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Restaurante Aoyama – São Paulo

Christian Matsuy - terça-feira, 27 de julho de 2010 - 16:27

frente do restaurante AoyamaFrequento o restaurante Aoyama (unidade MOEMA) há algum tempo, e como o lugar tem uma boa acessibilidade, merece um post nosso.

A calçada em frente do estabelecimento é perfeita sem nenhum tipo de degrau ou imperfeição o que facilita o embarque / desembarque do carro. Não tem estacionamento próprio, mas tem serviço de Valet por R$14,00 (um pouco salgado). Veículos de pessoas com deficiência ficam sempre parados em frente ao restaurante, o que facilita.

A entrada fica praticamente no mesmo nível da calçada o que dispensa rampas e degraus.

O local tem dois andares e o segundo andar só tem acesso por escadas, mas o andar térreo é totalmente acessível. As mesas têm todas o mesmo tamanho, mudando apenas a disposição pra acomodar turmas de dois, quatro, seis e assim por diante. É só juntar as mesas e o salão oferece bom espaço para a circulação com a cadeira.

O melhor local para cadeirantes fica próximo ao balcão do Sushiman, que tem uma longa extensão e acomoda até cinco pessoas. Essa parte do balcão tem um vão livre enorme embaixo e pode acomodar até dois cadeirantes de uma vez. E ainda você pode ficar vendo seus sushis sendo feitos.

Visão geral do restaurante

A mesa com vão livre fica ao lado do balcão

Nota: esse lugar a que me refiro é uma mesa mesmo, não é o balcão. Caso você esteja com mais de 5 pessoas ou prefira as mesas comuns, dá para encaixar sua cadeira entre a emenda de duas mesas.

A casa funciona em sistema de rodízio (muito variado) e serve combinados a la carte também.

Caso não queira enfrentar uma possível espera, sugiro chegar até às 20h  nos fins de semana ou faça sua reserva antecipada. No almoço é mais tranquilo.

Por último, o banheiro amplo, adaptado, não fica trancado, e é bem higienizado.

Restaurante Aoyama
Site: www.restauranteaoyama.com.br
Alameda Arapanés, 532 – Moema (ver no Google Mapas)
Tel: (11) 5052-7732

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Botando a boca no trombone 3 – a história não acabou…

Nickolas Marcon - segunda-feira, 26 de julho de 2010 - 08:59

Lembram do Rio Plaza Shopping? Pois é, aquele shopping em que estava parado o elevador que dava acesso entre os níveis de estacionamento e o nível das lojas? Que o blog entrou em contato com a administração e com vários restaurentes do shopping? E que depois um leitor ainda nos revelou a verdade dos fatos?

Para quem não lembra da história, já fizemos dois posts a respeito:

Botando a boca no trombone

Botando a boca no trombone 2 – o barulho continua…

A última notícia que tivemos era de que o elevador estaria pronto até o final de março/2010. Passados mais de quatro meses, nada mudou. Aliás, mudou sim. Há um tapume enorme no lugar do finado elevador, cobrindo inclusive uma das vagas de estacionamento que eram reservadas (que logicamente não foi demarcada em outro lugar). Reparem na foto: além de não disponibilizarem o equipamento, ainda tentaram reverter em publicidade passando a imagem de uma administração preocupada com a acessibilidade. Isso seria ótimo se o equipamento não estivesse parado há exatamente UM ANO.

Liguei para a administração do shopping perguntando novamente sobre o elevador:

- Rio Plaza Shopping, boa tarde…

- Por favor, o elevador para acesso ao estacionamento já está funcionando?

- Não senhor.

- No começo do ano me informaram que ele ficaria pronto no mês de março, mas até agora nada. Vocês têm alguma previsão de quando ele estará pronto?

