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Projeto Saúde da Mulher

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Ficamos sabendo através de um email da Tabata Contri, que a prefeitura de São Paulo inaugurou no dia 09 de Março o projeto Saúde da Mulher com Deficiência no Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Cachoeirinha. Esse projeto tem como objetivo atender mulheres com deficiência e foi equipado com mesas para exames ginecológicos e um mamógrafo que se adaptam a altura da cadeira, leitos que mudam de altura e lifters para transferir a paciente para o leito.

Achei muito bacana a iniciativa, mas fiquei triste por não ter o mesmo atendimento aqui no Rio e em tantas outras cidades. Eu que vivo em médicos (sou hipocondríaca, lembram? rs) demorei muito até achar uma ginecologista que tivesse um consultório com um mínimo de acessibilidade e ainda tenho dificuldades em achar lugares para fazer alguns exames. Me surpreende o fato de a área de saúde ser tão insensível na questão de acessibilidade. Aliás, iria um pouco mais fundo, não só em relação à acessibilidade, mas também à falta de informação sobre mulheres que usam cadeira de rodas, que podem (e devem!) ter uma vida sexual ativa e engravidar.  A mulher cadeirante precisa de cuidados como toda mulher.  Mas enfim, vamos torcer para que mais lugares sejam adaptados e que essa atitude não se restrinja a apenas um único projeto, mas vire uma realidade em todos os hospitais e clínicas.

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Saúde

Mulher com deficiência terá atenção especial

09/03/2010

Mariana Lenharo Especial para o JTA Prefeitura de São Paulo inaugurou ontem, Dia Internacional da Mulher, o projeto Saúde da Mulher com Deficiência no Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Cachoeirinha, para oferecer maior autonomia e conforto durante o atendimento médico. O local, que foi entregue pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), conta com equipamentos especiais (dez mesas para exames ginecológicos, um mamógrafo que se adapta à altura da cadeira de rodas, 12 leitos que mudam de altura e seis lifters para transferir a paciente para o leito). A psicóloga Tatiana Rolim, que é cadeirante e está grávida de quatro meses, observa que os exames ginecológicos já podem ser constrangedores para qualquer mulher. A situação é ainda pior quando ela precisa da ajuda do médico para ter acesso ao local do exame. “Fiquei muito feliz de ver que as mulheres vão ter acesso a um atendimento de qualidade e que vão ter a gravidez e a chegada do filho com respeito”, diz.

“É importante que os profissionais não entrem em pânico quando estiverem diante de uma cadeirante”, diz a professora e escritora Marcela Cálamo Vaz, que é paraplégica desde os 6 anos. Ela tem dois filhos e conta que, apesar de os dois partos terem sido muito bem sucedidos, percebeu que a equipe médica ficou um pouco apavorada ao atendê-la.

Com investimento de R$ 250 mil, o projeto, pioneiro no Brasil, é resultado de uma parceria entre a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) e a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

Para ser atendida, a mulher com deficiência deve comparecer à Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa. A UBS se encarregará de encaminhá-la ao Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Cachoeirinha: Av. Deputado Emilio Carlos, 3.100.

Fonte: Jornal da Tarde – SP
http://www.jt.com.br/editorias/2010/03/09/ger-1.94.4.20100309.19.1.xml

Sobre o autor / 

Cris Costa

11 Comentários

  1. MARIA PAULA TEPERINO quinta-feira, 18 de março de 2010 em 14:59 -  Responder

    Puxa é uma super iniciativa e o Rio de Janeiro poderia copiar.
    Também tenho muita dificuldade de encontrar médicos que tenham primeiro, consultórios onde se pode entrar. As salas de espera são minúsculas e já cansei de ficar no corredor, pois se tiver mais umas duas pessoas aguardando para serem atendidas, o que é frequente de acontecer, a cadeira não cabe na anti sala. Depois são as portas dos consultórios, que também muitas vezes não passam a cadeira. As camas de exames então, nem pensar, são altas, estreitas, só mesmo com ajuda. Sinto que alguns médicos frente as dificuldades que temos de passar para a cama de exame e pelo fato de que Plano de Saúde paga pela quantidade, acabam negligenciando no nosso atendimento.
    Depois de muito procurar por um lugar onde pudesse fazer ultrassonografia e mamografia com um mínimo de conforto, encontrei a CLÍNICA FELIPE MATOSO, que fica na Rua Bambina, em Botafogo, RJ. A mesa de exame é baixa, da altura da cadeira e o mamografo abaixa, permitindo que quem está sentada faça o exame de mama.
    Mas a situação é mesmo complicada.
    bjs para os meus queridos do Mão na Roda.

