E se…

Boneco sentado sobre uma interrogação, como se estivesse pensando na vidaMas e se eu não tivesse pulado na piscina de um lugar tão alto? Estaria mais feliz agora? Será que ainda estaria andando? Ou teria acontecido qualquer outro acidente que me deixaria “tetraparaplégica”?

O famoso “e se” é uma das armadilhas mais cruéis da mente do ser humano. É capaz de enlouquecer qualquer um. Vejam bem: E se eu não tivesse pulado? E se Michael Jackson tivesse nascido branco? E se a pólvora não tivesse sido descoberta? Viveríamos em um mundo de paz? O “E se” nos leva a conclusões incertas sobre coisas que nunca saberemos. É uma tentativa frustrada de tentar aliviar um momento ruim, pois se você perceber, essa brincadeira de “e se” só acontece em relação a momentos ruins. Nunca questionaríamos ter ganhado na Mega-Sena, certo? Então porque ficar se torturando por algo que não pode ser mudado?

Uma das coisas que sempre evitei foi esse tipo de questionamento. Acho que se tivesse entrado nessa “nóia” estava chorando em cima de uma cama de hospital até agora. Meu único pensamento quando soube que não ia mais andar foi (desculpem o palavreado): “Fodeu! E agora? Como vou retomar minha vida?”. E foi em cima desse pensamento que fui buscar respostas pra voltar a minha vida normal, mesmo que de uma forma diferente.

Quando o “e se” tenta romper meus pensamentos, penso logo que se meu caminho fosse outro não teria conhecido pessoas que hoje são extremamente importantes, quase que indispensáveis, na minha vida. Estaria trabalhando em outro lugar, e quem sabe, poderia estar infeliz. Não tenho como saber. Só sei que não dá pra contar com “e se”. Afinal, ele não existe.

Agora pense: E se eu não tivesse escrito esse post? Achariam que sou menos louca? Vai saber…

19 thoughts on “E se…

  • 28 de abril de 2009 em 10:11
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    Pensar nesses ‘se’ é um atraso de vida mesmo. Quando eu me pego trilhando esse tipo de pensamento, procuro pensar no que realizei ‘após’ o evento. E verifico que se perdi coisas, outras bem legais aconteceram. E sigo em frente.
    Essas considerações ( e se eu tivesse feito isso…) são comuns a toda a especie humana.
    Agora ‘se’ eu ganhar na mega-sena – ME AGUARDEM !!! Hahahaha. Abraços

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    • 28 de abril de 2009 em 10:11
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      Oi Sérgio, sim o "e se" é um mega atraso. E nem me fale na mega-sena, ainda mais essa semana que tá acumulada, rs. Vamos torcer! Bjs, Cris.

  • 28 de abril de 2009 em 16:00
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    Bela colocação, Cris. Acho que a questão não é o "e se", mas sim "e agora?". Uma nova vida vai se descortinando e a gente tem q saber entrar no meio dela da melhor maneira possível. Não significa que é fácil, que não é uma conquista diária pelos próximos anos que se seguem. Mas a gente precisa tentar ser feliz com aquilo que tem ou morre pensando no que deixou de ter.

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    • 28 de abril de 2009 em 16:00
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      Oi Jaqueline, é isso mesmo! Olhar pra um passado que não aconteceu não leva a nada, só imobiliza. Beijos, Cris.

  • 28 de abril de 2009 em 17:01
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    Bacana o texto

    nunca passei por isso, já vim com ‘defeito de fábrica’ o/

    conheço bastante gente que perde dias lindos de sol em casa por não ter a capacidade de pensar em outra coisa, e achar que só vai conseguir viver quando ‘voltar’ a ser como era.

    parabéns pelo texto

    beijão

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    • 28 de abril de 2009 em 17:01
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      Obrigada Diego! Mas o "e se" vem por vários motivos, não só pela deficiência. O lance é não se deixar levar e seguir em frente, sempre! Bjs, Cris.

