Ir para conteúdo principal | Acessibilidade do blog

Conteúdo Principal

Posso te ajudar?

Bianca Marotta - sexta-feira, 30 de novembro de 2007 - 16:02

Mão estendida para ser apertadaImagine a cena: você está experimentando uma roupa numa loja e, do nada, surge a vendedora dentro da cabine, querendo te ajudar a se vestir. Irritante, não?

Não sei se você já teve a oportunidade de sair com uma pessoa com deficiência, mas basta que ela surja em cena, para que todos em volta virem vendedores pró-ativos. Chega a ser engraçado reparar nas pessoas se mobilizando para ajudar e na cara de dúvida que elas fazem. Dá para ler os pensamentos: “Que que eu faço? Puxo, empurro?”. Eu mesma já agi assim. Já cansei de empurrar a cadeira, quando não era necessário, quase derrubando o cadeirante no chão. É natural do ser humano querer ajudar.

Mas também é natural do ser humano se adaptar a novas situações da vida e aprender a se virar sozinho. E com o tempo, percebi que é isso que toda pessoa com deficiência quer. Ser independente e ser tratada como qualquer outra, uma pessoa capaz.

Ainda me divirto com a atitude das pessoas toda vez que chego em algum local com um cadeirante. Mas já aprendi que a melhor forma de ajudar é: perguntar se a pessoa quer ou precisa de auxílio antes de agir.

E sempre acabo me surpreendendo com o pequeno número de situações onde efetivamente precisam da minha ajuda! ;)

Share

18 Comentários »

  1. 01/12/2007 - 09:11
    Comentário feito por Fábio Lopes

    O trabalho feito neste blog realmente é muito bom. Não sou cadeirante, mas, como cidadão, já sou fã de carteirinha. Vocês estão de parabéns.

    Fábio Lopes

    01/12/2007 - 09:11
    Mão na Roda respondeu:

    Obrigado, Fábio! Estamos empolgados e felizes com a oportunuidade de ter esse tipo de discussão aqui. Ficamos ainda mais satisfeitos, quando percebemos que o trabalho está agradando. Volte sempre! Abs, Bianca.

  2. 01/12/2007 - 09:24
    Comentário feito por Cap_Nascimento

    Não dava pra inventar uma palavra melhorzinha? Cadeirante?

  3. 01/12/2007 - 10:12
    Comentário feito por LuisRicardo

    Parece impressionante, mas é a pura verdade! Eu não sou cadeirante, mas tenho deficiencia e uso uma muleta, mas ao chegar para fazer qualquer coisa (por mais simples que seja) as pessoas se mobilizam para me ajudar e nem sempre é necessário. O maior detalhe é que quando realmente preciso de ajuda ninguém se oferece a ajudar …. Mas você acaba se acostumando com isso … até porque já são dois anos assim..

    Parabens pelo Blog !!!!! Se puder passe no meu blog thebest.blog.br

    01/12/2007 - 10:12
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Luis, chega a ser engraçado, não é mesmo? Apesar de vc já ter se acostumado, o ideal mesmo seria que todo mundo se acostumasse com a presença de pessoa com deficiência na sociedade, né? Esperamos que algum dia esse tipo de constragimento não exista mais. Porque a constragendor pra quem tem deficiência e pra quem não tem. Abs e volte sempre, Bianca

  4. 01/12/2007 - 13:49
    Comentário feito por Ana Riet

    Eduardo e Bianca, não sou cadeirante, nem convivo com ninguém que seja. E esse blog está me mostrando a vida de outra maneira. Estou atentando, como a Bianca fez um dia, pra pontos que nunca prestei atenção, e estou ficando surpresa com como nossa sociedade poderia se preocupar mais com detalhes tão simples que iriam facilitar em muito a vida dos cadeirantes.

    Em meio a tantos blogs sem conteúdo aqui no Globo, o de vocês se destaca muitíssimo. Parabéns e sucesso! :)

    01/12/2007 - 13:49
    Mão na Roda respondeu:

    Olá Ana,Seu comentário nos deixa especialmente felizes. Nossa meta sempre foi atingir todo tipo de pessoa, com e sem deficiência e quando percebemos que estamos tendo esse resultado, ficamos ainda mais felizes e empolgados! Obrigada pelas visitas, sinta-se à vontade para voltar sempre e participar das discussões. Abs, Bianca.

  5. 01/12/2007 - 15:21
    Comentário feito por Alita

    MINHA FILHA Já esteve na cadeira de rodas e passou PELOS DISSABORES ABAIXO:
    - PESSOAS Q ENTRAM NA LOJA EMPURRAM SEM O MENOR CUIDADO A PESSOA Q ESTÁ NA CADEIRA DE RODAS PARA PODER PASSAR;

    O PIOR FOI ENTRAR NO NORTESHOPPING E UM GAROTO DE +-8 ANOS CHUTAR AS PERNAS DA MINHA FILHA ENQUANTO EU ESTAVA NO CAIXA ELETRÔNICO DO BANCO. NA HORA ME PASSOU UMA REVOLTA TÃO GRANDE. A MÃE VIU E CHAMOU O GAROTO SEM AO MENOS RECRIMINÁ-LO P/O ATO COMETIDO. MINHA FILHA TEM ESCLEROSE MÚLTIPLA E O CORPO É MUITO DOLORIDO.ESPERO Q ELA ESTEJA LENDO ESTE MEU COMENTÁRIO, PORQUE NA ÉPOCA ARGUMENTEI C/MINHA FILHA Q ELE NÃO RECEBEU EDUCAÇÃO DOS PAIS PORQUE ELES NÃO TINHAM NADA PARA PASSAR P/ELE E A MÃE FICOU CALADA.

