Hora de mudar

Cadeira de rodas antigaChega o dia em que você olha pra sua cadeira e diz: “É, tá na hora de trocar…” O encosto já tá gasto e o tecido cedeu demais, a estrutura já está enferrujada em alguns pontos, a cadeira já não roda mais com a mesma facilidade, tá bamba, enfim, é dado o momento de mudar. Até ai, tudo bem. Quase… Pois é neste momento que começam as dúvidas: qual o melhor modelo? Continuo com a mesma configuração? Será que vale comprar uma importada? Afinal, o preço das nacionais aumentou muito nos últimos anos… Aliás, atualmente ser cadeirante requer um bocado de dinheiro, se você quiser ter acesso a produtos com um mínino de qualidade. Com tanta opção, como saber o que quero da nova cadeira? Preço? Conforto? Durabilidade? Desempenho? E por aí vai…

Depois de encher loucamente o saco do Nickolas e do Eduardo (não tenho palavras pra agradecer a paciência dos dois, muito obrigada meninos!!!) com todo tipo de perguntas, consegui escolher a marca e o modelo. Na hora de tirar as medidas, também fiz um monte de descobertas: existe profundidade “correta” para o assento da cadeira, sabia? Ele tem que terminar há uns 4cm de onde fica a dobra do joelho. Assim o assento não encosta na sua perna, e não prejudica a circulação.

Existem também os opcionais. Alguns a preços absurdos, como, por exemplo, um par de rodas importado de R$ 4.500,00 e um freio de R$ 1.500,00. Fiquei “plasma” com os preços. E como tava sem os “trocados” acima no bolso, resolvi deixar tudo como vem no original. Com exceção do corrimão, também conhecido como aro de impulsão. Optei por um modelo que tem uma espécie de emborrachado e adere melhor à mão, facilitando o toque. As minhas mãos, meio tetrinhas, com certeza vão agradecer! Também alterei algumas medidas que acredito que vão me dar maior agilidade e mobilidade.

Depois de tudo acertado deu aquele medinho por conta das alterações que fiz. Será que foram as escolhas certas? Afinal, já tô com a mesma cadeira há 5 anos, e ela já tem até o formato do meu bumbum. Mesmo com as imperfeições das medidas que descobri “erradas”, ela encaixa direitinho em mim.

Apesar desses receios (normal, pois toda e qualquer mudança traz inseguranças, né?), sei que fiz uma boa escolha. Queria uma cadeira com um bom design, desempenho e durabilidade, mas que não aparecesse mais que eu. Tem cadeiras que engolem as pessoas, e não queria isso pra mim. É, fiquei bastante feliz! Agora é aguardar e depois me adaptar a ela. Mas aí, já é outra história!

18 thoughts on “Hora de mudar

  • 18 de abril de 2009 em 14:40
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    Mas, afinal, que cadeira vc comprou? Ficamo tudo curioooso! Abraço

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    • 18 de abril de 2009 em 14:40
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      Mas que "homi" curioso, rs. Comprei a Blizzard, da Ottobock. Acho que vou sentir muita diferença, mas achei que era uma boa escolha. Bjs, Cris.

  • 18 de abril de 2009 em 18:23
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    Fica tranquila, Cris… cadeira feita sob medida não tem erro. Eu também fiquei nessa dúvida cruel quando comprei a minha, confesso que até estranhei quando subi nela pela primeira vez, mas em 10 minutos já estava acostumado e muito bem acomodado, praticamente "vestindo" a cadeira. Da cadeira antiga não tenho nenhuma saudade…

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    • 18 de abril de 2009 em 18:23
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      Pois é, acho que é uma mega ansiedade também. 90 dias é muito tempo, rs. Acho que vou me acostumar rápido, afinal, tudo que é bom é mais fácil de se adaptar. Bjs, Cris.

  • 19 de abril de 2009 em 00:23
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    cris, felizes sao os deficientes que podem escolher suas cadeiras, pois os que nao podem sofrem. as cadeiras que sao doadas raramente sao sob medida, raramente tem um pneu com camara de ar. a cadeira da abbr por exemplo, é dada, mas a qualidade é horrivel, sem opçao os cadeirantes a usam. a prefeitura doava excelentes cadeiras atraves do instituto oscar clarck, um belo dia o prefeito cesar maia cortou verbas e acabou adoçao de cadeiras, seria legal saber o que o novo prefeito vai fazer sobre isso. é um acinte uma cadeira de rodas custar 1000, 2000, 3000, 4000 mil reais, sei la tem que ser revisto pelos nossos dirigentes a diminuiçao de impostos. o governo paga o coquetel do aidetico e outros remedios que mantem as pessoas vivas, o mesmo tinha que ser feito com as cadeiras de rodas, uma para um cadeirante e como um remedio que salva uma vida. seria legal tambem se voces do blog, pudessem pesquisar alguns locais que fizessem doaçoes de cadeiras e colocar no blog.

    abraços

    julio

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    • 19 de abril de 2009 em 00:23
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      Oi Julio, a ABBR é o único lugar que conheço que doa cadeiras. Sei que tem outros lugares conveniados pelo SUS que também fazem doações. Quanto a qualidade das cadeiras, prefiro nem comentar. É uma vergonha. A sua dica foi ótima, vamos pesquisar mais , e em breve faremos um post sobre o assunto. Bjs, Cris.

