Rio 2016 – Por André Arruda

Quando ouvi que o Rio ia sediar as Olimpiadas de 2016, fiquei meio sem saber o que pensar. Nada contra ser a sede de um evento como esse, mas como posso achar que minha cidade pode sediar uma Olimpiada se não me dá condições nem de andar tranquilamente pela rua? Seja por falta de acessibilidade ou por periculosidade, passear nas ruas do Rio é uma aventura, e não é das boas. Mas enfim, o evento vai acontecer e só rezo para que hajam melhorias para todos. Mas me espanta precisar de uma Olimpiada para que a cidade melhore. Enfim. Outro dia recebi de uma amiga, o link para essa foto e texto abaixo, feitos pelo André Arruda. Achei bem legal o texto, até porque foi escrito por uma pessoa sem deficiência, e que mesmo assim entendeu que acessibilidade é um beneficio para todos.

Pão de Açúcar e Baía de Guanabara vistos de cim

“Um amigo me perguntou qual o meu sonho para o Rio 2016.

‘Nada demais’, respondi. ‘Sonho com um Rio em que um cadeirante possa sair de casa, em qualquer ponto da cidade, confortavelmente, rodar por calçadas lisas e suaves, pegar um ônibus comum (comum, porque todos os ônibus serão acessíveis a portadores de necessidades especiais) no horário marcado no ponto, ser transportado sem engarrafamentos nu veículo climatizado, limpo e sem lotação, descer no Arpoador e beber uma água de coco ou ir ao Municipal e ver uma apresentação. Depois encontrar os amigos na Lapa, tomar umas e outras, se divertir e na volta para casa, ler, se quiser, as últimas novidades do dia em seu smartphone num wi fi grátis, em absoluta paz e simplesmente ver a paisagem urbana bem iluminada’.

Só isso.”

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3 comentários em “Rio 2016 – Por André Arruda

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