Do outro lado… (1) Big Bang!!!
Nelci Burtet - sexta-feira, 30 de abril de 2010 - 21:50
30/04/1994, exatamente 16 anos atrás - pô, só agora me dei conta que foi no século passado – 6 horas da manhã toca o telefone:
- triiiimmm …..
- É da casa dos pais do Nickolas?
- É a mãe dele. O que aconteceu? - mãe tem sexto sentido, já sabia que vinha bomba.
- É que aconteceu um acidente com o carro que ele estava, mas não machucou quase nada e ele já está num bom hospital.
É SEMPRE ASSIM: DIZEM QUE NÃO FOI QUASE NADA.
Nickolas havia completado 18 anos no dia 27/04 e vindo para a casa da família, no interior do PR, no final de semana anterior. Ele estudava em Curitiba e tinha iniciado o curso de Engenharia Civil na UFPR. Naqueles dias, tinha ido com o pai para o sítio e estava filmando a vacinação do gado, quando uma vaca ligou o “efeito ventilador” e… pof… arremessou um projétil direto na filmadora. Ele reclamou e disse que não gostava de fazer aquilo. Foi a última vez mesmo, porque subir na mangueira do gado não dá mais, né?
Voltando… nesse final de semana fatídico (mas nem tanto), tinha ido com o amigo com quem morava para a casa dos pais dele, em outra cidade do interior do PR. Saíram para dar uma volta de carro (era uma Parati), ele no banco de trás, SEM CINTO, capotou e voou. Aí danou-se…
Nossa viagem até o hospital durou horas, nem me lembro. Cheguei, só perguntei se o Nickolas estava internado lá e, mesmo sem
conhecer o hospital, fui subindo rampa, cruzando corredores com portas e mais portas. Parecia que já conhecia tudo aquilo, pois sempre tive “visões” de que encontraria meu filho após andar por um corredor com muitas portas, e em alguma delas veria o seu nome. E não é que na UTI, no suporte do soro, estava lá o nome dele escrito em letras grandes? O pior é que eu não via como seria o final (guarde isso, que vou voltar ao assunto).
Ele estava inconsciente, mas eu sabia muito bem o que estava acontecendo. E queria acreditar: “essa bomba não vai detornar!” O pior é que detonou.
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Comentário feito por TANIA SPERONI
Determinados telefonemas, quando vem com umas perguntas do tipo:
Você tá sozinha? Ou tá tudo bem com…Mas venha correndo pro hospital…
A gente já sabe da M que vem.
Continuo lendo pra saber o final da história
Beijos
Tania Speroni
Nelci Burtet respondeu:
Oi Tânia! é verdade, principalmente se for fora de hora, tipo madrugada. E depois da primeira vez a gente fica sempre apreensiva. Obrigada pelo interesse. Bj
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[...] que a tal visão de corredor que eu tinha, com portas, nome escrito na plaquinha, que citei no capítulo 1 e não sabia o final, agora estava se concretizando: saí do elevador, andei por uns labirintos de [...]