Nada mais exclusivo do que ser inclusivo

imagem ilustrativa - uma bola azul entre várias cinzas– Gente! Adorei essa minha frase: “Nada mais exclusivo do que ser inclusivo”! – Foi a mensagem que recebi da minha amiga Carol, num papo via Messenger. Num primeiro momento não a entendi muito bem. Achei o jogo de palavras muito legal e divertido, mas fiquei pensando que diabos ela queria dizer com aquilo.

– Mas Carol, essa sua frase não faz muito sentido. O jogo de palavras é bem bacana, coisa e tal, mas ninguém exclui ninguém quando faz alguma coisa pela inclusão. Ao contrário. Ser inclusivo não é ser exclusivo. Ou você quer dizer que, por ser diferente da maioria, a pessoa que luta por uma sociedade mais inclusiva está excluindo do seu grupo de convívio aqueles que não o são? Hã?!

– Não, Bib’s (sim, esse é meu apelido, longa história), não estou falando de exclusivo nesse sentido. Não confunda com exclusivo de exclusão. Estou falando de exclusividade. O que quero dizer é: apesar de poucas pessoas realmente fazerem algo pela inclusão, está super na moda ser inclusivo. Hoje em dia, todo mundo que fala ou faz alguma coisa nesse sentido é considerado especial. É bonito, é louvável. E como ainda são poucos os que efetivamente o fazem, um lugar com acesso perfeito, por exemplo, pode ser considerado exclusivo em relação aos demais. Quando falo em exclusivo, falo no sentido de restrito, particular, parte de um pequeno grupo. Quando comparado com a maioria, aquele ou aquilo que é inclusivo, é realmente diferente, é uma exclusividade!

Depois que entendi o sentido da frase, achei-a tão genial, que resolvi que deveria virar um post. Sim, valia um post. Mas ao mesmo tempo, achei que apesar de boa, a mensagem que a frase transmitia não era positiva. Acho legal, sim, chamarmos a atenção para pessoas que lutam pelam inclusão, ou mostrar locais que já possuem acesso a todos. Mas não seria MUITO melhor se o “ser inclusivo” fosse considerado normal? Não seria ideal se falar sobre inclusão não fosse mais exclusividade de A ou B?

Uma pena que isso não seja tão fácil quanto colocar uma palavrinha a mais nessa frase: “Nada mais exclusivo do que NÃO ser inclusivo!”

Mas a gente chega lá!

Comentários

Comentários

9 comentários em “Nada mais exclusivo do que ser inclusivo

  • quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 em 16:10
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    Quer dizer que exclusividade nada tem a ver com exclusão.
    Parabéns, pessoal pelo festival de asneiras do blog.
    Grande contribuição ao país. Todos estamos orgulhosos.
    A filosofia é de alto nível. Platão sente inveja no túmulo.

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    • quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 em 16:10
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      Caro, F Psantos, sugiro que leia novamente o texto, com calma. Parece que você não entendeu muito bem a brincadeira. Em momento nenhum disse que exclusivo não tem a ver com exclusão. Sei que tem. Mas a palavra também tem o significado de diferente, particular, de uso restrito. E foi nesse sentido que a usamos aqui. Aliás, não sei se você percebeu, mas o texto foi escrito de forma leve e despretensiosa. Nenhuma intenção em criar qualquer tipo de filosofia profunda. Platão não deve estar nem se preocupando com o que foi dito por aqui, muito menos Sócrates ou Aristóteles. Abs, Bianca.

  • quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 em 18:45
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    Ser correto, honesto e, por que não dizer, inclusivo (que, na minha opinião, nada mais é do que um reflexo dos primeiros) é um diferencial. Uma preocupação de um hotel com a acessibilidade é digna de sair no jornal ou virar adendo no site (o Hotel XYZ é totalmente adaptado).
    É claro que isso não é desejável. Tal atitude deveria ser tão natural quanto não atirar em alguém após uma briga (que, como todos sabem, não é tão natural assim).
    Embora essa tática seja um chamariz para que cada vez mais estabelecimentos (por exemplo) queiram ser inclusivos, acaba dando a impressão de que se trata de um detalhe, uma cereja no bolo, quando, sabemos, não é.
    Parabéns Bib´s, Dado e cia pela iniciativa.

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    • quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 em 18:45
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      Pois, é… O mundo anda meio ao contrário. O que deveria ser natural, não o é e o que deveria ser um absurdo já virou natural. Ai, ai. Mas a gente vai tentando, aos poucos, reverter isso. Valeu pelo elogio, pelo comentário e pelo bate papo sempre maravilhoso no msn! beijo grande! Bianca

  • quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 em 13:38
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    tomara mesmo.
    tem sempre gente pra fazer comentário besta…
    beijo pra vcs!

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    • quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 em 13:38
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      Ainda bem que tb temos sempre pessoas fazendo comentários legais! bjos, Bianca

  • sexta-feira, 12 de dezembro de 2008 em 20:14
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    Tá tudo muito louco.Ótimo Post,como sempre.
    Beijos!!

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  • quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 em 21:12
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    "Mas a palavra também tem o significado de diferente, particular, de uso restrito."
    Minha cara, exclusividade, exlusão, diferente, particular, de uso restrito, é tudo a mesma coisa. Concordaria com você se pelo menos apresentasse uma figuração, mas sequer isto existe, no seu caso.
    Quando você exclui, torna diferente, com uma particularidade, você criou uma restrição ou ficou restrito a alguma condição estabelecida ou pré-estabalecida. Enfim, repeti todas as suas palavras e quis dizer a mesma coisa.

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