Radiohead na Apoteose

Visão do palco a partir da área reservada para cadeirantes

Agora que já me desculpei pelo atraso (ler post abaixo), vou falar brevemente sobre como foi o acesso na Apoteose durante o show do Radiohead. Sobre o show, acho que não posso acrescentar muito além do que todo mundo já escreveu e comentou por aí. Será que alguém não gostou?

Cheguei logo depois dos Hermanos encerrarem sua apresentação e vi apenas Kraftwerk e Radiohead. Acho que o Kraftwerk não funcionou muito bem na apoteose. Acredito que um ambiente menor e um público diferente – e disposto a curtir o show – teria ajudado bastante, mas no fim das contas me animei e gostei!

Já o Radiohead, foi fantástico! Tinha visto uns vídeos de shows deles e foi exatamente como eu esperava. Telões gigantes e coloridos, iluminação perfeita e em sincronia com o som impecável. E pra completar, o acesso na Apoteose era bem melhor do que eu esperava!

A entrada estava bem organizada, sem tumulto, e lá dentro não tinha aquela superlotação comum em shows. Quem quisesse assistir a tudo bem de perto, se espremia lá na frente, mas da parte de trás dava assistir numa boa e sem aperto. Antes de começar o Radiohead, bebi umas cervejas, curti o Kraftwerk e logo que o show deles terminou tentei encontrar um banheiro adaptado e… encontrei! Era um banheiro químico com rampinha, mas era exclusivo (tinha uma funcionária tomando conta) e estava limpinho. Quase chorei de emoção… 😀

O banheiro acessível no meio da noite, ainda limpinho.
Enquanto o show do Radiohead não começava, fiquei batendo papo com amigos e dois ou três funcionários da organização vieram me falar – espontaneamente – sobre a área reservada para cadeirantes. Agradeci e disse que ia pra lá um pouco antes do show começar. Só que o papo estava bom, e quando me dei conta o show do Radiohead já tinha começado! Corri para o “palquinho” dos cadeirudos, que tinha uma enorme rampa e ficava à esquerda do palco principal – o do show.

A visão era muito boa – ao contrário da área reservada no show do The Police – e deu pra ver tudo sem ninguém atrapalhando. Aliás, na área reservada só tinha cadeirante (vários), grávidas e um cego com um cachorro e sua trupe. Minha cadeira até ficou com ciúmes do cachorro do cego… Todo mundo que passava brincava e mexia com o labrador, sem perceber que ele estava ali à trabalho. No fim, acho que o cão queria mesmo é arrancar um pedaço de cada bebum que ia encher o saco do dono dizendo “Cara, seu cachorro é demaaaaaissssssss (hic!)”. 

O cachorro, de saco cheio.
Voltando ao show, delirei com a visão do palco e do telão todo iluminado, além do ótimo som da banda. Tudo perfeito!

Quase duas horas de êxtase depois, hora de voltar pra casa. O banheiro limpinho estava mais parecido com o do trainspotting, mas pelo menos a saída foi organizada.

Quer ir a um show na apoteose? Vá tranquilo que é acessível! De repente nos encontramos no Kiss. 😉 

Facebook Comments

Eduardo Camara

Se não está viajando, está pedalando. Muitas vezes, fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

10 comentários em “Radiohead na Apoteose

  • sexta-feira, 27 de março de 2009 em 15:59
    Permalink

    eu também fui no show do Radiohead, e vi a tal plataforma, ainda pensei, que chato! será que para assistir o show esse pessoal vai ter que ficar restrito àquele quadradinho? me dirigi às arquibancadas porque lá dava para ter uma boa visão do palco por cima. Assistindo o show percebi que haviam algumas pessoas com problemas de locomoção que se dirigiras àquele lugar, ou seja, as arquibancadas também são acessíveis (a entrada é feita por uma rampa), então mesmo que a organização do show não coloque a plataforma em um lugar bom, existem as arquibancadas, que aliás são uma salvação para pessoas de estatura mediana que nem eu, que não conseguem ver nada com uma multidão na frente…

