Cadeirante fashion

Imagem ilustrativa - etiqueta com símbolo de acessibilidadeCompras. Sim, adoro comprar. Sou consumista, admito. Mas ir às compras é quase sempre uma aventura, principalmente em lojas que não costumo frequentar. Começando pelo fato de sempre ir sozinha, levando comigo uma mochila vazia para carregar o que comprar. Os vendedores nunca entendem quando peço pra guardar as coisas na mochila. Uso sempre o argumento de que sou uma consumista sustentável. O que é verdade. Mas também tem a ver com o fato de não conseguir carregar as compras e empurrar a cadeira ao mesmo tempo. Infelizmente ainda não inventaram um "personal shopping empurrator", rs.

Enfim, além do estranhamento com a mochila, têm também as pérolas que escuto. Uma vez, em uma loja de sapatos, estava experimentando uma sapatilha, quando o vendedor gentilmente disse: "Essa sapatilha é ótima. Faz parte da nossa linha confort. Super macia para andar". Hummmm… Então tá né? Rs. Andar… Mas realmente, a sapatilha era bem confortável. Também já me ofereceram blusas com mega decotes nas costas, que no meu caso não faz a menooooor diferença. E nem sei se vale à pena mencionar os vendedores que ficam te olhando com uma cara estranha, como se estivessem pensando: "Ué? Eles não são verdes? Eles consomem?", e te atendem super sem jeito, como se não entendessem o que você está fazendo numa loja. Não é porque estou sentada que tenho que usar roupas mulambentas ou sair na rua como se estivesse indo fazer fisioterapia (camiseta e calça legging), certo?

Sou cadeirante, mas tô na moda!

19 thoughts on “Cadeirante fashion

  • 22 de dezembro de 2008 em 21:24
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    Já passei por algumas dessas em lojas tbem!Sapatos confortavéis,calças com vários detalhes atrás,coisa que ninguem ia ver neh……kkkkk!
    Beijos!

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    • 22 de dezembro de 2008 em 21:24
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      Também já me ofereceram calças com detalhes "super bacanas" no bolso, rs. Tem cada uma, né ? Bjs, Cris.

  • 22 de dezembro de 2008 em 23:44
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    Cris, só faltou desvendar o grande mistério das lojas para um cadeirante: onde provar as roupas já que rarississíssimas lojas têm provador espaçoso com porta larga abrindo para fora??? Eu, até hoje, tenho que deixar o celular "penhorado" no caixa enquanto vou provar as roupas no banheiro do shopping… 🙁

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    • 22 de dezembro de 2008 em 23:44
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      É verdade Nickolas, não mencionei a dificuldade em relação aos provadores. Eu sempre compro no "olhômetro", e tem uma loja que me manda as calças, eu experimento em casa e depois devolvo. Mas não deveria ser assim, né ? Bjs, Cris.

  • 23 de dezembro de 2008 em 01:01
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    É realmente uma aventura ir ao shopping comprar roupas. Principalmente para provar e ver se a roupa se encaixa bem. Eu visto GG (Grande e Gordo) e a maioria das lojas acha que você é GG (Garoto Grande) e tem uns modelitos pequeninhos.

    O pior é quando me indica a loja para gordos que tem no centro da cidade, só com roupas feias, mal acabadas e grandes demais. Eu sou gordinho e "muletante", mas to na moda tb!

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    • 23 de dezembro de 2008 em 01:01
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      A impressão que tenho é que estão diminuindo os tamanhos, rs. Mas independente disso, a gente tem que usar o que gosta ! Bjs, Cris.

  • 23 de dezembro de 2008 em 13:35
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    Diferente de vc, eu sempre vou junto com a minha mae, e os vendedores nao fala diretamente comigo, fala com a minha mae primeiro, mais fico pensando "nao é ela q vai usa, ela so vai paga" hehe. E tambem qndo eh pra provar alguma roupa, eles chegam na minha mae e fala: " Prova essa nela ". Até parece q é ela q vai coloca roupa em mim . Ser cadeirante é uma aventura e tanto !
    bjks

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    • 23 de dezembro de 2008 em 13:35
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      Jady, nem sempre vou sozinha. As vezes também vou com minha mãe ou meu namorado e é bem comum os vendedores falarem com eles como se eu não estivesse ali. Fico doida com isso ! rs. Nessas horas eu começo a falar e trago a atenção dos vendedores pra mim e não para quem está comigo. Bjs, Cris.

