Cadeira Ortobras Star Lite
Cris Costa - quarta-feira, 30 de junho de 2010 - 11:39
Como disse no post anterior, acabei comprando uma Star Lite. Quando fui buscar a cadeira na loja, dei uma olhada, me pareceu ok, botei no carro e fui pra minha casa. Grande erro. É a mesma coisa que comprar roupa sem experimentar. Mas na pressa, achei que não precisava experimentar já que estava tudo na medida certa. Chegando em casa, fui passar pra cadeira nova e estranhei tudo. Pensei: isso é normal, com cadeira nova isso acontece, demora até a gente se acostumar. Mas não era bem assim. De cara senti que a cadeira estava bem mais larga do que estava acostumada. Mais um pouco e não passava nas portas de casa. E também estava alta, quase não entrava embaixo da mesa. Fora o ângulo do pedal que parecia ser de 90, o que eu não estava acostumada. Quase chorei. Mas também, santa ingenuidade né Batman?! Fiz o pedido com poucas medidas e nem sequer perguntei quais eram as medidas padrões do resto. E também não testei na loja pra ver ser estava tudo ok. Os meninos batem tanto isso aqui no Blog, e cometi esse erro. Depois de feito, não tinha muito o que reclamar. Pelo menos o que tinha medida específica veio certo. Mas precisava acertar a cadeira. Do jeito que estava, não dava pra ficar. Levei de volta na loja pra acertar.
Quanto a largura, além do corrimão estar no ponto mais largo, o tubo da cadeira era muito comprido. Com isso a cadeira deve ter ficado uns 7cm mais larga. 
O que é muita coisa. E a altura, ela veio com a roda dianteira de 6”, que é o padrão. E como não existe a opção de mexer na altura da cadeira, só me restava trocar a roda de 6” por uma de 5”. E quanto ao pedal, virei ele ao contrário. Assim a parte maior ficaria para frente me dando mais conforto. Tudo acertado, fui buscar minha cadeira uns 15 dias depois.
Agora sim poderia avaliar a cadeira melhor, já que estava nas medidas corretas. Duas coisas que notei diferença para outras que tive foi o freio e o esquema de dobrar o encosto. O freio achei bem legal, pois ele dobra, e assim facilita muito a transferência para o carro e cama. Mas para quem tem pouca força nas mãos pode não ser uma boa opção, já que é um pouco difícil puxar o pino para “desdobrar”. E é bom não esquecer de dobrar, ou o freio fica alto, dificultando a transferência, a roupa pode agarrar ou você corre o risco de ser violentado pelo freio. Ninguém merece!
Só uma pequena observação: a cadeira tem dois meses e os freios já precisam de ajustes. Algo que vejo acontecer muito nas cadeiras nacionais. Não entendo porque os freios não ficam firmes por muito tempo, mas enfim.
Já o esquema pra dobrar o encosto me pareceu interessante e foge um pouco das malditas cordinhas: tem duas travas atrás, uma de cada lado. É só girar pra destravar e dobrar, e depois girar de novo para travar.
Até ai, tudo bem. Tava gostando da cadeira. Só tinha achado o encosto muito frouxo e ele afunda muito. Isso pode ser resolvido com um encosto rígido, mas que custa em média R$ 250,00. E como no momento, não posso me dar esse luxo, fico com o encosto que afunda.
Testando a cadeira em casa, tudo bem. Chão retinho, deslizava que era uma beleza! Parecia leve e ágil, boazinha mesmo. Mas tinha que fazer o teste final: andar na rua. Assim que precisei ir na rua, resolvi que iria com essa pra ver como ela se sairia nas pedrinhas portuguesas. Sai de casa, e lá fui eu. Sofri!!! Depois de umas três braçadas senti a cadeira pesada e difícil de empurrar. Trepidava muito! Não achei que fosse ser tão difícil. Já me acostumei com a Tilite e por isso senti uma diferença absurda.
Depois de muito esforço consegui chegar onde queria, mas quase sem ar, rs. Fiz o que tinha que fazer, respirei fundo e voltei pra casa. Cheguei em casa e parecia que tinha corrido uma maratona, mas na verdade foram só dois quarteirões. Ou quatro se contar ida e volta. Não achei a cadeira ruim, mas pra realidade das pedrinhas portuguesas e levando-se em conta minha tetrice parcial, penei um pouco. Se tivesse que sair na rua todo dia com ela, em pouco tempo ia ganhar alguma “ite” (tendinite, bursite…).
