Acessibilidade, Opinião e cotidiano

Botando a boca no trombone 3 – a história não acabou…

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Lembram do Rio Plaza Shopping? Pois é, aquele shopping em que estava parado o elevador que dava acesso entre os níveis de estacionamento e o nível das lojas? Que o blog entrou em contato com a administração e com vários restaurentes do shopping? E que depois um leitor ainda nos revelou a verdade dos fatos?

Para quem não lembra da história, já fizemos dois posts a respeito:

Botando a boca no trombone

Botando a boca no trombone 2 – o barulho continua…

A última notícia que tivemos era de que o elevador estaria pronto até o final de março/2010. Passados mais de quatro meses, nada mudou. Aliás, mudou sim. Há um tapume enorme no lugar do finado elevador, cobrindo inclusive uma das vagas de estacionamento que eram reservadas (que logicamente não foi demarcada em outro lugar). Reparem na foto: além de não disponibilizarem o equipamento, ainda tentaram reverter em publicidade passando a imagem de uma administração preocupada com a acessibilidade. Isso seria ótimo se o equipamento não estivesse parado há exatamente UM ANO.

Liguei para a administração do shopping perguntando novamente sobre o elevador:

– Rio Plaza Shopping, boa tarde…

– Por favor, o elevador para acesso ao estacionamento já está funcionando?

– Não senhor.

– No começo do ano me informaram que ele ficaria pronto no mês de março, mas até agora nada. Vocês têm alguma previsão de quando ele estará pronto?

(silêncio sepulcral)

– Bem… na verdade…

(mais um minuto de silêncio em memória do elevador)

– Não temos previsão, senhor…

Infelizmente, esse caso parece ser mais um exemplo de obra de acessibilidade que foi feita para conseguir a liberação da prefeitura (alvará) e cuja solução do problema ainda vai rolar por muito tempo…

Sobre o autor / 

Nickolas Marcon

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17 Comentários

  1. Cris Costa segunda-feira, 26 de julho de 2010 em 11:48 -  Responder

    Esse shopping tá de sacanagem, né? Absurdo isso. Nessas horas a gente vê que é um público muito pequeno que usa o elevador, se fosse algo relevante já estaria funcionando…

    julho 26th, 2010 - 12:00
    Nickolas Marcon respondeu:

    Cris, o público usuário nem é tão pequeno assim. Uma vez conversei com o pessoal do estacionamento, que geralmente é quem me ajuda a subir a escada, e eles falaram em tom irônico que “a falta do elevador aumentou o trabalho deles”, pois quase todo dia tem algum cadeirante que passa por lá.

    O problema é que as pessoas chegam, alguém ajuda, e depois ninguém fala mais nada, fica por isso mesmo…

  2. Alexandre segunda-feira, 26 de julho de 2010 em 14:38 -  Responder

    Ministério Público neles!

    julho 27th, 2010 - 17:45
    Nickolas Marcon respondeu:

    Outra solução é que todo mundo mande um email para os locatários do shopping (lojas e restaurantes). Funcionou na primeira vez que reclamei. Mandei novamente e ainda não tive resposta.

  3. MARIA PAULA TEPERINO segunda-feira, 26 de julho de 2010 em 19:22 -  Responder

    Amigos, vou encaminhar post do Nickolas para uma amiga também advogada que tem um amigo no Ministério Público Estadual e pedir que o MP mande chamar a direção do Shopping e exija que coloquem o elevador.
    Qualquer pessoa pode representar ao MPE. Eu sugiro que se pegue os posts que já foram publicados aqui e se mande direto para o MP. Acredito que possa ser feito até por email. Vou conversar com a minha amiga, que por sinal também é cadeirante e ver o que podemos fazer.
    Coisas como essas não podemos deixar passar, é chato ter de ser “defichato”, mas não tem outro jeito.
    Mandarei notícias em bereve.
    Abaraços.

    julho 27th, 2010 - 17:46
    Nickolas Marcon respondeu:

    Maria Paula, estamos juntos nessa, mas para a ação ser mais efetiva precisamos de alguma orientação jurídica. Assim que vc tiver notícias, mande um email que fazemos outro post convocando o apoio de todos.

