Bem-vindos à minha casa

Nickolas na cozinha do seu apartamentoAmigos, antes de mais nada peço desculpas pelo meu sumiço canino. Canino? Sabem aquela história do “cachorro magro”, aquele que aparece para comer, faz a festa, faz cara que é seu amigo e depois some? Pois é… Mea culpa. Mas aqui estou novamente para me redimir.  😉
 
No post do dia 15/07/08 eu havia comentado sobre a necessidade de se flexibilizar algumas adequações quando a limitação de espaço não permite seguir todas as recomendações técnicas. Quando se trata de ambientes públicos, deve-se fazer o (im)possível para sua utilização estar adequada à todas as pessoas, garantindo acesso e segurança. 
 
Mas quando se trata de um ambiente particular, por exemplo, a casa de um cadeirante, a personalização é um requisito básico. Explico: se o espaço (o lar) é particular, por que gastar tempo e dinheiro fazendo adequações que não serão utilizadas? Um apoio que é imprescindível para uns, pode ser indesejável para outros. Cada pessoa tem seu jeito próprio de fazer transferências, localização de pontos de apoio, facilidade de manobras etc. e cabe a ela escolher o que vai lhe facilitar a vida. Sem falar que todos gostamos de morar em um local bonito, portanto a estética também é um aspecto desejável.
 
Semana passada fui visitado por uma repórter d’O Globo Online que fez uma reportagem muito bacana sobre as adequações que fiz na minha casa. Procurei mostrar o maior número de detalhes voltados à facilitar a vida de um cadeirante, muitos dos quais passam despercebidos quando uma pessoa vê. Como fiz tudo de acordo com minha necessidade, o leitor poderá encontrar coisas que não lhe serviriam ou sentir falta de outras. Mas boa parte do que foi mostrado facilita a vida de todos. A matéria e as fotos do apartamento estão no site do Morar Bem Online e podem ser conferida clicando aqui. Só não vale reclamar do modelo que aparece nas fotos!!!  😀
 
Ah! No último post eu havia prometido falar sobre a escolha da casa/apartamento. Fiquem tranquilos que eu não esqueci, estou preparando o texto que será postado em breve.
 
Um abraço!!!

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6 comentários em “Bem-vindos à minha casa

  • terça-feira, 5 de agosto de 2008 em 13:45
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    Interessante a matéria, mas é assustador percorrer 64 prédios e só achar 3 em condições de moradia para PNE. Ufa! Uma luta. Mas acho que as adaptações feitas são simples e relevantes. Acho até que, por isso, adaptar um ambiente não deveria ser visto como algo tão assombroso. Mas gosto desta cosia de não ser tão radical, afinal, vender o imóvel sempre é uma possibilidade.

    agosto 5th, 2008 - 13:45
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Jaqueline!Também estou à procura de um apartamento e não me impressiono com esse número. Como estou procurando em um bairro onde praticamente só existem prédios antigos, já descartei pelo menos uns 100 por causa dos problemas de acesso. A lei até obriga o condomínio a adaptar as entradas, mas às vezes a obra é inviável e não adianta forçar a barra. E também penso que para tornar o apartamento acessível, não há necessidade de obras mirabolantes. E temos sempre que pensar no desenho universal, que serve para todos, cadeirantes ou não. Abraços, Eduardo.

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  • quinta-feira, 7 de agosto de 2008 em 14:23
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    Oi Nickolas
    Achei muito interessante seu apto, e sua dedicação, parabéns.
    Uma sugestão: Seria viável a compra de um imóvel (aptº) antes do lançamento: possível de se fazer as alterações sem grandes transtornos. É também por que as Construtoras ou Incorporadoras não fazem o lançamento fazendo exposição deste tipo de opção e com
    rampas de acesso, deveria ser obrigatório. o que acha?
    Abraços…
    Emiliana

    agosto 7th, 2008 - 14:23
    Mão na Roda respondeu:

    Emiliana, complementando a resposta do Nick (logo acima), algumas poucas construtoras oferecem opções de plantas específicas para pessoas com deficiência. E diversos municípios já obrigam que as áreas comuns (portaria, corredores, garagens etc.) dos prédios novos sejam adaptadas. Entre esses municípios estão o Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo. Abraços, Eduardo.

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  • sexta-feira, 8 de agosto de 2008 em 11:06
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    Emiliana:
    Na época, também pensei na compra de um apto. em lançamento, mas esbarrei em dois problemas: 1) a falta de imóveis na região que eu procurava e 2) a incompetência da imobiliária em se comunicar com a construtora. Simplesmente não conseguiram localizar alguém que pudesse me ajudar nas modificações. Comentarei essa aventura no próximo post.

    Jaqueline:
    Eu nunca fui fã da idéia de fazer grandes adaptações nos ambientes particulares, prefiro pensar em modificações funcionais e discretas que façam parecer que o ambiente foi concebido daquela forma. É uma questão de seguir o estilo do usuário. Afinal, um cadeirante é só alguém que tem um estilo próprio de locomoção, certo? 😉

    Resposta
  • segunda-feira, 1 de setembro de 2008 em 19:24
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    Olá Nickolas!
    Queria cumprimentá-lo pelo bom gosto. Sua casa ficou muito bonita!
    Parabéns pela praticidade.
    Um abraço!
    Eliana

    Resposta

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