Dia de Fúria

Dia de Fúria – Problemas no Citibank Hall

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O dia de fúria de hoje mostra a história do Frederico Mendelski, que foi com a mãe – que é cadeirante – a um show no Citibank Hall em dezembro passado. Acompanhem as situações absurdas e a falta de preparo do Citibank Hall!

Caros,

Acompanho seu blog há muito tempo, pois minha mãe é cadeirante. E queria então compartilhar com vocês uma situação que muito me revoltou nesse fim de semana. Comprei ingressos com antecedência de 3 semanas através do site TICKETMASTER para o show do Roupa Nova dia 11/12 no Citibank Hall aqui no Rio de Janeiro. Escolhi o setor mais caro (VIP) e pelo site ainda pude informar que um dos ingressos era para cadeirante. No site não pude escolher a mesa e assentos, e eles indicam que escolhem os melhores lugares. Fomos colocados na fila F (a última do setor VIP). Achei que essa escolha era proposital por conta do acesso a cadeirante.

Mas qual não foi minha surpresa ao chegar no Citibank hall e ver que na entrada principal do salão principal não há rampas. E para chegar à lateral, ou eu descia 5 degraus ou precisava passar no espaço apertado entre mesas já ocupadas. E NENHUM funcionário se apresentou para ajudar. As meninas que indicam a posição da mesa, apenas apontaram para onde devíamos nos deslocar e não ajudaram mais nada.

A mesa era para 10 pessoas, mas não cabia uma cadeira de rodas sem retirar pelo menos duas cadeiras. Mais uma vez ninguém ajudou e tive que retirar as cadeiras por conta própria. E, logo em seguida, chegaram os demais ocupantes da mesa, mas não cabiam as 10 pessoas por causa da cadeira de rodas. Ainda fui repreendido pela funcionária que disse que estávamos ocupando 2 lugares! Muito prestativos, eles!!!

Durante o show, precisei levar minha mãe ao banheiro e novamente uma tormenta. Como passar entre as mesas ocupadas? Consegui superar, graças à cooperação dos espectadores. Mas precisei de ajuda para subir a escada e tambem de alguém para levá-la dentro do banheiro, pois não ha banheiro específico para cadeirantes. Ainda bem que uma garçonete se prontificou a ajudá-la. Mas não é assim que deveria ser.

Mando em anexo foto para vocês verem a dificuldade. Conto com sua ajuda para divugarmos mais esse descaso com os cadeirantes nessa nossa cidade OLÍMPICA e PARA-OLÍMPICA!

Atenciosamente,

Frederico Mendelski


Sobre o autor / 

Eduardo Camara

Se não está viajando, está pedalando. Muitas vezes, fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

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13 Comentários

  1. Franklin quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 em 13:17 -  Responder

    é de se revoltar……..com certeza…. um país que vai ter as olimpiadas, paraolimpiadas e a Copa do Mundo, com essas condiçoes de acesso???

    é revoltante!

    fevereiro 19th, 2010 - 18:57
    Eduardo Camara respondeu:

    Pois é… Recentemente a prefeitura foi derrotada na justiça pelo IBDD e não pode dar alvará para quem não estiver totalmente acessível. Quero ver se vai funcionar na prática!

  2. Jefferson quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 em 18:03 -  Responder

    Quero só ver mesmo depois q acabar tudo se vai continuar a mesma coisa.Espero q não fique como o pan.
    E é de se revoltar com isso.
    Ainda bem q tem o dia de furia.
    A é ja viu a burocracia q é um cadeirudo entrar em qualquer banco??iiixiii tem dias de furia pra semana toda rssss..
    abração..

    fevereiro 19th, 2010 - 18:58
    Eduardo Camara respondeu:

    Rapaz, já tive alguns problemas com banco tb. Uma vez queriam me atender naquela parte da agência onde ficam os caixas eletrônicos e recusei. Ridículos! Felizmente, as coisas melhoraram muito aqui no Rio e de uns tempos pra cá não tenho tido problemas com os bancos.

  3. leandro kdeira quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 em 18:14 -  Responder

    Situaçoes como essa desperta o Bruce lee que há em mim.

    fevereiro 19th, 2010 - 18:59
    Eduardo Camara respondeu:

    Iááááááááá!

  4. Fernando Chagas sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 em 12:18 -  Responder

    oi Frederico, sou cadeirante e fui algumas vezes no Citibank Hall e o acesso realmente é precário.
    É inaceitável que uma casa que leva a bandeira de uma empresa conceituada no mercado, não torne as coisas um pouco mais fáceis para nós.
    Deviam mandar alguém lá fora, ver como se faz e não adaptar mal e porcamente uma casa já antiga.

    fevereiro 19th, 2010 - 19:00
    Eduardo Camara respondeu:

    Fernando, isso é resultado de uma visão super limitada. E muitas vezes os próprios profissionais (arquitetos e engenheiros) não conhecem bem acessibilidade. Só espero que depois da reclamação eles tomem uma atitude!

  5. Marcos Santos domingo, 14 de fevereiro de 2010 em 20:04 -  Responder

    E onde estão os burocratas engravatados da prefeitura??

    Vá você fazer um puxadinho em casa para ver o que acontece.

    fevereiro 19th, 2010 - 19:01
    Eduardo Camara respondeu:

    Vamos ver também como os “burrocratas” vão agir agora com essa questão de liberar alvará apenas para locais acessíveis!

  6. Mila quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 em 14:32 -  Responder

    Show é mesmo uma boa fonte de dia de fúria.
    Fui no show de Beyoncé quarta passada aqui em Salvador e a experiência no que tange à acessibilidade não foi das melhores.
    Só o show mesmo valeu a pena!
    Muita boca do trombone é preciso, ao mesmo tempo em que prestigiamos quem faz as coisas acessíveis como deve ser.
    Obrigada!

    fevereiro 19th, 2010 - 19:02
    Eduardo Camara respondeu:

    Sempre tem um problema, né Mila? Devo ir à dois shows no mês que vem e quero ver o que vou encontrar…

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