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Adaptação de plataforma elevatória

Christian Matsuy - terça-feira, 1 de abril de 2014 - 15:14

Mais um video mostrando a prova de que é possível adaptar os lugares e eliminar barreiras. A empresa inglesa Allgood especializada em automação de portas, e arquitetura inteligente desenvolveu essa solução para lugares que não podem (ou não querem) eliminar as escadas. Não nos perguntem o preço… 

Allgood Sesame steps Video from Allgood plc on Vimeo.

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Programa Especial – Turismo para pessoas com deficiência

Eduardo Camara - sábado, 8 de março de 2014 - 17:52

Dei uma entrevista para o Programa Especial da TV Brasil onde conto um pouco da minha experiência viajando pelo mundo. A matéria foi ao ar em fevereiro, mas  quem ainda não viu pode conferir o programa na íntegra no vídeo abaixo! Dei uma série de dicas para cadeirantes que querem viajar e ainda tem algum receio. Se você quer alguma dica, tem alguma dúvida ou simplesmente quer compartilhar sua experiência, escreva nos comentários!

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Reatech 2014 – São Paulo

Christian Matsuy - segunda-feira, 3 de março de 2014 - 11:16

logotipo reatech 2014

A Reatech 2014, XIII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade ocorrerá de 10 a 13 de Abril de 2014 (confira abaixo os horários).

 Por que é legal visitar a Reatech?

Pelo fato de termos praticamente todos os fabricantes brasileiros e estrangeiros expondo sua linha de produtos, disponibilizando os equipamentos para teste e avaliação. Todo ano aparecem lançamentos de novos produtos (cadeiras e outras tecnologias assistivas). A possibilidade de se fazer um test-drive em diversos carros no mesmo local também é um bom motivo. Todas as lojas trabalham com preço promocional e muitos produtos (inclusive cadeiras) estão disponíveis para pronta entrega. Se você está precisando comprar algo relacionado é uma ótima oportunidade. Agilize sua entrada – imprima o crachá antecipado. Entrada Gratuita.

Quando:
De 10 a 13 de Abril
Quinta e Sexta-feira, das 13 as 21h
Sábado e Domingo, das 10 as 19h

Onde?
Centro de Exposições Imigrantes
Rodovia dos Imigrantes, Km 1.5
São Paulo – SP  


Exibir mapa ampliado

Como chegar?
Transporte gratuito feito com serviço de Vans saindo do Metrô Jabaquara.
(Rua Nelson Fernandes, 400) em frente ao posto de gasolina – das 08h às 21:30h.

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O “ser” cadeirante

Christian Matsuy - terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 - 15:12

ser cadeiranteDe antemão já aviso que esse post será longo. 2014 começou e precisamos dar continuidade em nossas vidas, isso inclui escrever pro blog periodicamente (só que não). Esses dias que fiquei de férias, acabei por assistir TV em demasia onde vi algumas matérias sobre deficiência, cadeirantes, enfim, nada muito específico, eram matérias de noticiário, fora isso viajei pra praia e vi muitos cadeirantes turistas frequentando, coisa que nos anos anteriores raramente eu via. Foi bacana.

Daí eu ficava reparando, juro que tento mas não consigo deixar de reparar absolutamente em tudo, e disso eu via absurdos como o cidadão ter uma cadeira importada bem legal, nova e usar pneu pipoqueiro quase murcho, por não saber que existem melhores e que o pneu tem uma calibragem ideal, outro se matando com aquelas rodinhas dianteiras de gel se lascando pra atravessar meio metro de grama… O outro lá estava hospedado no melhor hotel da orla, família enorme, enfim, gente bem de grana – mas ele… Sentado numa dobrável, com várias soldas, almofada d’água (pesa de 8 a 10 quilos só ela) Ou seja, falta informação mesmo ou vontade de procurá-la na verdade? E dessas ocasiões nasceu a ideia desse post.