  6. 01/12/2007 - 15:33
    Comentário feito por Elita Alves Pereira

    VOCÊS ME DESCULPEM MAS PRECISO COMENTAR TB OUTRA SITUAÇÃO.
    DENTRO DE UM ÔNIBUS POR MAIS Q SE AVISE AO MOTORISTA Q UM DEFICIENTE VAI SALTAR P/ELE TER UM POUCO DE CUIDADO, O PROFISSIONAL CARREGA A PESSOA Q ESTÁ FAZENDO O MAIOR ESFORÇO P/SE LOCOMOVER P/ALÉM DO PONTO DE DESCIDA SEM O MENOR CUIDADO, SÓ PARA ADIANTAR O LADO DELE.
    ISTO ACONTECE QUASE SEMPRE.

    01/12/2007 - 15:33
    Mão na Roda respondeu:

    Olá Elita,É realmente triste perceber que muita gente não tem educação. E esse é um problema que atinge todas as camadas da sociedade e em todo tipo de situação. Muitas vezes somos repreendidos por pedirmos que o outro tenha educação, pode? Ou seja, os valores já estão todos invertidos. Mas a melhor solução ainda é darmos o exemplo sempre, sem vergonha, sem pudores. Sinta-se sempre à vontade para voltar e comentar. Abs, Bianca

  7. 03/12/2007 - 13:52
    Comentário feito por JAQUELINE MORAES

    Ajudar ou não… eis a questão.
    O normal é uma atitude inconsciente das pessoas em querer ajudar em tudo, fazer tudo, até mesmo sufocar a pessoa. Mas não pode ser assim. Há ajudas necessárias, ajudas optativas e ajudas desnecessárias, que acabam deixando a pessoa constrangida. Tenho uma opinião pessoal de que só se deve ajudar naquilo q for estritamente necessário, desta forma, vc desenvolve a auto-estima da pessoa, sua mobilidade física e a percepção social de que a PNE tem sua vida, sua espaço e sua forma de fazer tarefas, se movimentar, etc. No cotidiano, faço isso e me sinto muito feliz quando vejo q a pessoa se integrou ao pedido no momento, pôde se mexer, fazer algo e ter uma experiência para, mais tarde, repetir e se aperfeiçoar. As vezes, eu vejo tanta gente ajudando e querendo ajudar que me sinto perdida. Tem gente para empurrar cadeira, para pegar coisas, se vc deixar, as pessoas dão comida na boca da pessoa… Olha a situação…

    03/12/2007 - 13:52
    Mão na Roda respondeu:

    Pois é, Jaqueline, isso tudo acontece mesmo. Tb já me vi na posição de querer ajudar o tempo todo, mas com o tempo a gente aprende que, assim como com qualquer outra pessoa, a gente ajuda quando o outro pede e ponto. Obrigada pela participação constante. Continue voltando! Abs, Bianca.

  8. 04/12/2007 - 21:06
    Comentário feito por Babi Veloso

    Bia, Dado, parabéns pelo blog e pelos posts, estão ótimos!!! Me divirto muito com os textos de vocês, super leves e interessantes!! sucesso!! beijos babi!

    04/12/2007 - 21:06
    Mão na Roda respondeu:

    Babi!!! Que bom ler um comentário seu! Fico feliz em saber que o blog está agradando tanto. Essa é a intenção! Valeu pelo comentário! Voltem sempre! bjos, Bianca.

  9. 05/12/2007 - 09:16
    Comentário feito por Alita

    Bianca quero q você tenha muito sucesso nesta empreitada.
    Quero comentar mais um dissabor p/pessoas q têm deficiência, sendo q é questão de falta de educação.
    Dentro de uma empresa ou órgão público onde existe um deficiente, quando existe alguma comemoração, êle muitas vezes é discriminado pelos colegas.
    Ele toma conhecimento do evento mas qdo pensa q será convidado, os colegas negam a existência de tal comemoração e só depois fica sabendo q não foi convidado. Isto aconteceu c/gente da minha família.
    Sendo q hoje ela trab. num órgão onde participa de todos os eventos c/colegas e isto eleva a alta estima dela e como ela fica feliz sabendo pq é tratada com igualdade e consideração.

    05/12/2007 - 09:16
    Mão na Roda respondeu:

    Situações como esta ocorrem mesmo. As pessoas não convidam pra almoçar e quando marcam em algum bar ou restaurante, se esquecem de escolher um local acessível. Já vi isso ocorrer e acho super antipático. Mas fico feliz em saber que sua filha já está mais integrada e que existem pessoas sem preconceitos. Abs, Bianca

  10. 04/12/2007 - 19:43
    Comentário feito por Roberta Nobre da Camara

    Adorei o post! Muito bom!

    04/12/2007 - 19:43
    Mão na Roda respondeu:

    Valeu, Beta! Que bom que vc gostou! Fico muito feliz!!!bjos, Bianca

RSS dos comentários desse post TrackBack URL

Deixar seu comentário




Lateral Direita

Buscar