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Rock in Rio – Eu fui!!!

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Sim, caros leitores, eu fui e trouxe as dicas para vocês! Quem estiver sem saco pode ir direto pro final, onde tem um resumo  🙂

Como a organização do evento disse, oficialmente, que mesmo pessoas com deficiência não poderiam estacionar próximo ao evento, acabei partindo de táxi para lá, pouco antes das 17h. Conseguir um táxi foi um pouco difícil, mas depois de ligar para umas 4 cooperativas, a Táxi Leblon topou e lá fomos eu e minha fiel sobrinha e escudeira Alice. Aliás, ela foi minha desculpa perfeita para assistir ao show da Kate Perry, que eu me amarro!

Eu e Alice na entrada da Cidade do Rock

O trânsito estava ruim, mas achei que estaria pior. Chegamos ao terminal Alvorada por volta das 18:30 e estava LOTADO. Logo que chegamos, faltou luz no terminal e ficou uma beleza. A luz dos ônibus quebrou um galho e rapidinho – por causa do embarque preferencial – entramos em um ônibus para Cidade do Rock. Detalhe: apesar do ônibus ter elevador, subi carregado. Os caras argumentaram que ia demorar muito para baixar o elevador e eles tinham que escoar rápido a galera do terminal. Vá lá, aceitei pq estava de muito bom humor e o ônibus já estava cheio.

Dali pro local do show foram apenas 20 minutos. Desembarcamos (eu novamente carregado) e cadê as tais vans para levar até a entrada? Não existiam! Tivemos que andar mais ou menos 1,5Km, e em alguns trechos rolavam uns “currais” com seguranças do evento e era uma porcaria para passar. Os locais com rampas ou sem degraus pelo caminho existiam, mas não estavam sinalizados. Detalhe: apesar de existirem currais com seguranças, a maior parte das pessoas entrava sem ter suas mochilas e bolsas revistadas. Um absurdo!
 
Depois de um bom tempo andando, chegamos propriamente à Cidade do Rock e fiquei muito (bem) impressionado! Tinha muito espaço, e a grama sintética foi uma excelente escolha. Além disso, eles desenharam caminhos entre os trechos de grama, para facilitar a circulação. Perfeito!

Buscamos a área reservadas para cadeirantes e cia, que estava à esquerda do palco, na frente de uma grande lata de “Heineken”. A área era boa, mas podia ser mais alta e mais central, como a que montam no sambódromo. A do Rock in Rio ficava muito à esquerda do palco e prejudicava um pouco a visão. Para variar, a área estava repleta de acompanhantes (tinha gente entrando com 5) e muitos deles sem noção, que ficavam em pé na frente dos cadeirantes. Reclamei com vários, que saíram da frente contrariados. Me impressiona os outros cadeirantes não comprarem essa briga… Porra, a área é para nós, não para eles!!!

Vista da área reservada para cadeirantes

Lá encontrei com meu amigo Jeff Maia, que contou ter vindo de carro e estacionado no Riocentro. Ele ficou sabendo apenas no dia do show… Fica a dica!

Curtimos o show do Paralamas e Titãs do meio pro final e só tocaram músicas conhecidas. Gostei! Aproveitamos o show da Claudia Leitte (pra mim dispensável) para conhecer o resto da Cidade do Rock. Nessa hora, já estava tudo lotadoe foi super difícil circular por lá. Tentamos ir à tal “rock street”, onde tem lojinhas vendendo artigos do festival, além de comida e bebida, mas foi impossível. Os brinquedos também não estavam funcionando, então restou ficarmos por lá papeando com conhecidos que encontramos.

Na hora de ir ao banheiro, decepção total. Fizeram mictórios e banheiros de alvenaria que pareciam até estar limpos (a Alice disse que o feminino estava), mas no masculino, o único banheiro adaptado era um banheiro químico que estava sendo usado por TODO MUNDO. No começo da noite o treco já estava imundo e fedido. No final da noite, simplesmente não consegui nem entrar nele, que transbordava bosta. E não estou exagerando. Queria ver o Medina colocar o rabinho dele por lá… Ponto MUITO NEGATIVO do festival. Porque não colocaram esse banheiro dentro ou ao lado da área para cadeirantes, que tinha espaço de sobra?

Depois curtimos o show da Kate Perry, como começou com pouco atraso, e no do Elton John tentamos comprar algo para comer e beber. Impossível! As filas eram enormes e o pessoal estava demorando cerca de 40 minutos para comprar. Como sou prevenido, tinha levado uma mochila recheada de comida e bebida, que matou nossa fome e sede por todo show.