Tem programa de TV mostrando até “milagres”, casos nítidos onde a pessoa sofreu uma lesão medular recente e está saindo do seu quadro de choque inicial, recuperando movimentos de acordo com a estabilização do quadro, sem contar os casos de lesão incompleta. E em troca dessa exposição, pedem algum tipo de ajuda. Na minha opinião, esse tipo de matéria acaba alimentando algumas esperanças em outros que não tem o mesmo quadro. Não que essas pessoas não mereçam ser ajudadas, muito pelo contrário, mas a forma que a TV aberta aborda isso, beneficia um e acaba por deixar milhares atrás de uma falsa esperança de tratamento ou cura, lembrando que não há nada cientificamente comprovado sobre a cura da lesão medular. Nesse caso estou sendo específico, pois existem outras causas / doenças que podem deixar uma pessoa cadeirante.

Na grande maioria das vezes o gancho da “superação” é utilizado como base, aliado a alguma ação de filantropia ou assistencialismo. Mobilidade urbana (vagas reservadas, casos de transporte público, etc.) tem seu lugar. O esporte também tem seu espaço (para desporto sendo mais claro). Inclusivo mesmo foi ver cadeirante ladrão de carro e político corrupto, isso é bom pra mostrar que não é pelo fato da pessoa ter alguma deficiência que ela é boazinha… E esse ano tem eleições hein! Fique de olho! Raramente exibem coisas relacionadas ao mercado de trabalho. Todo mundo fala que está “bombando”, mas eu devo ser o único que acha o contrário.
Depois do e-mail que recebi na semana passada referente a um cargo de analista sênior com salário de assistente administrativo… – Para o mundo que eu quero descer! Pensei em fazer post disso, mas não, deixa pra lá.

A experiência nos mostra como passar por certos tipos de situações com mais conforto. Não tenho a mínima intenção em ditar regras e dizer como cada um deve viver, mas acho que algumas recomendações aos “novatos” são cabíveis, ainda que muitos se recusem a receber ou aceitar que a situação não é temporária. Talvez sirvam como um pequeno alicerce para uma reintegração à vida social menos traumática. Cada um dentro de sua possibilidade.

Tenha um bom equipamento – sei que os preços são astronômicos, mas uma boa cadeira de rodas vai te trazer uma qualidade de vida incrível. Ela mantém sua postura, facilita sua mobilidade e a de quem lhe auxilia se for o caso. Existem as dobráveis e rígidas, ambas desmontam e tem geometria diferentes, por isso é conveniente que você escolha a que vai caber no porta-malas, e o mais importante a que vai ser mais fácil para você. Quanto mais leve e fácil de desmontar sua cadeira for, melhor. Cadeiras boas raramente quebram inesperadamente, não te colocando em situações de risco. O Banco do Brasil tem uma linha de crédito com juros baixos para aquisição de equipamentos e cadeiras. Tem muito cadeirante com carro zero e caro, prefira ter um carro mais simples, a oferta de modelos automáticos é bem maior na atualidade e reserve grana para uma cadeira legal, lembrando que você vai passar a maior parte do dia sentado nela. Cadeira boa é a mais adequada para cada pessoa, pois há diferentes usos, habilidades e deficiências. O ideal é que cada um pesquise bastante, até experimentar modelos mais baratos (todos passamos por isso) para identificar o que é mais importante antes de fazer um investimento alto. O exemplo é claro no segundo parágrafo, onde citei a história do tio que aparentemente não tinha problemas financeiros, mas utilizava uma cadeira ruim e pesada que dificultava ainda mais os poucos movimentos que ele tinha. Já escrevemos bastante sobre isso.

Cuide-se em todos os sentidos – higiene pessoal, cabelos e unhas cortadas não fazem mal a ninguém. Você não precisa usar roupas caras, mas pode usar roupas certas. Sair de casa pra passear com aquela calça de abrigo surrada e camiseta de pijama com certeza deixa qualquer um com cara de enfermo, que não é o caso. Tente criar uma rotina de horários para ir ao banheiro, tomar banho e etc. Assim você consegue se programar para sair de casa com mais tranquilidade. Outra coisa que eu não entendo é a mania que alguns tem de sair descalço, poxa se você não tem nenhuma deformidade que impeça calçar algo, evite fazer isso, é inclusive perigoso você dar uma topada e até fraturar seus dedos.