(silêncio sepulcral)

- Bem… na verdade…

(mais um minuto de silêncio em memória do elevador)

- Não temos previsão, senhor…

Infelizmente, esse caso parece ser mais um exemplo de obra de acessibilidade que foi feita para conseguir a liberação da prefeitura (alvará) e cuja solução do problema ainda vai rolar por muito tempo…

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Em busca de um espaço

Eduardo Camara - sexta-feira, 23 de julho de 2010 - 14:34

Já tinha 9 anos desde minha lesão quando resolvi partir de vez em busca de um apê. A relação sempre foi de total liberdade na casa dos meus pais, mas sentia falta de um espaço só meu. Era bastante independente, tinha acabado de sair de um relacionamento de quase 3 anos, trocado de emprego e estava querendo dar uma sacodida na vida. Comecei a looooonga procura por um apê e como ela foi desgastante! Já tinha juntado uma grana, mas teria que vender minha alma -que não vale muito – ao diabo e ainda aplicar a merreca na bolsa para conseguir dar entrada em um cafofo aqui no Rio. Para quem não sabe, o metro quadrado da cidade maravilhosa é caríssimo! O preço de um quarto e sala na zona sul do Rio é mais ou menos o de um 3 quartos em um bom bairro de Curitiba, por exemplo. Solução: aluguel!

Claro que alugar também não era barato, mas fiz as contas e dava para pagar o aluguel e ainda sobrava um troco. Mas e para achar o apartamento? Tudo bem que restringi um bocado as minhas opções quando decidi que continuaria morando em Copacabana, bairro onde nasci, cresci e adoro até hoje! Primeiro porque não é um bairro barato, e depois porque a maioria dos seus prédios são construções antigas e muitos não tem rampas na entrada. Alguns, sequer tem elevadores. E para piorar, o bairro ainda tem um certo carisma e está passando por uma revitalização, o que fez com que mais gente entrasse na concorrência por um apê em Copa.

Os muquifos que visitamos eram mais ou menos assim

Tentar alugar um apartamento bom aqui no Rio é frenético. Você acorda cedo pra cacete aos sábados e domingos, cata os classificados do O Globo e começa a ligar para os anúncios de aluguel. Muitos deles não atendem pois são imobiliárias que não funcionam no final de semana, então você também tem que madrugar na 2a feira para saber sobre os apês. E tem uma coisa: se o corretor te tratar bem ou o apê for anunciado mais de uma vez, nem adiantar perder tempo com o apartamento porque ele é uma merda. Apartamento bom no Rio é alugado NA HORA e se o corretor falar que tem que comer caca de cachorro para conseguir a ficha aprovada, te garanto que tem gente que topa!

Logo de cara, consegui achar um apezinho maneiro em um bom prédio com vaga e tudo. Era um pouco barulhento, mas a localização e o tamanho do apê (quarto e sala de incríveis 70m2) compensavam. Caí na asneira de perguntar pro proprietário se eu poderia tirar a porta (de plástico) do box para poder entrar mais fácil com a cadeira. O sujeito fez uma cara tão feia que ali mesmo eu percebi que tinha rodado… Amigo cadeirante: se vai fazer alguma modificação em um apê alugado, NÃO AVISE O PROPRIETÁRIO. Sério mesmo… Se for bobeirinha, tipo tirar uma porta do box para depois recolocar, não avise.

Fiquei quase um ano nesse ritmo alucinante e procurar apê para alugar. Fazia uma ronda nos finais de semana para ver se os prédios tinham acesso básico e, se tivessem, na segunda-feira tentava visitar o apartamento em si. Vi, sem sacanagem, mais de 100 prédios e visitei no mínimo uns 40 apês. Nesse meio tempo, conheci a Bianca. Ela  passou a me ajudar na busca (era diretamente interessada, ehehe!) e viu vários apês para mim. Quase consegui alugar alguns deles, mas a minha “ficha” sempre era preterida por outra. E olha que eu tinha um bom emprego estável e um fiador, hein? Cheguei até a ver um apartamento que tinha sido de um cadeirante (Olha só!), com banheiro adaptado e tudo, mas o proprietário preferiu alugar para outra pessoa. É mole?

Depois de tanto tempo dando com os burros n´água, já tinha juntado um dindin a mais, feito algumas contas e cheguei a conclusão que daria para comprar um apê financiado. As coisas também estavam indo muito bem com a minha namorida, praticamente já morávamos juntos e decidimos estreitar ainda mais nossos laços. Reunimos os tostões e mudamos o objetivo da busca: o lance agora era arrumar um apê para nós dois comprarmos!

Não foi nem um pouco fácil… Se por um lado quando vc está COMPRANDO um apê os proprietários te tratam melhor, a responsabilidade é muito maior e a quantidade de picaretas tentando te passar uma bomba aumenta consideravelmente. Negociamos apartamento com ex-presidiária, uma mulher que fugiu do hospício e outra que mantinha uma pessoa em cativeiro dentro do apartamento. Tá, não foi isso tudo não. Exagerei em um dos casos. Mas os outros dois eu juro que são reais!

