Símbolo Universal de Acesso – Uma historinha

Símbolo Universal de AcessoEra uma vez, nos idos de 1969, um congresso chamado XI Congresso Mundial de Reabilitação do Portador de Deficiência, realizado pela Rehabilitation International (RI), entidade não-governamental, com sede em Nova Iorque e objetivo de congregar organizações nacionais e internacionais que oferecem serviços de reabilitação.

Pois então, entre as muitas palestras, mesas redondas e essas coisas que acontecem em congressos, foi realizado um concurso para escolha do símbolo universal de acesso, que seria o ponto alto de um programa de três anos desenvolvido pelo Comitê Internacional de Ajudas Técnicas da RI. Para escolher o vencedor, foi criado um grupo com nove peritos de áreas correlatas e o símbolo deveria seguir critérios como: desenho claro e não ambíguo; forma simples, porém estética; significado facilmente reconhecível; desenho identificável mesmo a certa distância; reprodução viável em todos os tamanhos e tipos de material.

No meio de todos os muitos trabalhos apresentados, o escolhido foi o famoso e nosso tão conhecido desenho do “boneco palito” sentado numa cadeirinha de rodas. Sua autora, a estudante dinamarquesa Susanne Koefoed, já havia exposto seu trabalho num seminário promovido no ano anterior pela Organização Escandinava de Estudantes de Desenho.

O curioso é que o símbolo, no seu desenho original, não possuía cabeça. Sim, sim, você na leu errado, cadeirante sem-cabeça. “Ui! Que estranho!”, diriam alguns (eu, inclusive). Assim pensou também o presidente do júri, que achou essa falta de “cabeça” inconveniente, além de outros dois membros do comitê, que sugeriram a colocação da tal “cabeça” no desenho.

Desenhada, então, a cabeça, estava escolhido e sacramentado o Símbolo Universal de Acesso, que desde então, é usado para indicar locais acessíveis e produtos que podem ser usados, sem susto ou barreiras, por pessoas com qualquer tipo de deficiência.

Hmmmm. Qualquer tipo de deficiência, hein? Por que então o símbolo mostra uma pessoa sentada numa cadeira de rodas? Ah! Isso já é assunto pra outro post, tá?

. . .

Referências:
http://www.mp.pr.gov.br/cpcid/telas/ppd_leg_simb_intl.html
http://joeclark.org/access/resources/symbolizing.html
http://en.wikipedia.org/wiki/International_Symbol_of_Access

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10 comentários em “Símbolo Universal de Acesso – Uma historinha

  • quarta-feira, 9 de julho de 2008 em 17:07
    Permalink

    Permitam-me uma digressão: As pessoas, em geral, ainda acham que deficiente é só o cadeirante, o muletante, o amputado e o cego (mas só se estiver de bengala na não ou cão guia na coleira). Não raro tenho problemas com isso nas filas especiais, pq o meu problema é no braço, que apesar de atrofiado não é amputado. O triste é que mesmo as pessoas que deveriam saber um pouco mais sobre o assunto (os caixas das filas especiais por exemplo), não estão bem informados acabam constrangendo os demais deficientes. E sem saber, discriminando também.

    Acho o símbolo ótimo, mas é estranho para quem não conhece a diversidade de fatores que podem tornar alguém um chumbado ver um carro com este adesivo estacionando e ver sair dele uma pessoa que anda. À primeira vista parece malandragem, mas geralmente é apenas um deficiente físico não-cadeirante.

    julho 9th, 2008 - 17:07
    Mão na Roda respondeu:

    Olá Anna, sabemos disso. Aliás, isso é assunto pra post tb! Mas como os tipos de deficiência são muitos, resolvemos abordar, no nosso blog, as deficiências físicas, para não corrermos o risco de falar muita besteira. 😉 De qq forma, acho que o símbolo só é válido, pq já é muito conhecido. Existem outros símbolos um para cada tipo de deficiência, ainda assim, este é o que "abraça" todas elas. E por conta disso, ele está bastante equivocado, sim… Abs, Bianca

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  • quarta-feira, 9 de julho de 2008 em 17:10
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    Eu conheço alguns cegos que se orientam bem sem a bengala, mas por causa da impaciência das pessoas na rua com os possíveis esbarrões, adotaram a bengala ao sair, mais para fazer figuração e não passar constrangimentos do que por necessidade.

    julho 9th, 2008 - 17:10
    Mão na Roda respondeu:

    Esse exemplo que você deu é excelente! Dá até assunto pra tese de design e comunicação, hein? Abs, Bianca

    Resposta
  • quinta-feira, 10 de julho de 2008 em 21:52
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    Fala ai pessoal do blog! Estou fazendo esse comentário aqui de Porto Seguro – BA um exemplo de acessibilidade PARA NÃO SER SEGUIDO. Simplesmente porquê aqui não existe nada acessível, estou aqui a pesseio, porém tudo fica tudo extremamente difícil sem a ajuda braçal e a boa vontade das pessoas, estou com vários amigos, mas se estivesse sozinho estaria ferrado. Nem estou falando muito da praia, no centro da cidade mesmo a coisa é feia.