Durante o show do Elton John, que não tinha nada a ver com as outras atrações da noite, muita gente aproveitou para descansar e até dormir (né, Alice?) na grama. O show demorou um bocado para acabar, e depois ainda tivemos que esperar um tempão para dona Rihanna entrar no palco. Chegou até rolar vaia por causa da demora. Sabe quando a “estrelinha” foi dar as caras? 2:30h da manhã…

Eu e Alice durante o show da Rihanna

Tá no inferno, abraça o diabo. Logo, ficamos até o final do show, que terminou por volta das 4h da manhã. A saída estava mal sinalizada, e demoramos um pouquinho para chegar até os ônibus circulares que levavam de volta ao Alvorada. Tava um confusão danada e tive que apelar para um dos caras que organizavam os ônibus para poder embarcar. Novamente, problemas com o elevador. Os caras simplesmente não sabiam operar aquela porcaria, e o ônibus demorou uns 20 minutos pra sair porque eles não conseguiam fechar o elevador. No Alvorada, para sair do ônibus, mais enrolação.

Apesar disso, embarcamos rapidinho num outro ônibus rumo à Copacabana. Nesse o embarque foi rápido, mas novamente os caras se enrolaram para fechar o elevador. Caramba, quando vão treinar esse povo? O elevador ainda deu galho no meio da viagem e o motorista acabou descobrindo que era lixo jogando embaixo dele que estava causando o problema. Ai, ai…

Finalmente chegamos em Copacabana, às 6:30h da manhã, mas de 12h depois do início da nossa jornada. Eu já estava ligado há 24h e fui direto pra cama dormir. Antes, pensei: teve muita coisa legal e melhor do que no Rock in Rio 3, mas ainda há muito a melhorar!

Entrada para cadeirantes

Resumo da ópera (ou do festival):

– Pessoas com deficiência podem parar o carro no Riocentro (que fica em frente à entrada).
– O esquema de ônibus regular funciona relativamente bem e estavam respeitando a prioridade de embarque. Seria melhor se o povo soubesse operar os elevadores.
– As anunciadas vans que transportariam do ponto final do ônibus à entrada da Cidade do Rock não existiam.
– A grama sintética foi uma idéia muito feliz! Tomara que aguente o tranco até o final do festival.
– A área reservada poderia ser em um local mais central. Estava muito à esquerda do palco.
– Um mísero banheiro adaptado, sendo usado por todos, é RIDÍCULO! Conserte isso urgente, organização! E de preferência coloquem-o PERTO da área para cadeirantes.
– As filas para comprar comida e bebida estavam gigantescas. Levem de casa!

Sobre o autor / 

Eduardo Camara

Se não está viajando, está pedalando. Muitas vezes, fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

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46 Comentários

  1. Mercio Araujo sábado, 24 de setembro de 2011 em 17:11 -  Responder

    Que capacidade descritiva vc tem. Pois essa briga que os outros cadeirantes nao compram e’ foda. Esse blog cunpre um papel social muito bacana.

    setembro 25th, 2011 - 12:55
    Eduardo Camara respondeu:

    Obrigado, Mercio! Eu tento, tento, tento e às vezes consigo 🙂 Abração!

  2. Cris sábado, 24 de setembro de 2011 em 18:10 -  Responder

    Muito bom Dado! Saber que não preciso pagar R$250,00 ou passar perrengue de ônibus é bom de mais. Espero que até quinta eles mantenham isso e façam as melhorias necessárias. Quanto aos “acompanhantes” nem comento… Povo mal educado é fda, viu!

    setembro 25th, 2011 - 12:56
    Eduardo Camara respondeu:

    Pois é, Cris! Quinta-feira nos encontraremos por lá. Tb tô torcendo para resolverem os probleminhas e o problemão do banheiro! Beijos!

  3. Bárbara sábado, 24 de setembro de 2011 em 19:42 -  Responder

    A pergunta que não quer calar: Por que as mídias (eu vi pelo menos no G1 e no O Dia) anunciaram que os cadeirantes não poderiam ir de carro???

    setembro 25th, 2011 - 12:57
    Eduardo Camara respondeu:

    Não tenho a mínima idéia, Bárbara… A própria comunicação oficial dizia que não. O único lugar que disse que podia foi o UOL, e eu nem levei fé. Sacanagem, né?

