Vivendo e aprendendo

Par de tênis AllStar desamarradosTem coisas que a gente só aprende na marra. Bom, pelo menos comigo às vezes é assim. Outro dia me lembrei de tantas coisas que não conseguia fazer nos primeiros meses da lesão e hoje faço numa boa. Outras, continuo não conseguindo, como amarrar o sapato. Até consigo, mas com muito esforço e só se o cadarço for daqueles beeeeeem compridos. Se for curtinho, esquece. Vai ficar desamarrado mesmo. Até pq não corro o risco de tropeçar, he he he he he.

Mas enfim, voltando aos aprendizados. Lembrei que logo que comecei a trabalhar não conseguia levantar as calças depois que ia ao banheiro. Minhas mãos tetras não permitiam. Ou pelo menos assim eu pensava. Ou seja, toda vez que ia ao banheiro, pedia para uma pessoa do trabalho me ajudar a puxar as calças, quando terminava. Legal né? Não, um saco! Mas fazer o que? Não podia sair de lá com as calças no meio das pernas. O mais chato é que a criatura que me ajudava ia numa má vontade… Argh! Preferia que não ajudasse.

Mas enfim. Um belo dia, a criatura me esqueceu lá dentro. Fiquei eu lá, hooooooras esperando e nada dela aparecer. Depois de um tempo pensei: “F… , vou ter que dar meu jeito. Sair sem calças é que não dá”. Respirei fundo, rezei para todos os santos das calças abaixadas e comecei a tentar levantá-las. Suei que nem uma condenada. Puxa de um lado, puxa do outro. Sobe um pouquinho. Puxa mais um pouco, e sobe mais. E depois de um tempo, que pareceu uma eternidade, estava vestidinha. Só faltava fechar o botão. Mas comparando com o puxa-puxa das calças, essa tarefa foi super rápida e fácil. Devo ter levado uns 10 minutos fechando o botão ( :oP ). Mas a satisfação de ter conseguido tudo sozinha foi impagável. Melhor: não ia precisar mais da ajuda daquela criatura. Estávamos livres uma da outra. Quando voltei pra minha mesa, a pessoa falou: “Nossa! Tinha me esquecido de você!”, e eu orgulhosamente respondi: “Pois é, nisso consegui me arrumar sozinha. Agora não te perturbo mais”.

Mas nem todas as tentativas tem final feliz. Como disse no começo do post, tem coisas que ainda não consigo, e nem sei se vou conseguir fazer sozinha. Preciso de ajuda mesmo. Sem problemas.

Se bem que às vezes é bom tentar um pouquinho mais, né?

Comentários

Comentários

16 comentários em “Vivendo e aprendendo

  • quinta-feira, 9 de julho de 2009 em 22:01
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    Oi Cris, realmente é incrível o que conseguimos fazer com um pouco de persistência. Por isso sempre digo: não custa tentar. Pode ser mesmo que não dê, mas com certeza aprendemos com as tentativas. Abraços!

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    • quinta-feira, 9 de julho de 2009 em 22:01
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      Pois é, um amigo meu dizia isso também, que temos que tentar primeiro. As vezes nos surpreendemos! Bjs, Cris.

  • quinta-feira, 9 de julho de 2009 em 13:38
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    Cris, quase tudo que consigo fazer hoje aprendi assim, pela necessidade do momento. Lembro que a primeira vez que fui guardar a cadeira no carro demorei quase 20 minutos tentando descobrir o melhor jeito. Hoje demoro 15 vezes menos para fazer isso. Aliás, é a necessidade que faz a humanidade evoluir, não seria diferente com os "sentados", certo? 😉

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    • quinta-feira, 9 de julho de 2009 em 13:38
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      Mas acho que só assim a gente conhece nossos limites. Também apanhei pra aprender a colocar a cadeira no carro, entre outras tantas coisas, rs. Bjs, Cris.

