Opinião e cotidiano

Coisas que não entendo

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Tem coisas que realmente fogem à minha razão. E muitas delas normalmente acontecem no meu percurso estilo rali Dakar do estacionamento até o prédio onde trabalho. Por exemplo, não entendo por que na hora de desviar de uma cadeira de rodas, as pessoas param bem na minha frente ao invés de simplesmente desviar para o lado e seguir. Ou por que quando me oferecem ajuda na rua e eu agradeço e gentilmente digo que não,  a pessoa  fica extremamente ofendida, e ensaia um xingamento. Alguém entende isso? Ah, tem aqueles que nem perguntam, saem empurrando a cadeira, e ainda dizem que é pra que eu possa descansar os braços… Alguém descansa os pés após atravessar uma rua? Sim, eu sei que querem ajudar e não fazem por mal. Mas mesmo sabendo, isso me deixa enlouquecida!

E tem mais! Alguém pode me explicar por que (ó Deus, por que?!), as pessoas preferem usar os elevadores do shopping ao invés das escadas rolantes? Eu ainda vou fazer uma pesquisa pra tentar entender essa opção. Estou falando de quem não precisa. É claro que o elevador é para todos, principalmente para quem está com carrinho de criança, idosos, quem está carregando muita coisa, cadeirantes… Quando eu andava sempre usava as escadas rolantes por serem mais rápidas, sem filas e pra deixar o elevador pra quem precisa. Será que eu tô sendo muito implicante?

E por que quando estou acompanhada, e querem me perguntar alguma coisa, perguntam pra quem está comigo? Ou pior, falam comigo mas em linguagem “tatibitati”, como se eu fosse criança! Isso já aconteceu com algum de vocês? Já falaram assim comigo, e apertaram minha bochecha… Quase golfei!

Nem vou mencionar os que cismam que com muita fisioterapia e força de vontade eu volto a andar…

Tá, ninguém faz por mal, muito pelo contrário. Mas se informar antes de falar já é uma ajuda enorme! Pronto, desabafei, rs. Mas são coisas que eu não entendo e acho que nunca vou entender.

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Cris Costa

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62 Comentários

  1. Vera terça-feira, 23 de março de 2010 em 17:10 -  Responder

    Olá Cris!

    Adorei seu texto! Muito pertinente e real!
    Realmente não dá para entender certas coisas. Essa do elevador foi muito boa!

    Bjs
    Vera

    março 24th, 2010 - 10:56
    Cris Costa respondeu:

    Oi Vera, mas não é? A escada rolante é mais rápida e vazia, pq cismam em usar o elevador? Deixa pra quem precisa, né? Bjs, Cris.

  2. Fernando Chagas terça-feira, 23 de março de 2010 em 17:38 -  Responder

    Esqueceu dos que vivem dizendo que a gente precisa fazer exercicios físicos, ressaltando nosso sobrepeso. Esses eu ODEIO com MUITA FORÇA, apesar de no fundo saber que têm razão….kkkkk
    Beijos.

    março 24th, 2010 - 10:57
    Cris Costa respondeu:

    Essas eu nem dou atenção, rs. Bjs!

  3. Mila terça-feira, 23 de março de 2010 em 17:54 -  Responder

    Se te consola, Cris. Eu tb não entendo. Tem um cara lá na faculdade que não aguenta me ver, não importa em que situação, ele dá dois tapinhas no meu ombro e diz: Essa menina aqui é uma heroína. Agora, pergunta se ele sabe meu nome. Pergunta se ele sabe o que eu tenho, imagina se eu sou uma mafiosa dessas cortadoras de cabeça que fiquei na cadeira-de-rodas só pra fugir da polícia. Ele tem como saber?
    Não entendo, não entendo.
    Quer ajudar mesmo, de verdadE? Se informe. Pronto, vc já estaria nos fazendo um grandississiímo favor.

    março 24th, 2010 - 11:02
    Cris Costa respondeu:

    Ai Mila, nem me fale dessas pessoas! Me dá nos nervos escutar esse tipo de comentário, ainda mais quando vem de gente que nem me conhece. Mal sabem eles que sou uma preguiçosa de marca maior! rs. Falta de informação é um problema! Bjs, Cris.

