Portas 2

Continuando o post anterior sobre portas, hoje vamos falar dos prós e contras de cada tipo. A escolha vai depender do ambiente onde forem instaladas.

Para um cadeirante, abrir portas comuns é sempre uma tarefa chata, porque é preciso manobrar a cadeira com apenas uma mão. Fechar é pior ainda: não dá para empurrar a porta com a cadeira e a manobra fica mais complicada, muitas vezes tem que ser feita de costas. Pensando num ambiente doméstico, as portas comuns são uma boa opção para uso nos quartos, pois não tomam espaço na parede além do seu próprio tamanho. Além disso, a circulação por esses ambientes não é tão grande, ou seja, a movimentação das portas não chega a atrapalhar.

Portas deslizantes (ou de correr) são as melhores escolhas, porque não precisam que a pessoa se afaste ou manobre a cadeira para abrí-las ou fechá-las. Porém, nem todo cômodo comporta essa solução já que exigem espaço para correr. Ambientes como salas e cozinhas são ideais para instalação desse tipo de portas.

Portas sanfonadas somam as vantagens das duas anteriores, mas precisam de um vão de abertura maior. A porta recolhida toma um espaço precioso, reduzindo a largura útil. Por exemplo, para se ter um vão livre de 80 cm com a porta aberta, é preciso fazer uma abertura na parede de, pelo menos, 95 cm. Outra desvantagem é a estética. São ideais para usar em banheiros.

As portas bipartidas podem ser uma escolha para uso em cômodos que fiquem normalmente abertos, pois a tarefa de fechá-las é ainda mais difícil e trabalhosa do que as portas normais.

Portas automáticas tem um custo alto e exigem mais espaço para sua instalação, por isso não são comuns em ambientes domésticos. Já em ambientes públicos são ótimas soluções porque facilitam o fluxo de pessoas e preservam a vedação do ambiente, reduzindo a propagação de som e a despesa com ar-condicionado.

A existência de dispositivos automáticos que auxiliem a vida do usuário é sempre bem vinda, mas atualmente não há muitas opções no mercado. Fechaduras eletrônicas que dispensam chaves facilitam a vida do pessoal tetra, pois não exigem destreza manual para sua operação. Uma solução ainda melhor é a colocação de dispositivos que automatizam todo o movimento da porta, pois beneficiam um número muito maior de usuários.

Quem se habilita a inventar um sistema automático de abertura de portas compacto e barato???

5 thoughts on “Portas 2

  • 27 de maio de 2009 em 12:50
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    Muito bom o post Nick! É difícil achar uma solução automática que seja barata. Ou não, não sei. Me lembro que em NY muitas portas de locais públicos (museus principalmente) tinham uma entrada diferente para cadeirantes na qual vc apertava um botãozinho e a porta abria. Bem simples e de grande valia. Bjs, Cris.

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    • 27 de maio de 2009 em 12:50
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      Cris, soluções automáticas baratas são mesmo desconhecidas. Pior é que muitas das que foram instaladas não recebem a manutenção adequada e pifam. Lembro das portas com botõezinhos, eram muito práticas e simples de usar. Um abraço, Nickolas.

  • 28 de maio de 2009 em 01:36
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    Nickolas, mude de país.
    No dia que você viver outra realidade… vai concordar:
    "é, tem jeito não."
    Vou dar-lhe exemplos:
    – ônibus que deita literalmente no chão para que o velhinho de 90 anos desça.
    – ônibus para cadeirante.
    – táxi para cadeirante.
    – elevadores caríssimos e às moscas porque são para os cadeirantes.
    – juiz que obriga condomínio a instalar portas automáticas em todo o caminho que o cadeirante passa.
    – supermercado com as próprias cadeiras.

    Sabe você o que presta aqui no Brasil? Hotel novo lotado. Eles sempre perguntam se eu constrangeria-me de ficar num apartamento concebido para cadeirante.

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    • 28 de maio de 2009 em 01:36
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      Paulo, há países melhores e outros piores que o Brasil em termos de acessibilidade. Respeito sua opinião, mas tenho pensamento diametralmente oposto: 1) mudar de país seria covardia, seria fugir de um problema que todos podemos enfrentar para mudar e já está mudando, seus exemplos são prova disso; 2) ônibus com plataforma baixa ou com estações de embarque acessíveis já existem em outras cidades (Curitiba, por exemplo); 3) táxis acessíveis também estão cada vez mais comuns nas grandes cidades e a maioria tem a agenda lotada; 4) elevadores não são exclusivos de cadeirantes e representam uma parcela mínima no custo total de uma grande obra; 5) o juiz apenas determina que o condomínio execute o que já devia ter sido feito na sua construção; 6) ter cadeiras em supermercado é uma boa estratégia de manter o cliente mais tempo no lugar – cadeirante também tem dinheiro para gastar, sabia?; 7) os quartos especiais da maioria dos hotéis costumam estar lotados, tanto que alguns já ampliaram o número de quartos adaptados.

  • 5 de junho de 2009 em 21:07
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    Quem se habilita a inventar um sistema automático de abertura de portas compacto e barato???
    Muito difícil!!! Seria possível se eu fosse a "Jeannie é um gênio" ou mesmo a Samantha, que é a feitceira. E concordo com você quanto ao fato de mudar de país, temos é que "fazer acontecer"… 😉

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