Poupe os que te apoiam – sempre haverá um grupo de pessoas que mais te ajuda e apoia nas horas de necessidade. É importante ter consciência que essas pessoas podem ficar “cansadas” de fazer certas coisas, que às vezes nem estamos nos dando conta de estar incomodando. Tem muito cadeirante que apesar de tudo, consegue se virar sozinho em 99% das situações, o que não ocorre comigo: pode soar estranho para alguns, mas tento ser o mais flexível possível para àqueles que me auxiliam em casa e no serviço, dividindo a quantidade de coisas que preciso de ajuda entre um número maior de pessoas. Vou dar um exemplo básico: toda vez que preciso beber água, peço para alguém diferente, assim eu não sobrecarrego um único colega pra buscar 10 copos d’água no dia. Parece que não, mas com o tempo isso desgasta. Tente aperfeiçoar seu espaço em casa pra sua máxima independência e exercite continuamente depender o menos possível dos outros. Isso te fará bem, pode ter certeza. Agradecer sempre, não é por que é íntimo que não mereça ser agradecido.Pô, já vi situações embaraçosas onde o cadeirante trata com rispidez àquele(a) que está lhe ajudando…

Não pague de “incluchato” – se você só tem como assunto de conversa, a acessibilidade, a vaga reservada que estava ocupada, a calçada que é uma bosta… Menos. Tem gente que só posta isso nas redes sociais. Assuntos como esses são importantíssimos e devem ser lembrados sempre, mas talvez não seja adequado pra se falar naquele churrasco de domingo que você pode não ter sido convidado justamente por causa disso. Lembre-se do seu eu “anterior” e que existe uma coisa chamada convívio social.

Evite a segregação – diretamente ligado ao assunto acima, há pessoas que sentem dificuldade de sair do círculo de amizades que acabam nascendo nos centros de reabilitação, tentam sair apenas com outros cadeirantes e acabam se esquecendo do resto do mundo. A princípio essa coletividade é salutar, mas não pode virar um meio único de convívio. É claro existem algumas atividades que você possa a vir querer exercer no coletivo (praticar um esporte, por exemplo). Já recebemos e-mail de gente perguntado onde que é legal pra cadeirante ir… Todo lugar é legal se você estiver com as pessoas certas!

Informe-se – Antes de adquirir um produto, ou realizar qualquer tipo de procedimento que envolva um valor considerável, busque informações e tenha certeza que você está fazendo a coisa certa. Hoje com as redes sociais, ficou mais fácil de encontrar alguém que possa lhe ajudar e te dar uma opinião. Infelizmente os sites dos fabricantes nacionais ainda são escassos em informação, mas nada como perguntar pra quem usa o produto. O Google está aí pra isso.

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Vagas reservadas: o cartão é obrigatório

Nickolas Marcon - sexta-feira, 24 de janeiro de 2014 - 12:23

Há pouco mais de um mês escrevi um post aqui no blog sobre a correta utilização das vagas de estacionamento reservadas para deficientes físicos. Se você não leu, clique aqui para ver o post.

O texto chamava a atenção de que muitos deficientes (motoristas e passageiros) não conheciam ou simplesmente não se davam ao trabalho de fazer a sua obrigação para utilização das vagas, sinalizando o veículo com adesivos e utilizando o cartão de estacionamento emitido pela prefeitura.

Pois bem. Vários comentários foram colocados sobre a fiscalização e multa para quem utilizava as vagas de rua sem o cartão. Porém, apesar de estar previsto em lei, até o momento ninguém nunca tinha visto qualquer fiscalização dentro de estacionamentos particulares como mercados e shoppings na cidade do Rio de Janeiro.

Hoje, procurando uma notícia no site da Prefeitura do RJ, encontrei um artigo (clique aqui para ler) com uma notícia muito boa: a partir de agora, o uso das vagas reservadas dentro dos shopping centers também será fiscalizado. No começo será uma ação educativa, partindo depois para ações de penalização (multa).

Por um lado, todos os deficientes terão que ter o trabalho de manter seus cartões atualizados, mas a vantagem será enorme: com o tempo, os espertinhos que se utilizam indevidamente dessas vagas saberão que podem ser multados e não colocarão mais seu carro ali. Com as vagas sendo usadas por quem realmente precisa, haverá mais vagas disponíveis. Assim, um deficiente não precisará correr riscos no trajeto pela rua porque teve que parar seu carro na PQP, ou então de não conseguir abrir a porta do carro para montar sua cadeira. Lembrando que vagas para deficientes são diferentes das vagas para idosos e requerem autorizações diferentes, então cuidado para não estacionar no lugar errado.