  4. Christian Matsuy terça-feira, 23 de março de 2010 em 20:45 -  Responder

    infelizmente isso acaba fazendo parte do inconsciente coletivo das pessoas. as mais esclarecidas ou que não te enquadram em uma situação de dó ou pena, são minoria ainda, mas acho que esse montante vem melhorando.

    olha já no elevador de shopping eu sou tolerância zero. Quando o elevador tem ascensorista, eu peço gentilmente se algumas 4 pessoas podem desocupar o elevador, tem gente que não sai (eu xingo), tem gente que sai reclamando meio com cara de bosta (eu xingo também), e tem os que saem até com prazer.

    acho que é pura comodidade e falta de educação, educação “de berço” mesmo sabe? até porque na grande maioria das vezes me deparo com adolescentes entupindo os elevadores. Quando eu era adolescente eu usava as escadas, eu detestava esperar o tal do elevador.

    tá tá tá, TODOS têm direito de usar! eu sei disso. porém desconfiômetro as vezes faz bem, penso como essas pessoas irão agir em uma outra oportunidade, entenderam? a idéia não se mostrar revoltado, mas sim ter uma atitude que coloque a pessoa pra pensar um pouquinho.

    ninguém aqui nunca recebeu esmola? eu já, 4 vezes, esperando pra atravessar o semáforo…

    março 24th, 2010 - 11:04
    Cris Costa respondeu:

    Cara, sabe que eu tô me tornando rebelde assim? Não quero ser mal educada, mas as pessoas também não colaboram. Hoje em dia reclamo mais e bem alto pra todo mundo ouvir. Realmente já melhorou, mas falta muito ainda. Bjs, Cris.

  5. Kenia quarta-feira, 24 de março de 2010 em 10:35 -  Responder

    Cris vc não é a única, pois eu também penso como vc, e fico muito “p@#@” quando vou pegar elevador no shopping e tem aquelas pessoas “normais”, sem qqer problema físico aparante que mostre que precisam de elevador.E olha que tem gente que não tem disconfiometro mesmo, fingem que nem nos enxergam.Ah, e filas em supermercados. Putz, eu fico muito indignada, meu marido pede licença na “cara”, e ainda acham ruim, é mole?
    Concordo com o Christian qdo ele diz que está melhorando, o prolblema é que tem gente que “nunca” melhora.
    Parabéns pelo seu post,.
    Ah Christian, já recebi esmola sim.rsrsrsrs e tbm já sairam me empurrando como se eu fosse um carrinho de pipoca.rsrs
    Beijos.

    março 24th, 2010 - 11:07
    Cris Costa respondeu:

    Sencional a comparação com carrinho de pipoca! Ri muito, rsrsrsrs. Pois é isso mesmo, nego sai empurrando e não quer nem saber! Quase cai da cadeira por causa disso uma vez. E supermercado é terrível, pois as pessoas acham que eu tô ali de enfeite, e não pq preciso comprar comida. Imagina se deficiente faz essas coisas, rsrsrrs. Bjs!

  6. Cristal quarta-feira, 24 de março de 2010 em 11:54 -  Responder

    Gente, essa da esmola deve ser imbatível!

    A questão do elevador eu sinceramente nunca tinha me tocado. Pode parecer inocência, idiotice, sei lá, mas não tinha me tocado. Sempre faço questão de pegar todo e qualquer elevador por birra, moro no segundo andar e aqui não tem elevador, são mais de 30 degraus, e quando tô na rua aproveito pra matar a saudade de elevador… Mas que falta noção na galera falta. Eu já dei lugar pra carrinho de bebê algumas vezes, cadeirante acho que uma só. O povo sai do elevador reclamando, como se aquilo tivesse estragando o dia delas, chega a dar vergonha alheia.

    Cris, quanto ao que você falou de, se bater com uma pessoa e ela ficar parada ao invés de seguir seguir, não lembro se já fiz com um cadeirante, mas me veria fazendo tranquilamente porque sei que faço com idosos (que tem muito no meu bairro). Na minha cabeça eu estou ajudando, porque se a locomoção pra outra pessoa é mais difícil, e estávamos indo pelo mesmo caminho, acho mais sensato que ela primeiro escolha que lado vai tomar e eu tome o oposto. Deu pra entender?

    Isso de ir levando a cadeira é muito sem noção… Quando eu tava de muleta o povo já se achava no direito de me guiar, imagino como seja com uma cadeira!

    março 24th, 2010 - 21:22
    Cris Costa respondeu:

    Oi Cristal, é muito bom ouvir comentário de quem não usa cadeira. As vezes a gente (eu, rs) reclama mas não tenta entender o lado do outro. Não tenha nada contra quem usa o elevador, mas como vc já fez, não custa ceder a vez pra quem precisa. E não tinha me atentado do lande das pessoas pararem na minha frente. Ainda acho mais fácil desviar e seguir, mas achei legal sua colocação. Quanto a ser empurrada… Aff, é uó! rsrsrss. Bjs!