    março 27th, 2009 - 15:59
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Laine, vc lembrou bem! A parte mais baixa das arquibancadas também é acessível! A única vantagem do quadradinho é que ele tem menos muvuca do que na arquibancada, mas é sempre bom ter mais de uma opção. Os baixinhos e cadeirantes agradecem! Ah, não sei se você já foi lá, mas o Circo Voador é um ótimo exemplo de projeto. No andar de cima a visão do palco é excelente e dá para todo mundo assistir numa boa. Abraços, Eduardo.

    Resposta
  • sexta-feira, 27 de março de 2009 em 18:42
    Permalink

    banheiro químico adaptado é novidade pra mim!
    Sobre o show, nem comento. não fui e me arrependi horrores!
    Beijo!

    março 27th, 2009 - 18:42
    Mão na Roda respondeu:

    Deu mole, Tici… O show foi muito bom! Eu já tinha visto alguns banheiros químicos adaptados. A novidade desse é que a rampa era dobrável! Não é o banheiro ideal, mas quebra um galhão. Beijos, Eduardo.

    Resposta
  • sábado, 28 de março de 2009 em 11:56
    Permalink

    Eduardo, vim até aqui para agradecer ao seu comentário no meu blog. E te contar uma coisa cara: banheiro adaptado, limpo e com uma funcionária cuidando é uma coisa que eu nunca vi em nenhum show, e olha que eu já fui em vários. Abraços.

    março 28th, 2009 - 11:56
    Mão na Roda respondeu:

    Valeu, Rodrigo! E aquele banheiro realmente estava totalmente fora do padrão. Ainda bem! Abraços, Eduardo.

    Resposta
  • domingo, 29 de março de 2009 em 18:35
    Permalink

    fala ai dado! po cara apesar do kraftwerk não ser tão entusiasmante, os caras são os mestres velho… os pais da criança, sem eles hj ñ tinha gran master flash, bomb the bass, etc etc etc! abraço!

    março 29th, 2009 - 18:35
    Mão na Roda respondeu:

    Opa Christian! O problema nem foi o Kraftwerk, mas o público e o local. Os caras são mestres mesmo… Aí, Gran Master Flash, Bomb the Bass, ehehehe… pô, acabei de descobrir que temos mais alguns gostos em comum! Abração!

    Resposta
  • sexta-feira, 17 de abril de 2009 em 14:54
    Permalink

    Infelizmente, eu não posso dizer o mesmo do banheiro. Quando fui, durante o show do Kraftwerk, não havia nenhum funcionário na porta e tinha uma fila imensa. Claro que ninguém reclamou quando eu passei a frente para usar o banheiro adaptado, mas o problema não é exatamente esse. Como ninguém estava tomando conta do banheiro adaptado, todo mundo o estava usando o e aquilo parecia a visão do inferno. Para homens, imagino que o problema se resolva um pouco mais facilmente, mas meu namorado teve que me segurar para que eu fizesse xixi de pé, porque não havia a menor condição de usar aquilo. Assento plástico não tem como utilizar em banheiro químico e nem o meu frasquinho de Lysol teve coragem de sair da bolsa para enfrentar aquela imundice!

    Em suma, a entrada foi realmente muito tranquila e o platot para cadeirantes tinha uma boa visão do palco e estava bem controlado. Mas eles precisam aumentar a quantidade de banheiros e garantir que o adaptado seja utilizado somente por quem necessita.

    Resposta
  • sexta-feira, 17 de abril de 2009 em 14:56
    Permalink

    O labrador era realmente lindo! Mas no final estava com tanto sono que estava muito mais sendo guiado do que guiando. Ainda bem que o dono estava acompanhado =)

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Connect with Facebook

X

Pin It on Pinterest

X