Onde está Wally?

Onde está Wally?


Quando saio com amigos ou parentes para locais cheios de gente – pausa para me lembrar de um dos lugares que mais me dá agonia no universo e além, o supermercado Mundial da Siqueira Campos, em Copa. A cara de pânico que faço toda vez que entro lá denuncia a angústia que sinto, quando vislumbro a quantidade de pessoas competindo por um lugar na fila ou se estapeando para pegar os produtos em promoção. Como dizia uma colega minha: é o portal do inferno.

Ops! Fiquei perdida em devaneios, voltemos ao texto que comecei. Como eu ia dizendo, todas as vezes que saio com um grupo para locais muito cheios, costumo marcar uma ou outra característica das pessoas que estão comigo pra que as encontre mais facilmente no meio da multidão. Geralmente não tenho dificuldade em avistar minha mãe ou irmão. Ambos são bem altos. Algumas vezes, existe algum amigo careca no grupo, um bem magro ou outro mais gordinho. Sem falar nos espalhafatosos, que usam roupas diferentes e coloridas.

Com meu namorado é mais fácil ainda. Basta catar um carinha simpático e gatinho numa cadeira de rodas (sim, podem fazer comentários fofos! E sim, meu namorado vai morrer de vergonha agora! Mas é verdade!). Se existe alguma vantagem em se usar cadeira de rodas, essa seria uma delas. (A não ser que a pessoa não queira ser encontrada, como descrevemos em outro texto).

Bom, mas porque estou escrevendo tudo isso? Só pra dizer, que mais uma vez, fui pega de surpresa no meio da Reatech. Pois é. Toda vez que eu procurava pelo meu namorado cadeirante na feira, encontrava um zilhão de pessoas circulando pra lá e pra cá, super à vontade sobre suas diferentes cadeiras de rodas. E quase nunca era ele. Pra piorar, ele ainda estava usando uma blusa cinza, nada espalhafatosa. Se ele ao menos estivesse usando as roupas do Wally…

Tá, mas e dái? E daí, nada. Só achei a situação engraçada e achei que poderia virar uma boa historinha. Ah, sim! Também percebi que apesar de já estar acostumada à situação cadeirante do meu namorado, também faço uso dela às vezes. E por que não? 😛

16 thoughts on “Onde está Wally?

  • 7 de maio de 2008 em 09:56
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    ótimo texto!
    É assim que temos que encarar as dificuldades, com humor elas são amenizadas.
    PARABÉNS!

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    • 7 de maio de 2008 em 09:56
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      Bom humor, sempre! Senão nos cansamos de nós mesmos! Obrigada pelo comentário! Abraços, Bianca

  • 7 de maio de 2008 em 12:43
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    Oi, Bianca!
    Para mim, o que você descreve é, tão somente, mais uma prova incontestável de que fazer parte de uma minoria nada mais é do que uma condição absolutamente mutável.
    bj

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  • 7 de maio de 2008 em 15:12
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    Olá Bianca, acho bem interessante seu texto pq revela q vc conseguiu viver os dois lados da moeda. Ser maioria e minoria. Bem legal para observarmos o mundo e pensar em coisas como inclusão e exclusão, percebendo que, na verdade, é todo mundo igual!

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    • 7 de maio de 2008 em 15:12
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      Pois é, foi mais ou menos por aí, me senti minoria, estranha no ninho. Aliás, já me senti assim, em muitas outras situações, como vc mesma disse, somos todos iguais. E eu completo dizendo, que tb somos todos diferentes! Abraços, Bianca

  • 8 de maio de 2008 em 10:20
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    Realmente, o Mundial de Copacabana é a maior feira livre do mundo, uma confusão e um empurra-empurra que só acontece nos países de Quinto Mundo! Entrar lá é uma aventura tão inimaginável quanto atravessar o deserto de Sahara, onde tudo pode acontecer. Já experimentei essa trágica aventura e nunca mais voltei lá. Desejo muita sorte aos incautos que pretendam enfrentar esse tsunami humano incontrolável que se desencadeia lá dentro…. Para mim. NUNCA MAIS !!!

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    • 8 de maio de 2008 em 10:20
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      Já me disseram que eu tenho síndrome do pânico. Coisa nenhuma! Aquele lugar é que o portal do inferno mesmo! Pior é quando preciso comprar só um produtinho rapidinho. Olha praquilo e corro pro Pão de Açúcar. Que infelizmente é bem mais careiro… Valeu pelo comentário! Abraços, Bianca

  • 13 de maio de 2008 em 11:30
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    Bom humor é fundamental pra toda e qualquer pessoa do universo! Ou então a vida fica muito chata…
    Mas o que eu ia comentar era da dificuldade (ou impossibilidade) de se adentrar em qualquer lugar discretamente quando se usa cadeira de rodas! Atrai-se imediatamente todos os olhares…

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    • 13 de maio de 2008 em 11:30
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      Imagino que seja mesmo! O Dado até escreveu sobre isso num outro post. Mas sabe o que você pode fazer? Entrar no lugar fazendo manobras inesperadas, aí vc chama atenção de uma forma mais divertida e positiva. Eu percebi isso uma vez que meu namorado desceu uma rampa em alta velocidade. Todo mundo ficou surpreso. Acaba rapidinho com aquela imagem de coitado do cadeirante, hehehe. Que bom que você voltou a comentar! Beijos, Bianca

  • 15 de maio de 2008 em 11:09
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    Eu deixei de morar no Rio à 8 anos (morava em Copacabana) e este mercado continua sendo um inferno, hahahaha!
    Por isso eu preferia aquele Pão de Açúcar perto da Hilário de Gouveia..ele ainda existe?rs

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    • 15 de maio de 2008 em 11:09
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      Oi Aurelio! Ainda existe sim, e continua tranqüilo e espaçoso. Mas os preços também continuam altos 🙂 Abraços, Eduardo.

  • 17 de maio de 2008 em 20:04
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    caramba, pelo que parece até devemos morar perto, já que eu moro em frente ao supermercado Pau de açucar aí citado,mas algumas muitas vezes encaro o mundial, onde às 6h da tarde eu sinto um gostinho de como deve ser viver na Índia. Pra amenizar meu sofrimento naquele inóspito local, aproveito minha condiçao de cadeirante e peça pra passar em algum caixa especial, furando fila. Algo de positivo com essa condiçao eu tenho que ter,né? Se voce mora por essas bandas, provavel de já ter me visto correndo por essas ruas e asfaltos com minha cadeira,ehheeh

    bju pr a vc
    =*

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    • 17 de maio de 2008 em 20:04
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      Eu moro mais pro lado do Bairro Peixoto. Mas meu namorado mora por ali. Será que já esbarramos na rua? bjos, Bianca

  • 17 de maio de 2008 em 20:06
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    ah, essa imagem voce que fez ou encontrou por aí?
    eu tenho um blog sobre sportswear ( http://sport2wear.wordpress.com/ ), e jaq ue domingo é o off-topc day, gostei dessa imagem e vou postar lá, dando os créditos,ok?
    😉

    vlw

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    • 17 de maio de 2008 em 20:06
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      Eu peguei uma imagem do Wally e coloquei ele numa cadeira, hehe! Pode usá-la à vontade! Dê crédito pro blog!!! Abraços, Bianca

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