Dicas

Posso te ajudar?

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Mão estendida para ser apertadaImagine a cena: você está experimentando uma roupa numa loja e, do nada, surge a vendedora dentro da cabine, querendo te ajudar a se vestir. Irritante, não?

Não sei se você já teve a oportunidade de sair com uma pessoa com deficiência, mas basta que ela surja em cena, para que todos em volta virem vendedores pró-ativos. Chega a ser engraçado reparar nas pessoas se mobilizando para ajudar e na cara de dúvida que elas fazem. Dá para ler os pensamentos: “Que que eu faço? Puxo, empurro?”. Eu mesma já agi assim. Já cansei de empurrar a cadeira, quando não era necessário, quase derrubando o cadeirante no chão. É natural do ser humano querer ajudar.

Mas também é natural do ser humano se adaptar a novas situações da vida e aprender a se virar sozinho. E com o tempo, percebi que é isso que toda pessoa com deficiência quer. Ser independente e ser tratada como qualquer outra, uma pessoa capaz.

Ainda me divirto com a atitude das pessoas toda vez que chego em algum local com um cadeirante. Mas já aprendi que a melhor forma de ajudar é: perguntar se a pessoa quer ou precisa de auxílio antes de agir.

E sempre acabo me surpreendendo com o pequeno número de situações onde efetivamente precisam da minha ajuda! 😉

Sobre o autor / 

Bianca Marotta

20 Comentários

  1. Fábio Lopes sábado, 1 de dezembro de 2007 em 09:11 -  Responder

    O trabalho feito neste blog realmente é muito bom. Não sou cadeirante, mas, como cidadão, já sou fã de carteirinha. Vocês estão de parabéns.

    Fábio Lopes

    dezembro 1st, 2007 - 09:11
    Mão na Roda respondeu:

    Obrigado, Fábio! Estamos empolgados e felizes com a oportunuidade de ter esse tipo de discussão aqui. Ficamos ainda mais satisfeitos, quando percebemos que o trabalho está agradando. Volte sempre! Abs, Bianca.

  2. Cap_Nascimento sábado, 1 de dezembro de 2007 em 09:24 -  Responder

    Não dava pra inventar uma palavra melhorzinha? Cadeirante?

  3. LuisRicardo sábado, 1 de dezembro de 2007 em 10:12 -  Responder

    Parece impressionante, mas é a pura verdade! Eu não sou cadeirante, mas tenho deficiencia e uso uma muleta, mas ao chegar para fazer qualquer coisa (por mais simples que seja) as pessoas se mobilizam para me ajudar e nem sempre é necessário. O maior detalhe é que quando realmente preciso de ajuda ninguém se oferece a ajudar …. Mas você acaba se acostumando com isso … até porque já são dois anos assim..

    Parabens pelo Blog !!!!! Se puder passe no meu blog thebest.blog.br

    dezembro 1st, 2007 - 10:12
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Luis, chega a ser engraçado, não é mesmo? Apesar de vc já ter se acostumado, o ideal mesmo seria que todo mundo se acostumasse com a presença de pessoa com deficiência na sociedade, né? Esperamos que algum dia esse tipo de constragimento não exista mais. Porque a constragendor pra quem tem deficiência e pra quem não tem. Abs e volte sempre, Bianca

  4. Ana Riet sábado, 1 de dezembro de 2007 em 13:49 -  Responder

    Eduardo e Bianca, não sou cadeirante, nem convivo com ninguém que seja. E esse blog está me mostrando a vida de outra maneira. Estou atentando, como a Bianca fez um dia, pra pontos que nunca prestei atenção, e estou ficando surpresa com como nossa sociedade poderia se preocupar mais com detalhes tão simples que iriam facilitar em muito a vida dos cadeirantes.

    Em meio a tantos blogs sem conteúdo aqui no Globo, o de vocês se destaca muitíssimo. Parabéns e sucesso! 🙂

    dezembro 1st, 2007 - 13:49
    Mão na Roda respondeu:

    Olá Ana,Seu comentário nos deixa especialmente felizes. Nossa meta sempre foi atingir todo tipo de pessoa, com e sem deficiência e quando percebemos que estamos tendo esse resultado, ficamos ainda mais felizes e empolgados! Obrigada pelas visitas, sinta-se à vontade para voltar sempre e participar das discussões. Abs, Bianca.

