Dia de Fúria, Opinião e cotidiano, Trabalho

Dia de Fúria – Oportunidade de Emprego

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Símbolo de acessibilidade redesenhado de forma que o cadeirante parece dirigir uma motoNo dia 03 de Maio recebi um e-mail do site vagas.com.br, no qual tenho cadastro.

A i.Social (que divulga oportunidades de emprego para PCDs através desse site) me enviou a vaga com o descritivo abaixo:

(ver a imagem aqui do anúncio original recortado de minha área de trabalho)

. . .

Empresa multinacional no segmento de distribuição de bebidas.

Auxiliar de Execução A./São Paulo- RTR.

Pré-Requisitos:
Boa comunicação, argumentação, pró ativo e habilidade para trabalhar em equipe e possuir carteira de habilitação de moto.

Descrição das atividades:
Visita aos Pontos de Vendas de pequeno varejo para a execução de merchandising. Reuniões de equipe diárias para direcionamento das vendas.

Outras informações:

Jornada de trabalho: Segunda a sábado – 8hrs.
Local de trabalho: Vários, de acordo com o mercado que for trabalhar.
Salário: R$725,12
Benefícios: 14º salário / Tickets 11,00 por dia / Plano Médico / Odontologico / Cesta Natal / Ajuda Material Escolar (dependentes e funcionário univeritário) / Brinquedos Natal.

. . .

Ok…
Tudo bem que a vaga não serve para mim (e também não é minha área de atuação), mas comecei a me perguntar: para quem serviria? Quantas pessoas com deficiência você conhece e que cumprem esses pré-requisitos?

Longe de mim querer segregar as pessoas com deficiência, até porque eu sou uma delas. Porém, continuo a bater na tecla de que a maioria das empresas querem contratar uma pessoa com a menor deficiência possível. O mérito está na qualificação ou na deficiência da pessoa? Quer dizer que se eu fosse um amputado, mas bem independente, porém sem qualquer qualificação, eu teria mais facilidade em conseguir um emprego? Eu tenho a nítida impressão que sim. E de quebra ainda me pagariam um salário mais baixo.

Eu que tenho ensino superior, cursos de especialização e sou bilíngue, entre outras coisas, e não consigo sequer uma entrevista de seleção!? Ahhh esqueci… Eu sou tetraplégico! (Pra que que eu estudei então?)

Devo dar trabalho, né? (nunca ninguém me perguntou, mas eu devo dar) Devo faltar pra cacete, fico enchendo o saco dos outros, preciso de ajuda pra entrar e sair do carro… resumindo: “EU NÃO SOU ECONOMICAMENTE VIÁVEL”.

Felizmente, hoje estou empregado, mas muita gente não está. Isso gera uma crise em minha consciência. Uma crise que não me permite mais aceitar essas velhas normas, padrões e algumas “tradições”. O que estou querendo discutir aqui é que, sem uma mudança RADICAL de pensamento por parte das empresas, não haverá nunca um conceito pleno de inclusão social. Será sempre essa historinha de cumprir as cotas, fugir da multa e ainda sair falando pra todo mundo:  “olha, aqui nós contratamos deficientes, somos bonzinhos e exemplares”. Não podemos mais simplesmente aceitar as coisas como nos são apresentadas, sem questioná-las. Inclusão social está muito além de cumprir lei de cotas.

Sobre o autor / 

Christian Matsuy

Cadeirante, paulistano bom gourmet e piloto profissional (de autorama)

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35 Comentários

  1. The Best segunda-feira, 17 de maio de 2010 em 13:36 -  Responder

    A situação do deficiente no Brasil é calamitosa e podemos dizer que o governo marginalizou todos os que necessitam de emprego. Ninguém está pedindo para o governo pagar suas contas, mas é importante ter de onde tirar para paga-las.

    As empresas não tem a mínima ideia de como admitir deficientes e não querem gastar com adaptações. Porém se embasam na falta de qualificação dos deficientes, mas não dão oportunidade para aqueles que te qualificação.