  • 28 de abril de 2009 em 20:18
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    "Não tente entortar a colher… É impossível. Tente apenas… Perceber a verdade." – "E qual é a verdade? " Não há colher… Você verá que não é a colher que se entorta, é sim você" – MATRIX.

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    • 28 de abril de 2009 em 20:18
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      Eita, que tá todo mundo inspirado. Legal a colocação Christian, é por ai mesmo. O problema não tá no outro, mas em nós mesmos. Bjs, Cris.

  • 30 de abril de 2009 em 21:40
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    Cris, já reparei que os "E se…" sempre aparecem quando estou me sentindo na merda, e logo depois vão embora. E também reparei que isso não tem nada a ver com ser cadeirante, pois já acontecia desde antes. Acho que é algo da nossa própria natureza. Quando algo sai errado, a gente sempre pensa que a outra alternativa teria sido melhor. Beijos!

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  • 30 de abril de 2009 em 13:58
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    Vc lembra do filme "De Volta Pro Futuro"? Quando o garoto volta ao passado pra mudar o presente e dá tudo errado… Acho que é por aí.

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    • 30 de abril de 2009 em 13:58
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      Oi Paulo, também tem um filme chamado "Efeito Borboleta" que mostra a mesma coisa: mudar algo ruim no passado não é certeza de um futuro melhor. Concordo com vc, é por ai mesmo. Bjs, Cris.

  • 30 de abril de 2009 em 17:19
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    E se? Isso é a mente mentindo! Procurando achar respostas ilusórias… só para confortar, mas entra outro ponto em questão … sempre mudam as perguntas! O looping infinito do ‘if’ não tem fim! Se dermos mole acabamos entrando mesmo, o macete é cortar o pensamento o mais rápido possível! Ótimo post Cris, parabéns! Bjo

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    • 30 de abril de 2009 em 17:19
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      Oi Gabi, Complicado, né? O "E se…" não tem fim mesmo. Que bom que gostou do post! Bjs, Cris.

  • 3 de maio de 2009 em 22:35
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    Mega sena, nem tanto! Mas a minha mãe sempre brinca com essa estória do "e se". Ela fala assim: – Se eu não tivesse ficado velha estaria nova até hoje! E eu particularmente acho que não tem graça nenhuma nas coisas que vem de mão beijada pra mim. Sempre fui assim, como diria a minha mãe: – se eu posso complicar, pra que simplificar? Não é mesmo? Ótima colocação no texto… 🙂

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    • 3 de maio de 2009 em 22:35
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      Muito sábia sua mãe! Que bom que gostou do texto! Bjs, Cris.

  • 5 de maio de 2009 em 18:48
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    Crieis, como diria um amigo nosso em comum: ‘Se sapo tivesse embreagem, ele não pulava…’. Parabéns. Adoro seus textos! Um beijão!

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  • 28 de maio de 2009 em 13:07
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    Cris, sempre em algum momento da vida pensamos "e se isso" ou "e se não aquilo". Não tem jeito. Minha namorada perdeu muito tempo perguntando pra si mesma e pra Deus "porquê eu tive Pólio e não ando?". Eu tb já me perguntei um monte de vezes "porquê isso" ou "porquê aquilo". Mas, como disse, em algum momento da vida pensamos isso. Depois nós mesmos, seja por inspiração superior ou própria, achamos a resposta e tocamos a vida. Tanto é q hj seguimos a nossa vida, talvez não tão felizes e satisfeitos, mas saímos daquela fase do "pq isso". Tanto é q vc está aqui fazendo esse trabalho maravilhoso junto com o resto da galera, e eu aqui matraqueando e divagando sobre suas palavras. Ou seja, todos nós temos aqueles momentinhos de auto-refelxão. Mas não são eternos. A vida é bela, é curta e passa rápido! Aproveitemo-na!!! Da melhor forma possível, seja andando, cadeirando, no colo, no elevador, na muleta, na bengala, na cama, onde for, o importante é q seja da melhor forma possível! Um grande abraço!

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