Células tronco, qual a sua opinião?

Cura. Desde o primeiro mês do meu acidente eu escuto que a medicina está avançada e que logo haverá uma cura. Acredito que muitos passem por isso.
A espera de um milagre. Sinceramente, acredito que a medicina está realmente avançando e os estudos de célula tronco me trazem grande esperança. Já ouvi falar de remédios que melhoram a sensibilidade ou a parte motora, e até cheguei a tomar um deles. E tudo que ganhei foram 2 meses de injeção no bumbum, que me deixava com a nádega bem dolorida por sinal. E pra quem passa a maior parte do tempo sentada, não é nada agradável. Haja espasmo.

Mas enfim, hoje pensaria duas vezes antes de tentar qualquer remédio "milagroso". Cirurgia então, nem pensar. Sou cagona, confesso. Fazer uma cirurgia milionária com apenas a expectativa de uma possível melhora e sem saber qual o efeito colateral, me apavora. Não que eu ache maravilhosa a vida na cadeira de rodas. Tem dias que daria quase tudo só pra levantar, ir até o banheiro e fazer xixi, ou entrar no carro e sair, sem monta e desmonta de cadeira.

Vi nesse domingo uma reportagem falando sobre dois médicos, um chinês e outro português, que estão fazendo cirurgias com células tronco. E quem fez, diz que tem resultado. Mas de todas as cirurgias que eles fizeram, será que todas foram bem sucedidas ? Até que ponto vai a veracidade e qualidade dessas reportagens ? Conheço cadeirantes que topariam fazer a cirurgia num piscar de olhos. Eu não teria coragem. Prefiro deixar minha ansiedade de lado e enquanto não tiverem algo 100% certo, tanto de resultado quanto de efeitos colaterais, não arrisco meu corpo. Mas essa é apenas minha opnião. Afinal, cada um faz com seu corpo o que achar melhor.

Comentários

Comentários

15 comentários em “Células tronco, qual a sua opinião?

  • quinta-feira, 25 de setembro de 2008 em 21:44
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    São diferentes as pesquisas na China e em Portugal. Na China há casos de efeitos colaterais graves, como meningite, e não se sabe ainda o comportamento da terapia a longo prazo. A possibilidade de surgimento de tumores é grande, porque ainda não controlam o desenvolvimento das células no organismo. A pesquisa é feita diretamene em seres humanos, o que os pesquisadores do ocidente contestam, afirmando que é fundamental o estágio de pesquisa com animais primeiro, exatamente pra verificar esses possíveis efeitos colaterais. Em Portugal, ainda não obtiveram nenhum resultado que o chinês diz ter obtido, mas até onde sei, a coisa é feita mais dentro dos padrões.
    Como disse a Anna May, a grosso modo, é participar como cobaia mesmo. Há quem se dispõe e é uma posição bastante corajosa até. Mas não é meu caso.
    Agora, o mais importante é viver a vida como ela se apresenta aqui e agora. Sem se impor maiores limitações dos que as usuais; sem esperar o futuro pra começar…
    Beijos!

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    • quinta-feira, 25 de setembro de 2008 em 21:44
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      Concordo Tici, pra mim o primeiro passo para a cura está em vivermos da melhor forma possível, sempre buscando ser feliz, seja sentada, em pé ou de cabeça pra baixo. Bjs, Cris.

  • quinta-feira, 25 de setembro de 2008 em 23:31
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    sobre a reportagem do fantastico, eu nao teria coragem de fazer aquela cirurgia. achei que a garota da reportagem estava abalada psicologicamente ainda com um grau de aceitação muito baixo…

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  • quinta-feira, 25 de setembro de 2008 em 16:27
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    Independente de haver ou não cura no seu (nosso) tempo de vida, vale à pena ler a experiência do prof. Stephen Hawking ( http://www.hawking.org.uk/text/disable/disable.html )
    É uma lição pra todo mundo, andando, de cadeira de rodas, seja como for. Não deixe que isto lhe impeça de fazer tudo que você quer na sua vida.

