A cadeira de R$ 25 mil

Cadeira de rodas TrailwindÉ, você não leu errado. Existia uma cadeira de rodas à venda na Reatech que custava isso. Era motorizada? Não! Era manual? Não! Então, o que era?

Era a Trailwind, nova cadeira da Next Mobility e uma novidade até nos EUA, onde ela é fabricada. Quando a vi em um stand, juro que pensei que tinha me enganado, pois afinal de contas, até pouquíssimo tempo atrás essa cadeira ainda era um protótipo. Aliás, essa foi minha primeira pergunta ao representante da Next Mobility que informou terem sido produzidas, até o momento, apenas 60 peças. Isso aí. Até agora, só existem 60 dessas cadeiras no mundo!

Ela é uma cadeira manual com um motor elétrico acoplado às rodas traseiras. Tá, e o que isso tem de tão especial?

Para começar, a tal “cadeira manual” é incrivelmente leve e de excelente qualidade. Viu as apresentadas há dois dias atrás? Pois é mais leve do que todas elas. Claro que parte disso é porque ela tem menos regulagens, mas também pelo quadro e componentes usados, que são o que há de melhor no mercado.

E aí entra o tal motorzinho, que aliado a um “cérebro eletrônico”, forma a tecnologia Delta Glide. Essa tecnologia é baseada no antigo iGlide, que foi comercializado pela Johnson & Johnson há alguns anos atrás, porém descontinuado. Na época, a J&J preferiu colocar todas as suas fichas no iBot (que vai virar assunto de post em breve!).

E o que a tal tecnologia Delta Glide faz? Quando você impulsiona a roda da cadeira, mesmo que com pouca força, ela simplesmente percebe para onde você quer ir e o motorzinho ajuda com uma força extra. Na prática, dá para subir uma rampa usando apenas dois dedos para tocar a cadeira. Não, não estou mentindo! Fizemos até um vídeo para provar!!! Claro que é necessário um pequeno treino para utilizar a cadeira em sua plenitude, mas eu testei e o mecanismo funciona muito bem!

Aí você pergunta:  as cadeiras motorizadas já não fazem isso?

Sim, mas a Tailwind pesa a partir de vinte e poucos quilos – muito menos do que uma motorizada convencional –, é bem menor, muito mais discreta e fácil de transportar no carro, por exemplo.  E no ano que vem, ainda vão oferecer um joystick que poderá ser acoplado à cadeira, fazendo com que ela funcione exatamente como uma cadeira motorizada convencional.

Caramba! Quer dizer que essa tal Trailwind só tem vantagens? Calma… Ainda se lembra do título do post? Uma belezinha dessas custa uns 8 mil dólares nos EUA e aqui por volta de R$ 25 mil. Ainda está interessado? Então entre em contato com a Oximed, que representa as cadeiras no Brasil. Caso contrário torça, assim como eu, para essa tecnologia baratear bastante e se tornar acessível aos simples mortais…

Eduardo Camara

Se não está viajando, está pedalando. Muitas vezes, fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

7 thoughts on “A cadeira de R$ 25 mil

  • 8 de maio de 2008 em 14:53
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    Pô, não acredito que não vi essa cadeira lá!
    E as baterias, são pequenas e acopladas no motor?
    SHOW DE BOLA!

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    • 8 de maio de 2008 em 14:53
      Permalink

      Oi Evandro! Acredito que pouca gente tenha visto essa cadeira por lá. Ela é muito discreta e estava sendo apresentada sem alarde. E olha que comentei em um fórum americano sobre a cadeira e até eles se mostraram surpresos/interessados. Em termos de "novidade", foi uma das principais da Reatech. Abraços, Eduardo.

  • 8 de maio de 2008 em 19:15
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    Simplesmente fantástica (tirando o preço, é claro)!

    Resposta
    • 8 de maio de 2008 em 19:15
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      Pois é, Joana! Vou fazer uma poupança para comprar a minha daqui a 10 anos. 😉 Abraços, Eduardo.

  • 10 de maio de 2008 em 03:33
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    a gente vai ter q torcer mito né, Dado…

    bjo

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  • 13 de maio de 2008 em 11:32
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    Uma pechincha! Como são aliás todos os utensílios pra cadeirantes…

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