  4. Renato Landim domingo, 25 de setembro de 2011 em 00:00 -  Responder

    Eduardo,
    Sou carioca, estudante de comunicação e faço um blog com matérias jornalisticas sobre pessoas com deficiencia e busco informações sobre a participação no RIR. De um lado ainda estou a procura da palavra da direção do evento sobre vários temas e de outro colho depoimentos de deficientes.
    Queria sua autorização para mencionar seu nome e o blog numa matéria que estou fazendo e ainda utiizar umas fotos tiradas no evento com o devido crédito.
    Desde já obrigado
    Renato Landim
    r_landim@yahoo.com.br
    http://www.riocomunidade.blogspot.com

    outubro 2nd, 2011 - 19:02
    Eduardo Camara respondeu:

    Oi Renato! Seu comentário tinha caído no spam por causa dos links… Pode mencionar e usar as fotos sim, desde que dê os créditos 😉 Abraços!

  5. Lucas Araujo domingo, 25 de setembro de 2011 em 02:00 -  Responder

    Parabéns Eduardo, por ter coragem de enfrentar estas coisas e ainda nos passar as informações. Sabe quando eu enfrento uma coisa destas? NUNCA. Prefiro um CD e uma cerva. Obrigado e um abraço. Lucas.

    setembro 25th, 2011 - 12:58
    Eduardo Camara respondeu:

    Hahahahahah! Cara, também estou muito velho pra isso. Cheguei destruído em casa… Abraços!

  6. Regina Santelli domingo, 25 de setembro de 2011 em 16:42 -  Responder

    Parabéns por descrever tudinho. Boca no trombone para todos.
    Duvido se contrataram algum deficiente no staff. Quanto aos ônibus é isto mesmo que se vê, uma falácia. No caso do sambódromo, ponto para a contestada LIESA, sabem organizar e controlar.

    setembro 25th, 2011 - 23:15
    Eduardo Camara respondeu:

    Oi Regina! Queria mesmo é que eles lessem isso aqui pra tomar providências. O caso dos ônibus é complicado… Falta treinamento e boa vontade dos motoristas. Sobre a LIESA, nunca fui ao Sambódromo, mas também dizem que a questão dos acompanhantes é um oba-oba por lá! Abraços!

  7. Rebeca Kim Nakamura Allemand domingo, 25 de setembro de 2011 em 16:53 -  Responder

    Oi, Dado! Eu vou no Rock in Rio quinta e gostaria de saber melhor como funciona o estacionamento no Rio Centro. Basta dizer que é cadeirante e ir estacionar lá? Dentro do Rio Centro mesmo?
    Obrigada, beijos

    setembro 25th, 2011 - 23:19
    Eduardo Camara respondeu:

    Rebeca, não fui de carro, mas quem foi disse que foi só se identificar como cadeirante e entrar! E o estacionamento é dentro do Riocentro mesmo! Beijos!

  8. Carlos Henrique domingo, 25 de setembro de 2011 em 21:22 -  Responder

    Valeu Dado! Ótimas informações. Está de parabéns.

    Fiquei em dúvida em como fazer para não ser barrado indo de carro, basta o símbolo e mostrar a cadeira?

    Quanto ao local, por não ser de boa visibilidade, vc tentou descer e se misturar a galera?

    E o banheiro? Se estava inutilizável, teve lugar para alguém fazer uma “paredinha”? Nos vemos na quinta.

    setembro 25th, 2011 - 23:28
    Eduardo Camara respondeu:

    Nem sei se precisa de símbolo e tal. Acho que a cadeira basta, né? 🙂 Não tem como se misturar com a galera, a não ser que vc não faça questão de enxergar o show. E o banheiro tava foda, sem direito a paredinha ehehehe. Até 5a. Abração!

  9. Roberta Camara domingo, 25 de setembro de 2011 em 23:40 -  Responder

    Ótimo post! Muito bom para quem ainda vai ao festival. E muito obrigada por levar a Alice. Ela nunca vai esquecer essa experiência.

    setembro 25th, 2011 - 23:50
    Eduardo Camara respondeu:

    Alice foi ótima companhia, Betinha! Beijinhos!

  10. Fábio segunda-feira, 26 de setembro de 2011 em 14:56 -  Responder

    Daí Eduardo.
    Enviei e-mail para vocês sobre Aruba para cadeirantes, gostaria de saber se receberam.

    Abraço.

    setembro 29th, 2011 - 12:53
    Eduardo Camara respondeu:

    Oi Fábio! Recebemos sim e agradeço muito pela colaboração. Vamos colocar aqui em breve! Abração!