Se você mora no Rio e ainda não fez o seu cartão de estacionamento, no site da prefeitura há todas as instruções para obtê-lo. Se você mora em outra cidade, essa pode ser uma boa oportunidade para alertar as autoridades a seguirem o mesmo exemplo. Faça a sua parte.

 

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Spin Acessível – Cavenaghi

Christian Matsuy - quinta-feira, 19 de dezembro de 2013 - 14:52

A Cavenaghi fez um video para esclarecer algumas dúvidas sobre a Spin Acessível, essa adaptação permite o embarque de 1 cadeirante e mais 4 pessoas (3 passageiros + motoristas), sem necessidade de plataforma elevatória.

Para maiores detalhes e informações de preço, e opções, entrem em contato com a Cavenaghi através da página especial para esse produto.

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Vagas reservadas: você está fazendo a sua parte?

Nickolas Marcon - sábado, 30 de novembro de 2013 - 21:26

espertinhoEnquanto lia o site do jornal O Globo neste chuvoso fim de tarde de sábado no RJ, encontrei um artigo assinado pelos jornalistas Rafael Galdo e Waleska Borges falando sobre o desrespeito dos motoristas às vagas reservadas para deficientes físicos e idosos (clique aqui para ler a reportagem). A reportagem citava várias pessoas flagrados pelos jornalistas com aqueles desculpas esfarrapadas que todo mundo já está cansado de ouvir: “é rapidinho”, ou “estou sem tempo” etc. etc.

Ok, esse assunto está mais do que manjado, já estamos falamos sobre isso desde que o blog foi criado: 

Não há vagas
Sem dó nem piedade
Vagas reservadas – duas boas soluções pra quem tem espaço
Dia de Fúria – Vaga no shopping
Placa de responsa!
Ser ou não ser?
Vagas pra quem?

Mas dessa vez não estou aqui para passar a mão na cabeça de ninguém. Quero escrever sobre outro lado da história: será que nós, deficientes, estamos fazendo a nossa parte? Isso vale para quem dirige ou para quem é só passageiro…

Todo mundo colou o adesivo identificador no seu carro, né? E a licença de estacionamento, aquele cartão que deve ser solicitado ao poder público, aposto que todo mundo deixa no painel quando estaciona, certo?

Só que não. Canso de ver carros usados por deficientes que não têm nenhuma identificação. E olhe que estou falando só dos carros em que eu conheço o usuário ou dos que vejo a pessoa que faz jus ao benefício entrando/saindo do veículo.

Agora imaginem a cena: você chega num shopping em que há um funcionário encarregado de zelar pelo correto uso das vagas reservadas. Aí um espertinho tenta colocar o carro na vaga reservada, o funcionário do shopping explica que ele não deve utilizar, o espertinho insiste e diz “ah, mas todo mundo está colocando aqui, por que eu não posso?”. Se você fosse o funcionário, como iria explicar que os carros são sim de deficientes se os mesmos não tivessem identificação? Outra coisa: se um guarda de trânsito fiscalizar um carro estacionado numa vaga reservada (acreditem: isso acontece), certamente vai lavrar uma multa se não encontrar o cartão de identificação.

O fato é que muita gente não faz a sua parte, não identifica o carro, não usa o cartão. Alguns têm medo de assalto, outros é só preguiça mesmo. Falta de tempo não é desculpa.

Os adesivos identificadores podem ser encontrados em qualquer banca de jornal. Já o cartão de licença dá um pouco mais de trabalho, mas nada impossível. Normalmente ele é concedido pela secretaria de trânsito da cidade ou pelo Detran, quando a cidade não tem um órgão próprio de trânsito. Num dia você leva os documentos certos, algum tempo depois volta para retirar o cartão. Simples assim.

Para quem mora na cidade do Rio de Janeiro, a licença especial de estacionamento deve ser solicitada nos postos de atendimento da Prefeitura. Mais instruções, relação de documentos e os endereços dos postos de atendimento podem ser vistos clicando aqui.

Em São Paulo, deve ser providenciado o cartão DeFis. Aqui você encontra como adquiri-lo.

Como poderemos cobrar respeito dos outros se não fazemos a nossa parte? Pense nisso.