    • 19 de abril de 2009 em 14:21
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      Nem me mostra, sou doida por esse roda, só que com o aro vermelho. Tá na minha lista, mas acho que ainda vai demorar um "poquinho" pra conseguir uma. Bjs, Cris.

  • 20 de abril de 2009 em 12:40
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    A minha tá quase igual a da foto!
    😛

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    • 20 de abril de 2009 em 12:40
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      Oi Mila, nem me fale! Eu ia tirar uma foto da minha, mas tá tão vergonhosa a situação que achei melhor colocar uma foto de outra cadeira, rsrsrs. Bjs, Cris.

  • 21 de abril de 2009 em 16:47
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    Eu comprei a minha da Tok leve, não tem nem um mês por R$2000,00 à vista. Concordo com o Júlio acho que o Governo brasileiro não dá nenhuma importância aos cadeirantes. E já nem sei se é por falta de preparo ou por má vontade mesmo, mas quando doam. As instituições doam as PIORES cadeiras (daquelas que não removem os braços e por aí vai). Preferí uma nacional poque só pago à vista e teria medo se viesse com algum defeito de fábrica (como veio a minha) de demorar muito para consertar… 🙂

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    • 21 de abril de 2009 em 16:47
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      Oi Mônica, realmente o governo não ajuda muito (pra não dizer praticamente nada) nesse sentindo. É muito triste isso. Ainda mais pq o preço das cadeiras nacionais está caro, muita gente não tem condições de comprar uma. Um absurdo isso. Bjs, Cris.

  • 21 de abril de 2009 em 16:54
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    E além disso, todos os sites são em inglês e se a pessoa não souber falar inglês? Como ela faz??? 🙂

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    • 21 de abril de 2009 em 16:54
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      É, no caso da compra de cadeira importada é interessante comprar com alguma marca que tenha representante no Brasil, pq ai você consegue garantia e se tiver problema fica um pouco mais fácil de reclamar. Bjs, Cris.

  • 24 de abril de 2009 em 14:37
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    Cris, preciso de um favor seu… 🙂 A minha cadeira higiênica está uma porcaria e já faz tempo. Já passou da hora de trocar! Tenho duas da "Jaguaribe" de alumínio – que não foram compradas por mim – que enferrujam só as rodinhas da frente (é um tormento quando isso acontece, a cadeira parece que tem vontade própria!!!! Um inferno!!! E nem com toda a força do mundo consigo fazer com que ela ande… :-(), mas como eu tenho que tocar a minha cadeira sozinha do quarto até o banheiro, fica difícil escolher entre as cadeiras higiênicas disponíveis no mercado brasileiro… Me ajuda, por favor?! Eu tenho paraplegia, e uma mãe que foi vitima do câncer de mama…

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    • 24 de abril de 2009 em 14:37
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      Oi Mônica, o assunto é uma boa idéia para um post. Tem uma variedade boa de modelos, com certeza vc vai achar um que se adapte melhor a sua rotina. Aguarda só um pouquinho! Bjs, Cris.

  • 25 de abril de 2009 em 00:17
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    cadeira higienica eu prefiro usar as nacionais, tem muita variedade e com certeza vc encontra um modelo que te atenda, exciste as de alumínio dobraveis que oferecem a opção de rodas grandes (aro 20) pra que vc consiga se locomover sozinha.

    (para monica figueiredo)

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  • 25 de abril de 2009 em 19:51
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    Christian, as minhas são de alumínio, só não são dobráveis; sendo que a última comprei em estado de desespero porque as duas rodinhas da frente como expliquei possuem partes de ferro e eu entrei em crise de desespro ao ver a minha mãe, que não pode fazer esforço físico nenhum, me ajudar;empurrando a cadeira. O pior de tudo é que não consigo arrumar nenhum filho de Deus para consertar as benditas rodas. As minhas cadeiras já foram numa oficina mecânica perto da minha casa, onde costumava consertar o meu carro e conheço o dono, mas ele não quis me cobrar nada e fiquei "sem graça" de levar lá de novo… :-S Entende a minha situação?!

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