O Banheiro king size – reavaliando…

Banheiro adaptadoUm dos posts mais lidos e comentados do nosso blog, “O banheiro king size”, me fez repensar o assunto. Que bom! Esse é um dos nossos objetivos!

Muitos leitores concordaram com minhas declarações… Em termos. E confesso que, lendo os comentários, percebi que poderia estar sendo um pouco radical quando disse que não devemos, em hipótese alguma, usar o banheiro adaptado caso não tenhamos algum tipo de deficiência.

Os exemplos que me fizeram repensar falam de pessoas com urgência para usar o banheiro, pais com filhos pequenos e péssimas condições de manutenção das demais cabines. Concordo que, nesses casos, podemos abrir uma exceção. Mas nunca passando a frente de alguém com deficiência. Essas pessoas têm prioridade! Ok, ok, se você estiver fazendo nas calças, ao menos peça licença.

E sempre. Eu disse SEMPRE, use os banheiros com educação e higiene. Sabemos que pessoas sem deficiência conseguem até driblar locais sujos e mal-cuidados, mas cadeirantes não tem outra opção a não ser sentar no vaso e encostar-se nas paredes e barras de apoio. Já pensou ter que fazer tudo isso num local sujo e molhado? E sabe-se lá molhado e sujo de que! Ui! Aliás, o uso com consciência e higiene deveria valer para qualquer tipo de cabine, adaptada ou não!

Então, caros leitores, resumindo: não se sintam culpados se, em alguns casos, vocês não tiverem outra alternativa a não ser a de usar o banheiro adaptado. Ou melhor, se você o fizer mal e porcamente, é pra se sentir culpado sim! Aí não dá, né? 😉

Comentários

Comentários

12 comentários em “O Banheiro king size – reavaliando…

  • terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 em 16:01
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    O Bianca parece até que vc ouviu minha conversa com a minha filha. Falei para Nathalia que tinha lido essa questão de quem não é cadeirante usar o banheiro adaptado, disse que eu estava com vergonha de pelo menos ter usado umas duas vezes apenas. E hoje diz para não ficarmos envergonhados, mas não farei mais, só…. se for numa situação de EXTREMA necessidade,
    bjs.

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    • terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 em 16:01
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      Olá, Luiza. Acho que o mais importante é entendermos o recado. Todo mundo tem bom senso e ele deve ser sempre usado. E quando usado da forma correta, não temos do que nos envergonhar. Mas fico muito feliz em saber que nossos textos te fazem pensar e mais ainda, que são comentados e debatidos entre amigos e familiares! Um abraço, Bianca

  • quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 em 08:18
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    Bianca meu comentário nao tem nada a ver com o assunto mas preciso de um HELP.Namorei 5 anos um cadeirante e tbm nunca senti vergonha dele, porém ele por alguns motivos q hj eu entendo me traiu várias vzs, acabamos terminando e voltando várias vzs, e hj minha família não quer mais o relacionamento.Estamos a dois anos separados porém ele nunca deixou se sofrer (e isso é nitido) diz q hj percebe a mulher q perdeu,q quer me fazer a mulher mais feliz do mundo e etc.Durante os anos q namoramos eu ouvi mto "nossa mas vcs não vão poder andar de mao dadas na rua", "será q poderão ter filhos","sua vida sera cheia de restrições se casarem" e etc eu nunca liguei pois o amava.Nos vimos semana passada e ele parece outra pessoa porem tenho medo de voltar e nao aguentar mais esse tipo de comentario, essa pressão q as pessoas fazem q sou bonita e isso e aquilo.Nao conheço nenhuma menina q namore tbm um cadeirante para poder falar de "igual" pra "igual" sobre algumas coisas.Vc conhece mtos casais assim? Qtos anos vc tem ?

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    • quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 em 08:18
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      Olá Thalita, sei bem como essa situação é complicada. Ainda mais quando existe pressão externa. Isso é ruim em qualquer tipo de relacionamento. Espero que dê tudo certo entre vocês. Se tiver outras dúvidas, escreva um email para maonaroda.blog@gmail.com. Fico feliz em poder ajudar. Abs, Bianca

  • quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 em 13:28
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    Bianca, faço das suas as minhas palavras! Hoje, estava pensando no papel fundamental q a Educação tem na vida das pessoas. Acho que vários assuntos dos quais falamos passam pela questão da Educação. Usar direito o banheiro adaptado, não parar o carro na vaga reservada, entre outras, seriam bem mais simples e frequentes se nosso povo tivesse mais Educação. Como nossas escolas e outras instituições estão falidas, resta às iniciativas, como a do Mão na Roda, darem o empurrãozinho que falta. Sendo assim, banheiro adaptado pode ser usado? Pode. Mas com 1000 vezes mais cuidado do que o banheiro de nossa própria casa.