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Meat Chopper Burgers – São Paulo

Christian Matsuy - terça-feira, 15 de outubro de 2013 - 20:06

fachada_meat_chopperMais uma opção entre as muitas existentes na rua dos Pinheiros, o Meat Chopper inaugurado em agosto de 2012, surge como uma proposta mais intimista. Faltava um lugar assim pra ir, com pouco ruído ambiente, música baixa com facilidade para conversar com as pessoas na mesa.

Ao chegar no lugar, notei que não havia serviço de Valet, não sei se vocês acham isso bom ou ruim, pois às vezes compensa pagar o absurdo que eles pedem pra deixar seu carro na rua e economizar um tempo procurando vaga. No dia que fui, consegui estacionar com certa facilidade.

Outro ponto positivo é que as calçadas dos arredores são muito boas (coisa rara em Sampa), e você pode deixar seu carro mais afastado e vir rodando.

rampa_meat_chopperNa entrada uma boa rampa com inclinação dentro das normas, permitindo o cadeirante utilizá-la sem auxílio. Há disponibilidade de algumas mesas externas que se um dia voltar a fazer calor em São Paulo (rsrs), devem ser muito boas pra ficar observando a movimentada rua dos Pinheiros.

O ambiente possui dois andares e obviamente tem escadas para o mesanino, mas existem ótimas opções de mesa no térreo, fomos atendidos por um dos donos – o André que foi bastante atencioso e demonstrou preocupação com a boa acomodação e acessibilidade do local. É o tipo de coisa que faz toda a diferença pra mim, falta muito disso na maioria dos lugares. 

Mesmo com um ambiente pequeno, nota-se o respeito entre o espaçamento das mesas que permite circulação fácil. As mesas quadradas tem uma base com um sobresalto (me desculpem mas esqueci de fotografar), que impede a cadeira de entrar corretamente, é necessário usar duas mesas para se acomodar, ou utilizar a mesa redonda que atende perfeitamente.

ambiente_meat_chopper

Quanto a qualidade da cozinha, não nos decepcionou, atendimento rápido, e pratos muito bem apresentados dentro da linha hamburger gourmet – com uma pegada americana forte. São mais de 20 sugestões, incluindo vegetarianos.

burger_meat_chopper

bacon cheddar BBQ e batatas rústicas

De sobremesa o cheesecake sem miséria na calda, um dos melhores já degustados! A limonada de frutas vermelhas também é uma ótima pedida.

cheesecake_meat_chopper

 Os banheiros são acessíveis, a entrada é tranquila e tudo muito limpo. Poderia ter uma segunda barra de apoio na lateral na parede, mas notei que era apenas uma divisória que não permitia chumbar o apoio.

banheiro_meat_chopper

Pelo menos não foi utilizado aquele vaso com abertura frontal que atrapalha a transferência.

.  .  .

logo meat chopperMeat Chopper Burgers
Rua dos Pinheiros, 507
Bairro Pinheiros (ver no Google Maps)
Fone: 11 3081.5369
Preço: 50 Reais por pessoa

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Rock in Rio 2013

Nickolas Marcon - sábado, 14 de setembro de 2013 - 23:59

logoNas últimas semanas recebemos vários emails de leitores pedindo informações sobre a acessibilidade no Rock in Rio 2013. Como todos já sabem, aqui no blog não publicamos nada que não tenhamos conferido pessoalmente. Dessa vez não será diferente. Para responder às dúvidas dos leitores, segue abaixo o relato completo da minha experiência no primeiro dia do evento.

Transporte e chegada ao local

Acho que essa é a parte mais sensível da coisa e por isso vou descrever com mais detalhes. Assim como foi 2011, neste ano não há como estacionar próximo ao evento. Há bloqueios nas avenidas de acesso bem antes da Cidade do Rock, onde só passam os carros de moradores previamente cadastrados. Na Av. Abelardo Bueno, não vi nem táxis passando. Num segundo bloqueio da mesma rua, mais próximo do evento, ninguém passava. Não adianta reclamar, argumentar, xingar, mostrar permissão para deficiente físico da prefeitura, nada. Como chegar então?

Para os 0,00000001% da população que tem um helicóptero, há um heliporto próximo ao RioCentro. Acreditem, o tráfego aéreo estava congestionado, tinha fila de helicópteros para pousar.

