Atrações turísticas, Viagens e Turismo

Cristo Redentor

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É difícil falar em Rio de Janeiro sem lembrar de um dos maiores símbolos turísticos da cidade: o Cristo Redentor. O destaque só aumentou depois que ele foi eleito uma das 7 maravilhas do mundo moderno. Para cadeirantes, a visita é possível em quase todos os pontos, mas a acessibilidade não é perfeita e, em alguns lugares, é necessária a ajuda dos funcionários do parque. O blog foi lá e conta a experiência…

O melhor caminho para chegar até o alto do morro é pegando o trem na estação do bairro Cosme Velho. A estação é de fácil acesso, sem escadas e com banheiro adaptado. A maior dificuldade é estacionar o carro nas proximidades. O melhor é pegar o metrô até a estação Largo do Machado e ir de táxi até a estação do trem, já que são poucos os ônibus adaptados que passam por ali. Outra possibilidade de acesso ao morro é pela Estrada das Paineiras. Recentemente os carros particulares foram proibidos de subir até o alto do morro. Antes da proibição era permitida a subida de carros de deficientes, táxis e vans de turismo, mas agora é proibida a passagem de carros particulares pela entrada do parque. Nesse caso, a saída é estacionar e pegar o trem a partir da estação intermediária do passeio, ou então uma van da cooperativa que opera a subida com exclusividade. As vans não têm qualquer tipo de adaptação para cadeirantes.

Dentro da estação há tratamento preferencial no embarque. A entrada do trem fica no mesmo nível da plataforma, e dentro do carro há uma posição para ficar com a cadeira no final do corredor, apoiada nos bancos. Esse apoio é necessário porque a subida é bastante íngreme. Depois da subida, o trem pára numa plataforma no topo do morro. Os funcionários auxiliam no desembarque, pois a plataforma é bem inclinada e torna perigosa qualquer manobra independente. Na parte plana da estação há um banheiro adaptado de fácil acesso.

Depois do trem, a subida até o mirante é feita em dois lances: no primeiro há elevadores panorâmicos. No segundo, há duas escadas rolantes onde o cadeirante só é autorizado a subir com a ajuda de funcionários do parque preparados para conduzí-los. Disseram que é política de segurança do parque. Inicialmente achei estranha a colocação de escadas rolantes ao invés de elevadores, mas depois percebi que, assim como já tinha observado nas Cataratas do Iguaçu, nem sempre pode ser feita a melhor solução de acesso. A colocação de elevadores no lugar das escadas rolantes seria desastrosa porque obstruiria a visão da estátua. É preciso compreender que, em certos casos, a construção da perfeita acessibilidade é danosa demais ao patrimônio cultural e/ou à natureza. Nesses casos, é importante valorizar o esforço na construção de alternativas de acesso que, se não são ideais, pelo menos viabilizam a visita com o menor transtorno possível.

A acessibilidade ao Cristo Redentor é uma obra relativamente nova, foi concluída em 2003. Eu já havia subido até a estátua antes das obras de acessiblidade, quando só havia escadas. Na época, dois amigos me carregaram no colo 105 degraus acima, equivalente a mais de 6 andares de escadarias, os leitores podem imaginar o esforço que foi necessário. Sem dúvida nenhuma, os elevadores e as escadas rolantes tornaram viável uma tarefa praticamente impossível antes.

Embaixo da estátua há uma pequena capela onde são celebradas missas. No alto do morro, há uma lanchonete que não é acessível. Há várias lojas de souvenir, quase todas acessíveis, mas como são pequenas ficam cheias e apertadas, muitas vezes desconfortáveis para um cadeirante. Também não é acessível a parte frontal do mirante, voltada para a Baía da Guanabara, em que há uma escada de alto valor histórico. Novamente temos o dilema da adaptação versus a conservação do patrimônio. De qualquer forma, a vista é até melhor se apreciada na parte superior da escada, como aparece na foto ao lado. Para mais informações sobre o Cristo Redentor, visite o site oficial da prefeitura do Rio ou o site oficial do trem do Corcovado. Clique aqui para ver mais fotos sobre as adaptações do parque.

Nota do Eduardo: as escadas rolantes são desligadas em dias de chuva. Nesses dias, subir de cadeira nem pensar… 🙁

O que gostamos O que poderia melhorar
• Estações acessíveis e com banheiros
adaptados

• Trem de fácil acesso

• Elevadores e escadas rolantes com
funcionários treinados para auxiliar a subida

• Vista maravilhosa!!!!!

• O acesso ao topo do morro poderia ser permitido para carros particulares

• A plataforma no topo do morro poderia ser em nível plano para facilitar a descida

• Lojas mais amplas e lanchonetes acessíveis

. . .

