Cartilhas: prática ou mito?

Folhas de caderno voandoNa busca por algum tema para escrever, me deparei com uma cartilha bem interessante.

Dizia ela: "Você está preparado para conviver com a diferença?" e era direcionada ao cidadão ativo, solidário e que luta contra às injustiças. Funciona mais ou menos como um pequeno ‘manual de sobrevivência’. O foco é levar informações que sirvam de base para a consciência plena e uma convivência digna. Até aí, tudo ótimo. Disseminar a informação é sempre válido.

Ao abrí-la, um rápido filme passou pela minha cabeça, recordando uma experiência que me foi compartilhada.

A história é resumidamente a seguinte: funcionário vira cadeirante e conseqüentemente, patrão vira ex-patrão. E por quê? Porque o ‘bonito’ do patrão, que faz parte da comissão que produziu essa bela cartilha, simplesmente resolveu afastar o funcionário por conta do acidente que ele sofreu.

Pergunto: Será que ele foi capaz de lidar com a diferença e colocar em prática tudo o que foi teorizado?
Definitivamente não! É uma pena quando a teoria fica só no papel…

6 thoughts on “Cartilhas: prática ou mito?

  • 13 de maio de 2008 em 11:00
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    ô! O que mais acontece é teoria no papel ou no discurso!
    Sobre a cartilha, acho válidas essas iniciativas, porque no geral as pessoas não pensam sobre o tema ‘diferença’. Não têm mesmo noção de como lidar e não imaginam uma vida ativa se qualquer coisa foge ao ‘normal’.
    Beijos!

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    • 13 de maio de 2008 em 11:00
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      Olá Tici, realmente a iniciativa é muito boa, mas muito intrigante quando a teoria vira prática e a pessoa resolve fugir para não encarar a situação. Um abraço, Gabriella

  • 13 de maio de 2008 em 11:36
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    Me lembrei de uma coisa que me aconteceu esse fim de semana e que nunca tinha me ocorrido que poderia acontecer. O pneu da minha cadeira furou! alguém merece?

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    • 13 de maio de 2008 em 11:36
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      Caramba, esse dá um belo post! Depois nos conte como foi. Beijo Gabriella

  • 14 de maio de 2008 em 08:28
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    Acho até que essas cartilhas têem lá sua validade, mas entendo que, de forma geral, o lidar com o que a sociedade chama de diferença, na grande maioria das vezes, precisa, tão somente, de pessoas com capacidade de dicernimento e uma boa dose de bom senso.
    A maior questão aqui, a meu ver, é que não há legitimação de que, sendo seres humanos somos, por essência, totalmente diferentes uns dos outros. Se assim fosse, esses manuais perderiam o foco e dariam lugar a tantos outros, preocupados com a garantia de acessibilidade – em seu sentido mais amplo – a qualquer um, segmentando a população, sim, mas com o objetivo de melhor atender suas necessidades. Apenas isso.
    Mas, sim, Gabriela, concordo plenamente que há um consenso quase generalizado entendendo de que a mera confecção de mateiriais como esse citado no post desobriga às pessoas a pensar e agir em prol da garantia de acessibilidade plena.

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    • 14 de maio de 2008 em 08:28
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      Olá Marcia, acreditoque quando conseguirmos chegar ao nível de consciência onde todos saibam que somos seres individuais e ao mesmo tempo compartilhando de uma consciência coletiva, esse tipo de cartilha não existirá. Obrigado pelo seu comentário! Abs, Gabriella

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