  7. Paulo quarta-feira, 24 de março de 2010 em 13:09 -  Responder

    No elevador, quando ninguém dá espaço eu resmungo alto: pode deixar que eu vou de escada rolante!

    março 24th, 2010 - 21:22
    Cris Costa respondeu:

    Rsrsrsrsrrs, acho que vou adotar sua estratégia! Bjs, Cris.

  8. MARIA PAULA TEPERINO quarta-feira, 24 de março de 2010 em 13:24 -  Responder

    Cris, para variar vc sempre escreve as situações que todos nós vivemos, e de uma forma super divertida.
    Hoje mesmo estava num shopping e tive que esperar por duas vezes para poder entrar no elevador, pois estava cheio de “andantes”, que se realmente estivessem com pressa teriam ido de escada rolante.
    Outra que já deve ter acontecido com vocês, é de pessoas quererem nos dar a mão e perguntar se não ficamos de pé. Eu morro de rir quando estou embarcando e o despachante, pergunta se pode ajudar me dando a mão para eu me levantar da cadeira e passar para o assento do avião. Eles sempre ficam decepcionados, quando constatam que aquela “mãozinha” não vai resover. Isso eu também não entendo.
    bjs

    março 24th, 2010 - 21:32
    Cris Costa respondeu:

    Oi Paula! É verdade, é bem comum perguntarem se em fico em pé ou consigo dar uns passos, rsrsrs. Cada uma, né? Bjs, Cris.

  9. Ronald Andrade Filho quarta-feira, 24 de março de 2010 em 13:48 -  Responder

    Eu também me pergunto acerca de todos esses questionamentos que você fez, Cris, sem exceção. Uma vez aconteceu que uma moça veio falar comigo com uma cara de pena… olhou pra mim e disparou um: “Você fala?”. Eu não sabia se ria ou se mandava ela pra pqp! Mas a educação falou mais alto e eu disse simplesmente um: “Claro que falo!”.
    Essa do comentário da Maria Paula, aquela ajudinha pra ficar de pé também é ótima. Mas a campeã disparada é, sem dúvida, a mãozinha pra empurrar a cadeira, sem perguntar, obviamente. São muitas situações cômicas, pra não dizer trágicas.

    março 24th, 2010 - 22:01
    Cris Costa respondeu:

    É cada uma, que as vezes fica difícil ser educado, né? rsrsrs. Bjs, Cris.

  10. Mariana Pamplona quarta-feira, 24 de março de 2010 em 15:32 -  Responder

    Uma prima minha veio me visitar. Ela usa muletas e na portaria se apresentou e perguntou qual seria meu apartamento. O porteiro, que é um cara super simpático e muito entrão, perguntou se ela tinha nascido assim.
    Ela respondeu: “Linda assim? Nasci, sim”.

    março 24th, 2010 - 22:02
    Cris Costa respondeu:

    Ameeeeeeeeeeeeeei a resposta da sua prima! Vou adotar! rsrsrs. Bjs, Cris.

  11. Vitor quinta-feira, 25 de março de 2010 em 02:04 -  Responder

    Isso me lembrou a primeira vez que fui no shopping… Não sabia da existência de elevadores e queria muito estreiar a escada rolante. Vi uma menina com muletas subindo e pensei: “Ah, essa vai ser fácil”. Não, não foi.
    Coloquei o pé na escada rolante e caí de costas no chão. Meu Amigo desesperado começa a me puxar por qualquer pedaço de roupa que encontra e quase me deixa pelado. Chegamos na parte de cima, fracos de tanto dar risada e com um público enorme pra ver a cena. Meu amigo me ajudo ua levantar e fomos pra loja mais próxima morrer de rir do que aconteceu. Na hora de voltar embora, reclamei com um amigo que encontrei no shopping sobre a falta de um elevador, estava acahndo um absurdo. Daí que descubro que paguei o mico à toa, tinha um elevador todo bonito e cheio de rampas me esperando no mais perfeito estado. Só rindo mesmo…

    PS: Tenho dificuldade de locomoção, não paraplegia.