  • quinta-feira, 9 de julho de 2009 em 14:42
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    Cris, e há alguém que consegue fazer tudo sozinho na vida?
    Bj

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    • quinta-feira, 9 de julho de 2009 em 14:42
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      Assim, tenho uma amiga que jura que consegue, rsrsrs. Mas é verdade, em algum momento vamos precisar de ajuda sim. Bjs, Cris.

  • sexta-feira, 10 de julho de 2009 em 10:48
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    Oi Cris,eu sempre falao pro Milton,só vai saber se consegue ou não se tentar e até as grandes autoridades em determinados assuntos,caíram muitaz vezes até chegar onde chegaram.
    Deisitir é que não dá,né?Bola pra frente que o jogo é de campeonato.
    beijos
    Tania e Milton
    zerohora.com/sembarreiras
    Fazer meu merchan,básico

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    • sexta-feira, 10 de julho de 2009 em 10:48
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      Oi Tania, é isso ai! Temos que tentar. Só assim aprendemos. Bjs, Cris.

  • sexta-feira, 10 de julho de 2009 em 14:31
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    Cris
    Alguem já disse que a maior parte das coisas que não conseguimos realizar, não é porque não podemos, mas porque nós mesmos não acreditamos que podemos. Já passei várias vezes por experiencias semelhantes, e sempre me surpreendo quando acabo conseguindo algo que julgava impossível. Claro que isso tem limites, os objetivos tem de ser razoáveis.
    Mas temos mais força que acreditamos ter.
    Beijos
    Sergio

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    • sexta-feira, 10 de julho de 2009 em 14:31
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      É verdade Sérgio, acho que sempre podemos nos surpreender. Bjs, Cris.

  • sexta-feira, 10 de julho de 2009 em 15:16
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    Oi Cris!!! Saudades de vc! Já te falei isso né, mas admiro muito o seu jeito de escrever! Vc passa uma verdade sem tamanho… E isso aí que vc contou se aplica a todo mundo mesmo. Não é quando a gente passa pelas dificuldades que a gente aprende e cresce? O "esquecimento" dessa sem noção acabou trazendo um bem enorme pra vc… Beijos querida!

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    • sexta-feira, 10 de julho de 2009 em 15:16
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      Oi Flávia! Obrigada. Pois é, com a má vontade de uns acabei aprendendo a me virar. Ainda bem que ela me esqueceu, rs. Bjs, Cris.

  • terça-feira, 14 de julho de 2009 em 19:07
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    Cris, o começo do seu post me fez lembrar de uma vez q eu quebrei a perna justamente pq precisei ir ao banheiro no trabalho onde minha cadeira não passava na porta, daí eu tive q improvisar com uma cadeira comum, arrastei daqui, arrastei dali e consegui usar o vaso, só q, na hora de sair, acabei caindo tentando mudar de uma cadeira pra outra. Aí, tive que aguentar muita zoação pq as pessoas perguntavam como eu consegui quebrar a perna se eu num ando,,,eu respondia que não ando, mas tb não to grudada na cadeira….rs

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    • terça-feira, 14 de julho de 2009 em 19:07
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      Rose, mas que aventura!! Essa eu nunca tentei, rs. Mas é assim que a gente aprende, né? Bjs, Cris.

  • segunda-feira, 20 de julho de 2009 em 16:07
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    Cris, até hoje estou tentando fazer coisas novas. Às vezes me estrepo, às vezes dá certo, mas o mais importante é tentar. Lembro que a primeira vez em que me vesti sozinho foi pq estava de cueca em casa e recebi uma visita inesperada. Ou colocava a roupa ou recebia a menina da faculdade semi-pelado. Claro que, se ela fosse gatinha, até seria uma boa, mas não era o caso 🙂 Beijos!

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    • segunda-feira, 20 de julho de 2009 em 16:07
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      Eu ainda me surpreendo as vezes, conseguindo algo que achava "impossível". Ainda bem, né? Bjs, Cris.

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