Mas, como esse não era o meu caso, a solução foi o busão mesmo. Para o Rock in Rio 2013 foram disponibilizadas duas alternativas de ônibus. A primeira eram os especiais, ônibus de viagem com ar-condicionado (popular frescão) que partiam de pontos determinados da cidade e iam direto para um terminal montado no RioCentro, a poucos metros da entrada da Cidade do Rock. As passagens dos ônibus especiais eram limitadas e deveriam ser adquiridas com antecedência pela internet.  Como o acesso aos ônibus de viagem não costuma ser amigável para cadeirantes, essa opção foi descartada (já escrevemos sobre isso, clique aqui para ver o  post).

A outra opção era uma linha de ônibus comuns criada para o evento, que fazia o trajeto entre o terminal Alvorada e a Cidade do Rock, com paradas no Barrashopping e no Shopping Via Parque. Minha estratégia foi estacionar o carro no Via Parque (o estacionamento do shopping funciona 24 horas) e pegar essa linha de ônibus, torcendo para os veículos tivessem elevador. Funcionou direitinho. Cheguei por volta das 17 horas no shopping e havia muitas vagas livres. Depois, fui até o ponto de ônibus em frente, onde já tinha um ônibus parado e equipado com elevador. Aliás, todos os ônibus que vi nessa linha tinham elevadores para cadeirantes. Se os elevadores funcionam, é outra história… No meu caso o elevador funcionou depois de um sobe-desce-para-pontapé-puxa-soco-pontapé-chute-porrada-desce-estica-treme-pontapé-sobe-para. Normal. Estava no ônibus indo para a Cidade do Rock. Uhú!!!

O desembarque é feito num terminal improvisado montado no estacionamendo do falecido autódromo de jacarepaguá, a 1500 metros da entrada. Para quem estiver bem disposto, dá para ir andando até a entrada. A pista toda estava fechada para pedestres. Os obstáculos no percurso se limitaram a um quantidade insana de vendedores ambulantes, mas fora isso e não tive problemas em chegar à entrada.

Dica: para quem não tem tanta mobilidade ou disposição, há táxis adaptados (Doblôs) no terminal para levar cadeirantes até a entrada. Não sei qual era o preço cobrado, se alguém utilizar o serviço, por favor escreva seu relato nos comentários, ok? 

Bom demais, né? Alto lá. Nem tudo pode ser perfeito. Na entrada, o caminho adaptado com rampas começava do outro lado da avenida, onde paravam os táxis adaptados. Ou seja, eu deveria ter chegado pelo outro lado da avenida, atravessando um canteiro enorme. Lógico que não havia nenhuma sinalização mostrando isso.

Como devo ser um dos estranhos cadeirantes na face da Terra que não reclama de rodar por muitos metros num piso liso e plano, acompanhando os andantes, tive que pedir ajuda para subir dois degraus na entrada normal e chegar até o guichê de recepção. Lá ganhei uma pulseira verde, que no evento seria fundamental para… não sei. Não sei mesmo. Disseram que era para me idenficar na entrada dos tablados elevados. Acho que minha cadeira deve ser discreta demais, ninguém saberia que sou cadeirante se eu não usasse a pulseira. Surreal. O fato é que ninguém me cobrou a tal pulseira em lugar nenhum.

Entrada1

Percurso até a entrada do evento

Na volta, o caminho foi o mesmo até o terminal, mas com uma muvuca muuuuito maior. Um verdadeiro rio de gente andando na pista e esbarrando num número de ambulantes ainda maior que na entrada. A única opção era seguir o fluxo.

Dica: na chegada ao terminal as bilheterias ficam num terreno arenoso, difícil de tocar a cadeira. Vá direto ao bloqueio e peça para o guarda municipal abrir a grade para continuar o percurso até os ônibus pelo asfalto. Assim também se escapa da super-muvuca que fica no terminal para embarcar nos ônibus.

No trajeto de volta, havia a opção de descer na frente do shopping e atravessar as 4 pistas da av. Ayrton Senna que está sem sinalização por causa das obras do BRT. Achei perigoso e pedi para o motorista se me deixar do outro lado, em frente ao shopping, quando estivesse voltando. Sem problemas. Fui com o ônibus até o terminal Alvorada, onde todo mundo desembarcou. Na volta, com o ônibus vazio, o motorista foi muito gentil e parou no ponto bem na frente ao shopping. Sei que o serviço de ônibus da cidade do Rio de Janeiro é muito criticado por N-motivos, mas dessa vez mereceu meus elogios. Tudo correu bem.