Mas enquanto os fabricantes não melhoram a qualidade das cadeiras, a gente pode melhorar algumas coisas. Pouquíssimas, na verdade. Quanto à trepidação, uma roda inflável com certeza ajudaria muito. Já o fato do corrimão escorregar tem muito a ver com minha fraqueza nas mãos. Coisa de tetra. Quem é paraplégico, com certeza não ia sentir nenhuma dificuldade. Mas bem que os fabricantes nacionais podiam vender um corrimão coberto com vinil pra facilitar a nossa vida, né?
Os problemas que ela apresentou são comuns nas cadeiras nacionais. O fato dela trepidar, ter um corrimão escorregadio e ser “dura” de empurrar aconteceu com todas as outras que tive. Sinceramente, acho que devemos começar a exigir maior qualidade e mais opcionais dos fabricantes. Por enquanto, ainda acho a cadeira boazinha, mas uma cadeira mostra mesmo a sua qualidade é com o decorrer do tempo. Vamos ver como ela vai estar daqui há um ano!








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Comentário feito por Nickolas Marcon
Cris, acho que a história do corrimão não é exclusividade dos tetras. Eu tenho uma boa força, mas minhas mãos são muito lisas, não suam nada, nada. Perco muita agilidade com os corrimãos metálicos. O cansaço é muito maior pela força que se faz apertando as mãos do que pelo braço empurrando. Para mim, o vinil fez uma grande diferença.
Para quem não dispõe de aros de vinil, já publicamos a dica de um leitor com uma solução barata para o problema:
http://maonarodablog.com.br/2009/10/01/opiniao-do-leitor-rodas-de-magnesio
Cris Costa respondeu:
Depois que me acostumei que o aro de vinil, não quero mais outra vida. A diferença é muito grande na força que faço pra empurrar a cadeira. Me admira os fabricantes ainda não terem se ligado nisso. Bem lembrada a dica. Valeu! Bjs, Cris.
Comentário feito por MARIA PAULA TEPERINO
O aro de vinil é tudo de bom.
Não abro mão de jeito nenhum. Além de facilitar tocar a cadeira, para mim o que mais me agrada e não ficar com a “mão preta”. O corrimão de alumínio deixa a mão um lixo, pois solta quando se toca muito, no fim do dia sua mão está um horror. O único cuidado que se tem que ter com o vinil é quando se vai descer uma rampa, pois aquilo esquenta e quase fere a mão. O que costumo ter dentro da bolsa para casos como esse é uma luva que pode ser comprada em lojas de material para ciclista.
bjs
Cris Costa respondeu:
Tem toda razão Paula! Além da mão preta, tinha muitos calos de tanta força que fazia. Com o aro de vinil sumiu tudo (ufa!!). Boa a dica da luva, não tinha pensado nisso! Bjs, Cris.
Comentário feito por André
Como sempre arrebentando em Cris, belo post..
Agora cresci o olho p/ substituir minha “jaaabuuulaaaniiii”..
Se possível, me passa o contato do lugar que você comprou..
Grd Abç !!
Cris Costa respondeu:
Oi André, eu comprei na loja do Tita que fica no Rocha, aqui no Rio. O telefone de lá é 2241-0063. Tinha um site, mas parece que tá fora do ar. Mas liga lá, que ele é gente finíssima! Bjs, Cris.
Comentário feito por Tania Speroni
Oi Cris! Além do preço qual é exatamente a grande diferença entre a M3 e a Star Lite, você sabe?
Quando vc comprou a sua Tilite, vc pagou tudo a vista? Vc comprou pela internet né?
O lance do corrimao é complicado mesmo, o Milton tb tem a mãeo meio barro beio tijolo e tem dificuldade em tocar a cadeira, principalmente dias chuvosos, tentei comprar aquele spray que coloca no corrimão, mas não pode ser vendido pela internet por medida de segurança.
Ainda não compramos a do Milton, estamos na fase de pesquisa e aprendizado tudo que você sempre quis saber sobra cadeiras monobloco
Beijos
Tania
wwww.zerohora.com/sembarreiras
Cris Costa respondeu:
Oi Tania! A M3 tem mais opções de ajustes (altura do assento em relação ao chão, centro de gravidade, altura do encosto) e o garfo das rodas dianteiras tem um nível a mais (não sei bem pra que), e a roda tem sistema de amortecimento (tipo frog legs) que deve facilitar andar em ruas com pedras portuguesas e desniveladas. Adoraria experimentar uma pra sentir a diferença. O Dado acho que já experimentou a M3, ele pode te dizer melhor. A Tilite eu comprei a vista sim, pela internet.