    O governo por sua parte não fiscaliza nada, como em todas as áreas. A unica coisa que o governo fiscaliza são impostos e mesmo assim não é tão eficiente.

    maio 17th, 2010 - 20:52
    Christian Matsuy respondeu:

    Olá The Best,

    é isso mesmo, eu não quero que o governo me dê nada de graça, quero poder pagar e exigir como qualquer um. só que para poder pagar, temos que trabalhar. pois os impostos do meu salário são descontados bonitinho.

    falta fiscalização, e muita.

    incluir é um assunto realmente complexo, precisa haver boa vontade envolvida acima de qualquer coisa, mas infelizmente não vejo isso acontecer na prática, salvo raras exceções.

    abraço!
    Christian

  2. Carlos segunda-feira, 17 de maio de 2010 em 20:15 -  Responder

    E ae Christian, execelente post!

    Também sou tetra, acho que temos uma lesão parecida, sou C4. São poucas as empresas que contratam tetras como nós, já ouvi de uma pessoa que trabalha em uma consultoria, que rola restrições de algumas empresas em contratar deficientes com as limitações que temos, mesmo elas não nos impedindo de realizar determinada função.

    Ai questionamos, então porque não contratam? Porque ao invés de só pensar em cumprir a lei, não incluem nós no mercado de trabalho de uma forma efetiva, mostrando que mesmo com nossas limitações conseguimos desempenhar a função e conviver normalmente com as diferenças.

    Atualmente estou trabalhando com meu Pai, em uma área que não gosto muito, mas é melhor do que o mercado tem me oferecido. Ai penso como vc, felizmente tenho essa opção e os tetras que não tem? Ou estão trabalhando em casa como operadores de telemarketing ou estão desempregados.

    Faço faculdade, tenho diversos cursos e muitas vezes escuto “falta qualificação para os deficientes” mas muitos de nós temos qualificações, mas faltam empresas que nos de oportunidades de mostrar nosso valor e que pense em uma inclusão social não apenas visando cumprir a lei de cotas.

    Abraço galera!

    maio 17th, 2010 - 20:39
    Christian Matsuy respondeu:

    olá Carlos!

    Realmente é nítido que as empresas enxergam nós tetras como um sinônimo de problema. São raras as exceções.

    Generalizar a situação é o grande X dessa questão, eu posso ter a mesma lesão que a sua, mas ter um grau de dependência maior ou menor. Mas esse povo de RH deve ter uma tabelinha, tipo C4 = NÃO SERVE.

    abraço!
    Christian

  3. Brunninha Melazzo segunda-feira, 17 de maio de 2010 em 20:55 -  Responder

    e o que dizer dessa matéria que acabei de ver na globo.com:

    Cadeirante passa em primeiro lugar em concurso mas não é chamado

    http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/05/cadeirante-passa-em-primeiro-lugar-em-concurso-mas-nao-e-chamado.html

    meu namorado trabalhava no RH de uma ong de assistência a deficientes, quando questionei pq ele não arrumava um emprego melhor, já que tinha acesso às vagas, ele simplesmente me falou que as empresas mandavam solicitação para cumprimento de quadro querendo pessoas deficiente que não fossem cadeirantes, pq o prédio não era adaptado, não poderia ser surdo-mudo nem com paralísia cerebral pois os cargos disponíveis eram para atendimento ao público, e muitas delas faziam processo seletivo só para “cumprir tabela” e justificavam que a pessoa não estava preparada para o cargo ¬¬

    Contrata o Lula!! ninguém vai notar a falta do dedinho!!

    maio 17th, 2010 - 22:15
    Christian Matsuy respondeu:

    oi Brunna!

    é bem por ai mesmo… vocês estão entendendo onde quero chegar.

    o mais chato de tudo isso é uma empresa especializada em inclusão social aceitar divulgar tais vagas. se nós que não somos especialistas nem nada, sabemos que a probabilidade da vaga ser cumprida é mínima, imaginem eles.

    mas para todos os efeitos as vagas estão sendo “oferecidas”, só não há gente disponível para preenchê-las, mas isso já é outro problema (que não deles).

    beijo!
    Christian

  4. julio pecly segunda-feira, 17 de maio de 2010 em 21:20 -  Responder

    me parece que muitas empresas oferecem trabalho a deficientes fisicos apenas para cumprir a lei. eu nao conheço nenhum df que se encaixe nessa vaga, talvez aquele da cadeira de rodas com motor de moto.

    maio 17th, 2010 - 22:20
    Christian Matsuy respondeu:

    olá Julio!
    pois é! o nosso amigo “Mario Kart Brasileiro” né?

