Aventuras no busão
Nickolas Marcon - quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 - 19:51
Quem depende de ônibus para se locomover certamente já esteve em apuros alguma vez. Ou faltam veículos equipados com elevador ou, quando ele existe, a má vontade da dupla motorista/cobrador chega ao ponto de alegarem “desconhecimento da operação do elevador” para não embarcar o deficiente. Como se eles nunca tivessem recebido treinamento ou como se operar dois botões fosse algo extremamente complexo…
Só para exemplificar, seguem abaixo dois relatos de autores do blog.
Nickolas:
“Quando eu ainda morava em Curitiba, andava muito de ônibus antes de comprar um carro. A única vez que tive problema foi quando a plataforma do ônibus ficou inclinada e não consegui subir sozinho, parei no meio do caminho e a porta fechou em cima da cadeira. Como o ônibus tinha mecanismo de segurança, não saiu do lugar quando o motorista acelerou… falha dele que não tinha visto que eu estava na porta quando fechou, mas pelo menos ouvi um pedido de desculpas.
Aqui no RJ já ouvi histórias escabrosas sobre a má vontade dos funcionários das empresas de ônibus. Que os motoristas de ônibus daqui beiram a irracionalidade eu já sei, pois dirijo e recebo deles fechadas e outras bandalhas todos os dias, mas que são incapazes de operar um mecanismo com dois botões ou que nem respeitam a chamada para parar no ponto, isso não dá para entender… Parece piada!”
Eduardo:
“Eu já tentei voltar de ônibus uma vez que o metrô deu problema. Foi antes de colocarem esses 500 ônibus para rodar. Esperei pra caramba! Não passou ônibus algum e acabei pegando o metrô, que tinha voltado a funcionar.
Acho que os motoristas têm é má vontade de operar aquele treco. E convenhamos: elevador não é a melhor solução! Demora muito para descer e subir. Bom mesmo é ônibus de piso baixo.”
…
E você, utiliza ônibus para se locomover? Mande um comentário relatando sua experiência…





Comentário feito por Evelyn Spangemberg
Olá, sou cadeirante, há algum tempo leio o mão na roda, que me foi apresentado pelo meu namorado, Rodrigo. Vendo essa postagem dos ônibus não me contive. Vou contar. Na esquina da minha casa (Engenho Novo) tem o ponto final do 474, acho que é a linha que tem mais ônibus adaptados, pois mesmo antes de ser obrigatório já tinha alguns. Porém por 2 vezes eu entrei no ônibus e não consegui descer, pois o elevador simplesmente quebrou durante o percurso. Vê se pode? Ainda por cima um final de semana desses fui utiliza-lo e não tinha nenhum ônibus rodando pois estavam todos em manuenção. Onde já se viu pôr todos os ônibus adaptados em manutenção? Por um acaso eles param de rodar algum dia pra botar todos os não adaptados em manutenção? Que falta de consideração!! Como é ponto final ele ligou pra garagem e pediu pra mandar um ônibus que já tivesse passado pela mantenção. Quando o ônibus chegou o elevador não queria descer, o motorista teve que pisar em cima e saculejá-lo pra que funcionasse. Ao subir caiu uns pedaços de plásticos das engrenagens. Enfim, que manutenção é essa?
E o governo ainda diz: Brasil, um país de todos.
Será?
OBS: Desculpem qualquer erro. Agradeço a oportunidade.
Nickolas Marcon respondeu:
Evelyn, quanto mais simples, mais confiável. Elevadores são boas soluções, mas têm peças móveis que quebram com facilidade. A melhor solução são os ônibus com piso baixo e uma rampa retrátil, simples, puxada com as mãos e que nunca quebra. Esses veículos devem chegar ao RJ a partir de 2012, mas até lá teremos que contar com a sorte de encontrar um elevador que funcione. Um abraço!
Comentário feito por Marília Rodrigues
Se por aih, vcs passam esses perengues, imaginem a galera aki do Nordeste… Eh cada caso absurdo q soh vendo p/ crer! Foram entregues vários ônibus adaptados, mas os motoristas e cobradores soh receberam treinamento de estupidez! Fico indignadaa, sem falar nos assentos reservados nos ônibus q as pessoas ainda naum aprenderam o q eh respeito pelo direito do próximo, vivo de briga nos ônibus!
Nickolas Marcon respondeu:
Marília, você está coberta de razão em brigar pelo que é certo, mas lembre-se que os funcionários dos ônibus tem autonomia limitada. Use os canais de comunicação das empresas e dos órgãos públicos para fazer valer sua opinião. Uma abraço!
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