Falta de cavalheirismo? Não mesmo!

Namorar um cadeirante sempre me faz passar por situações diferentes. E eu sempre acho tudo muito engraçado.

Como no dia em que fomos fazer compras para uma festa que daríamos em casa. Compra grande, bebidas, salgadinhos, pastinhas, essas coisas todas. Compra pesada. E como o mercado fica perto de onde moramos, fomos a pé mesmo. Resolvemos que o Dado passaria em casa para pegar o carro depois que terminássemos. Não conseguiríamos carregar tudo sozinhos.

Compras resolvidas, lá foi ele, enquanto eu esperava na porta do super mercado. Dez minutinhos depois, ele chega no seu carango e me avisa: “Não trouxe a cadeira, deixei-a na garagem mesmo”. Sem problemas! Mais que depressa abri o portamalas e comecei a guardar as compras dentro dele.

Só lá pela terceira sacola me dei conta da cena que estava protagonizando. Eu, uma bela moçoila, em plena rua movimentada de Copacabana fazia todo o trabalho braçal, enquanto meu namoradinho esperava calmamente dentro do carro, curtindo seu som e o ar condicionado. Pode?

Lógico que eu ri. Até parece que dou bola pra convenções machistas. Mas fiquei imaginando as pessoas em volta olhando pra situação e pensando: “Eita carinha folgado, hein? Cadê o cavalheirismo?”

Sabe onde está o cavalheirismo? Está no momento em que entro no carro e ele pede desculpas por não ter podido ajudar, para em seguida me cobrir de beijinhos apaixonados! E é claro, os dois riem da história.

20 thoughts on “Falta de cavalheirismo? Não mesmo!

  • 21 de janeiro de 2009 em 15:59
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    Bianca, que lindo o romantismo do seu relato! Você está certíssima, é o "a dois" que vale, que é superimportante. O que os outros comentam é falta do que fazer ou de cuidar de suas próprias dificuldades. Espero que a festa tenha sido mara…

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    • 21 de janeiro de 2009 em 15:59
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      Oi Liana, o engraçado é q qdo comecei a namorar o Dado, eu reparava mais nos olhares das pessoas. Hj em dia nem me dou mais conta de que existem. O q vale é q estamos felizes juntos. Sim, a festa foi ótima!!! bjos, Bianca

  • 22 de janeiro de 2009 em 11:00
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    Olá Bianca!
    Adorei seu post.Namoro um cadeirante e vivencio estas situações do cotidiano super engraçadas.
    E você está certa, o que vale são essas risadas e beijinhos apaixonados..entendo muito bem você.rsrs

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    • 22 de janeiro de 2009 em 11:00
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      Oi Mariana, que bom que vc me entende, hehehe. E ainda bem que vc, assim como nós, sabe rir no momento certo. beijos, Bianca

  • 22 de janeiro de 2009 em 13:34
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    Que cena hen….muito bom post.

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    • 22 de janeiro de 2009 em 13:34
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      Pois é, Leandro, foi engraçada! Valeu! beijos, Bianca

  • 23 de janeiro de 2009 em 11:35
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    Bianca, adorei demais essa abordagem e passo por essa situação desde que sou "mocinho" e começei a namorar as mocinhas andantes (sou cadeirante). Mas, me diga, que namorado leva um "colinho" para a namorada pra todo canto? Que namorado vcs têm o privilégio de conduzir os "passos"? Que namorado vcs não precisam de pudores pra ser super ativa? ahahahahh Enfim, namorar cadeirante pode ser bem bacana, como vc mesma atesta! Beijos

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    • 23 de janeiro de 2009 em 11:35
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      Oi Jairo, eu sempre falo das vantagens de se namorar um cadeirante pras minhas amigas. Vc fez uma ótima lista! beijos, Bianca

  • 23 de janeiro de 2009 em 16:10
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    Bianca. adorei o post! E como namorada de cadeirante me vi refletida nas ações de livre iniciativa. Realmente, relacionamento é algo que deve somar, multiplicar, e quando namorados alguém com necessidades especiais aprendemos mais sobre a palavra cooperação. É uma quebra de conceitos velhos e até mesmo em desuso. A vida a dois é muito mais que isso. A gente carrega pesa porque é necessário, mas tb sabe ter um homem legal e carinhoso do lado. E no fundo, o que toda mulher quer não é um homem forte, atlético, mas sim alguém para dividir as experiências do cotidiano. Tem o momento compras, o momento desmonta cadeira, e tantos outros. Mas depois, vem sempre o objetivo final de tudo isso, a realização de um projeto, uma festa, viagem, ou o simples estar a dois. Ai, não tem mais nada: é apenas o namorado fofo e amado com a namorada fofa e amada!