    março 20th, 2010 - 11:24
    Cris Costa respondeu:

    Oi Paula, é um absurdo, né? É um saco além de procurar um bom médico, ter que se informar se o consultório tem acesso ou não. Obrigada pela dica, não conhecia a clínica, e com certeza o próximo exame vou marcar lá! Bjs, Cris.

  2. Fernanda quinta-feira, 18 de março de 2010 em 22:05 -  Responder

    Ola, tenho um tio cadeirante a 20 anos, hoje ele tem 40 anos e só sai de casa em ultima necessidade! Gostaria de saber se voce sabe de alguma comunidade, associacao, organizacao que ele possa frequentar em sao paulo, pois seria muito bom ele conhecer e saber historia de gente como ele, sei que nao é o lugar ideal para saber disso, mas eu ja procurei e nao acho nada sobre, e talvez voce possa me ajudar! Obrigado. Espero sua resposta!!!

    março 26th, 2010 - 19:56
    Cris Costa respondeu:

    Oi Fernanda,

    Desculpa a demora. Bom, é que sou do Rio e não conheço muita coisa em SP. Tem o Blog do Jairo (http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/ )e sei que eles estão marcando um encontro. Ah, e em Abril vai ter a feira Reatech. Vai ter um monte de gente bacana por lá, algumas ONG’s e Associações. Vale dar um pulo por lá. Espero ter ajudado. Bjs, Cris.

  3. Floriano Pesaro sexta-feira, 19 de março de 2010 em 13:29 -  Responder

    Olá.
    Sou vereador de São Paulo, onde aprovamos no ano passado uma lei para marcar o Dia Municipal em Defesa da Educação Inclusiva, dia 14 de abril. Este ano, na cidade de São Paulo (que pela primeira vez comemora a data), estamos organizando aqui na Câmara Municipal um seminário com especialistas na área, para discutir as diversas possibilidades para uma educação inclusiva.

    Quais os caminhos para a aprendizagem com inclusão? Nossas crianças devem frequentar escolas regulares ou especiais? Este é um dilema que vem pautando profissionais da Educação no Brasil e no mundo, o poder público, as famílias e as organizações que atuam na ponta do atendimento destas crianças. É isso que vamos debater aqui na Câmara, ouvir os deficientes e os relatos de experiências exitosas nas escolas da cidade.

    Como o assunto é de muita importância e desperta interesse na sociedade, gostaria que você divulgasse o seminário em seu blog, que, por sinal, traz informações bastante relevantes para todos nós.

    Seguem os dados:
    Seminário Dia Municipal em Defesa da Educação Inclusiva (LEI 15.034)
    DIA: dia 14 de abril
    Hora: das 8h30 às 12h30
    Local: Câmara Municipal de São Paulo.

    Floriano Pesaro
    http://www.florianopesaro.com.br/

  4. Marcela Calamo quinta-feira, 25 de março de 2010 em 18:33 -  Responder

    Oi Cris, eu vi os equipamentos e fiquei surpresa! São realmente voltados a independência da mulher atendida. Nunca vi nada assim antes. Durante muitos anos fui atendida por meu médico num consultório nada acessível, mas pela confiança nele e por ter meu braço forte ao lado (maridão), não mudava de médico. Fui obrigada a mudar quando mudamos de plano de saúde. Encontrei uma médica muito competente também, num consultório mais acessível e com outras pacientes cadeirantes.
    Esse projeto em São Paulo é inédito e espero que todas as outras cidades o copiem, nos consultórios públicos e particulares também. A gente merece esse respeito.

    Abraço

    março 26th, 2010 - 19:45
    Cris Costa respondeu:

    Também acho Marcela! Não devia ser tão complicado achar um consultório acessível. Afinal TODA mulher precisa se consultar no ginecologista ao menos 1 vez por ano. Acesso deveria ser obrigatório em qql clínica. Fico feliz em saber que os equipamentos são realmente bons. Tomara que esse projeto se espalhe por todo país. Mas ainda acho que o ideal seria que todas as clínicas fossem acessíveis. Bjs, Cris.

