Telefones e pias para baixinhos

Telefone público mais baixo para cadeirantesVocês vão rir. Podem rir. Mas preciso confessar… Acreditam que antes de começar a namorar um cadeirante eu achava que telefones públicos, bebedouros, balcões e pias mais baixas eram destinados a crianças? Cheguei a pensar em pessoas de baixa estatura, até. Mas nunca me passou pela cabeça que estivessem ali, para que usuários de cadeiras de rodas pudessem utilizá-los com mais conforto. Pode?!

Pois é… Na minha humilde opinião, tudo isso se deve à falta de esclarecimento e educação da população. Pensem comigo, se tais mobiliários estivessem sinalizados com o símbolo de acesso, entenderíamos o porque do seu formato diferente. Se alguém, algum dia na nossa remota infância, tivesse nos explicado o motivo deles serem mais baixos e o porquê do tal símbolo com a cadeirinha de rodas estar junto deles (no mundo ideal eles estariam, ok?), cresceríamos convivendo com as diferenças numa boa. Você se lembra, por exemplo, de ter se perguntado algum dia, depois de adulto, o que significa o bonequinho vermelho ou o verde nos sinais de trânsito? Difícil, né? Em algum lugar do passado, nos ensinaram que eles sinalizavam a hora de parar e esperar e o momento de atravessar a rua. Pronto! Registrado no seu cérebro, você aprendeu e assimilou a mensagem para o resto da vida. Numa boa.

Imaginem agora, se todos os locais acessíveis fossem devidamente sinalizados e crescêssemos com essa informação fazendo parte do nosso cotidiano. Uma ação tão simples como essa já seria o suficiente para não mais nos surpreendermos com barras de apoio, vagas reservadas e mobiliários adaptados. Desde sempre aprenderíamos a conviver muito melhor com as diferenças.

E eu nunca teria estranhado os telefones baixinhos…

2 thoughts on “Telefones e pias para baixinhos

  • 20 de março de 2008 em 10:50
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    eu, quando pequena, achava que eram telefones para os anões… o símbolo ajudaria bastante!

    Resposta
    • 20 de março de 2008 em 10:50
      Permalink

      Pois eu também pensava a mesma coisa, veja você! Abraços, Bianca

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