  5. Alita sábado, 1 de dezembro de 2007 em 15:21 -  Responder

    MINHA FILHA Já esteve na cadeira de rodas e passou PELOS DISSABORES ABAIXO:
    – PESSOAS Q ENTRAM NA LOJA EMPURRAM SEM O MENOR CUIDADO A PESSOA Q ESTÁ NA CADEIRA DE RODAS PARA PODER PASSAR;

    O PIOR FOI ENTRAR NO NORTESHOPPING E UM GAROTO DE +-8 ANOS CHUTAR AS PERNAS DA MINHA FILHA ENQUANTO EU ESTAVA NO CAIXA ELETRÔNICO DO BANCO. NA HORA ME PASSOU UMA REVOLTA TÃO GRANDE. A MÃE VIU E CHAMOU O GAROTO SEM AO MENOS RECRIMINÁ-LO P/O ATO COMETIDO. MINHA FILHA TEM ESCLEROSE MÚLTIPLA E O CORPO É MUITO DOLORIDO.ESPERO Q ELA ESTEJA LENDO ESTE MEU COMENTÁRIO, PORQUE NA ÉPOCA ARGUMENTEI C/MINHA FILHA Q ELE NÃO RECEBEU EDUCAÇÃO DOS PAIS PORQUE ELES NÃO TINHAM NADA PARA PASSAR P/ELE E A MÃE FICOU CALADA.

  6. Elita Alves Pereira sábado, 1 de dezembro de 2007 em 15:33 -  Responder

    VOCÊS ME DESCULPEM MAS PRECISO COMENTAR TB OUTRA SITUAÇÃO.
    DENTRO DE UM ÔNIBUS POR MAIS Q SE AVISE AO MOTORISTA Q UM DEFICIENTE VAI SALTAR P/ELE TER UM POUCO DE CUIDADO, O PROFISSIONAL CARREGA A PESSOA Q ESTÁ FAZENDO O MAIOR ESFORÇO P/SE LOCOMOVER P/ALÉM DO PONTO DE DESCIDA SEM O MENOR CUIDADO, SÓ PARA ADIANTAR O LADO DELE.
    ISTO ACONTECE QUASE SEMPRE.

    dezembro 1st, 2007 - 15:33
    Mão na Roda respondeu:

    Olá Elita,É realmente triste perceber que muita gente não tem educação. E esse é um problema que atinge todas as camadas da sociedade e em todo tipo de situação. Muitas vezes somos repreendidos por pedirmos que o outro tenha educação, pode? Ou seja, os valores já estão todos invertidos. Mas a melhor solução ainda é darmos o exemplo sempre, sem vergonha, sem pudores. Sinta-se sempre à vontade para voltar e comentar. Abs, Bianca

  7. JAQUELINE MORAES segunda-feira, 3 de dezembro de 2007 em 13:52 -  Responder

    Ajudar ou não… eis a questão.
    O normal é uma atitude inconsciente das pessoas em querer ajudar em tudo, fazer tudo, até mesmo sufocar a pessoa. Mas não pode ser assim. Há ajudas necessárias, ajudas optativas e ajudas desnecessárias, que acabam deixando a pessoa constrangida. Tenho uma opinião pessoal de que só se deve ajudar naquilo q for estritamente necessário, desta forma, vc desenvolve a auto-estima da pessoa, sua mobilidade física e a percepção social de que a PNE tem sua vida, sua espaço e sua forma de fazer tarefas, se movimentar, etc. No cotidiano, faço isso e me sinto muito feliz quando vejo q a pessoa se integrou ao pedido no momento, pôde se mexer, fazer algo e ter uma experiência para, mais tarde, repetir e se aperfeiçoar. As vezes, eu vejo tanta gente ajudando e querendo ajudar que me sinto perdida. Tem gente para empurrar cadeira, para pegar coisas, se vc deixar, as pessoas dão comida na boca da pessoa… Olha a situação…

    dezembro 3rd, 2007 - 13:52
    Mão na Roda respondeu:

    Pois é, Jaqueline, isso tudo acontece mesmo. Tb já me vi na posição de querer ajudar o tempo todo, mas com o tempo a gente aprende que, assim como com qualquer outra pessoa, a gente ajuda quando o outro pede e ponto. Obrigada pela participação constante. Continue voltando! Abs, Bianca.

