Pedalando com as mãos

Handcycle Quickie SharkUma das coisas que mais sinto falta desde que passei a ser cadeirante é das minhas pedaladas. Adorava bicicletas, cheguei a competir algumas vezes – ganhei medalhas inclusive! – e tinha um enorme prazer em pegar minha magrela e sair pedalando por ruas, estrada e trilhas horas a fio.

A sensação de tocar minha cadeira também é prazerosa, e adoro “caminhar” por aí, mas é claro que com a bicicleta as distâncias e possibilidades eram maiores.

Foi então que conheci os handcycles, que são uma espécie de bicicleta, só que pedalados com as mãos. Ótimo para quem não consegue pedalar com as pernas!

Para ter estabilidade, há duas rodas atrás e uma na frente – em alguns casos é ao contrário. Um assento confortável e marchas semelhantes às das bicicletas completam o conjunto e ajudam nas subidas. E, é claro, há freios também!

A sensação de pedalar um desses é excelente, e não deve nada à de pedalar uma bicicleta. É o mesmo vento batendo no rosto, e facilmente o handcycle ganha velocidade. Como a posição de “dirigir” geralmente é muito próxima ao chão, a sensação de velocidade é ainda maior. Fico sonhando em pedalar um desses Rio de Janeiro afora, talvez um passeio até Grumari pela orla.

O grande problema é que, pra variar, não há fabricante de handcycles no Brasil. Há, no máximo, uma empresa que faz alguns triciclos adaptados, a Dream Bike, mas a proposta é outra. Então, mais uma vez temos que recorrer a modelos importados, que já são caros lá fora, e aqui mais ainda. A Tokleve está importando o modelo Shark, da Quickie, e na Reatech ele era vendido por R$ 8 mil. Se alguém quisesse comprar o exemplar exposto – que podia ser testado durante a feira – teria um desconto e o levaria por R$ 6 mil.

Há também a possibilidade de encarar a burocracia e importar um handcycle de maneira independente, ou então tentar comprar um usado. Para a segunda opção, a dica é entrar em contato com o pessoal do site Wheelers, que reúne informações e vários adeptos do esporte para treinos e passeios. Volta e meia, há alguma “bike” usada à venda.

Por fim, digo que o handycle pode ser divertido para todos, cadeirantes ou não. Se tiverem a chance de dar uma voltinha num deles, experimentem. E se Papai Noel estiver lendo esse post, já sabe o que eu quero no final do ano! 

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Eduardo Camara

Se não está viajando, está pedalando. Muitas vezes, fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

10 comentários em “Pedalando com as mãos

  • quarta-feira, 14 de maio de 2008 em 13:24
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    Sou louca pra testar uma dessa !!! Mas a transferência é tranquila (da cadeira para o handcycle) ? Seria tranquilo andar pelas nossas ruas (de pedrinhas portuguesas) ?
    Pôxa, fiquei com água na boca de "pedalar", rs.
    Bjs,
    Cris

    maio 14th, 2008 - 13:24
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Cris! Dependendo do modelo, a transferência é mais ou menos tranqüila. Existem uns mais altos, outros mais baixos, alguns em que a parte do pedal é destacável justamente pra facilitar a transferência… Na pior das hipóteses, pode-se tentar um modelo que é acoplado à frente da cadeira. Não tem o mesmo desempenho, mas parece muito divertido tb. Tenta experimentar que vale a pena! Beijos, Eduardo.

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  • quinta-feira, 15 de maio de 2008 em 15:02
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    ih, eu sou preguiçoooosa… minha caloi ceci nossa, isso tem tempo! só servia pra acumular poeira! Mas é um exercício maravilhoso! tomara que papai noel passe por aqui!
    beijo!

    maio 15th, 2008 - 15:02
    Mão na Roda respondeu:

    Tomara mesmo! 🙂 Beijos!

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  • quarta-feira, 14 de maio de 2008 em 19:39
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    Cara, quase fiz um teste drive nessa bike, achei que pra voltar pra cadeira seria complicado, a bike é baixa.
    Mas sem sombra de dúvidas, chamou a atenção na feira tanto como os carros.
    Vc aí no Rio com essa ciclovia….., deu até inveja.
    Mais um sonho…..

    maio 14th, 2008 - 19:39
    Mão na Roda respondeu:

    Evandro, devia ter feito, pois é muito bom! Pra voltar pra cadeira bastava uma ajudinha. E como disse pra Cris logo abaixo, alguns modelos são mais fáceis para entrar e sair. Abraços, Eduardo.

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  • segunda-feira, 20 de outubro de 2008 em 12:50
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    Olá tudo bem? Faço Engenharia Mecânica na Universidade Positivo -Curitiba- e anualmente existe uma gincana de criatividade e engenharia, com tarefas específicas para cada série. A desse ano será desenvolver um triciclo para pessoas com necessidades especiais.
    Fizemos um handcycle e a apresentação na competição será no dia 25/10.
    Procurando mais detalhes sobre as demandas e necessidades do cadeirante brasileiro encontrei seu blog e gostei muito das sensações descritas por você. É justamente o que desejamos trazer com nossa proposta: Esportividade, maior liberdade e opções para as pessoas.
    O handcycle é sensação na faculdade antes mesmo da gincana, e vai ser difícil escolher um "dono" após o término da competição. Então vou propor e conversar com os integrantes da equipe sobre presentear um cadeirante. Informarei as novidades, abraço!

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  • segunda-feira, 5 de dezembro de 2011 em 14:09
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    Gratidão Eduardo. O Universo me trouxe aqui para encontrar o veículo perfeito para mim, através deste post encontrei a HandCycle e através dela o que eu necessitava, uma Handcycle elétrica da Varna. Coincidência? Minha alma-gêmea, ehe.

    http://essencianomade.blogspot.com/2011/12/sintonia-com-o-universo-veiculo-parte-2.html

    Gratidão querido.
    Muita luz e abundância em cada passo desta equipe maravilhosa.
    Amei conhecê-los.

    Baba Nam Kevalam.
    Namaskar.

    Varno Nômade

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  • sábado, 25 de outubro de 2014 em 14:46
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    Eu so cadeirante à se eu tivesse uma dessas.

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  • terça-feira, 25 de outubro de 2016 em 13:10
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    gostaria de saber quais os modelos dessas bicicletas vcs tem,porque estou interessado em comprar uma,de preferencia uma que dei para pratica de esportes e o dia a dia

    Resposta

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