Equipamentos, Vídeos

Pernas Biônicas

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Você já se imaginou andando com pernas que não são suas? Alguma vez já assistiu filmes de ficção em que as pessoas “entravam” dentro de um robô ou de uma máquina que lhes emprestava pernas biônicas? Pois isso já não é mais ficção. Existe de verdade.

A empresa Rex Bionics, sediada na Nova Zelândia, inventou um dispositivo chamado Rex Robotic Exoskeleton (Rex para os íntimos). Trata-se de uma máquina que “veste” a pessoa com duas pernas biônicas de controle robótico, permitindo ao usuário ficar em pé, andar, girar e até mesmo subir escadas. O dispositivo tem sensores para se manter sempre equilibrado na vertical, sustentando a postura ereta do usuário. Através de um joystick na mão direita, a pessoa pode controlar os movimentos feitos pela máquina: caminhar para frente, para trás, de lado, subir degraus etc.

A intenção do Rex não é substituir a cadeira-de-rodas, mesmo porque sua velocidade de marcha ainda é lenta. A ideia é ser um complemento a ela, algo que permita ao usuário desfrutar da liberdade de fazer as coisas em pé. A cadeira continuará sendo necessária para deslocamentos maiores.

O candidato a andarilho deve ter entre 1,46 m e 1,95 m de altura, pesar até 100 kg e ter no máximo 38 cm de largura nos quadris. Deve ser apto a fazer transferências de forma independente, ter capacidade de operar comandos manuais e não ter contraindicações para ficar em pé ou andar. Os usuários mais comuns são lesados medulares, mas o Rex também pode ser usado por pessoas com distrofia muscular. A foto e os vídeos abaixo mostram o aparelho sendo usado por um rapaz que teve uma lesão medular há 5 anos, vítima de um acidente de moto.

Por enquanto a máquina só é vendida no centro da Rex Bionics, em Auckland, Nova Zelândia. Os inventores dizem que deverá estar disponível em outros países a partir de 2011, mas os planos ainda não incluem o Brasil.

Agora, a parte mais dolorida: mandei um email para a fábrica pedindo informações sobre custos e a resposta foi desanimadora. Atualmente, o Rex custa US$ 150.000 (quase R$ 270.000). Além disso, a pessoa terá que arcar com as despesas para viajar e ficar em Auckland por 2 semanas, fazer todos os exames médicos necessários e, se aprovada, fazer o treinamento para aprender a usar a máquina.

Depois de ver os vídeos, é difícil não querer utilizar esse dispositivo.  Mas a vanguarda tecnológica tem seu preço.

Cabe a cada um responder: vale a pena?

Sobre o autor / 

Nickolas Marcon

12 Comentários

  1. Jefferson quarta-feira, 25 de agosto de 2010 em 12:20 -  Responder

    Legal pra caramba da pra andar tipo Ropocop subir escadas maso preço é sem condições nenhuma de comprar.Ainda prefiro ficar com meu tutor longo que tbem foi caro mas paguei tudo em 5 x rsss..

    agosto 25th, 2010 - 18:48
    Nickolas Marcon respondeu:

    Jefferson, tudo que é novo tem um preço alto para recuperar o investimento em pesquisa. Espero que dentro de 4 ou 5 anos esse preço já tenha baixado substancialmente e que melhorias sejam incorporadas ao aparelho, sobretudo melhorando sua velocidade de marcha. Um abraço.

  2. Cris Costa quarta-feira, 25 de agosto de 2010 em 18:19 -  Responder

    Quando vi a foto achei que era “bobagem” pois deve ser algo pesado, lento e caro. Mas vendo o cara em pé… Saudades de ficar em pé, dos meus tempos de bípede, rs. Muito legal, pena que é inviável financeiramente. Além de que, com meu 1,96 de altura não poderia usar o Rex, rsrsrrss. Muito legal! Bjs, Cris.

    agosto 25th, 2010 - 18:50
    Nickolas Marcon respondeu:

    Cris, vou mandar um email pedindo para eles fazerem um modelo um pouco maior para acomodar suas pernas de Ana Hickman… enquanto isso, vamos fazer um bolão para ganhar na Sena e comprar um brinquedo para cada um… Bjo.

  3. GUARACI sexta-feira, 27 de agosto de 2010 em 19:51 -  Responder

    Será que não dá para nacionalizar?

    agosto 28th, 2010 - 14:41
    Nickolas Marcon respondeu:

    Guaraci, não é só um tutor mecânico, é um equipamento com toda uma tecnologia eletrônica, cujo equilíbrio é controlado por acelerômetros e microprocessadores. Você pode comprar um aparelho e tentar copiá-lo, mas vai ter que respeitar as patentes.

    Aliás, essa história me lembra o episódio da finada TokLeve quando lançou a cadeira Milenium Flex, que tentava copiar a Küschall Champion. A produção não durou nem um ano, porque nem os vendedores conseguiam montar a cadeira para demonstração…

  4. joao batista lopes da silva terça-feira, 14 de setembro de 2010 em 20:45 -  Responder

    eita cris tenho um ano de lesao e penso em fikar de pe todos os mas o preco me deixou bokiaberto

    setembro 17th, 2010 - 15:14
    Nickolas Marcon respondeu:

    João, infelizmente o preço da tecnologia de vanguarda é sempre muito alto. Conforme o último email que recebi da Rex Bionics, a prioridade da fábrica é conseguir o registro do produto na FDA para permitir a venda no mercado americano. Isso deve aumentar muito a escala de produção fazendo o preço cair, mas não espere nada acessível para os padrões brasileiros… um abraço.

  5. oqueequetem quinta-feira, 31 de março de 2011 em 01:45 -  Responder

    Excelente também para quem precisa usar cadeira de roda por um tempo.Ou seja,quem tem previsão de ainda voltar a andar.

    abril 5th, 2011 - 14:59
    Nickolas Marcon respondeu:

    Se o preço já é altíssimo para alguém que usará por muito tempo, acho que seria totalmente inviável para um uso temporário… mas é uma opção. Um abraço.

  6. Marcelo Fadul sábado, 2 de fevereiro de 2013 em 15:14 -  Responder

    Ainda estamos engatinhando….

    Os projetos de exoskelleton são mais inteiros e estão sendo projetados para fins militares.. porém permitem ao soldado carregar pesos muito grandes, proximos a 400 kg.. além de permitir correr, dar saltos gigantes.. etc. O diferencial está que o controle é todo tirado da monitoração do cérebro. Vale a pena conhecer e conferir.

  7. Katarina Muniz sábado, 30 de maio de 2015 em 14:24 -  Responder

    Gostei muito do Rex sou deficiente física desde 6 anos de idade no meu caso seria uma grande vitória volta a andar com o Rex.

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