O lugar para viver

Foto ilustrativa de casa e edifícioNo primeiro post que escrevi neste blog prometi comentar a respeito da escolha da moradia para um cadeirante. Na verdade não existe a melhor moradia, tudo depende da necessidade e das preferências de cada um. A idéia aqui é mostrar os prós e contras de cada escolha para um cadeirante. Como se trata de um tema abrangente, vou dividí-lo em vários posts. O rumo que o assunto vai tomar dependerá dos comentários colocados, por isso peço que deixem de preguiça e escrevam suas opiniões, ok??? Se alguém quiser alguma orientação sobre um caso particular também pode colocar nos comentários, pois sempre tiramos proveito e idéias a partir das experiências de outras pessoas. Ah, a consulta aqui é grátis… 😉
 
A primeira escolha é a região onde será o imóvel. A melhor opção nem sempre cabe no nosso bolso. Aspectos como proximidade do trabalho ou da escola dos filhos e criminalidade na região me parecem ser os primeiros pontos analisados. Depois, a disponibilidade de transporte, comércio e relevo da região devem ter uma atenção especial, pois é muito chato depender de carro (um dia ele vai precisar de manutenção) para ir à padaria, locadora ou fazer pequenas compras, assim como não dá para um cadeirante ir muito longe se a região tiver muitas ladeiras.
 
Outro fator que vai influenciar a escolha da região é o tipo de moradia preferida: casa ou apartamento?
 
A casa certamente é a opção que permitirá maior liberdade para deixá-la como quiser, tanto no projeto (se for uma nova construção) quanto nas obras de adequação (se for uma reforma). Mas nem sempre é fácil assim. Uma nova construção deve seguir regras definidas pela prefeitura como área máxima edificável e cobertura máxima do terreno. Isso basicamente limita o tamanho máximo que terá a casa. Se for uma reforma, haverá a limitação da estrutura já existente. Mas eu não posso construir 2 pavimentos e fazer uma casa duplex? Sim, claro que pode, mas prepare seu bolso: o custo de um elevador simples, tipo plataforma, pode passar de R$ 30 mil, fora as despesas de manutenção. Além disso, pode ser necessária a construção de um elemento estrutural para dar sustentação ao elevador. Se a casa for triplex, deve ser usado o elevador tipo cabine com o dobro do preço. E se eu fizer uma rampa? Possível, mas difícil: numa casa com altura normal, para se chegar ao pavimento superior seria necessária uma rampa com entre 35 e 40 metros de comprimento horizontal, já incluindo os patamares de descanso. Isso quer dizer que, numa casa duplex de 150 m², a rampa daria a volta na casa inteira!!! Nesse caso, talvez seja melhor pensar num apartamento…
 
O primeiro problema do apartamento é chegar até ele, pois quase todos os prédios mais antigos têm escadas na entrada. Prédios mais novos são acessíveis, mas costumam ter cômodos pequenos. O apartamento tem a desvantagem de limitar as obras às características do prédio, o que muitas vezes impossibilita a sua transformação em um ambiente viável para um cadeirante. Além disso, a mudança de um banheiro, por exemplo, envolverá a colaboração do vizinho do andar de baixo. Se for uma pessoa difícil, a reforma acabará antes de começar… As vantagens estão na segurança, localização, infra-estrutura e economia: num prédio bem administrado, o que se paga de condomínio normalmente é menor do que se gastaria na manutenção de uma casa com as mesmas benfeitorias (jardins, piscina, vigia, etc.).
 
No último post houve um comentário sobre a possibilidade de se comprar um apartamento na planta e já prever as adequações antes da construção. Isso não é tão simples quanto parece: quando possíveis, essas adequações se limitarão ao tamanho das portas e à mudança de paredes sem encanamento. Paredes com encanamentos (banheiros e cozinha) normalmente contém as prumadas (colunas de canos que servem a todos apartamentos) de água e esgoto, e a mudança da sua posição pode implicar na mudança do projeto de todo o prédio. No final do ano passado vivi a experiência da compra de um imóvel e me deparei com outro problema: a incompetência da imobiliária em contatar a construtora. Os corretores simplesmente não conseguiram encontrar alguém que pudesse me responder sobre as mudanças. Obviamente desisti do negócio com o apartamento novo e fui atrás de um imóvel usado para comprar e reformar. No final das contas, foi melhor assim: como já comentei no último post, somando a compra e a reforma, fiquei com um imóvel maior, em uma localização melhor, novinho em folha e pude me mudar bem antes…   🙂

2 thoughts on “O lugar para viver

  • 10 de setembro de 2008 em 09:48
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    Olá Nickolas, estou vivendo isso atualmente com meu namorado, na realidade nós estavámos fazendo uma pesquisa ainda pq pretendemos casr só daqui 4 anos mas nessa pesquisa achamos um apto cujo empreendimento tem unidades para portador de deficiência física, achei melhor eu ir dar uma olhada antes que ele fosse e não deu outra né, estou inconformada até agora de como as pessoas não tem noção do que é estar numa cadeira de rodas, o apto modelo decorado nem dá pra ele entrar para visitar devido os batentes das portas, me informei sobre a diferença das medidas achando que as portas teriam medidas maiores que aquelas e me foi informado que não, ou seja a única coisa que muda é que no modelo para def. físico não tem a parede da cozinha, o que faz a sala ficar mais ampla, mas em compensação nos quartos só cabe a cama, quarda roupa e um criado mudo de cada lado, no corredor que sobra dos dois lados da cama não passa a cadeira, estou perplexa até agora e estou me preparando pq pelo visto teremos muito trabalho ate lá.

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