    Abraços!

    julho 10th, 2008 - 21:52
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Christian, mas que lástima, hein? Coisa chata ir a um lugar tão bonito e mal conseguir se locomover. Uma tristeza! Mas fica aqui o seu recado. Cadeirantes que quiserem visitar Porto Seguro que se preparem! bjos, Bianca

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  • terça-feira, 1 de junho de 2010 em 10:16
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    Nossa achei muito interresante esse artigo, eu estou fazendo um trabalho sobre acessibilidade, estou achando muito legal. So acho q todas as cidades do Brasil deveriam começar a trocar passeios, colocar rampas, pisos, alguns meios para facilitar a locomoçao, pq se o governo ja iniciasse a adaptação não teria mais problemas.
    Achei interressante que eu estou fazendo faculdade de engenharia civil, e o Nickolas Marcon tambem e engenheiro
    civil, achei legal exemplos assim a gente ve q nada e impossivel so e preciso a gente batalhar para conseguir o que quer.
    abraços a todos
    Continuem com esse blog.

    junho 1st, 2010 - 11:58
    Bianca Marotta respondeu:

    Oi Danilo,
    Que bom que vc gostou do post e do nosso blog! Espero que te ajude no seu trabalho sobre acessibilidade. Se tievr alguma dúvida, é só perguntar. Abraços, Bianca

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  • quinta-feira, 24 de março de 2011 em 14:13
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    Segue sugestão para postagem no blog:

    No dia 27 de Janeiro 2011, uma nova Rede Social foi habilitada na internet a THE EFFICIENT “A NOSSA REDE”. Este novo site de relacionamento tem o funcionamento similar ao dos já existentes, mas com um grande diferencial é voltado ao público com deficiência.

    Além de uni-los, o site tem a intenção de aproximá-los de empresas e instituições solidárias, empresas que atuem direta ou indiretamente para o segmento, clínicas e profissionais ligados a causa, entre outros objetivos.

    O site tem sido bem aceito, crescendo dia a dia contando com a divulgação e apoio de seus membros. Importante frisar, que a rede está aberta ao público em geral porém, prevalecem os interesses da pessoa com deficiência.

    Os membros se expressam através de imagens, vídeos, poemas e textos postados em seus blogs que relatam como convivem em uma sociedade onde a acessibilidade ainda não atende as suas necessidades. Tem sido um importante canal de disseminação de informações relevantes quanto aos direitos dos deficientes e que nem sempre são do conhecimento dos maiores interessados.

    Eventos importantes como a Reatech considerada a maior feira de Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade da América Latina e uma das 3 maiores feiras do mundo, fazem parte da agenda do site, que também divulga outras atividades e ações relacionadas ao meio.

    Acreditasse que em breve, o site será utilizado também por empresas e agencias de empregos que busquem por profissionais com deficiência afim de atenderem o preceito constitucional regulamentado pelo artigo 93 da Lei nº8.213/91, que visa a adaptação social da pessoa com deficiência.

    A rede conta ainda com uma sala de bate-papo (chat), onde os membros interagem trocando idéias e experiências, e desta forma, ajudando uns aos outros. O Chat tem se mostrado o local preferido dos membros e já tem gerado grandes amizades e até alguns namoros!

    Para ser um membro da rede basta acessar http://theefficient.ning.com e se cadastrar, é gratuito e de fácil utilização.

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  • sábado, 22 de abril de 2017 em 17:26
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    Concordo com os dizeres do amiga anna may já passei por isto diversas vezes! e, eu, sugeriria o mesmo símbolo de deficiente com cadeirante, mas com um símbolo do órgão ou sentido da deficiência real, cortado por uma flecha vermelha com bordas amarelas.
    Até montei um, sou cardíaco crônico em fase de estudos para transplante cardíaco e tenho permissão de estacionamento especial de meu município – RJ.
    Acessem aqui a ideia! https://drive.google.com/file/d/0BzPkHNJ3WpYObUZqZ3Q4cThmRkU/view?usp=sharing

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