  12. Luiza quinta-feira, 25 de março de 2010 em 13:45 -  Responder

    Poxa! Cris, acho que vc pegou pesado:
    “…e ainda dizem que é pra que eu possa descansar os braços… Alguém descansa os pés após atravessar uma rua? Sim, eu sei que querem ajudar e não fazem por mal. “…
    Juro que fiquei triste ao ler, NÃO SOU CADEIRANTE, NÃO NAMORO CADEIRANTE…, mas adoro ler esse blog.
    Poxa será que me encaixo em alguma de suas CHATEAÇÕES!
    bJS
    tO querendo ir ao lançamento do livro de Juliana, no dia 08/04, vc vai?
    Quero te conhecer!

    março 25th, 2010 - 15:56
    Cris Costa respondeu:

    Oi Luiza, não é minha intenção pegar pesado com nada, imagina! Eu antes de virar cadeirante não conhecia nenhum deficiente e com certeza pensaria e agiria da mesma forma, oferecendo ajuda e tal. Eu não tenho a menor dúvida que as pessoas fazem no intuito de ajudar. Foi mais um desabafo sem querer chatear ninguém. Só relatei o que acontece. Não leve a mal, ok? ;o) . Sim vou estar lá no lançamento, aparece por lá tbm! Bjs, Cris.

  13. Raquel B. Reis sexta-feira, 26 de março de 2010 em 11:12 -  Responder

    Oi pessoal, muita calma nessa hora, perdoem-nos pelas mancadas, pela falta de informação, pelas ajudas que não ajudam em nada, mas como a Luiza disse não fazemos por mal. E achei muito bom o post, só assim conseguimos entender um pouco do que vcs sentem. Ainda mais eu que não tenho amigos cadeirantes e fico perdidinha também.
    Obrigada.

    março 26th, 2010 - 20:01
    Cris Costa respondeu:

    Oi Raquel, eu não acho que ninguém faça por mal, muito pelo contrário! Foi mais um desabafo. Tenho plena consciência que é mais falta de informação mesmo. Antes do meu acidente com certeza eu ia ser mega atrapalhada se fosse ajudar algum cadeirante. Bjs, Cris.

  14. Paula Carolina sexta-feira, 26 de março de 2010 em 12:39 -  Responder

    Oi gente! Faz pouco que sou leitora desse blog, e acho muito interessante.
    Essa do elevador é horrível mesmo, mas às vezes as pessoas fazem as coisas tão no “automático” que acho que algumas nem chega a ser por mal, só não se dão conta mesmo.
    Mas terei que defender um pouco o pessoal aeroportuário, trabalhei 5 anos no setor de raio-x e detector de metais, e quando a gente perguntava se a pessoa podia andar(para passar pelo detector de metais), é por que normalmente (pelo menos várias que passaram comigo), podiam e a cia. aérea colocava na cadeira de rodas para agilizar o embarque (pessoas idosas ou com alguma dificuldade de locomoção)
    Não sou cadeirante e não conheço alguém que seja, mas aqui na minha cidade (Gravataí-RS) como pedestre tenho vontade de colocar as autoridades em cadeiras de rodas e saírem a circular pelo nosso centro- no mínimo- e tentar entrar em alguns estabelecimento…é vergonhoso!
    Tem um banco que a rampa deles é quase de 80º, isso que nem fiz engenharia, e tem uma tabacaria que a rampa fica bem no canto da porta, onde tem uma máquina, se a pessoa vai entrar, ela pode dar de cara na tal máquina, até já pensei em fazer um álbum…
    Aqui as poucas pessoas que vejo andando de cadeira de rodas andam pela rua mesmo, por que nossas calçadas infelizmente não ajudam muito…
    Continuem com as histórias, que gosto muito de ler!!

    março 26th, 2010 - 20:07
    Cris Costa respondeu:

    Oi Paula! Você tem toda razão! Já aconteceu em algumas viagens em que tinha idoso ou alguém com perna imobolizada e eles podiam dar alguns passos. Nem todos tem a mesma limitação. Que bom que gosta de nossas histórias! Bjs, Cris.

  15. carolina sábado, 27 de março de 2010 em 16:04 -  Responder

    Olá, adorei o que voce escreveu.
    Não sou cadeirante, mas faço pesquisas na area. Meu sonho é ver todos os lugares acessiveis e mais do que isso, encontrar pessoas “acessiveis”, ou seja, pessoas que compreendam que a prioridade do elevador nao é para o preguisoço. 😀

    abraços

    março 28th, 2010 - 19:11
    Cris Costa respondeu:

    Oi Carolina, é muito bom ver quem não é cadeirante ajudando na questão da acessibilidade! Que tipo de pesquisas vc faz? Bjs, Cris.

  16. The Best segunda-feira, 29 de março de 2010 em 12:30 -  Responder

    Cris,
    O que falta na sociedade são campanhas educativas nas escolas e exemplos morais vindo dos pais. Tudo bem que a sinalização não é boa para o caso dos elevadores, que deveriam ter uma plaquinha dizendo que a prioridade são deficientes, idosos, gestantes, carrinhos de bebê e carga (para os elevadores de carga).