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  • quinta-feira, 25 de setembro de 2008 em 16:33
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    Cris Costa,
    Peço ao Senhor Jesus Cristo e todos os Dele que continuem abençoando sua vida, de sua família. As pessoas se perdem por questões pequenas, brigando por nada. Você, Cris Costa, é uma Guerreira. A sua luta na Terra está sendo observada e tenha a certeza de que sua vida é um exemplo de nobreza, de dignidade, de caráter. Só você sabe o que você passa. Cada segundo, cada microcosmo de milésimo de segundo. O seu texto transmite a busca de uma solução, ao mesmo tempo que dentro dos padrões desta época, na Terra, você mostra que não desanima. Peço mais paz para você.
    Um afetuoso abraço de um desconhecido nesta vida.
    Rubens de Abreu.

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    • quinta-feira, 25 de setembro de 2008 em 16:33
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      Obrigada Rubens. Somos todos guerreiros. Viver nesse mundo doido de hoje não é fácil pra ninguém. Abçs, Cris.

  • quinta-feira, 25 de setembro de 2008 em 18:30
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    É importante esclarecer q existem duas vertentes decélulas tronco: as embrionárias e as umbilicais. O dilema ético está nas embrionárias, mas a própria existência das umbilicais pressupõem q o bebê nasceu. Somente assim elas saem do "esconderijo materno" e podem ser disponibilizadas p/ fins médicos. Não há nada d eticamente questionável nisso, pois até a bem pouco tempo atrás os bebês nasciam e seus cordões umbilicais iam direto p/ o lixo. E hoje podem ser a esperança d cura ou melhoria da qualidade d vida p/ milhões d pessoas.

    A blogueira não se refere à questão ética no post (só os comentaristas); se refere á insegurança relativa a uma técnica nova, em desenvolvimento, e q ainda se encontra em fase experimental. Grosso modo, é a recusa d ser cobaia d algo q ainda está em processo – o q é uma escolha tão válida quanto qualquer outra. É o seu ponto d vista, e deve ser respeitado como tal.

    Não é hábito nosso, mas deveríamos opinar somente sobre o q conhecemos, e buscar conhecimento sempre!

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  • quinta-feira, 25 de setembro de 2008 em 18:38
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    Lamento, pois a minha deficiência não tem esperança nem mesmo com as células tronco. Tenho braços atrofiados, porém funcionais. Para tornar-los normais, só se nascessem braços novos e perfeitos no lugar dos que a Mãe Natureza me deu.

    Entretanto, se tivesse alguma esperança de cura, agiria como a blogueira: aguardaria que a técnica saísse do campo do experimental e se tornasse uma terapia comprovada e regulamentada (na velocidade em que vão as pesquisas e a evolução tecnológica, chuto que isso não levará mais do que uma década). E viveria este tempo de espera com muita esperança e felicidade, certa de que a dificuldade é uma fase (ou uma provação, o que a mente ou a crença pessoal decidir), um ciclo com prazo para acabar; com a certeza de que o futuro me reservaria uma vivência de liberdade e independência plena.

    Beijosss

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    • quinta-feira, 25 de setembro de 2008 em 18:38
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      Também acho Anna, devemos sempre procurar o melhor, independente da cura. Bjs, Cris.

  • segunda-feira, 29 de setembro de 2008 em 18:03
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    Eu também acho que não vale a pena ser cobaia agora. Cada um pode reagir de uma maneira a uma cirugia tão delicada. É lógico que todo cadeirante quer andar, mas como não corro risco de vida, não tenho essa urgência que alguns tem. Eu entendo um pouco o ponto de vista da cadeirante que fez a cirurgia na china. Aos que fizeram torço de verdade p/ que de certo..

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  • domingo, 5 de outubro de 2008 em 20:11
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    Oi Cris sou um cadeirante e moro nos USA ha 20 anos e agora estou voltando p o Braza (MG) e gostaria de saber se tem alguma organizacao p ajudar ou orientar os deficientes fisicos. Se poder me responder meu email
    wlsn.carvalho@gmail.com

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  • quinta-feira, 23 de outubro de 2008 em 12:00
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    gente, numa boa. sou cadeirante desde 2001 e acho que pra essa encarnação não sai nada.

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  • Pingback:Negócio da China com células-tronco « Blog Mão na Roda

  • sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 em 15:57
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    sou cadeirante a 7 meses e gostaria de algumas dicas sobre cadeira de rodas adequadas,pois tenho escaras na sacral. Fiquei paraplegico depois de um acidentede moto. grato Roberto g.

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