Viagens e Turismo

Mão na Roda em Santiago – parte 3

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Cerro San Cristóbal

Um dos passeios obrigatórios em Santiago, o Cerro San Cristóbal é o segundo ponto mais alto da cidade, com 880m. Junto com os cerros Chacarillas, La Pirámide e Los Gemelos, forma um conjunto de montanhas, que fazem parte do Parque Metropolitano de Santiago, um dos maiores parques urbanos do mundo, com mais de 722 hectares de extensão.Cerro San Cristóbal

Além de enorme, o Parque Metropolitano oferece diversas atrações como piscinas, jardim japonês, áreas para picnic, jardim zoológico e observatório astronômico. O ideal seria passar um dia inteiro por lá, mas se você tem pouco tempo, uma tarde é o suficiente para conhecer e se divertir no Cerro San Cristóbal, suas cercanias e seu famoso teleférico.

Uma de suas entradas fica na rua Pio Nono, no Bairro Bellavista. Você pode pegar um ônibus adaptado ou o metrô para a estação Baquedano, que também é adaptada, e dali subir a rua Pio Nono até a entrada do parque. São cerca de 10 a 15 minutos a pé, mas sempre existe a opção de se chegar a qualquer lugar de táxi.

Existe um trenzinho, o famoso funicular, que leva até a estação intermediária do teleférico, e não é nada acessível. Como ele fica inclinado, e o embarque é feito através de degraus, a melhor opção para pessoas com deficiência é subir de taxi até o topo do Cerro. Importante aqui é avisar ao taxista que você quer ficar no cume, pois o padrão é deixar os passageiros na estação do teleférico que fica no meio da montanha, essa também não é acessível. A viagem até o seu ponto mais alto custa cerca de 4.000 pesos (R$ 12,00) e os táxis costumam levar grupos de até 4 pessoas por esse valor.

Uma das trilhas do Parque MetropolitanoO parque é cheio de trilhas, recantos e praças. Muitos casais e famílias costumam passar seus dias livres por lá e esportistas praticam cooper, ciclismo e caminhadas. Aliás, é impressionante a quantidade de ciclistas pelo parque! Arriscamos um pequeno passeio por uma das trilhas, muito agradável por sinal, mas com receio de encontrarmos algum trecho inacessível adiante, acabamos dando meia volta. Deu vontade de retornar com um guia de trilhas experiente, que conhecesse mais do local, pois o chão era de terra batida e a cadeira podia ser tocada com relativa facilidade.

Última ladeira para teleféricoPróximo ao teleférico, você encontrará um grande pátio. Se resolveu subir a pé (uau!) é uma boa hora para descansar, beber uma água e aproveitar a vista da cidade. Você está quase no topo. Depois desse ponto, ainda é necessário subir uma ladeira bem chatinha até chegar ao teleférico. Então, lembre-se de pedir ao taxista que chegue até a porta da estação mais alta. Existe um caminho asfaltado até lá e vimos alguns carros passando por ele. Dali você pode pegar o teleférico ou subir ainda mais alguns metros, até a estátua da Virgem Imaculada, no ponto mais alto do morro

Se você é cadeirante vai precisar de ajuda para entrar na cabine do teleférico. Você pode escolher entre apenas descer ou fazer a volta completa. A cabine será parada para que você entre, desmonte a cadeira e a coloque lá dentro. Apesar da simplicidade da descrição, a entrada na cabine não é tão fácil assim. Normalmente as pessoas embarcam no teleférico com ele em movimento, o que não é possível para os cadeirantes. Cadeira de rodas dentro da cabine do teleféricoSendo assim, os funcionários páram a cabine escolhida, enquanto as de trás continuam chegando e chegando. Mas sem estresse. Eles estão acostumados. Se você for apenas descer (meia volta), tente sentar no banco à esquerda da porta. Dessa forma, você encara de frente a descida e aproveita melhor o visual. Outra opção é escolher fazer o passeio completo (volta inteira) e deixar sua cadeira montada na estação que fica no cume do morro. Fazendo assim, você desce e sobe de teleférico sem a cadeira, e a recolhe no topo do cerro novamente, no desembarque. Depois é só descer pelo parque a pé ou de táxi e aproveitar seus recantos.

Vista da cidade

A descida de teleférico dura de 10 a 15 minutos no total, mas vale cada segundo! Lá de cima, você consegue ver as cordilheiras, a cidade, o parque, uma beleza! Se o tempo estiver bom, você conseguirá ver a cidade por inteiro.