    Eu ando de muletas e parei para descansar as pernas e os pés depois de atravessar a avenida..rssss

    Agora pior que tudo isso é ouvir “você operou o joelho?”, ai sem deixar você responder vem “Problema nos ligamentos, né?” .. Não tem coisa pior que não dexar a pessoa falar o seu problema ou tentar explicar o que aconteceu.

    Eu devo estar no lançamento do livro da Juliana, então nos encontraremos por lá! Alias comecei a ler o livro e é muito bom realmente.

    março 29th, 2010 - 19:08
    Cris Costa respondeu:

    É verdade Luiz, informação faz toda a diferença! Legal que já começou a ler livro, ela escreve muito bem! Devo comprar o meu no lançamento. Bjs, Cris.

  17. Jurema Dalabona quarta-feira, 31 de março de 2010 em 23:10 -  Responder

    Cris, não sou cadeirante. Estou lendo o livro “O outro passo da dança” de Caio Riter (Editora Artes e Ofícios). O livro conta a história de três adolescentes, amigos desde a infância que juntos vivem as experiências que a vida vai trazendo. A bailarina Ana (A) precisa aprender a viver com suas pernas-cadeira; Bernardo (Bê) tem de encarar o preconceito que enfrenta por sua escolha pelo balé e Celina (Cê) quer compreender a mãe para poder amá-la. Esta leitura está mexendo muito comigo… Ao ponto de me levar ao blog Sonhos de Luciana da novela Viver a Vida e ao Blog Mão na Roda, onde encontrei o teu texto (ou desabafo). Minha guria queria ter respostas precisas para o teu “desabafo”, mas quem disse que a vida é assim, precisa. Ela não é, mas concordo plenamente contigo quando dizes que nós (os não cadeirantes) precisamos nos informar. Bom, como nunca permanecemos iguais após a leitura de um livro, vou continuar com a minha leitura porque estou gostando muito do trio A-Bê-Cê e feliz porque a partir desta leitura parei para pensar mais seriamente nas pessoas que possuem necessidades especiais. Um abraço carinhoso. Jurema

    abril 4th, 2010 - 18:49
    Cris Costa respondeu:

    Oi Jurema, o texto é mais um desabafo mesmo. É verdade, já diria o poeta Fernando Pessoa, “viver não é preciso”. Que bom que está gostando do livro e que ele está lhe mostrando um outro “mundo”. Ler é muito bom, né? Bjs, Cris.

  18. Franci sexta-feira, 2 de abril de 2010 em 22:38 -  Responder

    Oie… essa é a primeira vez que acesso o blog…

    Sou cadeirante e moro no RS…

    Quero parabenizar pelas suas colocações e acrescento: faço minhas as suas indagações…

    hehehehe

    Abraços

    abril 4th, 2010 - 18:51
    Cris Costa respondeu:

    Oi Franci, acho que as situações vividas por quem usa cadeira de rodas são muito similares. Espero que tenha gostado do Blog e volte mais vezes! Bjs, Cris.

  19. LOlanda sábado, 3 de abril de 2010 em 10:30 -  Responder

    Adorei seu texto. Sou cadeirante há 13 anos e já passei e passo por tudo isso que vc falou. Sempre que vou ao shooping fico me perguntando o que aquele povo faz diante do elevador, esperando um tempão, sendo que podem ir de escada rolante num instante? e ainda fazem cara feia qd passo na frente..rsrs e toda vez que vou a uma clínica ou a um retaurante, a recepcionista ou garçom, pergunta ao meu acompanhante os meus dados ou o que eu quero comer. Eu sempre atravesso e respondo: pode perguntar pra mim. A pessoa me pede mil desculpas. É amiga…a gente sofre com a ignorânica desse povo! rsrs
    bjos e parabéns

    abril 4th, 2010 - 19:11
    Cris Costa respondeu:

    Oi Lolanda, a falta de informação faz diferença mesmo. Mas acho que está melhorando. Bjs, Cris.

  20. Lolanda sábado, 3 de abril de 2010 em 10:52 -  Responder

    Ahh, ainda esqueci de falar que faço fisioterapia 3 vezes por semana e tem um dia que desço para o play com o meu fisioterapeuta e as pessoas ficam me parando o tempo todo pra falarem que tem certeza absoluta que vou voltar a andar e começam a contar “casos” e esquecem que estou ali com o tempo contado. Já aconteceu com vc tbm qd vai olhar uma vitrine e está sendo empurrado por alguém e qd a gente quer olhar uma coisa ele para na direção dele e a gente tem que virar o pescoço, qd consigo, pra poder ver o que eu quero?rsrsr
    bjos

    abril 4th, 2010 - 19:12
    Cris Costa respondeu:

    As situações são infinitas, rsrsrs. Saudades de fazer fisio, mas não dos comentários de que vou milagrosamente voltar a andar, rs. Bjs e volte sempre! Cris.

