Movimento SuperAção e Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

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Estamos atrasados, mas não vamos deixar essa data passar em branco. Dia 5 de dezembro foi o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência e mais uma vez o pessoal do Movimento SuperAção organizou sua passeata em prol da acessibilidade e da inclusão social. Desta vez ela aconteceu no Centro de São Paulo, com o objetivo de alertar para as dificuldades de acesso a essa região. Aquela coisa de sempre: faltam ônibus, estações de metrô acessíveis, rampas… Cerca de 500 pessoas, algumas vindas do Rio de Janeiro, de Cuiabá e até da Argentina participaram da passeata este ano, que comemorou seu 6º aniversário. Que essa festa continue conquistando seu espaço e nos ajudando a conquistar nossos direitos por muitos anos!

http://movimentosuperacao.ning.com/

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E pra fechar o post deixamos aqui um texto de Kátia Fonseca – Editora-assistente de Opinião do Correio e presidente do Centro de Vida Independente de Campinas (CVI-Campinas) – que achamos muito pertinente e gostaríamos de ter assinado!

*Não apenas tolerar, mas desejar*

Depois de quase três décadas do pontapé inicial para a efetiva inclusão social das pessoas com deficiência — dado pela ONU, em 1981, ao instituir o Ano Internacional da Pessoa com Deficiência —, ainda trombamos, diariamente, com situações constrangedoras, atitudes inadequadas e, às vezes, até com atos de violência contra aqueles que fogem ao dito padrão de normalidade.
Resumindo: o preconceito ainda vigora firme e forte! Um pouco mais oculto, escondido, pois, hoje em dia “pega mal” ser preconceituoso… E, por isso mesmo, mais difícil de ser combatido. Contra escadas, há as rampas. E contra o preconceito? Informação! É disso que a sociedade precisa: informação. É preciso falar, escrever, ler, conversar e, sobretudo, conviver com as pessoas com deficiência. Não há crime em se ter preconceito. O crime é negar isso e se recusar a eliminá-lo. Neste 3 de dezembro, quando se celebra mais um Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, deixo uma sugestão aos pais e a todos que têm sob sua responsabilidade a formação de nossas crianças: exijam que a escola, desde os primeiros anos (quanto mais cedo, melhor), tenham alunos com deficiência. Com certeza, essas crianças — com e sem deficiência — serão adultos melhores que nós e poderão construir uma sociedade muito mais plural, na qual a diversidade será bem vinda e na qual o “diferente” não será apenas tolerado, mas desejado.

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