De uma queda, foi ao chão…

Imagem de maçã caindoQuando digo que esqueço que o Dado é cadeirante, pode parecer exagero, ou até mesmo mentira. Mas não é. Tanto que no outro dia, por conta do meu jeito atolada de ser, acabei derrubando meu namorado da cadeira, numa brincadeira que felizmente, por sorte, ainda bem, não gerou maiores problemas além de um belo susto. Ah, sim! E me rendeu mais uma fichinha caída na minha maquininha cerebral.

Estávamos esperando o elevador no hall do prédio onde ele mora, quando, numa daquelas brincadeirinhas de namorado, ele tentando me abraçar e eu me fazendo de difícil, para afastá-lo, dei-lhe um leve empurrão. Se ele estivesse de pé, nada demais teria acontecido. A brincadeira só continuaria. Mas… como todos já sabem e eu volta e meia me esqueço, ele estava sentando numa cadeira, e ela tinha rodas. Ou seja, meu empurrão, que foi na altura do seu ombro, fez com que a cadeira tombasse pra traz, derrubando meu namorado de costas no chão. Pra aumentar o tamanho do susto, ele ainda bateu de raspão com a cabeça na parede. E eu, desesperada, aprendi de uma vez por todas, que quando o Dado me diz para  tomar cuidado com empurrões e tentativas de levantá-lo da cadeira (não, eu não o agüento no colo e sim, eu sou louca, eu sei…), ele está sendo sincero e não implicante.

Logicamente fiquei super sem-graça e me sentindo culpada, apesar dele não ter se machucado. Mas depois de passado o susto, percebi, novamente como é incrível a capacidade do nosso cérebro de relevar algumas circunstâncias em prol de outras. Sabe quando você está deitado pra dormir e só percebe que uma máquina de lavar estava ligada a todo vapor, no apartamento vizinho, porque ela acabou de se auto-desligar? E você começa a perceber que vários outros ruídos existem ao redor, apesar do seu cérebro tê-los descartado por completo? É assim que acontece. A gente esquece os “ruídos” e enxerga a pessoa.

Nota do Eduardo: "leve empurrão" é o caramba!!!

One thought on “De uma queda, foi ao chão…

  • 14 de setembro de 2008 em 01:29
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    Ha,ha,ha…Adorei o comentario do final!

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