  21. andreza Peraira Cavalcante domingo, 4 de abril de 2010 em 14:44 -  Responder

    ola é a primeira vez que entro no blog adorei… sou cadeirante e ja passei por muitos desses exemplos que li acima realmente não é facil mais é normal que as pessoas que não tem as mesmas dificuldades não saibam como agir ou se comportar educação e bom humor são as respostas pra encarar tudo isso,
    parabéns aos criadores do blog
    andreza

    abril 4th, 2010 - 19:09
    Cris Costa respondeu:

    Oi Andreza, acho que todos passamos por situações similares. E vc tem razão: com educação e bom humor tudo fica mais fácil. Espero que tenha gostado do Blog e volte mais vezes! Bjs, Cris.

  22. Jurema Dalabona segunda-feira, 5 de abril de 2010 em 01:53 -  Responder

    Oi Cris,
    Fiquei feliz por ter recebido uma resposta tua.
    Olhando a tua foto, o teu sorriso tão bonito…fiquei pensando…temos algo em comum: o bom humor. Acertei?
    Tenho 55 anos e sou professora de matemática, agora descobrindo um pouco mais da vida. Na escola onde eu trabalhava tinhamos cadeirantes. A escola possui rampas e banheiros apropriados.
    E tu, estás estudando? Que bom que existem cursos online, não é mesmo? Estudar é muito bom e principalmente direito de todos. Como é a tua vida escolar?

    abril 5th, 2010 - 21:00
    Cris Costa respondeu:

    Oi Jurema, acho o bom humor essencial na vida de qql pessoa! Que legal que a escola onde trabalhou é bem acessível. Aqui no Rio ainda é raro uma escola assim. Eu já sou formada, me formei em Comércio Exterior e estou fazendo outra graduação na FGV. Já fiz alguns cursos on line e achei bem interessante. Mas nada substitui a troca que se tem numa aula presencial. Com certeza a educação um um direito de todos. Bjs, Cris.

  23. andreza pereira cavalcante segunda-feira, 5 de abril de 2010 em 16:12 -  Responder

    cris costa adorei o blog, pretendo sempre entrar pra converçar e trocar informações, um abraço
    andreza

  24. Jurema Dalabona segunda-feira, 5 de abril de 2010 em 22:03 -  Responder

    Oi querida,
    Formada em Comércio Exterior e trabalhando na área?
    Estás fazendo outro curso porque queres complementar o teu primeiro curso ou porque queres mudar de área?
    Eu estou iniciando uma pós em EAD e Tutoria online porque quero mudanças. Dizem que aos 50 procuramos mudanças…Ou talvez porque com os filhos formados me senti livre para investir em outras coisas…Sabe Cris, as aulas presenciais tem realmente muito valor em função das trocas diretas com o professor porém as aulas online desenvolvem outras abilidades importantes também.
    Estou gostando muito das nossas “trocas de bilhetes”. Um abraço carinhoso, Jurema.

  25. Jurema Dalabona segunda-feira, 5 de abril de 2010 em 22:06 -  Responder

    Oi querida,
    Formada em Comércio Exterior e trabalhando na área?
    Estás fazendo outro curso porque queres complementar o teu primeiro curso ou porque queres mudar de área?
    Eu estou iniciando uma pós em EAD e Tutoria online porque quero mudanças. Dizem que aos 50 procuramos mudanças…Ou talvez porque com os filhos formados me senti livre para investir em outras coisas…Sabe Cris, as aulas presenciais tem realmente muito valor em função das trocas diretas com o professor porém as aulas online desenvolvem outras habilidades importantes também.
    Estou gostando muito das nossas “trocas de bilhetes”. Um abraço carinhoso, Jurema.

  26. Bia terça-feira, 6 de abril de 2010 em 01:17 -  Responder

    Oi Cris, adorei seu texto. Concordo totalmente com você quando reclama da falta de noção e de tato nas pessoas andantes – como eu – que no afã de ajudar acabam atrapalhando. Eu era afobada em ajudar e pensava sim que as pessoas cansavam as mãos, mas depois de ler seu post, compreendi que como os cadeirantes não usam os pés, provavelmente não precisam descansar as mãos. Estou certa ou falei besteira? Beijos

    abril 6th, 2010 - 09:55
    Cris Costa respondeu:

    Oi Bia, espero que o post não tenha parecido revoltado. É que são situações vivenciadas quase que diariamente, ai tem horas que dá vontade de gritar, rs. Mas antes de virar cadeirante eu tbm não tinha noção de como ajudar. E não falou besteira não, cansa como se tivesse andando. Se “andar” muito cansa, se não tá tudo bem. Nada contra ser ajudada, mas é sempre bom perguntar antes. Que bom que gostou do Blog! Bjs, Cris.