    para quem não conhece fica o link abaixo:
    http://maonarodablog.com.br/2010/04/05/cadeira-de-rodas-turbinada/

  5. B segunda-feira, 17 de maio de 2010 em 22:11 -  Responder

    Este artigo foi feito para deficientes físicos com qualificação para serem motoboys ? Tem alguma coisa errada na proposta . Com qualificação o site deveria oferecer coisas melhores e com acessibilidade.

    maio 17th, 2010 - 22:34
    Christian Matsuy respondeu:

    olá “B”

    Então, é o que eu mais questionei… Creio que exista uma certa incompatibilidade aí, mas… que sou eu pra falar alguma coisa né?

    abraço!
    Christian

  6. amanda oliveira terça-feira, 18 de maio de 2010 em 00:02 -  Responder

    oiii acompanho o blog mão na roda todos os dias e queria muito que vcs colocassem um post sobre meu blog ai segue o site thttp://sonhodaamanda.blogspot.com/e

  7. IRIS terça-feira, 18 de maio de 2010 em 22:10 -  Responder

    Esse blog é fantástico! Acabei de mandar um email pra vocês parabenizando. Vim parar aqui por pura curiosidade motivada pela novela…não sou cadeirante nem preconceituosa e tão pouco noveleira, mas na minha cabeça (e acredito que na maioria da população) tetraplégico é aquele que não consegue nada, absolutamente nada sozinho…é de sites como esse que o mundo precisa! Acho que com mais informações o preconceito tende a diminuir!

    maio 19th, 2010 - 18:01
    Christian Matsuy respondeu:

    olá IRIS,

    muito obrigado por sua visita! existem vários níveis de tetraplegia, uns conseguem mais outros menos enfim, mais o importante é nos adaptarmos a realidade.

    informação nunca é demais!

    beijo
    Christian

  8. Adalberto (vulgo Jeusus Negão) terça-feira, 18 de maio de 2010 em 22:58 -  Responder

    Olá, Christian?!
    Sempre acompanho o trabalho de vocês com relação ao blog e hoje estou postando pela primeira vez, pois senti a necessidade de opinar sobre tal contéudo abordado por ti. Possuo um tipo de distrofia muscular (a AME do tipo 2), tenho 22 anos, fui por um curto tempo paratleta e hoje esto concluindo a faculdade de Gestão Financeria, porém fico triste por notar o quanto a massa de deficiente ainda é mau aproveitada nas empresas, já que na cidade em que moro ainda são destinadas poucas vagas para PCDs em relação ao mercado local e essas poucas que são divulgadas são para cargos que usam muito pouco o intelecto do deficiente, ou seja, ainda há muito aquela história de usar as cotas em cargos com pouca visão de crescimento e com dificuldade de preenchimento. Por ser um distrofico degenerativo, me preoculpo muito com o meu futuro profissional, “terei que estudar tanto para concorrer à uma vaga que mau poderei execultar?”. Tomará que meu pensamento seja errôneo no sentido de visão empresarial…

    maio 19th, 2010 - 18:09
    Christian Matsuy respondeu:

    olá Anderson,

    Infelizmente a realidade difere um pouco do que as mídias de massa mostram. Existem muito projetos de inclusão acontecendo SIM, mas o que vejo na prática (e com meus olhos) são cadeirantes trabalhando com telemarketing.

    Muitos tentam os concursos públicos que oferecem bons salários, estabilidade entre outros benefícios, mas tem que ver que não há cargo público pra todo mundo e dependendo do cargo não é tão fácil passar no concurso.

    A iniciativa privada, principalmente as empresas e indústrias de grande porte precisam ser mais flexíveis quanto as contratações e dar a chance de pessoas como você mostrar o potencial.

    Abraço
    Christian

  9. Eliane Sandra quarta-feira, 19 de maio de 2010 em 22:26 -  Responder

    Nossa, eu já perdi a conta de quantos telefonemas eu já recebi me oferecendo emprego. Desses 90% eram para a área de telemarketing e em 98% das ofertas ao dizer que eu era cadeirante a pessoa informava que sentia muito (é o car…) mas que eu não poderia concorrer à vaga porque não havia adaptaçês. E todas elas perguntavam se eu não conhecia alguém que preenchesse os requisitos. Só faltavam perguntar: será que vc não conhece alguém que tenha só um dedinho faltando ou que manque só um pouquinho?” Aff….. me deixa revoltada, eles estão desesperados para cumprir as cotas, mas não querem gastar uma vírgula para fazer as adaptações necessárias para que nós possamos trabalhar com dignidade.
    Por isso que eu resolvi fazer um concurso público…

    maio 19th, 2010 - 23:27
    Christian Matsuy respondeu:

