Quanto custa um ônibus adaptado?

Vejo tanta resistência por parte das empresas de ônibus do Rio em colocar ônibus adaptados para rodar, que sempre pensei que eles eram caríssimos, que custassem um absurdo. Ledo engano. Um pregão eletrônico (arquivo pdf), feito pelo governo federal para o CAMINHO DA ESCOLA – programa criado para renovação do transporte escolar de estados e municípios em todo Brasil – mostrou que a diferença é bem menor do que o que eu imaginava. Imagem de um ônibus adaptado e de grande cifrão cercado por pontos de interrogação

Descobri que a diferença de preço entre um ônibus adaptado com elevador e um ônibus comum foi de menos de 9%, e estamos falando de um veículo de 44 lugares semelhante ao que é usado no transporte público do Rio. Ou seja, custo não é desculpa para não adaptarem todos os ônibus da frota. 

Além disso, na teoria, um decreto do final do governo Cesar Maia obriga os novos ônibus incorporados às frotas das empresas do Rio a serem adaptados. E isso não traz benefícios apenas para cadeirantes, mas também para pessoas com carrinho de bebê, idosos e qualquer outra pessoa com problemas de mobilidade.

Será que esse decreto o Eduardo Paes vai fazer cumprir?  Pelo menos até agora, não notei aumento algum no número de ônibus adaptados circulando pelas ruas da cidade…

Eduardo Camara

Se não está viajando, está pedalando. Muitas vezes, fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

6 thoughts on “Quanto custa um ônibus adaptado?

  • 23 de janeiro de 2009 em 11:24
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    Edu, aqui em SP, preciso admitir, a frota de ônibus com acessibilidade aumentou muito, sobretudo aqueles de "planta baixa", iguais os da "Zoropa". É muito raro ver um ônibus novo que já não tenha acesso para todos, o que é uma imensa vitória. Evidente que ainda falta muito, muito mesmo. E acho que se o ônibus acessível custasse 40%, assim mesmo essa discussão seria desnecessária. Para se garantir um direito constitucional não se pode medir preços, não acha?! De qquer forma, o Rio precisa evoluir e rápido. Ou será que todo "malacabado" ai tem carro ou não tem a mínima vontade de sair de casa? Abração

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    • 23 de janeiro de 2009 em 11:24
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      Olá Jairo, queria dar uma volta nesses ônibus aí de SP e ver como funciona. Já vi gente reclamando de tombos (?) por causa da diferença de altura dentro do ônibus. Procede ou alguém exagerou na birita? E também acho que a lei tem que ser cumprida independente do $$$, só que a desculpa dos empresários é sempre o maldito cu$to. Desculpa infundada… Ah, aqui no Rio é complicado mesmo. Tenta imaginar uma cidade com menos de 0,5% dos ônibus acessíveis. Só rola carro, pouco metrô ou então relaxar e deixar o motorista te pegar no colo! Que tal? Abração, Eduardo.

  • 22 de janeiro de 2009 em 19:32
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    Ótima abordagem…

    Sou meio radical… mas não consigo ver humanidade nos Prefeitos e Governadores que não obrigam a adaptação de TODOS os coletivos.

    Claro que dessa determinação surgirá uma conta pra pagar… mas e daí?!
    Quer conta mais bem paga?!
    Dinheiro não falta… o problema está nas prioridades…

    Essa medida é básica em qualquer sociedade que valoriza o humanismo… mas acho que a nossa ainda não descobriu esse valor.

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    • 22 de janeiro de 2009 em 19:32
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      Oi Pedro, concordo com você, é tudo uma questão de prioridades e, claro, de vontade política! E digo mais: penso também que, se a frota for adaptada e o serviço for bom, até a gratuidade pode ser revista, o que ajudaria na questão financeira. Abraços e obrigado pela participação.

  • 25 de janeiro de 2009 em 20:43
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    Muito bom esse ‘protesto’ informativo Edu,
    show de bola mesmo p mostrar certas verdades.
    abçaum

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  • 23 de janeiro de 2010 em 13:51
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    Lembro que é determinado em lei que a partir de 16 de novembro de 2008 todo onibus novo deve obrigatoriamente ser acessivel, portanto na sua cidade já devem existir onibus 2009 com acessibilidade ou estão descumprindo a lei. E Cesar Maia, somente criou um decreto falando o que ja era lei na epoca da criação do decreto. Espero que cumpram a lei

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