Transporte em Miami

Esses homens loucos e seus transportes acessíveis. Em Miami o que mais tem é opção de transporte acessível. Incrível, né? Mas se soubesse como seria, teria alugado um carro. Pelo que vi da cidade, muitas coisas ficam distantes. Pra quem vai ficar mais de 2 dias e estiver disposto a passear bastante, vale a pena. Não só é fácil alugar um carro adaptado, como você ainda aluga com GPS (alguns lugares tem GPS em português), aí fica molinho de circular pela cidade. Só vale ficar atento aos limites de velocidade, pois em muitos lugares o limite é de 30milhas/h (uns 50km/h). Mas com certeza é mais barato do que ficar zanzando de taxi. Até porque tem uns taxistas que parecem ter saído de uma sessão de vodu. Algumas vezes rezei por minha vida, para não ser raptada e ter meus órgãos vendidos. Neuroses de quem viaja sozinha à parte, sinceramente, acho o aluguel de carro uma ótima opção. Se não, a melhor. Veja apenas com o Hotel o quanto eles cobram pela diária do estacionamento.

Ah, mas lá não tem ônibus adaptado??? Tem sim. Todos naquele estilo de ônibus que abaixa e desce uma rampinha. Tudo bem simples, sem manutenção cara e que não quebra. O problema dos ônibus é que são poucos, não passam por muitos lugares interessantes (só alguns shoppings) e passam de 30 em 30 minutos. Alguns tem um intervalo menor, de 15 minutos, mas não circulam por todas as ruas. Não achei uma opção muito interessante.

 

 

  

 

 

E tem os taxis. Muitos deles. Mas se essa for a sua escolha, se prepare para se deparar com os motoristas mais bizarros que já viu na sua vida: desde cubanos usando chapéu Panamá e escutando música dos anos 50, passando por brasileiros te oferecendo muamba, ou sexagenários maconheiros, até os voduzeiros que já mencionei acima, os quais não faço a menor idéia de onde vem. Não entendia uma palavra do que diziam. Além de enfrentar essas figuras, prepare-se para gastar. Nada em Miami é perto. É capaz de gastar U$ 80,00 dólares (ida e volta) só pra ir a um shopping. Depende de onde está hospedado, claro. E tem muitos taxis adaptados. Tipo uma mini-van, no qual você entra no carro por trás (uiiii) sem precisar sair da cadeira. Eu achei bem legal, sempre que podia, pedia um desses, não é difícil de conseguir. Certifique-se apenas de que o taxista sabe pra que serve aquela mala grande, vazia e com uma rampa no meio. Peguei um daqueles vodus que não fazia a menooooooor idéia do que fazer, nem onde encaixar os ganchos pra segurar a cadeira. Uó! Sinceramente, vale pensar com carinho na possibilidade de alugar um carro.

E claro, Miami é um bom lugar para se passear pelas ruas. Principalmente em South Beach. É bem acessível, rampas por todos os lados, tudo bastante convidativo a um passeio ao ar livre. Tanto pelas avenidas quanto pela orla.

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5 comentários em “Transporte em Miami

  • terça-feira, 22 de setembro de 2009 em 17:28
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    Oi! Estou adorando essa série de posts sobre sua viagem. Meu pai é cadeirante e é sempre bom ler dicas de uma pessoa isenta. Já dá até pra programar umas férias com o coroa.. hehe

    Sobre o taxi adaptado, já vi um desse tipo no centro do Rio. Até anotei o telefone, apesar de ainda não ter precisado. Se quiser…

    Bjos

    setembro 22nd, 2009 - 17:28
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Natalia, dependendo do lugar, dá pra viajar tranquilo sozinho. O pessoal do Blog viaja um bocado e já temos muitos posts sobre o assunto. E logo teremos mais da Europa. Se precisar de alguma dica ou ajuda, é só falar! Quanto ao taxi, aqui no Rio tem sim, mas é um pouco diferente dos que tem lá. Bjs, Cris.

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  • sexta-feira, 25 de setembro de 2009 em 13:36
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    Que estranho. É impressão ou o cadeirante vai inclinado atrás? Achei legal a simplicidade das rampas. Tudo simples, sem guinchos ou elevadores mirabolantes e caros. Aqui no RJ, a licitação para o serviço (caro) de taxis adaptados exigiu a colocação de um elevador para o acesso do cadeirante ao interior do veículo. Parece que cada elevador custou pra lá de 40.000, com alterações no carro incluidas. Pra quê? Bastaria uma simples rampa macomo essa.

    setembro 25th, 2009 - 13:36
    Mão na Roda respondeu:

    Oi Marcelo, é impressão mesmo. Eu usei direto esses taxis lá, e é bem tranquilo. Acho bem melhor que os que temos aqui. Aqueles com elevador, além do elevador ser caro, deve ter uma manutenção cara também. Eu particularmente não gosto, pois não tem onde se segurar e o cadeirante fica muito no alto, não dá pra ver nada. Esses ai, apesar da instalação ser cara, não exige manutenção e não tira espaço no carro. A cadeira fica no espaço da mala. Então o motoristam continua podendo levar passageiros e malas sem problemas. E quando tiver cadeirante, é tranquilo. Me senti mais segura, tinha onde me segurar e ainda pude ir vendo a rua pela janela. Seria legal se fosse possível ter desses modelos aqui. Achei bem legal. Bjs, Cris.

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  • sábado, 10 de outubro de 2009 em 03:56
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    Como morador da California e um cunhado em Miami, afirmo: nao rola se movimentar se nao tiver um carro (alugado ou nao) a disposicao. Eh a cultura do desperdicio. Onibus, por aqui, sao do mesmo jeito, super eficientes, mas a cada 15 ou 30 minutos. Outra cultura. Como tem o lado bom, esse e o de funcionar tudo direito, acessivel etc.

    Ja os taxis: tudo estrangeiro: Indianos em NY, cubanos e brasileiros na FL e iranianos em CA. ( e mais outros, estou citando os mais comuns, rs)

    Abs

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