  • 23 de dezembro de 2008 em 17:00
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    Os vendedores no Brasil são, em geral, grossos e despreparados. Eles mal sabem fazer o básico, quanto mais lidar com situações fora do comum.

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    • 23 de dezembro de 2008 em 17:00
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      Oi Dani, apesar de já ter passado por algumas situações inusitadas, acho que a maioria dos vendedores são bem atenciosos. Se o vendedor for grosso, nem fico na loja, rs. Bjs, Cris.

  • 24 de dezembro de 2008 em 13:39
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    O melhor é quando falam com quem está com a gente, como se não estivéssemos. hahaha
    Eu tenho umas perguntinhas sobre ir sozinha na rua. Porque eu não consigo… só se fosse com uma cadeira motorizada, que já to juntando um dinheirinho pra comprar. Você não tem uma lesão alta tb? Como é que faz? Enfim, se puder/quiser responder seria bacana pra mim!
    Beijo grande pra todos aí do blog! Bom fim de ano!

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    • 24 de dezembro de 2008 em 13:39
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      Oi Tici, minha lesão é alta mas bem incompleta, por isso tenho uma boa independência. Tem algo específico que você queira saber ? Pode perguntar qualquer coisa, que ajudarei no que puder. Bjs e feliz ano novo ! Cris.

  • 31 de dezembro de 2008 em 10:09
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    Achei seu texto muito divertido! Realmente, deve ser horrível ir numa loja e o vendedor nao falar com vc e sim com quem estiver com vc… São pequenos atos que as pessoas fazem sem pensar, mas toda loja deveria treinar os vendedores para todos os tipos de situação e todos os tipos de cliente. Bjos! Virei fã do blog!

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    • 31 de dezembro de 2008 em 10:09
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      Oi Carolina, infelizmente nem todos sabem lidar com as diferenças. Que bom que gostou do Blog ! Volte sempre ! Bjs, Cris.

  • 5 de janeiro de 2009 em 13:16
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    Oi Cris, uma vez, curuzei com uma moça cadeirante no RioSul e ela estava cheia de sacolas no colo. Fiquei imaginando como seria para ela o ritual de experimentar as peças. O post veio a calhar. Imagino que os vendedores devam ficar meio sem saber o que fazer mesmo. Talvez, se eles fossem mais naturais e as lojas não tivesem aqueles treinamentos bobos sobre como tratar o cliente, a coisa fluisse melhor. Eles são treinados para empurrar peças e mais peças em cima do cliente, a tratar bem os que parecem ricos e descolados, ou seja, só situação clichê. Quando entra um cadierante, n sabem o que fazer. No shopping, sempre tratavam meu namorado com um milhão de sorrisos falsos, uma coisa meio forçada… Acabava que as compras que deveriam ser um momento de lazer, viravam instantes de chatice por conta disso.

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    • 5 de janeiro de 2009 em 13:16
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      Oi Jaqueline, pois é, as vezes é meio chato mesmo. Por isso tento comprar nas lojas onde os vendedores já me conhecem e as vezes me deixam levar a roupa para casa e experimentar. Não é o ideal, mas tem funcionado bem pra mim, uma vez que as lojas não tem provadores acessíveis. Pelo menos ainda não encontrei uma que tenha. Quanto aos vendedores é uma pena que alguns ainda não saibam lidar com os diferentes tipos de clientes. Podem acabar perdendo boas comissões. Bjs, Cris.

  • 6 de janeiro de 2009 em 16:48
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    Se alguém precisa deixar o celular penhorado no caixa já é um avanço… acabamos de quebrar o paradigma de que todo cadeirante é 100% bonzinho por natureza … (RSRSRSRSRSRSRS)

    Beijos,

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    • 6 de janeiro de 2009 em 16:48
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      Hahhauuhauhauhuhaaa, é verdade Anna ! Já não confiam mais na gente como antes !Bjs, Cris.

  • 9 de fevereiro de 2011 em 11:20
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    olá sou deficiente fisico tenho 19 anos e gostaria de saber com vc se me permite copiar o simbolo desta pagina o cadeirante em verde para utilizar como simbolo do nosso grupo de dança?
    curti muito esse blog..

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