  5. jeane sexta-feira, 26 de março de 2010 em 19:42 -  Responder

    ola, sou cadeirante a tres anos e quando peguei alta do hospital para onde fui levada apos o acidente nunca mas consultei pois os hospitais alem de não ter acesso os proprios medicos se assutam com a gente, o meu esposo fica louco comigo porque eu pergunto se quer um autografo ou faço bum.. para se assustarem pois acham que eu sou um monstro só porque não tenho uma perna , sou muito mulher, tenho uma vida sexual ativa com relações normais faço o que tudo o mundo faz , ate mas porque tem quem pode e não faz.. . na minha cidade achar um hospital ,um labaratorio é muito dificil principalmente para quem não tem condições financeiras, mora em uma rua que só tem buracos e é uma descida para eu sair só se for de carro, ¨quer andar de carro velho amor¨.. por se não não sai fico só aqui dentro lavo roupo e estendo no varão do corredor e fico la na frente toda tarde para tomar meu chimarrão com os amigos e meu marido, mas sair só saio na dia do pagamento do meu esposo, e no dia que vou ao mercado e 1 vez por mes vou ao shoppinhg com a minha irmã. mas vivo ebm feliz se der para sair saio se não der não faz mal, vou na chacara do meu tio,, ah e quando saio não quero voltar. é muito bom andar pelas ruas e ver como as pessoas descriminam a gente. mas um dia ouvi uma frase de uma senhora que me deixou muito pensativa, nunca trate mal ou alhe torto para um dEFCIENTE, porque nunca se sabe o dia em que vai ficar gravida e ter um filho defeciente , ou quando vc vai sofrer um acidente… eu vivia muito feliz tinha carro , tinha moto, uma vida muito lc sempre fazendo estripulias, andando de la pra ca, ate que um dia foi atropelado de moto pro um caminhão e estou assim, vendi o carro para aumentar a casa para eu poder andar com a cadeira apos ficar 2 anos só na cama , vendi a mota para comprar a cadeira mas, ESTOU MUITO FELIZ,porque em nenhum momento nem meu esposo, nem minha filha de desprezaram ou mostraram vergonha de mim, este ano minha filha foi estudar em um colegio longe de casa e tinha que ir de van, e ela me falou, vc vai ficar comigo la na frente todos os dias para ver eu entrar na van e ter dar um thau pra vc ver aonde eu sento, e eu falei: vc não vai ficar com vergonha dos seus amigos verem que a sua mãe não tem perna , e ela falou:eu não tenho vergonha de vc tenho somente orgulho que vc ter vencido toda a dor para ficar do meu lado e me ver crescer eu te amo….. desculpe escrever demais , mas é que dia de semana meus amigos e minha irmã trabalham e eu não tenho com quem falar dai quando começo a escrever não paro.. thau jeane
    ,

    março 26th, 2010 - 19:50
    Cris Costa respondeu:

    Oi Jeane, pode escrever a vontade! Linda a declaração da sua filha! Família é muito importante. Que bom que retomou sua vida e é feliz! Bjs, Cris.

  6. Carol segunda-feira, 5 de abril de 2010 em 15:03 -  Responder

    Olá pessoal

    Conheci o site de vcs hj e adorei, parabéns.

    Muito bom saber desse lugar, sou de são paulo e minha mãe ficou anos e anos sem ir ao médico exatamente pela dificuldade de encontrar lugares acessiveis, um tempo atras ela fez um plano de saude e finamente foi ao medico, que logico, pediu varios exames ginecologicos, me lembro que foi um parto fazer a mamografia pq ela não alcançava a maquina. Isso já faz alguns anos e ela nem voltou mais pela dificuldade em fazer exames. Hj mesmo vou mostrar a ela a noticia e o blog de vcs. Obrigada

  7. Cris Costa terça-feira, 6 de abril de 2010 em 09:49 -  Responder

    Oi Carol, notícias como essas tem que ser divulgadas. Por ser mulher sei bem a dificuldade de fazer exames. Espero que outras cidades sigam o exemplo de SP! Que bom que gostou do Blog, volte sempre! Bjs, Cris.

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