Atualização em 15/09/2013: segundo o Eduardo, havia estacionamento gratuito para deficientes dentro do Rio Centro, mas essa informação não foi amplamente divulgada. Ele fez o caminho por outra rua, a Av. Salvador Allende. Seu carro estava identificado com o sinal de acessibilidade e ele conseguiu passar pelas barreiras. Vejam o relato dele aí embaixo, nos comentários. Fica a dica para todos os deficientes que quiserem ir de carro ao evento.

A Cidade do Rock

Dentro da Cidade do Rock o piso é todo plano. Não há problemas em se deslocar entre os caminhos que se alternam entre cimento alisado, calçamento com blocos de concreto e alguma coisa que um dia foi grama sintética mas hoje se parece mais com um tapete verde, um pouco mais fofo que o piso de cimento, para andar com a cadeira tem a mesma resistência que um carpete grosso. Não há degraus na transição entre o piso, calçamento e o “tapete de grama sintética”. Dá para circular tranquilamente entre os dois grandes palcos (Mundo e Sunset), a Rock Street e a tenda eletrônica.

A disposição dos acessos e dos tablados está mostrada na foto abaixo. Clique na foto para ampliá-la.

Cidade do Rock_acessibilidade

Cidade do Rock

 Tablados para ver os shows 

Para facilitar, ou melhor, para permitir que os cadeirantes e outros PNEs pudessem ver os shows nos dois palcos, foram construídos dois tablados elevados. As rampas de acesso eram largas e tinham uma inclinação forte, acima da recomendação, mas não eram impossíveis. Um pouquinho de força e equilíbrio resolvia o problema. Algumas pessoas reclamaram da falta de um corrimão para muletantes e deficientes visuais, mas outros disseram que a altura da grade era suficiente para servir de apoio. Havia funcionários do evento na entrada que só permitiam a entrada do PNE com mais dois acompanhantes. 

Tablado Sunset

Tablado do palco Sunset

Apesar de serem distantes do palco e posicionados numa posição muito lateral, sem dúvida eram o melhor lugar para se assistir aos shows. Quem estava sentado na cadeira conseguia ver por cima da cabeçada da multidão que estava na frente. A grade de proteção não chegava a atrapalhar a visão dos palcos.

Palco Sunset

Vista do tablado do palco Sunset

O tablado do palco Mundo era maior e comportou tranquilamente os PNEs da noite.

Palco Mundo

Vista do tablado do palco Mundo

 Banheiros

Há vários banheiros espalhados pela Cidade do Rock e em todos eles há uma cabine especial para cadeirantes. Uma grata surpresa: são banheiros de verdade, nada de banheiros químicos. O banheiro que eu usei estava razoavelmente limpo e tinha água, sabão, papel higiênico e toalha de papel, mas não tinha luz. Acho que esse foi o jeito que encontraram para desestimular o uso pelos andantes: deixar o banheiro no escuro. É nessas horas que a gente lembra daquele aplicativo no celular que transforma o flash em lanterna… 

Banheiro

Banheiros

 Alimentação e compras

 As lojas montadas para venda de produtos não eram acessíveis. Quase todas tinham um patamar com mais ou menos 1 metro de largura na frente dos balcões, e esse patamar formava um degrau razoável com o chão. Na Rock Street, apenas alguns bares e patrocinadores tinham rampa na entrada. No conjunto de lojas em frente ao palco Sunset, o patamar na frente das lojas era mais largo e havia uma rampa que ficava na ponta do corredor, próxima à entrada da montanha-russa.

Lojas

Lojas sem acesso

 

Alimentação

Praça de alimentação improvisada

Para quem saiu do trabalho, foi direto para o show e chegou morto de fome (como eu), a primeira visão de comida era uma das várias lanchonetes do Bob’s que ficava logo na entrada. Nessas, não havia degrau em frente ao balcão, mas depois que se comprava a comida não havia nenhuma mesa ou apoio em frente. Era comprar e comer apoiando no colo. O povo improvisou sentando no chão mesmo.

Ainda bem que eu levei a minha cadeira de casa.

