Bares e Restaurantes

Botequim Informal – Av. Copacabana

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Sempre que abre um bar nas redondezas da minha casa, fico feliz por ter mais uma opção de local para  encontrar com os amigos e beber um pouco mais, sem a preocupação de dirigir na volta. (Tirando “dirigir” minha cadeira, é claro.) Quando abriu um Botequim Informal quase aqui ao lado, corri para fazer um test-bar e soltei o primeiro sorriso ao ver a rampa na entrada, larga e com inclinação razoável. O lugar é um pouco apertado, como é de se esperar em um bar como esse, mas com o atendimento atencioso dos funcionários e a boa vontade dos freqüentadores, que sempre chegam um pouquinho pra cá ou para lá, nos acomodamos bem sem muito esforço.

Entrada do Botequim Informal, com rampa de fácil acesso.Lembrei-me automaticamente do Informal da Conde de Bernardote, no Leblon, onde as mesas eram (ainda são?) péssimas para quem usa cadeira de rodas. A cadeira não conseguia entrar embaixo por causa dos pés da mesa e eu tinha que ficar de lado ou a léguas de distância, deixando a comida cair pelo caminho. Quem olhava devia pensar: “além de cadeirante, é babão”. A posição era tão desconfortável que eu deixei de freqüentar o Informal do Leblon – e passei a freqüentar os bares ao lado – simplesmente por causa das mesas. Já no Informal da República do Peru as mesas, apesar de não serem perfeitas, melhoraram bastante. São altas, largas e têm os pés diferentes. Com jeitinho, deu até para acomodar a cadeira de maneira confortável.

As opções do cardápio são variadas, e o bar também serve pratos além dos tradicionais petiscos. Em dias de jogos de futebol, é uma boa opção para assistir as partidas em duas televisões de plasma penduradas na parede. O problema só acontece quando dá vontade de ir ao banheiro… Aí aquela alegria inicial do bar aberto perto de casa acaba, pois, apesar de ter sido construído  há poucos meses (antes o local era ocupado por uma loja de roupas), os banheiros são muito apertados e a cadeira não entra em nenhum deles. Fica difícil entender o porquê, pois espaço não falta no local. E o mais irônico de tudo é que antes eu conseguia entrar no provador de roupas da loja que lá funcionava!

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Pontos positivos: Pontos negativos:
• Rampa na entrada
• Mesas largas e com altura adequada
• Localização (perto de duas estações
acessíveis do metrô )
• Não há banheiro adaptado para cadeirantes

Avaliação: Regular
Avaliação regular

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Botequim Informal – filial Copacabana
Av. Nossa Sra. De Copacabana 434 – Loja A – (esquina com Rua República do Peru)
Tel: (21) 2547-2871
http://www.botequiminformal.com.br

Sobre o autor / 

Eduardo Camara

Se não está viajando, está pedalando. Muitas vezes, fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

10 Comentários

  1. ticipoubel quarta-feira, 19 de dezembro de 2007 em 21:46 -  Responder

    ó meu primo se manifestando aí!
    Anotada a dica! Aliás, ainda tem uma outra dica em copa que eu ainda quero aproveitar, a da argumento!
    já falei que o blogue é ótimo, né? bom, o blogue é ótimo!
    Beijo grande!

  2. PyonPyon quarta-feira, 19 de dezembro de 2007 em 23:24 -  Responder

    Oi ^^
    Nossa, mas que absurdo ne! Todos os estabelecimentos deveriam consultar alguem pra fazer todos os ajustes, nao eh mesmo? Acho que se eu fosse cadeirante ia mofar dentro de casa, com medo de sair e nao achar um banheiro que de pra entrar..rsrs…
    Bom natal pra voces…e um otimo 2008 =^^=

    dezembro 19th, 2007 - 23:24
    Mão na Roda respondeu:

    Existem normas de acessibilidade, mas elas raramente são seguidas, por motivos diferentes. Às vezes o arquiteto não lembra delas, às vezes o dono não quer… O ideal seria que a prefeitura exigisse o cumprimento dessas normas para liberar o funcionamento de cada um dos estabelecimentos. Boas festas para vc também! Abraços, Eduardo.

  3. NikPortugal quarta-feira, 19 de dezembro de 2007 em 11:51 -  Responder

    Gostaria de te parabenizar pelo blog. Excelente. Eu tinha uma tia cadeirante – que infelizmente faleceu no meio do ano em decorrência de complicações da esclerose miotrófica que ela sofria- e percebo que muitas dificuldades que vc relata ela tb passava, principalmente com banheiros. Parabéns pelo trabalho de vcs! Feliz Natal e um 2008 cheio de saúde e paz! Bjs

    dezembro 19th, 2007 - 11:51
    Mão na Roda respondeu:

    Obrigado, Nik! Feliz natal e ano novo para você também! Abraços, Eduardo.

  4. LuisFelipe quarta-feira, 19 de dezembro de 2007 em 13:29 -  Responder

    Vocês já viram como é engraçada a agência do Banco Real da Visconde de Pirajá (entre a Farme e a Teixeira de Melo)? Ela possui um elevador para que o cadeirante possa vencer as escadas entre o piso da calçada e o dos caixas-eletrônicos.
    O engraçado é que todas as vezes que estive lá, fora do horário de funcionamento, o elevador estava desligado!
    Melhor ainda se repararmos que no caminho entre a saída do elevador e os caixas existe um totem de recolhimento de pilhas usadas que impossibilita passagem de uma cadeira de rodas.
    Já fui com uma prima cadeirante a esta agência, crentes que ele conseguiria fazer um saque. No entanto, o elevador estava desligado e ela teve que me passar sua senha para que eu fizesse o saque.
    Será que só se tem direito a acesso durante o horário bancário? Fora deste horário não pode ser cadeirante? Francamente…

    dezembro 19th, 2007 - 13:29
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Luis Felipe! Essa agência eu não conheço, mas fizemos uma ronda por algumas agências há algum tempo atrás (o post será publicado em breve) e encontramos alguns absurdos também. Visitamos as agências fora do expediente e, em mais de um caso, a entrada acessível estava fechada. É exatamente como você falou: parece que nossa deficiência existe apenas em horário comercial. Seria legal entrar em contato com a agência e explicar o que está acontecendo. O bancos fazem as mudanças necessárias pois vários deles já receberam multas pesadas por causa do acesso. Tomara que façam o mesmo com outros estabelecimentos… Abraços, Eduardo.

  5. LuisFelipe sexta-feira, 21 de dezembro de 2007 em 13:41 -  Responder

    Pois eu acho que cada bar ou restaurante que abrisse ou fizesse uma reforma deveria chamar uma turma animada de cadeirantes para dar umas voltas pelo local e pedir sua opinião.
    E, claro, tudo regado a várias rodadas (sem trocadilho) de chopp e petiscos pra galera!!! ;o)

  6. luanda chaves botelho quarta-feira, 9 de abril de 2008 em 19:41 -  Responder

    Creio que na avaliação de um bar, a existência de um banheiro adaptado deveria ser determinante para, quando ausente, simplesmente classificá-lo como ruim, independentemente do resto. Ora, se é um bar, praticamente pressupõe beber cerveja/chopp, o que sem ir ao banheiro fica totalmente inviável!!!

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