Depois de 1 ano e meio procurando apê, nossa planilha de muquifos visitados já continha 300 itens. Encheu o saco. Decidimos que tínhamos que relaxar e tiramos férias, viajamos, curtimos… Foi quando voltamos, bem mais relaxados, que fomos visitar mais um apê despretensiosamente. Lembro até hoje: bastou entrar na sala para ter aquela sensação de “é esse!”. Claro que fiz aquela cara de desinteressado para o corretor, para não valorizar. Quando o cara virou de costas e eu olhei para Bianca, percebi que ela tinha sentido o mesmo que eu. Uhu!!!

(continua)

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Os desafios da volta ao lar

Eduardo Camara - quinta-feira, 22 de julho de 2010 - 13:23

Um dos maiores problemas de quem se torna cadeirante de um dia pro outro é a volta para casa. E não tô falando de encarar as ruas inacessíveis não, estou falando de encarar o lugar onde moramos! Hospitais e centros de reabilitação geralmente são bem adaptados, têm rampas e portas largas, ao contrário da maioria das casas e apartamentos.

Comigo não foi diferente e, quando voltei do hospital para casa, foi um caos! Para entrar e sair do prédio tinha que ser carregado vários degraus acima e abaixo. Minha cadeira não entrava no banheiro e mesmo com a cadeira de banho não conseguia entrar no box. Solução? Tomar banho, durante 6 meses, no meio do banheiro, com uma mangueira ligada na pia, molhando tudo, e totalmente dependente de outras pessoas. Imaginem o trabalhão que dava para tomar um banhozinho simples…

Depois de 6 meses, conseguimos nos mudar para um prédio com apenas um degrau na entrada. Já conseguia entrar e sair do prédio sem mobilizar meia dúzia de pessoas. Para melhorar, comprei uma cadeira de banho com rodas grandes, mas estreita o suficiente para conseguir entrar no banheiro de serviço do apartamento. Pela primeira vez em mais de 6 meses consegui tomar um banho sozinho, e como curti aquele momento! Lembro-me até hoje da água batendo no rosto e da porta do banheiro fechada. Pode parecer bobo para quem não vivenciou, mas aquilo foi uma enorme conquista!

Como o apartamento era alugado, não foi possível alargar a porta do banheiro social. E como não dava para “pular” para cadeira de banho toda vez que tivesse que fazer xixi, a saída foi utilizar a velha garrafinha e o tanque da área de serviço. Também era por lá que eu lavava o rosto, fazia a barba e escovava os dentes. Tudo isso durou pelo menos uns quatro anos. Intimidade quase zero… Dureza, né?

Depois desse tempo todo, arrumei um par de dobradiças offset e finalmente consegui entrar no banheiro social com a minha cadeira! O banho continuava sendo no banheiro de serviço, mas agora eu já fazia o número 2 e todo o resto no banheiro social. Tudo bem  que o espaço era apertadíssimo e minha cadeira mal cabia lá dentro. Para usar a pia, tinha que me contorcer todo e para acessar o vaso usava meus dotes de ginasta, mas foi mais um passo adiante e tive aquela sensação boa de me sentir mais “gente” depois de 5 anos como cadeirante.

Ainda não era o ideal. Queria mesmo era um banheirão adaptado, portas largas e tudo mais que eu tinha direito! Mas isso ficaria pra depois. Reformar um apê alugado estava fora dos nossos planos…

(continua)

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Restaurante Todai Garden – São Paulo

Cris Costa - quinta-feira, 22 de julho de 2010 - 12:06

Achei um lugar bem bacana e adaptado em São Paulo. Vou bom reencontrar os amigos, com um bom rodízio de japonês e sakê pra acompanhar.  E nem foi difícil achar um lugar adaptado. Acho que os paulistas estão bem mais conscientes do que os cariocas. Aqui no Rio, tirando os de shopping, não conheço um restaurante japonês que seja adaptado. Uma pena.

Mas vamos lá. O restaurante é o Todai Garden, que fica em Perdizes. Perto do “Parmerão”.  Tem manobrista no local, mas também não me pareceu difícil achar vaga por ali. Tem rampa na entrada e é bem espaçoso. Pra quem quiser ficar na varanda tem entrada pelo lado de fora. Só para a parte que tem aquelas mesinhas que você fica sentado no chão é que tem escada.