O lance do corrimão é uma nheca mesmo. Tá na hora dos fabricantes melhorarem isso. Ninguém merece ficar com a mão suja e cheia de calo. Fora a força que se faz, que é bem maior.
Boa sorte na escolha da cadeira nova. Sei que não é fácil! Bjs, Cris.
Comentário feito por Christian Matsuy
Olá Cris!
ótimo post!
referente aos constantes desajustes ou reapertos que ocorrem nas cadeiras nacionais, a grande parte deles deve-ve ao não uso de um adesivo próprio para travar roscas, esistem um tipo de cola própria que deve ser aplicada em locais onde os parafusos e porcas recebem muita vibração.
a troca das rodas de 6 por rodas de 5 causar uma perda de tilt de 1/2 polegada na cadeira. até que aceitável, mas se for uma cadeira que já tem essa medida muito acertada esse ajuste poderia provocar um grande desconforto.
realmente a largura extra (sem necessidade) me assustou.
bjo!
Cris Costa respondeu:
Oi Christian, não sabia desse adesivo. Pôxa, podiam usar isso nas cadeiras, é um saco ter que ficar ajustando toda hora.
Quanto a troca das rodas, não deu tilt, pois o cara abaixou o assento também (não sei como, rs). Ai ficou certinha. Quanto a largura, também não entendi o exagero, principalmente do tubo. Mas deu pra acertar. Ufa! rs. Bjs, Cris.
Comentário feito por Gil Porta
Cris, também tenho o problema da tetrice parcial. Uso luvas de couro de motoqueiro e resolve bem o problema. Principalmente quando preciso andar pequenos trechos com a cadeira empinada ou segurá-la numa descida sem queimar as mãos no aro.
Vá a uma loja de produtos para motos e EXPERIMENTE ANTES DE COMPRAR!
É aquele modelo que deixa as pontas dos dedos livres.
Pra dirigir também só sinto confiança usando luvas, senão é perigoso escorregar a mão que fica no pomo giratório.
Abreijos
Cris Costa respondeu:
Oi Gil, boa a dica!!! Sei qual é o modelo, vou ver se vou na loja e experimento pra ver se fica legal. Obrigada!!! Bjs, Cris.
Comentário feito por MARIA PAULA TEPERINO
Cris, vou aproveitar seu post para deixar um recado que acredito ser do interesse de todos nós. Soube por uma amiga também cadeirante, que em MARÇO DE 2011 vai acontecer uma grande Feira Internacional de cadeira de rodas e afins em Nashville, Tennessee, EUA. Assim que eu tiver mais informações repasso para vocês. Caso alguém se interesse em ir, seria bom começar a pesquisar sobre o Evento. Acredito que no site da cidade deve ter alguma informação.
Até mais.
Cris Costa respondeu:
Interessante essa feira, hein??? Nossa, ia ficar doida com as cadeiras expostas lá, rs. Vou ver se dou uma pesquisada também. Valeu! Bjs, Cris.
Comentário feito por Melissa
Oi Cris,
Gostei do post, sobre pegar uma ite rs, eu acabei pegando uma tendinite nos ombros, causa esforço, como usava uma cadeira motorizada e passei a usar uma tokleve para me fortalecer, mas como meus musculos não tem muita força por causa da paralisia cerebral que tenho isso acabou acontecendo, só não que uma tendinite nos ombros fosse possivel, gostaria que voces abordassem esse tema em algum post
Cris Costa respondeu:
Oi Melissa, que bom que gostou do post. Tendinite é ruim de mais, nem preciso falar, né? rs. Vou ver se faço um post. Obrigada pela dica! Bjs, Cris.
Comentário feito por Fabio Alves
muito boa essa matéria…
é nossas cadeiras nacionais ainda estão longe de se boas…
posso postar essa matéria no meu blog?????
Cris Costa respondeu:
Oi Fabio, pode sim! Só não esquece de colocar o link pro Mão na Roda. Bjs, Cris.
Comentário feito por Paulo Monção
Oi Cris,
Tambem possuo uma cadeira star lite, antes tinha uma “X DUPLO” da tokeleve. sou um “para” nível T5, porem possuo bastante força nos braços. Concordo com vc em quase td em relação a star lite, porem acho que a grande diferença está no peso, pois achei ela bem mais leve que meu antigo caminhão.
Vou dar uma dica que pode ser válida, pois tambem tive que fazer algumas alterações na minha como por exemplo: acento, protetor de roupas em relação as rodas, altura do pedal que encostava nas rodas dianteiras e etc…..
