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E se…

Cris Costa - terça-feira, 28 de abril de 2009 - 09:14

Boneco sentado sobre uma interrogação, como se estivesse pensando na vidaMas e se eu não tivesse pulado na piscina de um lugar tão alto? Estaria mais feliz agora? Será que ainda estaria andando? Ou teria acontecido qualquer outro acidente que me deixaria “tetraparaplégica”?

O famoso “e se” é uma das armadilhas mais cruéis da mente do ser humano. É capaz de enlouquecer qualquer um. Vejam bem: E se eu não tivesse pulado? E se Michael Jackson tivesse nascido branco? E se a pólvora não tivesse sido descoberta? Viveríamos em um mundo de paz? O “E se” nos leva a conclusões incertas sobre coisas que nunca saberemos. É uma tentativa frustrada de tentar aliviar um momento ruim, pois se você perceber, essa brincadeira de “e se” só acontece em relação a momentos ruins. Nunca questionaríamos ter ganhado na Mega-Sena, certo? Então porque ficar se torturando por algo que não pode ser mudado?

Uma das coisas que sempre evitei foi esse tipo de questionamento. Acho que se tivesse entrado nessa “nóia” estava chorando em cima de uma cama de hospital até agora. Meu único pensamento quando soube que não ia mais andar foi (desculpem o palavreado): “Fodeu! E agora? Como vou retomar minha vida?”. E foi em cima desse pensamento que fui buscar respostas pra voltar a minha vida normal, mesmo que de uma forma diferente.

Quando o “e se” tenta romper meus pensamentos, penso logo que se meu caminho fosse outro não teria conhecido pessoas que hoje são extremamente importantes, quase que indispensáveis, na minha vida. Estaria trabalhando em outro lugar, e quem sabe, poderia estar infeliz. Não tenho como saber. Só sei que não dá pra contar com “e se”. Afinal, ele não existe.

Agora pense: E se eu não tivesse escrito esse post? Achariam que sou menos louca? Vai saber…

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19 Comentários »

  1. 28/04/2009 - 10:11
    Comentário feito por Sergio Castelo

    Pensar nesses ‘se’ é um atraso de vida mesmo. Quando eu me pego trilhando esse tipo de pensamento, procuro pensar no que realizei ‘após’ o evento. E verifico que se perdi coisas, outras bem legais aconteceram. E sigo em frente.
    Essas considerações ( e se eu tivesse feito isso…) são comuns a toda a especie humana.
    Agora ‘se’ eu ganhar na mega-sena – ME AGUARDEM !!! Hahahaha. Abraços

    28/04/2009 - 10:11
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Sérgio, sim o "e se" é um mega atraso. E nem me fale na mega-sena, ainda mais essa semana que tá acumulada, rs. Vamos torcer! Bjs, Cris.

  2. 28/04/2009 - 16:00
    Comentário feito por JAQUELINE MORAES

    Bela colocação, Cris. Acho que a questão não é o "e se", mas sim "e agora?". Uma nova vida vai se descortinando e a gente tem q saber entrar no meio dela da melhor maneira possível. Não significa que é fácil, que não é uma conquista diária pelos próximos anos que se seguem. Mas a gente precisa tentar ser feliz com aquilo que tem ou morre pensando no que deixou de ter.

    28/04/2009 - 16:00
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Jaqueline, é isso mesmo! Olhar pra um passado que não aconteceu não leva a nada, só imobiliza. Beijos, Cris.

  3. 28/04/2009 - 17:01
    Comentário feito por Diego Madeira

    Bacana o texto

    nunca passei por isso, já vim com ‘defeito de fábrica’ o/

    conheço bastante gente que perde dias lindos de sol em casa por não ter a capacidade de pensar em outra coisa, e achar que só vai conseguir viver quando ‘voltar’ a ser como era.

    parabéns pelo texto

    beijão

    28/04/2009 - 17:01
    Mão na Roda respondeu:

    Obrigada Diego! Mas o "e se" vem por vários motivos, não só pela deficiência. O lance é não se deixar levar e seguir em frente, sempre! Bjs, Cris.

  4. 28/04/2009 - 20:18
    Comentário feito por Christian Matsuy

    "Não tente entortar a colher… É impossível. Tente apenas… Perceber a verdade." – "E qual é a verdade? " Não há colher… Você verá que não é a colher que se entorta, é sim você" – MATRIX.