  27. Camila Melo de Aguiar terça-feira, 6 de abril de 2010 em 17:47 -  Responder

    O texto ta excelente, cheguei a gargalhar com a estoria de descançar os pés. Pelo menos falam com você com criança, comigo eles não falam, perguntam ao acompanhante o que vou comer.Sou muletante, um dia estava com um namorado andante e o garçom cismou que não podia pq eu tinha problema. Eu mereço!Uso bengala so do lado direito, o povo tenta ajudar me pega pelo esquerdo e sai arrastando. Eles apertam tanto que o braço fica vermelho. Mas o top 1, foi o cara tentar ajudar puxando a minha bengala (meu tudo, meu equilibrio), como se fosse a coleira de cachorro.

    abril 7th, 2010 - 11:19
    Cris Costa respondeu:

    Oi Camila, tentar ajudar pegando na bengala é de mais! rsrrss. Nada contra as pessoas ajudarem, mas podiam perguntar antes de fazer alguma coisa, né? Cada um, rs. Bjs, Cris.

  28. Lolanda quarta-feira, 7 de abril de 2010 em 09:49 -  Responder

    olha eu de novo..rsrs
    Eu também comecei um blog recentemente. Eu ficaria muito feliz se vc desse uma passada por lá e me dissesse o que achou.
    é http://www.andandocomrodas.blogspot.com
    bjos

    abril 7th, 2010 - 11:28
    Cris Costa respondeu:

    Oi Lolanda, já fui lá e gostei! Bjs, Cris.

  29. Eligia sábado, 17 de abril de 2010 em 01:02 -  Responder

    Oi! Primeira vez que leio o blog, gostei e achei muito interessante, parabéns! Não sou cadeirante e não convivo com alguém que seja, com certeza é por isso, que nunca me dei conta destas coisas, como, por exemplo, elevador de shopping, vou prestar mais atenção e evitar o uso… Podem ter certeza que na maioria das vezes nós (não cadeirantes) agimos “estranho” por pura falta de conhecimento e convivência. O que espero é que a infra-estrutura de todos os lugares, ruas, praças, escritórios sejam adequadas e com isso possamos conviver e nos acostumarmos. Eu admiro muito todas as pessoas que apesar dos problemas e dificuldades conseguem manter a alegria de viver, o bom humor e tiram lições crescendo como pessoa quando passam por dificuldades, pois existem outras que mesmo sem nenhum problema vive infeliz e num mundo vazio… Um grande beijo

    abril 19th, 2010 - 21:02
    Cris Costa respondeu:

    Oi Eligia, que bom que gostou do Blog! Bjs, Cris.

  30. Gil Porta sábado, 24 de abril de 2010 em 17:44 -  Responder

    Uma das coisas que me incomoda é quando me perguntam:

    “PORQUE VOCÊ NÃO COMPRA UMA CADEIRA ELÉTRICA?”

    Respondo que não fui condenado à morte! hahaha.

    Inconformados ainda dizem: “Já existe sim, eu já vi!”.

    Outra coisa que os mal-informados perguntam é se eu não quero fazer transplante de medula. Essa perguntinha sempre vem logo após depois de alguma reportagem na TV sobre MEDULA ÓSSEA, daí tenho que ficar explicando que focinho de porco não é tomada

    abril 27th, 2010 - 21:52
    Cris Costa respondeu:

    Na tentantiva de ajudar, as vezes as pessoas acabam metendo os pés pelas mãos. Tem horas que a gente cansa de ouvir a mesma ladainha sempre, mas não acho que falem por mal. Mas as pessoas podiam se informar mais antes de falar. Bjs, Cris.