    Olá Eliane,

    eu também já recebi muitos telefonemas desses. por isso que digo, enquanto não rolar uma mudança grande nesse processo todo, e aqui no Brasil isso significa multas pesadas, que não são aplicadas por não termos uma fiscalização efetiva, essa oferta de subemprego continuará a existir. concurso público como já citei é uma boa, mas não é uma alternativa para todos infelizmente.

    é importante estarmos abertos a querer nos adaptarmos às empresas desde que haja coetrência nessa troca.

    às vezes é mais importante adaptarmos as “pessoas”, tentando mostrar como a diversidade no ambiente de trabalho traz bons resultados, quando isso ocorre o resto das adaptações acontecem por consequência.

    beijo!
    Christian

  10. Amauri Nolasco Sanches Junior quarta-feira, 26 de maio de 2010 em 20:05 -  Responder

    bom texto…concordo plenamente, sou formado em publicidade e não vi nenhuma agẽncia respeitarem as cotas.

    Nosso Livro:: :http://clubedeautores.com.br/book/18953–Liberdade_e_Deficiencia_

    maio 27th, 2010 - 12:58
    Christian Matsuy respondeu:

    olá Amauri,

    está difícil ver qualquer segmento respeitar as cotas.
    obrigado por sua visita e parabéns pelo livro.

    abraço!

  11. Marcos sábado, 29 de maio de 2010 em 16:29 -  Responder

    É Cristian a verdade é nua e crua! Para te falar a verdade o que querem são surdos, não possuem problemas em se locomover e por não escutar prestão mais atenção! Resumindo, eles querem “pequenos defeitos” e não pessoas capacitadas.
    E eu que sou fisioterapeuta! Tem pessoas que não acreditam em minha capacidade só porque não ando e não movimento as mãos. O pior que os que “aceitão” o tratamento realizado por mim ficam admirados com a rápida melhora e com o meu conhecimento e dizem que não acreditavam em mim por eu ser um cadeirante e ainda tetra! Todo dia é uma luta e novas provações…

    Abraços

    maio 30th, 2010 - 16:31
    Christian Matsuy respondeu:

    olá Marcos,

    é isso mesmo, resolvi escrever esse post meio que em tom de denúncia, pois a população em geral está com a idéia de que está muito fácuil de se conseguir um emprego através da lei de cotas. infelizmente sabemos que não é tão fácil e simples assim.

    já ouvi o absurdo de uma pessoa que disse que nunca ficarei desempregado, pois as empresas contratam por obrigação e eu deveria ficar sossegado quanto a isso, antes fosse assim!

    a midia sempre diz que existem inúmeras vagas em aberto, as empresas dizem não haver gente capacitada e fica nessa…

    abraço!
    Christian

  12. Jaques Haber quinta-feira, 10 de junho de 2010 em 17:44 -  Responder

    Crhistian;

    Meu nome é Jaques Haber, sou diretor da i.Social.
    Li o seu comentário e gostaria de expressar minha opinião à respeito.
    Realmente ainda estamos longe do mundo ideal, mas percebo grande evolução nos últimos 10 anos sobre a questão da inclusão social.
    Concordo totalmente com você quando cita que a inclusão das pessoas com deficiência vai muito além do cumprimento de uma cota legal e que ainda pessoas com deficiências consideradas mais severas possuem maior dificuldade em serem incluidas em comparação com aquelas que possuem deficiências que não exijam volume significativo de adequações físicas ou comportamentais.
    A i.Social, dentro de sua área de influência – clientes, candidatos e formadores de opinião -, procura sistemicamente contribuir para melhorar cada vez mais esta realidade.
    Porém discordo do exemplo que você coloca para fazer tais afirmações. A empresa que está oferecendo esta vaga possui mais de 300 vagas abertas em diversas posições e está realmente empenhada em incluir profissionais com deficiência.
    Esta vaga realmente é direcionada para pessoas com deficiências mais leves, em função da própria natureza da função.
    Acredito que o melhor caminho para mudarmos a realidade da inclusão para melhor não seja atacando uma empresa que está empenhada em contratar pessoas com deficiência, mas sim apoiar e orientar – sempre propondo soluções – toda e qualquer iniciativa que contribua para esta nossa bandeira.
    A i.Social já incluiu em seus 10 anos de história mais de 6.000 pessoas com deficiência, entre elas cegos totais, surdos totais, paraplégicos e tetraplégicos, inclusive.
    Conte sempre conosco para o que precisar e se uma vaga ofertada por nós não atender ao seu perfil, divulgue-a aos seus contatos, pois pode ser que um deles seja o candidato ideal.
    Jaques Haber
    Sócio-Diretor da i.Social
    http://www.isocial.com.br
    http://twitter.com/isocial_rh