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    • quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 em 13:28
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      Educação, educação e mais educação. Como isso faz falta! Mas como vc mesma disse, resta a todos nós tentar reverter a situação. Maior trabalho de formiguinha, mas a gente vai tentando, que a algum lugar se chega. Abs, Bianca

  • quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008 em 11:29
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    Concordo com vc Bianca, em um casa com urgência e sem deficientes no banheiro podem usar…

    O que me deixa revoltando é aquelas pessoas que usam o banheiro adaptado por ter um maior espaço, ai não dá!

    O que aconteceu com o Evandro tb já aconteceu comigo em outro local… e acho que com muitos deficientes também! O que eu fiz, conversei com a pessoa que fica no banheiro e disse pra ele dar um toque nas pessoas q usam… e quando a pessoa q estava usando saiu tb falei com ele, ele disse q entrou no banheiro e nem pensou nisso "brincadeira né"

    Mas é isso ai conscientizando as pessoas vamos melhorando!

    E o blog de vcs está fazendo isso muito bem, parabéns!

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    • quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008 em 11:29
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      Oi Carlos, acho ótima a iniciativa de, na hora, conversar com a pessoa que usou indevidamente o banheiro adaptado. Assim a gente passa a mensagem adiante. O problema é que nem todo mundo se sente à vontade para fazê-lo… Mas parabéns pela inciativa. Abraços, Bianca

  • quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 em 19:15
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    Sei que vc é do Rio, mas acredito que esse blog seja lido por todos.
    Certa vez, fui a São Paulo fazer compras no Mercado Municipal. Pra quem não conhece, o lugar é show de bola, lindo e limpo. Elevador para pessoas com deficiência, corredores largos e dois banheiros adaptados. Porém, quando fui fazer uso de um deles, uma pessoa "normal" _disse o faxineiro, estava usando a cabine adaptada. Não pude esperar na primeira e então "corri" para a outra, em vão, tbm estava ocupada por uma pessoa sem dificuldades.
    Resultado… quase fui multado, meu cartão da zona azul, venceu por mais de 30 min, tempo que tive que esperar para poder usar o banheiro.

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    • quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 em 19:15
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      Oi Evandro! Issó é um saco mesmo… Alguns lugares aqui no Rio optam por deixar o banheiro adaptado trancado para evitar que outras pessoas entrem. É claro que não é o ideal termos que esperar o faxineiro ou outra pessoa abrir, mas estou chegando à conclusão que evita casos como o que aconteceu com você e contribui para o banheiro ficar mais limpo. E olha que coincidência: um outro blogueiro, Carlos Henrique, de SP, me passou ontem um link para um post sobre o Mercado Municipal de SP. Dá uma olhada: http://blog.movimentosuperacao.com.br/ Valeu pela dica! Abraços, Eduardo.

  • sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008 em 11:19
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    Oi, Bianca! Leio sempre o blog de vcs e, muito embora não conviva com nenhum cadeirante, acho que determinadas "regras básicas" nada mais são do que o exercício da cidadania. Desde que fiquei grávida comecei a perceber a falta de educação das pessoas. Viajei em pé no metrô por diversas vezes. Não consegui lugar especial no avião pq marmanjos de terno já o haviam marcado e não queriam ceder "por terem pernas muuuuito compridas". E se grávida já era complicado, com um bebê e um carrinho então, nem se fala! Acho que tudo se resume a uma palavra que vc usou: educação. Percebo que a maioria das pessoas apenas "cria" um filho, tal qual um bicho. E só vamos viver em uma sociedade inclusiva, dando a todos o direito de ir e vir, quando passarmos a "educar" nossos filhos. É isso que tento fazer todos os dias com o meu pequeno Vicente. Um beijo para vocês e parabéns pela iniciativa!

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    • sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008 em 11:19
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      Oi Clarice, fico feliz em saber que algumas pessoas, como você, ainda prezam a educação e tentam passá-la aos seus filhos. Fico mais feliz ainda em saber que nosso blog está ajudando. Abraços e obrigada pelo comentário, Bianca. (complementação do Eduardo: grávidas e pessoas com bebês têm prioridade para a primeira fileira. Se o passageiro não ceder o lugar, a companhia aérea deve fazer um upgrade de classe ou dar algum outro jeito. Em algumas cias., as grávidas têm prioridade até maior do que a de cadeirantes!)

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