    28/04/2009 - 20:18
    Mão na Roda respondeu:

    Eita, que tá todo mundo inspirado. Legal a colocação Christian, é por ai mesmo. O problema não tá no outro, mas em nós mesmos. Bjs, Cris.

  5. 30/04/2009 - 21:40
    Comentário feito por Eduardo Camara

    Cris, já reparei que os "E se…" sempre aparecem quando estou me sentindo na merda, e logo depois vão embora. E também reparei que isso não tem nada a ver com ser cadeirante, pois já acontecia desde antes. Acho que é algo da nossa própria natureza. Quando algo sai errado, a gente sempre pensa que a outra alternativa teria sido melhor. Beijos!

  6. 30/04/2009 - 13:58
    Comentário feito por Paulo Gutemberg Lemos

    Vc lembra do filme "De Volta Pro Futuro"? Quando o garoto volta ao passado pra mudar o presente e dá tudo errado… Acho que é por aí.

    30/04/2009 - 13:58
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Paulo, também tem um filme chamado "Efeito Borboleta" que mostra a mesma coisa: mudar algo ruim no passado não é certeza de um futuro melhor. Concordo com vc, é por ai mesmo. Bjs, Cris.

  7. 30/04/2009 - 17:19
    Comentário feito por gabriella savine zubelli

    E se? Isso é a mente mentindo! Procurando achar respostas ilusórias… só para confortar, mas entra outro ponto em questão … sempre mudam as perguntas! O looping infinito do ‘if’ não tem fim! Se dermos mole acabamos entrando mesmo, o macete é cortar o pensamento o mais rápido possível! Ótimo post Cris, parabéns! Bjo

    30/04/2009 - 17:19
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Gabi, Complicado, né? O "E se…" não tem fim mesmo. Que bom que gostou do post! Bjs, Cris.

  8. 03/05/2009 - 22:35
    Comentário feito por MônicaFigueiredo

    Mega sena, nem tanto! Mas a minha mãe sempre brinca com essa estória do "e se". Ela fala assim: – Se eu não tivesse ficado velha estaria nova até hoje! E eu particularmente acho que não tem graça nenhuma nas coisas que vem de mão beijada pra mim. Sempre fui assim, como diria a minha mãe: – se eu posso complicar, pra que simplificar? Não é mesmo? Ótima colocação no texto… :-)

    03/05/2009 - 22:35
    Mão na Roda respondeu:

    Muito sábia sua mãe! Que bom que gostou do texto! Bjs, Cris.

  9. 05/05/2009 - 18:48
    Comentário feito por Adriana Baffa

    Crieis, como diria um amigo nosso em comum: ‘Se sapo tivesse embreagem, ele não pulava…’. Parabéns. Adoro seus textos! Um beijão!

    05/05/2009 - 18:48
    Mão na Roda respondeu:

    Eeeeee! Que bom que gosta! Bjs, Crieis.

  10. 28/05/2009 - 13:07
    Comentário feito por Carlos Antonio Gonçalves Amaral

    Cris, sempre em algum momento da vida pensamos "e se isso" ou "e se não aquilo". Não tem jeito. Minha namorada perdeu muito tempo perguntando pra si mesma e pra Deus "porquê eu tive Pólio e não ando?". Eu tb já me perguntei um monte de vezes "porquê isso" ou "porquê aquilo". Mas, como disse, em algum momento da vida pensamos isso. Depois nós mesmos, seja por inspiração superior ou própria, achamos a resposta e tocamos a vida. Tanto é q hj seguimos a nossa vida, talvez não tão felizes e satisfeitos, mas saímos daquela fase do "pq isso". Tanto é q vc está aqui fazendo esse trabalho maravilhoso junto com o resto da galera, e eu aqui matraqueando e divagando sobre suas palavras. Ou seja, todos nós temos aqueles momentinhos de auto-refelxão. Mas não são eternos. A vida é bela, é curta e passa rápido! Aproveitemo-na!!! Da melhor forma possível, seja andando, cadeirando, no colo, no elevador, na muleta, na bengala, na cama, onde for, o importante é q seja da melhor forma possível! Um grande abraço!

  11. 14/12/2010 - 16:25
    Pingback feito por Aceitação « Blog Mão na Roda

    [...] ainda não sei dizer se existe uma completa aceitação. Sempre vai ter aquele fiozinho de dúvida “e se…”.  Mas que talvez deixemos de lado (eu pelo menos deixo) porque é uma área sensível demais e que [...]

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