    junho 16th, 2010 - 00:14
    Eduardo Camara respondeu:

    Oi Jaques,

    Conheço seu trabalho junto com a Andrea na i.Social e é um prazer tê-lo por aqui! Sobre a vaga utilizada no post, serviu apenas para ilustrar uma triste realidade do mercado de trabalho para pessoas com deficiência. Volta e meia levantamos essa questão da dificuldade que as pessoas com deficiências mais severas têm para conseguir um emprego, mas não nos limitamos a isso. Sabemos que há muita gente boa – como vocês – realizando trabalhos sérios por aí e esse também é um assunto abordado por nós, como no post que fizemos sobre a Chemtech.

    Grande abraço,
    Eduardo Camara

  13. Amauri Nolasco Sanches Junior sexta-feira, 11 de junho de 2010 em 20:06 -  Responder

    oi novamente

    A i social me prometeu um emprego e nunca mais me ligou, será mesmo que esta preocupada?

  14. Jaques Haber segunda-feira, 21 de junho de 2010 em 23:17 -  Responder

    Resposta ao comentário do Sr. Amauri Nolasco Sanches Junior.

    Prezado Amauri:

    Gostaria que você encaminhasse novamente o seu CV para o e-mail rh@isocial.com.br e nos informasse qual ou quais foram os processos seletivos que você participou.
    Considero estranho o seu comentário, uma vez que faz parte de nossa política e ética dar feedback a todos os candidatos que participam de processos seletivos conosco.
    Se você, porém, não foi chamado ainda para nenhum processo de seleção pode ser porque não possuímos até o momento uma vaga para o seu perfil.
    Um ponto que gostaria de esclarecer é que a i.Social não promete emprego para ninguém, até porque não podemos, já que quem contrata são as empresas que abrem as vagas conosco.
    A decisão por empregar ou não o candidato cabe a empresa. A i.Social apenas é uma empresa intermediária que apresenta os melhores candidatos para o perfil desejado pela empresa.
    Nosso interesse legítimo é incluir o maior número possível de pessoas com deficiência – em 10 anos de história já incluimos mais de 6.000 pessoas -, mas infelizmente não somos nós os tomadores da decisão.
    Envie novamente o seu currículo e tenha certeza de que faremos todo o possível para lhe auxiliar.

    Att.
    Jaques Haber

    junho 21st, 2010 - 23:47
    Christian Matsuy respondeu:

    Olá Jaques,

    Gostaríamos de salientar que não estamos aqui para criticar de forma negativa o trabalho da i.Social.

    Entendemos também que, quem oferece as vagas são as empresas as quais vocês prestam serviços, e não a i.Social.

    O exemplo da vaga serviu para ilustrar uma situação que como você mesmo citou em seu comentário, acontece, que é a menor dificuldade por pessoas com deficiências mais leves para recolocação profissional. Só não podemos deixar isso virar um hábito.

    Já estive nas dependências da i.Social e a vaga que me foi oferecida infelizmente não deu certo, mas não tenho queixas contra o serviço prestado por vocês. Muito pelo contrário.

    Grato de sua compreensão,

    Abraço
    Christian Matsuy

  15. Pentaplégico terça-feira, 18 de janeiro de 2011 em 16:35 -  Responder

    A I.Social vem falar de ética? Só se for a ética do dinheiro. Eu todo mundo que já passou por lá pode perceber que o que eles estão preocupados é com o bolso deles.

    Já ouvi de uma funcionária que se ela não conseguisse entregar um número X de candidatos, ela ia ser mandada embora.