  31. Mônica quinta-feira, 11 de novembro de 2010 em 18:27 -  Responder

    Cris, Cris,

    Sabia que você escreve com a mesma suavidade da Fernanda Takai (ela escreve uma coluna semanal para o melhor jornal de Belo Horizonte: “O Estado de Minas”). Eu já nem ligo se as pessoas querem me ajudar, aceito com muita educação é claro. E acredito mesmo que seja falta de informação. Você quando andava procurava se informar a esse respeito? É claro que não, porque iria incomodar pensar na possibilidade de ficar em uma cadeira de rodas é osso. Falo por mim, nunca tive interesse nesse assunto porque NUNCA sequer imaginei a possibilidade de ficar numa cadeira de rodas. Quanto ao elevador acho difícil, colocar alguma coisa na cabeça das pessoas, tipo educação e respeito. O motorista que me leva para a Clínica é tão subserviente que quando o elevador está cheio ele espera o elevador voltar, tem base? Isso tudo é muito pequeno pra gente se desgastar, não acha não? Agora, motorista de táxi tem a mania de empurrar a cadeira freada e isso por si só detona a cadeira. Já cansei de falar… 🙂 Ternos abraços, Mônica.

  32. Mônica terça-feira, 16 de novembro de 2010 em 12:29 -  Responder

    Foi só falar… Ví com os meus próprios olhos a questão de querer cometer um “porteirocídio” e olha que eu sou “da paz”… Imagine você, Chris; estava eu em pleno shopping (aqui perto de casa, sexta-feira. Acordei alegre, afim de gastar um dim dim), depois da fisioterapia fui comprar uns óculos de grau e aproveitei pra comprar um escapulário de ouro branco de presente de natal para o meu sobrinho querido. E… quando estava saindo, já atrasada para a minha aula de inglês, me surge o táxi. Só que o problema dessa vez não foi com o motorista de táxi, não; foi com o porteiro do shopping. O motorista de táxi (PASMEM!) até me defendeu e foi aí que eu tomei uma antipatia do porteiro que falou é só dessa vez, que eu vou fazer “essa gentileza” (de subir no passeio para que eu embarcasse! Como se ele fosse o dono da rua!). O motorista de táxi com toda educação respondeu, amigo, não é gentileza não; é o direito dela. E com vagas para portadores de deficiência física dentro do próprio shopping, tem base? É só dar um mínimo de poder para uma pessoa para conhecê-la melhor… O motorista foi conversando com o porteiro do shopping e ele ignorando. Então, chegou o supervisor dele, que nem me pediu desculpas nem nada. O tempo correndo e eu estressando… Chamei a dona da joalheria que me aconselhou a escrever uma carta para a administração do shopping relatando o problema. A minha letra saiu até tremida…

  33. Gil Porta quarta-feira, 17 de novembro de 2010 em 10:21 -  Responder

    Aconteceu uma coisa um tanto engraçada comigo neste começo de mês.

    Minha esposa teve um probleminha de saúde e precisou ficar internada por vários dias e nesse período eu e minha sogra nos revesávamos para ficar como acompanhante no apartamento.

    O engraçado desse história é que toda vez que íamos fazer a “troca do plantão” me perguntavam se eu tinha tido alta e me pediam a papelada… Só porque sou um pobre cadeirante saindo de um hospital quer dizer que estava internado?

    Claro que depois de alguns dias eles acabaram me conhecendo e tudo virou uma grande piada.

    Outro piada eram as enfermeiras que me perguntavam o que eu era da paciente, e eu respondia: “marido” e elas diziam: “ai que gracinha!” KKKKK

    Tem que rir pra não chorar!

  34. hilda maria moraes terça-feira, 17 de maio de 2011 em 20:10 -  Responder

    o

  35. Kelly segunda-feira, 15 de agosto de 2011 em 11:01 -  Responder

    Achei seu blog por acaso. Eu não sou cadeirante, mas minha filha sim. Engraçado, a gente acha que só acontece com a gente. Sendo mãe de cadeirante, de certa forma percebo um pouco como ela.
    É impressionante a questão do elevador e pior que as pessoas ficam olhando e nem ao menos saem.
    Quando olham para minha filha.. olhar que incomoda, como se tivesse encarando ou aquele outro olhar de piedade “tadinha”. Daí não satisfeitos perguntam: é paralisia? Ah! fala sério. Palarisia no Brasil é quase zero, por mais ignorante ou deseformada uma mãe, sabe que vacinar seu filho é uma obrigação.
    Minha filha, hoje ela está com 17 anos, pertinho de entrar na faculdade. Quer fazer arquitetura e engenharia… por que será? rsrs… obstáculos são muitos. Fazer uma estrutura na visão de uma arquiteta ou engenheira civil cadeirante, com certeza vai ser bem diferente.
    Brinque não… não entrei em um banheiro público sequer, que tivesse uma adaptação compatível, pelo menos para minha filha.. sempre é uma dificuldade… entre outros pequenos detalhes, que para quem anda não faz muita diferença, mas para quem é cadeirante faz todaaaa a diferença.
    beijos

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