Então, fiz todas estas alterações na rede “SARAH” de hospitais de reabilitação, pois lá existe terapeutas com a ajuda do pessoal da oficina fazem as alterações necessárias de acordo tambem com a sua opinião.
O SARAH fica na barra e é necessário um agendamento pelo tel: 3543-7000.
Um abraço,
Paulo Monção.
Cris Costa respondeu:
Oi Paulo, eu achei a cadeira pesada em relação a TiLite, mas comparando a outras nacionais, principalmente as com eixo em “X”, ela é mais leve sim. E boa a dica do Sarah, valeu!!!! Bjs, Cris.
Comentário feito por JACI ANTONIO DA SILVA
TENHO 62 ANOS E NÃO TENHO AS DUAS PERNAS- AMPUTADAS. TENHO PERFEITA CONDIÇÃO E UM GRANDE SONHO HÁ ANOS DE CONSEGUIR UMA CADEIRA DE RODAS MOTORIZADA, SÓ QUE NÃO TENHO CONDIÇÕES PRA ISSO- ALGUÉM PODERIA ME AJUDAR- PODE SER QUALQUER UMA, SÓ PRA DAR UMA VOLTINHA NO BAIRRO. FICAREI GRATO SE ALGUÉM PUDER ME AJUDAR .
Comentário feito por Paulo Monção
Oi cris,
Antes de mais nada peço-lhe desculpa pela minha santa ignorância, mas gostaria que vc me ajudasse em relação ao “aro de vinil” (conforme cita a colega acima Maria Paula), pois hj estive no TITA e o mesmo também não sabia do que se tratava. O aro de vinil é o mesmo que vem naquelas rodas que parecem de plástico, tipo estrela??? Se for, me oriente onde comprar só o aro por favor.
Bem, o fato é que eu também não aguento mais ficar com as mãos toda imunda, mesmo usando luva de ciclista, com esse aro de alumínio que vem de fábrica da STAR LITE.
Deste de já, um abraço,
Paulo Monção
Cris Costa respondeu:
Oi Paulo, não precisa se desculpar por nada! Não sei qual o aro que vem nas rodas x-core (aro tipo estrela). Quando comprei a minha cadeira, pedi por esse aro, mas a minha roda é outra. O Tita conhece a minha cadeira, mas não deve ter lembrado. O aro é preto e parece de borracha. Eu não sei onde vende esse aro aqui no Brasil. Esses dias devo ir no Tita e mostro pra ele. Ah, teve um leitor que deu uma ótima dica para melhorar o problema do aro, dá uma olhada no post: http://maonarodablog.com.br/2009/10/01/opiniao-do-leitor-rodas-de-magnesio . Bjs, Cris.
Pingback feito por Opinião do Leitor – Star Lite « Blog Mão na Roda
[...] ser criativo pra poder adequar a cadeira as nossas necessidades. Depois do post que escrevi sobre a Star Lite, nosso leitor Fabio Henrique nos escreveu contando que fez algumas adaptações em sua cadeira do [...]
Comentário feito por beto salu
oi essa ta sendo um sonho pra mim rs vc tem msn pra gente trocar ideias sou tetra tbm faz 16 anos betosalusjc@hotmail quem tiver afim de conversar e so add abraço
Comentário feito por Otacilio França
Olá Cris Costa, estou fazendo uma pesquisa para compra de uma cadeira nova, e estou lendo um monte de post´s, encontrei dois post´s seus sobre a cadeira, e vou citar o primeiro: foi de 1 de março de 2010 da cadeira “TiLite”, e agora você está postando sobre outra cadeira nacional, como estou em pesquisa ainda e desejo aproveitar sua experiência, desejo saber se a “TiLite” deu algum problema? Desejo saber se esta cadeira é boa mesmo, e também verifiquei no post que você comprou fora do país a cadeira “TiLite”, desejo saber se foi pela internet e qual foi o site, pois como nunca comprei nada fora do país, não sei se eles entregam aqui e se vale a pena pelo valor final, desculpe tantas perguntas, se puder responder agradeço muito.
Um grande abraço.
Otaciio França – RJ
Comentário feito por Marcelo Oliveira
Cris, gostaria de te fazer algumas perguntas sobre a Ortobras Star Lite. Poderia passar seu email?
Grato
Marcelo:
marcelo(ponto)dp(ponto)oliveira(arroba)gmail.com
Comentário feito por daniela s motijenko
eu gostaria saber como eu faso para comprar uma cadeira de roda importada detitanio importada