  11. Regina Cohen terça-feira, 27 de setembro de 2011 em 00:10 -  Responder

    Eduardo, genial suas informações. Pretendo ir na quinta, mas com minha motorizada e ainda estou tentando conseguir o RIOCARD. Mas se for de carro não dá, né? Se não conseguir o que para mais perto, aí terei mesmo que ir com meu carro. O problema é que vou sozinha. Bem, vamos ver o que vai rolar. SEU DEPOIMENTO FOI 10. Estive no Paul Macartney no Engenhão e tinha mais organização.
    Caramba, vc tem muita disposição. Acho que não tenho mais toda esta energia, mas tb já armei de montão.
    Nos encontramos na quinta.

    setembro 29th, 2011 - 12:52
    Eduardo Camara respondeu:

    Oi Regina! Você sabe que o ônibus premium não é acessível, né? Melhor ir de carro mesmo e parar no Riocentro. Deve ter gente para ajudar. Eu fui no Paul McCartney e não consegui estacionar por lá. Foi muito ruim na minha opinião! Você conseguiu? Beijos e até daqui a pouco!

  12. debora pedroso terça-feira, 27 de setembro de 2011 em 02:07 -  Responder

    Eduardo! muito legal seu post, me senti lá! eu se estivesse no Brasil com certeza teria ido, adoro essas farrinhas e experiências!
    Valeu por compartir!
    Bjao!

    setembro 29th, 2011 - 12:51
    Eduardo Camara respondeu:

    Oi Debora!!! Como estão as coisas por aí? Hoje vou de novo e de repente coloco mais informações. Beijão!

  13. Luis Fábio terça-feira, 27 de setembro de 2011 em 17:28 -  Responder

    Dado, Parabéns show de materia !!

    Como você disse “Tá no inferno, abraça o diabo”.

    : )

    Abraço

    setembro 29th, 2011 - 12:50
    Eduardo Camara respondeu:

    Hahaha! Valeu, Fábio! Abraços!

  14. Luanda quarta-feira, 28 de setembro de 2011 em 09:49 -  Responder

    Acho que o responsável pela área de deficientes no sambódromo não é a Liesa e o “padrão de qualidade” varia bastante.

    No show do Radiohead só podia entrar um acompanhante meeeeesmo. Meu marido tinha que sair para um amigo vir me cumprimentar. E a área era enorme, dava para rodopiar tranquilamente para lá e para cá sem atropelar ninguém.

    Já no show do Coldplay você tinha que ficar encaixado em outras cadeiras de tão pequeno que o “curral” (tão pequeno que merece esse nome) era.

    Mas o pior de todos foi o show do Bon Jovi, pois além de ter pessoas com famílias inteiras, os funcionários que controlavam o acesso à área contaram que a organização autorizou que umas figuras caras de pau assistissem o show de lá.

    setembro 29th, 2011 - 12:49
    Eduardo Camara respondeu:

    Isso aí, Luanda! Eu tb gostei muito do esquema no Radiohead. E a Liesa não merece crédito não… Sempre falam que o setor para deficientes no carnaval é uma zona e entra todo mundo! Como você falou, não tem padrão. Abraços!

  15. Luciana Aguiar quinta-feira, 29 de setembro de 2011 em 08:14 -  Responder

    Oi Eduardo! Muito obrigada por ter postado seus comentario. Vou hoje e estou super preocupada em como chegar e principalmente conseguir ir embora. Ia de taxi, mas estou pensando agora em ir de carro. Mas nao tenho o adesivo, so isso que me preocupa. Sera que alguem ja descobriu mais alguma coisa? Amanha eu comento como foi a minha experiencia!!!
    Um abraco!

    setembro 29th, 2011 - 12:45
    Eduardo Camara respondeu:

    Oi Luciana,

    Compra um adesivo ou então se identifica como pessoa com deficiência que não deve ter problema. Abraços!

  16. Graziela Reategue sexta-feira, 30 de setembro de 2011 em 01:52 -  Responder

    Nossa tava lotadoooo! parabens Eduardo, por fazer a cobertura completa! rsrs.

    outubro 2nd, 2011 - 18:57
    Eduardo Camara respondeu:

    Valeu, Graziela! Estava lotado mesmo… Ingressos esgotados todos os dias!