Trem do Corcovado
Rua Cosme Velho, 513
Telefone: (21) 2558-1329
www.corcovado.com.br

Clique aqui e veja sua localização no mapa.

Sobre o autor / 

Nickolas Marcon

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11 Comentários

  1. Evandro Bonocchi sábado, 9 de maio de 2009 em 09:35 -  Responder

    É por essas e outras que eu amo essa cidade. Um dia eu volto.
    Parabéns pela dica!

    maio 9th, 2009 - 09:35
    Mão na Roda respondeu:

    Obrigado, Evandro. Um abraço, Nickolas.

  2. HermesRJ sábado, 9 de maio de 2009 em 14:33 -  Responder

    o maior simbolo turistico da cidade é o Pao de Acucar

    maio 9th, 2009 - 14:33
    Mão na Roda respondeu:

    Hermes, há controvérsias… mas para agradar a todos, o blog já foi nos dois: veja as dicas sobre o Pão-de-Açúcar no texto postado em 19/05/2008. Um abraço, Nickolas.

  3. MARCELO OLIVEIRA segunda-feira, 11 de maio de 2009 em 10:50 -  Responder

    Acho um absurdo não permitirem que carros com deficientes subam até o topo. Nos obrigar a subir de bondinho ou largar o carro nas Paineiras para trocar de condução é uma idiotiçe ímpar ! Só quem tem uma deficiência mais complicada sabe o transtorno que é.

    maio 11th, 2009 - 10:50
    Mão na Roda respondeu:

    É verdade, Marcelo, a estrada está lá, o estacionamento está lá e não podemos usar porque, no passado, algumas pessoas que não precisavam desse acesso abusavam e depredavam o parque, como foi descrito no comentário aí em cima… Os bons pagam pelos maus. Um abraço, Nickolas.

  4. Nick_nick terça-feira, 12 de maio de 2009 em 14:27 -  Responder

    O acesso até pouco tempo atrás era feito de carro e era um passeio muito gostoso de se fazer. porém, com o desgraçado do "jeitinho brasileiro" acabou com isso. Os caras que tomavam conta dos portões embolsavam o dinheiro dos ingressos, o turista era obrigado a pagas para entrar no parque (lá onde está a cancela) e depois pagava novamente para estacionar, mas é claro que essa segunda cobrança era praticamente uma extorção, pois não era oficial e os "flanelinhas" cobravam de acordo com o modelo do carro!
    Foi um escândalo danado na época. Só que ao invés de punir e regularizar, o Governo do Estado e a Prefeitura simplesmente proibiram a subida dos carros e credenciaram apenas UMA cooperativa que nem presta um serviço tão bom assim – visto que nem carros adaptados eles possuem.
    É realmente uma tristeza ver a maneira como as "otoridades" resolvem os problemas no Rio de Janeiro.

    maio 12th, 2009 - 14:27
    Mão na Roda respondeu:

    O problema é que, na época, os flanelinhas marginais que ficavam no topo do morro estacionavam os carros sobre os canteiros laterais da rodovia, destruindo e enchendo de lixo tudo que estava ao seu redor. A solução que encontraram foi, infelizmente, proibir a subida de todos. 🙁 Um abraço, Nickolas.

  5. Mario Henrique Osanai quinta-feira, 24 de setembro de 2009 em 16:30 -  Responder

    Caro Nickolas,
    Parabéns pela clareza e lucidez de seu texto! A descrição da assessibilidade, suas limitações e alternativas é, certamente, de extrema valia para todos os que pretendem visitar o local. Um abraço

  6. Evandro Passos quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014 em 15:21 -  Responder

    Prezados Senhores, dizer que o Cristo Redentor é acessível é esquecer dos cadeirantes tetraplégicos que usam cadeiras de rodas elétricas. Pois bem, eu moro no Rio de Janeiro e não consigo esse acesso que foi dito na reportagem. Ao chegar de frente aos acessos de escadas rolantes, o dito funcionário disse-me que eu teria de sair da minha cadeira elétrica para uma cadeira manual. De pronto eu lhe disse que a minha cadeira era as minhas pernas e eu não queria trocá-las. A falta de informações as vezes mancham uma matéria tão significante para nós, que é visitar uma das 7 maravilhas do mundo. Essa história do elevador que irá denegrir a paisagem é balela, pois existem plataformas inclinadas que fazem o acesso sem prejudicar qualquer paisagem. Tais plataformas inclinadas já são utilizadas em boa parte das estações do metrô, que possuem também as escadas rolantes. Favor divulgar.

  7. Gláucio segunda-feira, 15 de agosto de 2016 em 02:03 -  Responder

    Ou seja pelo visto é bem foda chegar ao topo rs

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