Olhando para o chão

Homem andando na rua de cabeça baixaApesar de ser conhecida como uma cidade calorosa, humana e com um povo simpático e sempre alegre, tenho reparado que as pessoas no Rio de Janeiro têm andado com a cabeça baixa, sempre olhando para o chão.

A primeira conclusão a que se chega é a de que os cariocas andam tristes. Tristes com a dengue, que insiste em fazer mais vítimas, tristes com a violência que aumenta a cada dia, tristes com os temporais que derrubam casas e deixam parte da população desabrigada. Motivo é o que não falta…

Mas não! A razão do olhar baixo dos cariocas é bem mais simples e óbvia do que se pode imaginar. O que acontece de verdade, é que se o carioca não andar olhando pro chão, ele cai feio! Tropeça, pisa na poça, torce o tornozelo ou quebra a bacia.

Tristeza? Infelicidade? Que nada! O carioca olha pra baixo para não cair mesmo!

Comentários

Comentários

4 comentários em “Olhando para o chão

  • sexta-feira, 16 de maio de 2008 em 14:20
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    Prezada Bianca, nós andamos olhando para o chão por diverssos motivos, cocô de cachorro – isso até que melhorou nos últimos anos – buracos e desníveis. Isso em toda a cidade, até nos pontos considerados "turísticos". Segundo a lei, a conservação das calçadas cabe aos proprietários dos prédios, mas nem a Prefeitura fiscaliza isso e nem impede que as diversas concessionárias abram seus buracos e depois os remendem de qualquer maneira. E as áreas públicas em que ela é responsável pela conservação a coisa é pior. Experimente andar nos passeios e no meio de ruas como Gonçalvs Dias, Quitanda, Ouvidor, etc. e se escapar sem pelo menos uma torção no tornozelo se dê por feliz. Moro na Marquês de Abrantes, no Flamengo, a Prefeitura cometeu há dois anos um crime contra a rua, uma obra do Rio Cidade: os passeios, que eram de pedra portuguesa e planos, pasaram a ser de uma mistura de pedra portuguesa e cimento da pior qualidade, cheios de altos e baixos. Resultado, tombos constantes dos transeuntes.

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    • sexta-feira, 16 de maio de 2008 em 14:20
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      Oi Henrique, conhecemos essa lei da conservação das calçadas, mas como a fiscalização é inexistente, os proprietários dos prédios estão pouco preocupados com isso… Sem falar no valor da multa que é muito baixo, então não compensa pagar pela obra. Conheço o Flamengo, mas não estou lembrada do piso das calçadas, mas confesso a você que odeio pedras portuguesas, então qualquer obra que as troque por outra coisa, já me alegra, mas trocá-las por um piso que não funciona, é trocar seis por meia dúzia, concorda? As obras do Rio Cidade funcionaram como uma boa maquiagem, o problema é que a manutenção não ocorre. A velha história que sofremos há anos e anos… Obrigada pelo comentário! Abraços, Bianca

  • sábado, 17 de maio de 2008 em 19:03
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    disso eu já sei ha um bom tempo, desde que passei a andar de cadeira de rodas ha 3 anos. acho que o pavimento daqui so perde pro de Paraty mesmo…

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    • sábado, 17 de maio de 2008 em 19:03
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      Não conheço Paraty, apenas sua fama de cidade pavimentada por paralelepídos. Dizem que é uma graça, mas covenhamos que tudo pode ser uma gracinha sem ruas desniveladas, né? Espero que algum dia os arquitetos urbanistas se dêem conta disso… Abraços, Bianca (Eduardo: Antonio, aquele calçamento de Paraty frustrou boa parte do passeio que fiz por lá há alguns anos atrás. Realmente, é o pior que já vi até hoje, disparado!)

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