Escadas para o teleféricoSe você optou por desembarcar na estação que fica ao pé do Cerro, encontrará escadas para descer. Como na descida todo santo ajuda, e os funcionários do parque também, conseguimos chegar ao térreo com tranquilidade. A boa notícia, dada pelos funcionários do local, é que a partir de fevereiro essa estação do teleférico contará com um elevador. Adios, escadas!

E pra finalizar com chave de ouro, encontramos banheiros adaptados na saída/entrada desse lado do parque. Ali os banheiros eram do tipo “familiar”: Independente, mais amplo e que serve tanto para pais com bebês ou filhos pequenos, quanto para pessoas com deficiência. Infelizmente eles precisam ficar trancados para que não sejam usados por todos e permaneçam limpos. Vá até a bilheteria que fica ao lado e peça a chave.

Banheiro adaptado no cerro san cristobal

No próximo post sobre Santiago, você conhecerá o centro histórico da cidade. Confira!

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Veja também:
Mão na Roda em Santiago – parte 1
Mão na Roda em Santiago – parte 2
Mão na Roda em Santiago – parte 4
Mão na Roda em Santiago – parte 5
Mão na Roda em Santiago – parte 6
Mão na Roda em Santiago – parte 7

Sobre o autor / 

Bianca Marotta

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10 Comentários

  1. Bento terça-feira, 19 de fevereiro de 2008 em 10:55 -  Responder

    Já estou com vontade de conhecer Santiago.

    fevereiro 19th, 2008 - 10:55
    Mão na Roda respondeu:

    Vale à pena, Bento. É uma bonita cidade! Abs, Bianca

  2. JAQUELINE MORAES terça-feira, 19 de fevereiro de 2008 em 17:25 -  Responder

    Tb me deu uma vontade de pegar um avião e ser feliz num bom porgrama turístico! Adorei o tamanho desta banheiro.

    fevereiro 19th, 2008 - 17:25
    Mão na Roda respondeu:

    Hahaha! é realmente um banheiro de reis! E como passeio turístico, Santiago é uma boa pedida! Abs, Bianca

  3. Marcus Vinicius sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008 em 16:51 -  Responder

    Olá! Ótima iniciativa de mostrar as outras cidades. Conto que também estive em Santiago. Ano passado. É uma cidade muito legal, aliás o Chile é um país muito legal. Queria saber um pouco do hotel que você ficou. Eu acabei ficando em um hotel que se dizia adaptado e me deparei com as banheiras que para mim são terríveis. Isso aliás é um problema que venho encontrando sempre. Valeu. Abraços.

    fevereiro 22nd, 2008 - 16:51
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Marcus! Tive exatamente o mesmo problema que você e também não foi a primeira vez. Fiquei no Regal Pacific e o banheiro, apesar de espaçoso e com a porta bastante larga, tinha apenas banheira. E pra piorar, a banheira era estreita e o banco de plástico fornecido pelo hotel mal cabia dentro dela. Me diz em qual hotel você ficou, e se tiver uma foto, manda pro e-mail do blog (maonaroda.blog@gmail.com). Nós ainda vamos falar sobre o hotel e podemos aproveitar para colocar o seu também. Abraços, Eduardo.

  4. Marcus Vinicius quarta-feira, 12 de março de 2008 em 10:51 -  Responder

    Oi Eduardo! Infelizmente não tirei foto do banheiro… eu fiquei no Sheraton. Também tive que solicitar um banco de plástico, mas no meu caso funcionou bem. Não sei porque um banheiro com banheira é considerado adaptado… entretanto fui também numa cidade no sul do Chile que o banheiro era fantástico. Totalmente adaptado, sem banheira e com cadeira embaixo do chuveiro. Pelo menos não são todos, rs. Abraço!

    março 12th, 2008 - 10:51
    Mão na Roda respondeu:

    Olá Marcus! Também não entendo essa coisa da banheira… Pelo menos as portas do Sheraton eram largas e o espaço para circulação amplo? Se tiver o nome do hotel adaptado no Sul do Chile, me passa! Pretendo voltar lá um dia e pode ser uma dica. Fico feliz da vida quando encontro um banheiro assim 🙂 Abraços, Eduardo.

  5. Marcus Vinicius segunda-feira, 17 de março de 2008 em 17:43 -  Responder

    Oi Eduardo! Pelo menos o espaço no quarto do Sheraton era bom. O nome do outro hotel que fiquei é Villarrica Park Lake. Muito bom realmente. Tem um quarto totalmente adaptado. Fica em uma cidade chamada Pucón. Aliás indico a todos que gostam de natureza. É um lugar lindíssimo. Agora, depois de Santiago, você também tem que ir à Buenos Aires, rs. Abraço!

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