É tudo uma questão de postura e escolha

Quando comecei a namorar o Dado… Aliás, antes de começar o namoro, quando ainda estávamos nos conhecendo, um dos meus receios era de que, por ele ser cadeirante, fosse uma dessas pessoas que se fazem de coitadinhos o tempo todo. Ou mesmo que seria difícil reclamar de qualquer coisa na frente dele, afinal, coitado, ele deve saber melhor do que eu o que é sofrer.

labirinto

Para minha agradável surpresa, nunca tive esse tipo de problema com ele. Muito pelo contrário! O que me conquistou foi perceber que ele leva uma vida bastante independente e não guarda mágoas ou raivas de não poder mais andar.

O que me fez parar para pensar o quanto somos responsáveis pela forma como nos colocamos para o mundo. Sei que corro o risco de soar piegas ou mesmo óbvia demais. Também sei que esse texto vai ficar com a maior cara de livro de auto-ajuda. Que seja!

O importante é entendermos que, independente de ser cadeirante, muletante ou andante, não importa a maneira como você se locomove. O que importa é a sua postura perante a vida. Se você escolher ser a vítima do mundo, o coitado, o pobrezinho, você consegue. Se quiser ser cadeirante profissional que faz sua vida a partir da sua deficiência, também não será difícil. Se quiser escolher como objetivo de vida voltar a andar e se colocar em risco através de tratamentos pouco conhecidos e ainda experimentais, a vida é sua. Porém, se você, assim como muita gente que conheço, escolher se misturar na multidão e seguir adiante, com a diferença de andar sobre rodas, seja bem vindo!

19 thoughts on “É tudo uma questão de postura e escolha

  • 27 de novembro de 2008 em 16:44
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    Que coisa fofa! Mas saiba que é muito mais fácil ao seu lado 😉 Beijinhos!

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    • 27 de novembro de 2008 em 16:44
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      Aaaaaaawwwwwwwww!!! Você é que facilita tudo!!! Beijinhossssss :-***, Bianca

  • 27 de novembro de 2008 em 17:04
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    legal, cada um vive aquilo que escolhe… eu escolhi sair da Matrix.

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    • 27 de novembro de 2008 em 17:04
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      É isso aí, Christian! Cada um com seu cada um. 😀 beijos, Bianca

  • 27 de novembro de 2008 em 18:12
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    Também escolhi me misturar na multidão e sou mto feliz! Faço tudo e vivo muito bem!

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    • 27 de novembro de 2008 em 18:12
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      Que ótimo! Espero que as pessoas consigam entender isso em algum momento, né? beijos, Bianca

  • 28 de novembro de 2008 em 21:51
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    Curioso abrir o blog de vcs hj e ler este post tão inteligente, pois hj mesmo ouvi esta frase de um "colega de reabilitação": "Acho q somos diferentes e quero ser tratado diferente!" Diferente de q jeito não consegui entender, o fato foi q ele completou dizendo:"Eu tenho um problema de saúde" se referindo à paraplegia. Acho q este tipo de pensamento é realmente adoecido… tudo q desejo é conquistar minha independência e ser tratada como todos! nem melhor, nem pior! Qto à essa polêmica de acreditar ou não numa possível cura, perpassa por questões mto pessoais, mas uma coisa é certa: tenho mto a perder e niniguém fará do meu corpo um laboratório sobre rodas! Acho q mtas pessoas ficam obcecadas pela idéia de voltar a andar e esquecem do fundamental QUE É SER FELIZ!!!! A vida passa rápido pra andantes e cadeirantes… nos vemos na multidão!!
    ps: adorei ver as carinhas de vcs do Mão no post de niver do blog… bjão galera!

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    • 28 de novembro de 2008 em 21:51
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      Oi Valéria, espero que ele consiga entender que esse tipo de pensamento não leva ninguém muito longe. Acho que se ele fizer uma boa reabilitação, ele mudará de idéia. E concordo com vc, o importante é ser feliz, porque a vida é curta! Abs, Bianca

  • 28 de novembro de 2008 em 02:22
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    Bem… Eu não me juntei a multidão, pois se existe alguma luz ao fim do túnel, temos que ir atrás dela. Claro que devemos ter cautela para não arriscar o que temos, mas não podemos também ficar com o pensamento de que acabou e não temos mais para onde ir.