  4. Christian Matsuy segunda-feira, 26 de julho de 2010 em 22:15 -  Responder

    muito bom dar o andamento das denúncias.

    essa conversa de ficar transportando cadeirantes e carrinhos de bebê e outras pessoas com deficiência em escadas pode ser uma coisa temporária, alternativa, mas nunca permanente.

    será que o shopping vai esperar acontecer algum incidente (que pode e deve ser evitado) para tomarem as providências? acredito que sim…

    nós temos prática de lidar com escadas, mas é aquela coisa: a gente acha que nunca vai acontecer conosco.

    abraço!

    julho 27th, 2010 - 17:48
    Nickolas Marcon respondeu:

    Christian, o pior é que a escada é lisa e tem degraus altos, fica desconfortável e perigoso para quem está carregando. Para mim, não serve nem como paliativo. Sem elevador, não vou mais ao shopping.

  5. Edmar P. de Carvalho terça-feira, 27 de julho de 2010 em 14:09 -  Responder

    Oi, tudo bem com vc’s? Eu moro em BH na região norte. Aq perto da minha casa tem um centro comercial muito forte, as calçadas estão melhorando com algumas obras, mas tem um prédio comercial onde o banco Real (Santander) agência 1236 em que eu tenho conta ha mais de 12 anos [fiquei paraplégico ha 8 anos] que além de não ter elevador não ah rampa de acesso, eu tenho que subir 5 degraus de escada para ter acesso ao 1º piso onde fica a agência, sem falar na rampa super inclinada que ha da garagem para a rua.
    Começaram construir um elevador a mais de 3 anos, até hj só tem um buraco onde seria ele. Queria saber se eu tirar algumas fotos do prédio se tem como divulgar aq no Blog? Quem sabe assim eles não tomariam alguma providencia?
    Ha o endereço de lá é: Rua Lourdes P. Cordeiro, 135 Venda Nova BH.

    Abraços celestes!

    julho 27th, 2010 - 17:50
    Nickolas Marcon respondeu:

    Edmar, tive uma encrenca semelhante com uma agência do Santander aqui no RJ. Uma vez fiquei 15 minutos esperando o gerente chegar do almoço porque só ele tinha a chave da porta de entrada. Cansei de reclamar com o gerente (o mesmo que estava almoçando) e registrei 3 queixas no SAC do banco (veja no site o número). Na semana seguinte a solução foi resolvida. Vc já tentou fazer o mesmo?

  6. Cristal terça-feira, 27 de julho de 2010 em 15:13 -  Responder

    Poutz grila, ainda? Desde que comecei a frequentar o blog (e lá se vão meses) que esse elevador está “em reforma”…

    julho 27th, 2010 - 17:51
    Nickolas Marcon respondeu:

    Pois é, Cristal… nas minhas contas, já se vai um ano. Considerando que o elevador funcionou por 7 meses, já tem mais tempo parado do que funcionando.

  7. Christian Matsuy terça-feira, 27 de julho de 2010 em 19:13 -  Responder

    Caraca Nickolas… eu pensei que houvesse ao menos uma escada rolante (que também não deixa de ser perigosa)… eu também boicotaria esse shopping. já faço isso em muitos estabelecimentos aqui em Sampa.

    julho 30th, 2010 - 18:05
    Nickolas Marcon respondeu:

    Christian, na verdade esse desnível tem uns 10 degraus, corresponde a meio andar. No local não haveria espaço (nem justificativa) para uma escada rolante. O chato de boicotar o shopping é que tem restaurantes que eu gosto e fica bem perto de casa, e esse é mais um incentivo para continuar com a briga… 🙂

  8. roberta quarta-feira, 28 de julho de 2010 em 18:02 -  Responder

    Aqui em Belo Horizonte, no BH Shopping o elevador para os andares funciona, mas o do cinema, é só pra inglês ver. Quando vou com minha filha tenho duas opções, ou eu mesma ou meu marido subimos os dois degraus de acesso às salas com a cadeira ou damos a volta e entramos pela saída do cinema. O elevador, aquele que é pra uma cadeira e dá acesso a alguns degraus acima, está lá mas não funciona. Se um cadeirante chegar lá tem de procurar um funcionário. E quando este chega te encaminha para a entrada pela saída, pois o elevador não funciona. Parece moda agora, né? os equipamentos exigidos por lei aparecem apenas para enfeite. Tenho notado também que em alguns ônibus os elevadores não funcionam ou os cintos de segurança não são substituídos quando quebram. É o Brasil mostrando a sua cara.

    julho 30th, 2010 - 18:06
    Nickolas Marcon respondeu:

    Roberta, o problema da manutenção é crítico em muitas coisas no país. Os equipamentos são instalados, mas depois não há um cuidado em mantê-los funcionando. O conserto só vem quando alguém reclama.

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