    Acho que é cinismo e demagogia travestida de pessoas boas e bem intencionadas. Minha amiga que trabalhava lá me disse que ninguém aguenta esse Jaques e aquela Andrea por mais de 1 ano… a equipe vai embora pois eles são muito grosseiros e só pensam no din din, não na inclusão…

  16. Marco Aurelio segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 em 14:09 -  Responder

    Acho que as empresas divulgam vagas e quando o Ministério do Trabalho vai lá, mostram o material e dizem: estamos trabalhando nas vagas, mas não aparecem qualificados. Seré que não???

    janeiro 11th, 2012 - 11:42
    Christian Matsuy respondeu:

    Olá Marco Aurelio!

    Sinceramente eu não duvido de nada.
    Mas realmente o mercado de trabalho tem melhorado sim. O grande problema é que ainda só buscam por pessoas 100% autônomas que não dependam de nada e de ninguém.

  17. Marco Aurelio quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 em 13:39 -  Responder

    Olá, Christian.
    Realmente, nota-se que, de dez anos para cá, muita coisa mudou.
    O que realmente falta, são programas de apoio aos PCDs, onde teriam aprimoramente pessoal e profissional. Eu mesmo participei de um e sei como é. Ví muita gente que mal sabia elaborar um currículo, se apresentar à uma entrevista, etc…
    As empresas poderiam patrocinar cursos e outros, para elas mesmo contratarem, como a IBM faz. Um exemplo a ser seguido.
    E outra, muitas empresas contratam só pela lei e deixam a pessoa num setor que ela não tem experiência, causando mau estar para ambos. O direcionamento correto, já é um grande passo também.
    Sobre a contratação de pessoas 100% autônomas, eu já ví muitas mas não sei o percentual disso.
    Enfim, é nossa realidade. Um abraço.

  18. Cynthia Menezes terça-feira, 27 de março de 2012 em 11:16 -  Responder

    Olá Christian,
    Meu nome é Cynthia, e eu trabalho na Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad) em João Pessoa-PB.
    Respondo pela coordenação da Coordenadoria de Treinamento, Produção e Apoio Profissonalizante (CORPU), que tem o objetivo de capacitar as pessoas com deficiência e encaminhá-las ao mercado de trabalho.
    Gostaria de parabenizá-lo pela sua força e perseverança em não se deixar esmorecer só pq tem uma deficiência. Quem dera fossem todos assim! =)
    Realizamos semanalmente visitas às empresas e encaminhamos diariamente pessoas ao mercado de trabalho. A partir da promulgação da Lei de Cotas, a realidade vem mudando gradativamente, mas temos muito o que avançar ainda.
    Ao mesmo tempo que a lei possibilita que as pessoas com deficiência possam ingressar no mercado de trabalho, é uma pena que isso só aconteça pq existe uma lei, caso contrário seria bem mais difícil.
    Concordo plenamente com você quando diz que “O que posso concluir e deixar de dica é que a qualificação profissional ajuda superar muitas barreiras, sejam físicas ou de preconceito.”
    Porém, infelizmente muitos deficientes não pensam assim e “se conformam” em receber um benefício, consequentemente não mais se qualificam, ou muitas vezes nem concluem os estudos, dificultando assim o processo de inclusão, reforçando o preconceito existente em relação ao segmento: pessoas incapacitadas e desqualificadas.
    Estamos diariamente na batalha da quebra destes preconceitos e acreditamos que, somente com a melhora na educação no Brasil é que poderemos vencer essas dificuldades.

    março 27th, 2012 - 17:06
    Christian Matsuy respondeu:

    olá Cynthia!

    Agradecemos muito seu comentário. Acredito que em alguns casos, o benefício do INSS é realmente a única forma de reda, quando não a renda de toda uma família. E sabemos que é uma grana limitada. Se acomodar nessa condição não é o caminho, com certeza – o mercado está ampliando sim a oferta de vagas, mas tem muito deficiente que não quer nada com nada.

    Abraço,
    Christian Matsuy

  19. Sandra Martins quarta-feira, 20 de junho de 2012 em 16:12 -  Responder

    Olá
    Parabéns….vc merece todo o sucesso do mundo…sou sua fã….e claro da sua Mãe…bjs nela Hoje sou mãe,adotei um lindo menino e guardo no coração a lição preciosa de amar incondicionalmente uma outra pessoa, que aprendi com sua família.Tchadoro , mesmo a distância.Eu …eu mesma.

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