  8. Babi Veloso terça-feira, 4 de dezembro de 2007 em 21:06 -  Responder

    Bia, Dado, parabéns pelo blog e pelos posts, estão ótimos!!! Me divirto muito com os textos de vocês, super leves e interessantes!! sucesso!! beijos babi!

    dezembro 4th, 2007 - 21:06
    Mão na Roda respondeu:

    Babi!!! Que bom ler um comentário seu! Fico feliz em saber que o blog está agradando tanto. Essa é a intenção! Valeu pelo comentário! Voltem sempre! bjos, Bianca.

  9. Alita quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 em 09:16 -  Responder

    Bianca quero q você tenha muito sucesso nesta empreitada.
    Quero comentar mais um dissabor p/pessoas q têm deficiência, sendo q é questão de falta de educação.
    Dentro de uma empresa ou órgão público onde existe um deficiente, quando existe alguma comemoração, êle muitas vezes é discriminado pelos colegas.
    Ele toma conhecimento do evento mas qdo pensa q será convidado, os colegas negam a existência de tal comemoração e só depois fica sabendo q não foi convidado. Isto aconteceu c/gente da minha família.
    Sendo q hoje ela trab. num órgão onde participa de todos os eventos c/colegas e isto eleva a alta estima dela e como ela fica feliz sabendo pq é tratada com igualdade e consideração.

    dezembro 5th, 2007 - 09:16
    Mão na Roda respondeu:

    Situações como esta ocorrem mesmo. As pessoas não convidam pra almoçar e quando marcam em algum bar ou restaurante, se esquecem de escolher um local acessível. Já vi isso ocorrer e acho super antipático. Mas fico feliz em saber que sua filha já está mais integrada e que existem pessoas sem preconceitos. Abs, Bianca

  10. Roberta Nobre da Camara terça-feira, 4 de dezembro de 2007 em 19:43 -  Responder

    Adorei o post! Muito bom!

    dezembro 4th, 2007 - 19:43
    Mão na Roda respondeu:

    Valeu, Beta! Que bom que vc gostou! Fico muito feliz!!!bjos, Bianca

  11. llucia gonçalves de moraes sábado, 22 de setembro de 2012 em 17:57 -  Responder

    eu gostei muito dos depoimentos me fizeram me entir melhor. estou morando com a minha irma e meu cunhado e os netos deles, eles tem vergonha de mim na cadeira com isso fico sempre sozinha dentro de casa, a liberdade que consegui foi quando comprei este computador e vou recuperando amigos que me esqueceram pelo meu estado artual,gostaria de poder comprar roupas intimas por causa dos braços e blusas proprias,agora so uso roupas largas pois o meu braço nao tem movimentos. por favor alguem pode me dar uma dica, nao tenho mais ninguem so tenbho minha irma e um irmao que nao quer se envolver.o que faço para contornar a vergonha deles e a minha sensaçao de estar atrapalhando ja fui em psicologo e ela falou que a minha cabeça esta boa o probllema e os outros daqui de casa, agora eles sairam para ir ao testrinho no colegio das crianças mas eu nao ia poder ir la. alguem pode me dar uma ajudaagradeço sinceramente ja valeu poder falar ja me sinto melhor beijosssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss

  12. llucia gonçalves de moraes sábado, 22 de setembro de 2012 em 17:57 -  Responder

    eu gostei muito dos depoimentos me fizeram me entir melhor. estou morando com a minha irma e meu cunhado e os netos deles, eles tem vergonha de mim na cadeira com isso fico sempre sozinha dentro de casa, a liberdade que consegui foi quando comprei este computador e vou recuperando amigos que me esqueceram pelo meu estado artual,gostaria de poder comprar roupas intimas por causa dos braços e blusas proprias,agora so uso roupas largas pois o meu braço nao tem movimentos. por favor alguem pode me dar uma dica, nao tenho mais ninguem so tenbho minha irma e um irmao que nao quer se envolver.o que faço para contornar a vergonha deles e a minha sensaçao de estar atrapalhando ja fui em psicologo e ela falou que a minha cabeça esta boa o probllema e os outros daqui de casa, agora eles sairam para ir ao testrinho no colegio das crianças mas eu nao ia poder ir la. alguem pode me dar uma ajudaagradeço sinceramente ja valeu poder falar ja me sinto melhor beijosssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss

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