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Cataratas del Iguazu – acessibilidade do passeio

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Hola amigos, hoy nosotros hablaremos sobre las Cataratas del Iguazú, en la Argentina, tierra del tango y… ops… desculpem o “portuñol”, deve ser a ressaca do carnaval…  🙂

No primeiro post sobre o Parque Nacional do Iguaçu, comentamos sobre a infra-estrutura acessível tanto do lado brasileiro como do lado argentino.

O Parque Nacional del Iguazu fica na cidade argentina de Puerto Iguazu, que faz fronteira com a cidade brasileira de Foz do Iguaçu pela ponte Tancredo Neves. Não há transporte coletivo regular adaptado para chegar até lá a partir do Brasil. Para entrar na Argentina é preciso apresentar passaporte ou carteira de identidade ORIGINAL. Não são aceitas fotocópias nem outros documentos como identidade profissional, carteira de estudante, carteira de motorista etc.

No parque, o passe para o deficiente físico mais um acompanhante é gratuito, basta se identificar como “discapacitado“. Em geral, os argentinos são muito receptivos e tentam ajudar da melhor forma.

No Centro de Visitantes há lanchonetes, loja de lembranças e museu. Em todos os banheiros espalhados pelo parque há boxes acessíveis, embora nem todos tenham adaptações completas. Para as maiores distâncias no parque, há um trenzinho que faz o transporte dos turistas com lugares preparados para a entrada de cadeiras-de-rodas.

Esqueça o trem na primeira estação e siga direto por um caminho de paralelepípedos no meio da mata chamado Sandero Verde, que tem apenas 800 metros, sem grandes rampas nem degraus. Cuidado com os “animales peligrosos“: são centenas de insetos famintos querendo seu sangue… repelente e filtro solar são indispensáveis.

Esse caminho acaba perto da segunda estação do trem, onde também fica o início de duas trilhas: o circuito superior e o circuito inferior. É aqui que começa a aventura do passeio, pois ambos são compostos de passarelas que avançam dentro da mata, passando por cima do solo com mata nativa e dos córregos que formam as quedas d’água. As laterais e o piso das passarelas são feitos com telas e grades, dá para ver tudo que está ao redor e abaixo do caminho.

Para os cadeirantes que usam rodas dianteiras rígidas e muito pequenas, o passeio pode ser desconfortável pela trepidação e solavancos na emenda das telas. A dica é usar rodas dianteiras com pneus de 6″ ou mais para um passeio mais confortável. Para evitar as escadas, preste atenção nos mapas espalhados pelas trilhas, onde os degraus são indicados por linhas pontilhadas. Sempre há um caminho alternativo sem degraus, porém mais longo.

As trilhas do circuito superior não tem rampas fortes, sendo a maior parte do trecho plano, onde é possível ver as quedas d’água de cima, pois a passarela chega bem perto do início da queda. No circuito inferior a vista das quedas é frontal, mas a dificuldade para chegar lá é bem maior.

A descida até o circuito inferior é uma rampa longa e inclinada. Ruim para descer na ida, complicada para subir na volta, pois até a pessoa que ajuda empurrando se cansa antes da metade do caminho. Chegando ao final dessa descida o passeio fica mais fácil, só há rampas pesadas em alguns pontos. Nesse 

circuito há um ponto em que é possível tomar um barco para ir até a Isla San Martin, mas há uma escada para chegar até o barco, além de várias escadas 

nas trilhas da ilha. Passeio inacessível para cadeirantes.

Voltando à estação Cataratas do trem, após 15 minutos de percurso chega-se ao começo da passarela para a Garganta del Diablo, sem dúvida o mirante mais bonito de todo o parque. São 1.100 metros de passarela por cima do Rio Iguaçu e, ao final, um mirante quase dentro da maior queda de todas as Cataratas. A visão é fantástica.

Ao final do passeio, na volta para o Brasil, aproveite a noite para jantar nos restaurantes de Puerto Iguazu (o llomo – filé mignon – do El Quincho é magnífico) e passar no freeshop para fazer umas comprinhas… 🙂

Pontos positivos: Pontos negativos:
• Trem e passarelas acessíveis
• Banheiros adaptados
• Entrada gratuita para deficientes
• Mirantes acessíveis
• Alguns banheiros com adaptação errada
• Rampas muito inclinadas
• Passarelas ruins de transitar


Avaliação: Bom
Avaliação do local: regular

. . .

Parque Nacional del Iguazu
Puerto Iguazu – Missiones – Argentina
http://www.iguazuargentina.com/

Sobre o autor / 

Nickolas Marcon

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