Tem banheiro adaptado e bem sinalizado. Ok, podiam colocar uma tampa no vaso, e falei com a gerente sobre isso. No mais, achei o lugar bem legal. A comida é boa e o preço achei bem razoável. Valeu muito a pena!

Todai Garden

Rua Diana, 149/ 61 – Perdizes

Tel: 3803-8398/ 3673-7669

Link para Site: http://www.todaigarden.com.br/

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Acessórios e opcionais » Assento

Christian Matsuy - terça-feira, 20 de julho de 2010 - 17:17

Aproveitando o embalo do post sobre medidas da cadeira, vamos dar continuidade ao assunto, dessa vez de maneira mais dosada, discutindo um ítem por post. Assim não fica cansativo e chato de ler, certo?

Logicamente, o assento da cadeira não se inclui nessas duas categorias, mas o tipo deles sim.

cadeira com assento rígido

exemplo de cadeira com assento rígido

Basicamente nas cadeiras nacionais temos opção de assentos em lona ou vinil (dependendo do fabricante) ou rígidos em alumínio, geralmente uma chapa rebitada ou parafusada ao quadro da cadeira. Essa segunda opção sempre terá um custo extra.

Das vantagens e desvantagens
A maioria dos fabricantes usa a lona convencional para os assentos e encostos padrão, sem nenhum tipo de recurso para ajuste de tensão, fazendo que com o peso de nosso corpo laceie a lona, deixando-a deformada, trazendo vários problemas, como por exemplo, você sentar de forma “afundada” na cadeira (famoso assento selado). A única saída é a troca.

Já tive 2 cadeiras em que o encosto e o assento eram de vinil (diferente da lona), e haviam 3 cintas embaixo dele para ajustar a tensão (apenas do assento). Eles duravam em média 2 anos e depois disso laceavam a tal ponto que mesmo com as cintas de ajuste, era impossível deixar totalmente esticado. Isso me gerava um incômodo absurdo, a ponto de não conseguir ficar sentado. Mesmo assim eles são mais duráveis que os de lona, que estão praticamente descontinuados pelos fabricantes.

Eu nunca tive cadeiras com assento de lona comum, pois já cansei de vê-los laceados em cadeiras de monstruário, o que me desencorajou totalmente.

Em 2004 eu comprei minha primeira cadeira com assento rígido, e em conjunto com uma boa almofada, resolveu esse problema, até hoje não me preocupo com o assento, pois ele sendo rígido sempre estará certo. A desvantagem é que aumenta o peso da cadeira em 1 kilo e tem um custo extra, que acredito se pagar com o tempo, pois você nunca precisará trocá-lo.

Nas cadeiras dobráveis em X, não há como ter assento rígido. Senão a cadeira simplesmente não dobra ;) !

imagem de assento rígido removível

assento rígido avulso

Nesse caso o que pode ser feito é a utilização dos suportes de almofadas que pode ser improvisado em madeira ou fibra de carbono (opção importada). Eles são feitos para serem inseridos dentro da capa da almofada e ficam apoiados nas laterais da cadeira. A Roho oferece um suporte para suas almofadas também. o peso deles também gira em torno de 1 kilo, vai depender do tamanho de seu assento.

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Hotel Ibis Expo Barra Funda – São Paulo

Cris Costa - sexta-feira, 16 de julho de 2010 - 10:50

Há pouco tempo atrás fui para São Paulo visitar uns amigos. Adoro a cidade! Adoraria poder visitar mais vezes, não só pelos bons amigos como por tudo de bom que a cidade tem. Mas enfim, sempre que viajo vem aquela tensão de saber se o hotel é bem adaptado e tudo que está escrito no site realmente existe e funciona. E não é que dessa vez  foi tudo verdade? E mais, digo que foi o quarto mais bem adaptado que já fiquei. Muito bom mesmo.

Pra ilustrar, vou colocar aqui umas fotos que tirei.

Eles colocaram uma porta de correr do quarto para o banheiro, o que acho ótimo. Além de poupar espaço poupa o saco que é abrir e fechar porta com a cadeira (puxa a porta, a cadeira vai pra trás, ai tenta pegar a maçaneta, a porta vai pra frente… aff, uó).