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    • 23 de janeiro de 2009 em 16:10
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      Que bom que vc se identificou com o post. Tb concordo com tudo que vc escreveu aqui. E se tiver alguma história pra nos contar, mande por email que a gente publica! beijos, Bianca

  • 23 de janeiro de 2009 em 16:11
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    Esse Dado é um malandrão! Deixou a cadeira na garagem de propósito pra não trabalhar, hehehe.
    []s
    JV

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    • 23 de janeiro de 2009 em 16:11
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      Hmmmm. Não é que vc pode ter razão… hehehe. bjos, Bianca

  • 26 de janeiro de 2009 em 22:29
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    Sou cadeirante e tb passo por situações parecidas. Sempre que estou com o carro estacionado nas vagas reservadas, quase sempre alguém me olha e reclama, sentado dentro de um carro, ninguém diz que estou deficiente.

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    • 26 de janeiro de 2009 em 22:29
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      Oi Amaury, isso já aconteceu com o Dado também. Uma vez o guardador de um estacionamento não quis deixá-lo para na vaga reservada. Só depois que ele saiu do carro com a cadeira de rodas, é que o sujeito pediu desculpas e disse q ele não tinha "cara" de deficiente. Como se isso de "ter cara" de alguma coisa existisse… Abs, Bianca

  • 3 de fevereiro de 2009 em 16:59
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    Bianca,
    Minha mãe passa por isso sempre que viaja.
    Meu padrasto tem problemas sérios de hérnia de disco e não pode pegar peso. Resultado: ela carrega todas as malas, tira da esteira, etc… E sempre comenta isso… "As pessoas devem achar que meu marido é um ogro…". Imagina!!! Ele é um perfeito "gentleman" com problema de coluna… O legal é vocês rirem disso e reconhecerem neles o verdadeiro valor!!!
    Leio sempre o blog. Sou amiga da Cris…
    Um beijo!!!

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  • 10 de julho de 2010 em 20:53
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    estou entrando no blog ,pois vi o comentario de um grande amigo meu o amaury israel , pois tenho procurado ele a muito tempo e gostaria que o site me ajudase a reencontra-lo enviando meu email pra ele . diga a ele que é o governador de fernando de noronha marcilio pois é assim que ele me conheci e que preciso urgentemente falar com ele . estou indo para o rio e gostaria muito de encontrar com ele .

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    • 10 de julho de 2010 em 21:18
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      Opa Marcilio! Infelizmente, o comentário do Amaury é antigo, da época em que o site ficava hospedado em outro lugar e não temos acesso ao e-mail dele. Se ele comentar novamente, repasso seus contatos!

      Abraços,
      Eduardo

  • 16 de fevereiro de 2011 em 11:32
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    amaury conheco tuas provas dirigindo no rio de janeiro es um vencedor vc merecer ser respeitado como pessoa e ser humano amigo continue assim lutando encomodado por fala sempre as verdades da sua amiga admiradora MARIA

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  • 16 de fevereiro de 2011 em 11:39
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    VEJA SO JA FEZ FESTA NA PAGINA ELE E ASSIM DIGNO DE ADMIRAÇAO FUI ACOMPANHATE DELE MAIS DE ANO A PREDIR A RESPEITAR UMA PESSOA ADIMIRALVEL CARINHOSA RSRSRS MENOS QUANDO VER INJUSTICA AMAURY ADORO VC DA TUA RETARDADA BJS TB QUERO SEU IMAIL

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  • 25 de agosto de 2011 em 07:54
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    a 1º vez que visito esse blog gostei muito não sou cadeirante mas amputei a perna recente fiz uma desarticulação na altura do quadril. sempre visitarei esse blog muito Bom.

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