrável é mais ágil e não toma tanto lugar no interior do veículo.
A Cavenaghi ficou de passar algumas medidas e dimensões, assim que nós termos essas informações em mãos atualizaremos aqui.
Christian Matsuy - quinta-feira, 18 de abril de 2013 - 16:01
Acabamos de chegar aqui no Centro de Exposições Imigrantes, onde acontece a Reatech 2013. Já começamos a fotografar os stands maiores e assim como no ano passado, mesmo na quinta-feira tem bastante gente visitando a feira. Alguns stands ainda estão em fase de finalização.
Esse ano o estacionamento custa R$30,00. (ui)
nosso cantinho reservado
Pedimos que acompanhem nossa página no Facebook pois vamos fazer a maioria das publicações de fotos por lá. Ainda estamos nos ambientando ao clima da feira e muito em breve a gente divulga as promoções e novidades pra vocês! Enquanto isso não perca tempo e participe do nosso sorteio em Parceria com a Cavenaghi!
Atualização da noite: Esse ano a feira bateu recorde de público no primeiro dia do evento, e digo que foi muito difícil fotografar qualquer coisa. Mas percebemos que após as 19h melhora bastante. Amanhã (sexta) tentaremos fazer um video da feira com uma camera onboard. As fotos de produtos, cadeiras e acessórios mais detalhadas serão publicadas no sábado e domingo. Está frio! Todo ano está um calorão quase insuportável, mas esse ano a meteorologia prevê noites frescas (18 / 19°). Portanto leve uma blusa, o centro de exposições fica na beira da serra e a temperatura cai bastante após as 17h.