Depois do desespero alimentar saciado com um hambúrguer xexelento e caro, descobri que havia muitas outras opções alimentares na Rock Street, inclusive com várias mesas e cadeiras para utilização dos comensais. Fica a sugestão para quem quiser comer. Os preços dos comes e bebes estavam mais salgados que o Mar Morto: R$ 15 o sanduíche, R$ 12 o cone de batata, R$ 5 pela água, R$ 6 o refri e R$ 10 o chope. Não é permitida a entrada de comidas e bebidas no evento e as bolsas são revistadas na entrada.

Dica: nem todos os lugares tinham leitores de cartões funcionando. Melhor levar dinheiro vivo, assim também fica mais fácil de comprar dos vendedores volantes que ficam circulando entre o povo.

Missão cumprida

Missão cumprida

Conclusão

Ao final da noite, meu balanço geral do evento foi muito bom. Apesar dos perrengues de qualquer evento que envolve multidões, a estrutura funcionou bem e não tive nenhum problema para aproveitar a noite. Para os que compraram ingressos para os outros dias, sigam as dicas que coloquei aqui e podem ir sem medo.

Para quem já foi, escreva seu relato aí embaixo nos comentários, ok?

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Nada de spray!

Cris Costa - quinta-feira, 29 de agosto de 2013 - 13:51

4_proibido_sprayComo boa parte das minhas corridas são na Lagoa Rodrigo de Freitas, e um bom pedaço é de terra, boa parte dessa terra acaba ficando nas rodas dianteiras, parafusos e onde mais a poeira puder entrar. Em função disso, depois de uns meses comecei a sentir que a roda não estava “deslizando” como antes, parecia que tinha algo prendendo. Na hora pensei “Ah,  a roda deve estar ressecada por causa da areia.”. E qual a primeira coisa que a gente pensa nessa hora? Para ferrugens, barulhos de coisa empenada,  dor de cotovelo (vai saber): WD-40! Peguei o spray e tssssssssssssssssssss com toda vontade do mundo, no eixo das rodas grandes, nas rodas menores, um festival do produto na minha cadeira. Beleza, tudo resolvido, né? Cadeira deslizando que é uma beleza, como nova, certo? Péeeeeeeeeeeeee, errado! A cadeira ficou pior. Excomunguei todas as gerações do produto.

E agora? Quem irá me salvar?

Fiz o que qualquer cadeirante em sã consciência e total desespero faria: email pro Mão na Roda. Sim, sou puxa-saco, fã inveterada e completamente parcial desses três meninos muito queridos que vivem me salvando das melécas que faço com a minha cadeira.

Dessa vez, fui salva pelo Christian, que me explicou, aconselhou e no final deu tudo certo. Segue o diálogo da salvação:

Christian: Todo mundo acha que o WD-40 é uma solução pra todos os problemas, isso é fato. Porém não é recomendado utilizar em rolamentos, ele acaba por retirar toda a sujeira e junto a pouca lubrificação que um rolamento de boa qualidade precisa. Por isso no início ele fica bom, mas depois começam os barulhos e consequentemente o travamento deles. Existem sprays lubrificantes e graxas específicas pra isso, na falta o melhor a se utilizar é a boa e velha vaselina em pasta.

PS: vai no shopping nessas lojas de skate e compra um jogo de rolamentos novos. não custa caro. É só chegar e pedir rolamento de skate ou patins, é tamanho padrão. você vai rodar liso, sem folgas, barulhos e engripamentos. Creio que não vão custar nem 50 reais o jogo , vc precisará de 4 rolamentos, dois por roda dianteira.

O correto é você colocar rolamentos cerâmicos na suas rodas dianteiras.

Eu: Ou seja, o WD ressecou o rolamento e não tem mais jeito? Tem que comprar outro mesmo?

Christian: Jeito tem, só que vc vai tem que lubrificar com mais frequência (com o lubrificante correto). E pra lubrificar legal teria que retirar os rolamentos, já que vai desmontar, recomendo que você troque e fique mais alguns anos em paz.  

E outra, esses lubrificantes ficam “vazando” do rolamento e podem sujar sua roupa, carro, etc…

Eu, que nunca tinha visto o tal do rolamento na vida, descobri que são assim (parace um alargador, rsrsrs):

photo (1)

Rolamento das rodas dianteiras

Ou seja,  nada desses sprays pra lubrificar rolamentos! Meu agradecimento pelas dicas, valeu mesmo Christian! 

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