A pia é vazada embaixo, facilitando entrar com a cadeira. Só achei um pouco alta, mas nada que atrapalhasse. E também colocaram o espelho grande e inclinado pra baixo. Muito bom!

O chuveiro tem o esqueminha que eu adoro:  uma bancada que dá pra passar facilmente, tomar o banho relax e voltar pra cadeira. Adoro quando encontro uma adaptação assim e não só o chuveiro sem nada.

O que achei legal e não me lembro de ter visto em outro hotel, foi que colocaram os cabides e a prateleira com travesseiro e cobertor na parte mais baixa. Assim fica tudo fácil de colocar e pegar.

Ah se todos fossem assim…

O hotel é o Ibis Expo Barra Funda. O link é: http://www.accorhotels.com/pt/hotel-2211-ibis-sao-paulo-expo-barra-funda/index.shtml

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Banho

Cris Costa - terça-feira, 13 de julho de 2010 - 12:40

Chegar em casa cansada e tomar aqueeeeele banho  não tem preço. Seja pra refrescar no verão, dar uma esquentada no inverno, ou pra seu principal motivo, higiene, é um momento feito para relaxar. Pelo menos sempre gostei de um bom banho. Ok, quando era criança tive meus momentos de rebeldia, mas faz parte. E pensando nisso me lembrei do primeiro banho de chuveiro depois do meu acidente. Foram quase dois meses sem poder sair da cama só naquele banho mulambento de leito, mas que tinha lá seu valor. Mas vamos combinar, dois meses numa cama me renderam vários nós no cabelo, já estava no melhor estilo Black Power. Precisava de um chuveiro por todos os motivos do mundo. Assim que me liberaram, lá fui eu pro chuveiro. Me passaram pra aquela cadeira/ privada hóóóóórrivel e desconfortável, fiquei toda troncha (recém tetra), mas valeu. A água caindo na cabeça, a sensação de estar realmente tomando banho… Bom de mais! Inesquecível. Só que o alívio em relação ao banho acabou ai. Ter que usar aquela cadeira pra tomar banho era ruim de mais. Me impressionava um centro de reabilitação usar algo tão desconfortável, velho e enferrujado. Ficava imaginando se aquela cadeira era “boa” pra qualquer pessoa. Quem está num hospital, bem não está, né? Custava ter algum modelo mais confortável e menos instável? Será que existem outras opções? Enfim, como não tinha outro jeito agüentava pois valia o banho.

Quando comecei a adaptar meu apartamento, veio a questão do banheiro. Qual seria a melhor forma de adaptá-lo pra que eu pudesse tomar banho tranquilamente e sem precisar de muita ajuda. Pesquisei todos os modelos disponíveis, mas eram todos variações do mesmo tema: assento de privada com rodinhas. E ainda tinha um agravante: no meu banheiro tinha uma banheira, e na época não dava pra fazer obra, então tinha que dar um jeito de ter uma cadeira ali dentro. É claro que não tinha jeito, e pelas falta de opções de cadeira, acabei comprando aquele modelo mesmo.

Mas é claro que não tava feliz, e continuava a minha saga por um banho tranquilo. Um belo dia, estava no CVI para assistir ao curso de lesão medular, e conversando com a Beth Caetano ela me disse que usava uma cadeira que encaixava na banheira e era ótima. Quase não acreditei. Ela gentilmente me emprestou a dela pra ver se cabia. E coube! Fiquei mega feliz, pois além de poder ficar embaixo do chuveiro, a cadeira ficava fixa, o que me dava mais independência e o assento era de espuma, bem macio. Agradeço a Beth até hoje pela ajuda. Dei meu jeito, consegui comprar a cadeira e uso o mesmo modelo desde então.

Entendam que eu não gosto do  modelo com rodinhas pois acho desconfortável, ruim de transferir e um pouco instável. Mas é minha opinião, e sei que muita gente se adapta bem a esse modelo. A minha questão é: porque só esse modelo? Já foi feito até um post sobre opções de cadeiras de banho.Talvez não tenham muitas opções mesmo, mas sempre acho que pode melhorar. Ou tô sendo otimista de mais?

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Cadeira com fechamento frontal

Cris Costa - quinta-feira, 8 de julho de 2010 - 10:01

No post sobre a cadeira chinelinho, mencionei que não gostei da cadeira monobloco da Ortomix pois ela não tem a opção de afunilar na frente. Para ficar mais fácil de entender,  resolvi colocar uma foto comparando os dois tipos de frente pra que fique fácil de vizualizar. Ai, quando forem comprar uma cadeira, pode facilitar na escolha. Uma das fotos foi o Christian que me mandou, de onde aliás tirei a idéia de escrever sobre isso. Valeu Christian!