    Fiquei 3 meses na cadeira de rodas e quando ouvi pela primeira vez que tinha chance de sair se seguisse o tratamento, decidi que era isos que queria. Não fiquei satisfeito em sair da cadeira e andar com duas muletas, pois sabia que podia ir mais além. Hoje, ando com uma muleta somente, mas ainda tenho o desejo de troca-la por uma bengala, porém o trabalho é arduo e o caminho tortuoso devido as dificuldades impostas pela prefeitura (buracos, calçadas irregulares, etc.)

    Sempre acredito que o pensamento positivo pode melhorar a vida de qq pessoa e a força de vontade faz com que a pessoa vença as suas dificudades.

    O que não podemos é deixar de viver ou de fazer o que é possivel, por causa do problema que vivemos.

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    • 28 de novembro de 2008 em 02:22
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      Oi The Best, acho que cada caso é um caso. Se existe possibilidade de voltar a andar, tb acho que a pessoa não deve se acomodar, deve fazer um esforço. Mas não são todos os casos em que essa possibilidade existe e acredito, que nesses casos, a melhor solução é a reabilitação, aprender a viver com sua nova limitação. Todos nós temos limitações. Acho que ficar correndo atrás de tratamentos "milagrosos", em muitos casos, é perda de tempo e até dinheiro… Abs, Bianca

  • 28 de novembro de 2008 em 08:19
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    "Tem gente que tem uma unha encravada e é o maior problema do mundo"

    Ei. Eu já tive uma unha encravada que quase causou a amputação do meu pé. ERA um problema sério.

    No mais, acho que é por aí. Deficientes não são melhores nem piores, são só diferentes, e a chave da felicidade é se realizar reconhecendo e respeitando tais diferenças e aprendendo a lidar com isso.

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    • 28 de novembro de 2008 em 08:19
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      Eu acho que nossa leitora quis apenas dar um exemplo, né? Sabemos que uma unha encravada pode ser bastante sério, mas não é o comum. Mas que bom que todos concordamos no resto 😉 Abs, Bianca

  • 28 de novembro de 2008 em 09:15
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    Oi Bianca, escolhi simplesmente VIVER!
    Seja na multidão ou fora dela.
    O pensamento positivo está sempre presente e a fé tbm.
    Costumo dizer que estou e não que sou paraplégico.
    "…lembra quando a gente pensou um dia acreditar, que tudo era pra sempre…sem saber….que pra sempre, sempre acaba…"

    Beijão pro ceis!!

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    • 28 de novembro de 2008 em 09:15
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      Viver é sempre o melhor remédio, Evandro! Excelente escolha! Abs, Bianca

  • 30 de novembro de 2008 em 11:21
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    Finalmente consegui me cadastrar no O globo. Só tenho que parabenizar vocês e dizer que logo, logo, farei um blog com o mesmo tema. Vou começar devagar, mas acho importante. Espero poder ser parceira de vocês.
    Um forte abraço.

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    • 30 de novembro de 2008 em 11:21
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      Oi Mila, valeu pelo comentário. Qdo estiver com seu blog no ar, nos avise! E obrigada pelos parabéns tb! É sempre muito bom saber que agradamos e que servimos até de inspiração! Abs, Bianca

  • 1 de dezembro de 2008 em 08:41
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    Meu companheiro está paraplégico desde julho/2007 devido à um assalto. 4 meses depois ele já estava trabalhando e cuidando da própria vida. Trabalha, faz MBA à distância e inglês no horário do almoço. Tem dificuldades aos montes e supera uma a uma. Me ensinou a ser mais corajosa e a ter determinação.

    Não é a cadeira que o impede de fazer as coisas, mas as limitações da mente dele e das pessoas que estão à sua volta. Eu mesma aprendi a ser um incentivo e não um obstáculo. No início tratava-o como um bibelô. Ignorância pura!

    Hoje sei que podemos fazer qualquer coisa. Talvez de forma inusitada e completamente diferente do esperado. Depende apenas da nossa determinação e criatividade.

    [ ]’s,

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    • 1 de dezembro de 2008 em 08:41
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      Pois é, Adriana. O problema está sempre na cabeça, porque o ser humano tem uma capacidade imensa de se "redescobrir" e de se readaptar fisicamente. Mas que bom que ele conseguiu e você o acompanhou. Abs, Bianca

  • 6 de fevereiro de 2009 em 18:26
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    Parabens pelo texto Bianca
    abraço

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