  17. marcia Silva sexta-feira, 30 de setembro de 2011 em 22:42 -  Responder

    Oi Eduardo!
    Sua jornada nos dias do Rock in Rio,foi cansativa e gloriosa.Parabens por ter vivido esse show com muito gente bacana.

    outubro 2nd, 2011 - 18:57
    Eduardo Camara respondeu:

    Obrigado, Marcia! 🙂

  18. Dricinha domingo, 2 de outubro de 2011 em 19:12 -  Responder

    Legal! Queria ter a coragem de todos vcs..rs
    Sofri um acidente a pouco mais de 5 anos e ainda não consigo sair de casa. Eu ando, com dificuldade mas ando, infelizmente peguei medo de nultidão agora.
    Esses dias fui na 25 de Março e quase me mataram no metro, imagina no Rock in Rio em dia de System of a Down?hahaha
    Mas vou continuar por aqui, já fiquei mais inspirada. Quem sabe ainda não contribuo com algumas aventuras.
    Parabéns pelo Blog!

    outubro 2nd, 2011 - 19:45
    Eduardo Camara respondeu:

    Dricinha, cai com tudo na vida! Não fica com medo não que é pior 🙂

  19. Josy Silva sábado, 8 de outubro de 2011 em 13:55 -  Responder

    Boa tarde Eduardo. Fui ao Rock in Rio dia 01/10 com um amigo cadeirante, fomos de táxi. No primeiro bloqueio da prefeitura conversamos sobre a cadeira de rodas e fomos liberados pra desembarcar em frente a Cidade do Rock, até aí sem problemas. O acesso a cidade tb foi tranquilo (achei curioso não revistarem ele e nem eu – todo cadeirante é bonzinho?), como chegamos cedo conseguimos passear bem pela rock street, fomos nos stands e depois decidimos comer alguma coisa – as lojas no rock street não tinham acesso, todas com, pelo menos, 1 degrau. Depois fomos conhecer a área reservada para cadeirantes, também achei muito lateralizada e reclamei logo de não ter um banheiro ali, as pessoas ficavam na rampa de acesso e quase tínhamos que implorar um espaço pra subir e depois que o show começou não controlaram mais quem era ou não acompanhante – simplesmente lotou a área. Na grade que envolve o local subiram pessoas pra ficarem mais altas e virem o show, fui novamente reclamar com o segurança que me ignorou. Por um período ficou a infeliz da mulher na frente de todos. Ódio! No intervalo resolvemos ir ao banheiro, primeiro tentamos o masculino – ficava no meio do banheiro masculino onde tinham VÁRIOS homens mijando na parede – como eu precisava ajudá-lo resolvemos ir no adaptado feminino que era logo na entrada do banheiro. Lá tinha uma fila gigante de pessoas IGNORANTES usando o banheiro na frente do segurança que nem se importou. Passamos na frente de todas e quando entramos o banheiro estável impraticável. Um absurdo! Na saída do show, as portas eram estreitas e precisamos andar até a estrada dos bandeirantes pra pegar o táxi, o caminho até lá foi árduo, sem acesso, andando no meio da rua. Espero que em 2013 seja melhor, ainda está muito aquém do ideal. Ah, gostaria de deixar meus elogios para o Itaú – montaram um local pra tirar fotos de cima e o outro para fotos 180° com super acesso, tinha elevador e os funcionários estavam muito bem treinados. Existe um SAC do evento? Bjs

    outubro 8th, 2011 - 19:09
    Eduardo Camara respondeu:

    Josy, seu relato foi perfeito! Não cheguei a reparar na Rock Street (passei lá no fim dos shows e nem olhei direito as lojas), mas é um absurdo mesmo! Esse problema de gente na grade eu tb tive no show do The Police, no Maracanã, e quase saiu briga. Olha, que eu saiba, não tem SAC do evento. É fogo… Quando a gente tenta resolver algo por telefone nesse tipo de evento, nunca consegue. Eu voto por fazer uma lista de todos os problemas e tentar fazer chegar à organização. Que tal? Bjs e super obrigado pelo relato!

  20. Josy Silva sábado, 8 de outubro de 2011 em 20:44 -  Responder

    Oi Eduardo, infelizmente grande parte dos inconvenientes é por falta de educação da população. Não excluo a falta de estrutura – que devagar reconheço a melhora – ao menos se fala disso e tem alguma mobilização. Agora a falta de educação me irrita profundamente e é também culpa do sistema (educação está muito além de ensinar minimamente matemática, português e da uma bolsa auxílio). Gosto muito desse blog porque vejo discursão e mobilização. Acho super válido fazermos a lista dos problemas e entregar a organização. De repente por intermédio do Yuka, pode ser uma saída. O que acha?

    Bjs

  21. Thyago Costa segunda-feira, 24 de agosto de 2015 em 14:57 -  Responder

    Oi amigo, obrigado por esse post.
    Tem alguma informação do que muda em 2015? Vai de novo? =)

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