Como podem ver, o pedal fica bem largo se seguir a largura da cadeira. Já imaginaram fazer uma curvinha num lugar mais apertado com uma cadeira assim?

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Praia do Forte – Bahia

Cristal Bittencourt - segunda-feira, 5 de julho de 2010 - 16:04

Igreja em frente à Praia do Forte

Foto extraída de wikimedia - clique na foto para ver a original

Nossa leitora Cristal Bittencourt esteve na Praia do Forte na Bahia e nos enviou suas impressões de lá. Valeu, Cristal!!

“Mandei um tweet pra vocês perguntando se tinham interesse em ver umas fotos de Praia do Forte, aparentemente totalmente acessível, e como a resposta foi positiva, cá estou! Digo aparentemente porque sou andante, e não tenho nenhum problema de locomoção, então não posso ter certeza se a vila de Praia do Forte supre, ou não, as necessidades de um cadeirante.

No entanto, no fim de semana em que estive lá, cruzei com dois cadeirantes que, a meu ver, aproveitavam a vila sem maiores problemas. Um senhor, sozinho, de cadeira motorizada e uma moça de cadeira normal sendo guiada pelo namorado.

Estacionamento e entrada da vila da Praia do Forte

O estacionamento fica em frente à entrada da vila, sem caminho de barro ou qualquer inconveniente do tipo. É lá também que param os ônibus e vans.

A cidade é cheia de hotéis e pousadas, a maioria razoavelmente cara. A pousada que eu fiquei, mais barata, não tinha acessibilidade e ainda era um pouco mais distante. Mas no centro da vila há várias opções mais caras, e um dos hotéis tinha aquele símbolo da cadeira, o que acredito que seja a indicação de quartos acessíveis. Ou estou errada?

Rua na vila da Praia do Forte

Trilha para entrada em uma loja no mesmo nível da ruaA vila toda é praticamente um caminho só, e todas as lojas, restaurantes e pousadas são normalmente no nível da rua. E, quando não é, a grande maioria tem rampas. É bem raro ver degraus por lá. No final da vila, há o Projeto Tamar (que eu acabei não indo nem obtendo qualquer informação graças à chuva) e a praia. Praia, areia, claro, inacessível… Pelo menos até Luciana de ‘Viver a Vida’ chegar lá! rs Mas, antes de efetivamente a praia começar, de frente pro mar, há um espaço razoavelmente grande, com três barracas de praia, e chão de madeira. Ou seja, dá pra ir da vila até essas barracas de frente pro mar sem problemas. Por culpa da chuva, não tirei foto.

Outra entrada de loja no mesmo nível da rua

Ruas da vila da Praia do Forte

Resumindo: o problema é só se chover! A cidade fica inabitável para pés e rodas!

Espero ter dado uma boa dica, um beijo. ”

Observações do Nickolas: “Já fui na Praia do Forte há algum tempo atrás (acho que 2005), quando nem havia o blog.
Não tive nenhum problema para circular pela vila. Todos os lugares são no nível da rua. Algumas lojas tem um degrau na entrada, mas é uma minoria. Talvez já tenham até retirado. Havia vaga reservada no estacionamento e consegui usar o banheiro em um restaurante que parei para almoçar. Não cheguei a ir até o projeto Tamar.”

Nota da blogueira Bianca: O projeto Tamar, pelas fotos que encontrei na internet, não me pareceu acessível, pois é todo sobre areia da praia. Não me lembro se existem trilhas lá dentro (eu também já estive lá, há milênios).

Segundo nossa leitora e colaboradora Maria Paula Teperino o chão do Projeto Tamar é de cimento com uma camada fina de areia por cima (para compor o ambiente). Por conta disso, é possível circular com cadeiras de rodas no local. Abaixo fotos enviadas por ela:

Chão do Projeto Tamar - cimento coberto por areia

Chão do Projeto Tamar - cimento coberto por areia

Cadeirante olhando para tanque com tartaruga no Projeto Tamar

Se alguém tiver mais alguma informação sobre acessibilidade da praia, da vila ou do projeto Tamar, comente!

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Lateral Direita

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