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Cadeira quebrada

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Cadeira quebradaQuebrar a cadeira-de-rodas provoca sensações estranhas. Um misto de raiva, revolta, desespero, aquela coisa de  “puxa-vida-como-vou-sair-daqui-agora” misturada com outras ideias menos nobres. Pior ainda é quando quebram a cadeira por você. Aí a emoção de antes já começa com um filosófico  “ponte-que-partiu, quem foi o filho-da-truta que fez isso?” direcionado ao cidadão que lhe causou tal transtorno. 

Pois bem. Nessa semana fui contemplado com essa experiência pelo pessoal da Gol Transportes Aéreos. Durante um vôo Curitiba-Rio, algum ogro da empresa detonou as barras estruturais do apoio de pés da minha cadeira. Não sei exatamente se foi ao guardá-la no bagageiro ou ao tentar montá-la no desembarque. Na verdade, já havia se criado um clima de desconfiança quando o tonto que me embarcou foi tentar desmontar a cadeira na força, erguendo o apoio dos pés. Consegui interrompê-lo, apontando para a trava que estava presa, e a cadeira foi desmontada e guardada.

Mas o pior foi no desembarque. A cena foi mais ou menos assim: após esperar calmamente todo mundo desembarcar (o avião estava lotado), o funcionário da empresa aparece na cabine dizendo “sua cadeira, senhor”.  Na hora percebi um dano e falei “mas ela está quebrada, o que aconteceu?” e ele, mantendo um sorriso  mais amarelo que sangue com hepatite, responde “quebrada? vai ver alguma mala se deslocou no vôo e pressionou a cadeira… o senhor tem certeza?”

Não, eu não tinha certeza. Uso a mesma cadeira há 7 anos, todo santo dia, e não a conheço. Vai ver o vôo teve alguma despressurização que afetou meu cérebro. Pensem numa pessoa profundamente indignada: era eu. Se quiserem saber o que aconteceu depois, voltem ao primeiro parágrafo desse texto e imaginem aquela cena com as ideias menos nobres faladas em alto e bom som.

Minha cadeira é uma Kuschall Champion, e as peças que foram quebradas na verdade são duas barras de alumínio maciço de 12 mm de diâmetro cada uma, que fazem a articulação do apoio de pés quando a cadeira é desmontada. Pela espessura da peça, dá para imaginar quão incrível foi a façanha do troglodita. Nos  7 anos de uso, nem torcendo a cadeira com duas pessoas em cima eu tinha conseguido danificá-la. Mas eles conseguiram. Incrível.

Como a cadeira ficou inutilizável, me trouxeram uma outra cadeira para desembarcar, afinal eu estava atrasando a ponte aérea. Sabem aquela cadeira de aeroporto, toda troncha, com uma folga absurda, parecendo que as rodas vão desmontar a qualquer momento? Neguei. Disse que não subia nela nem por decreto. Mais 10 minutos e me arrumaram outra cadeira, um pouco menos ruim, onde fui levado até o setor responsável para registrar a ocorrência. No mesmo lugar já havia um senhor cujo scooter estava parado porque teve as baterias removidas indevidamente pela mesma empresa.

Agora vem o pior. Para reparar o dano, a empresa disse que entraria em contato com uma oficina que faria esse serviço. Já comecei a estranhar a ideia, pois a peça quebrada só podia vir da fábrica (que fica na Suíça) e não há nenhum representante da marca no Brasil. Como eu queria sair logo do aeroporto, deixei quieto, mas exigi que me pagassem o táxi até minha casa. Fui embora levando a cadeira da empresa e a minha que estava quebrada. No final da tarde, um funcionário da Gol me liga dizendo “amanhã um taxista vai passar na sua casa para pegar sua cadeira e levar até uma oficina no bairro do Jacaré, onde um conhecido nosso vai dar um ‘jeitinho'”. Jeitinho? Quer dizer que você deposita suas economias para comprar uma boa cadeira, seu instrumento primordial de sobrevivência, e a empresa quer consertá-la dando um “jeitinho”? Neguei o serviço e a empresa não me procurou mais.

É assim que somos tratados pelas empresas. Parece que elas estão nos fazendo um favor em nos transportar. Quando cheguei em casa, percebi ainda que a cadeira estava sem uma das capas das manoplas de freio e com dois parafusos danificados, perto do apoio de pés, provavelmente pela mesma pancada. Já enviei um email para a Gol relatando todo o fato, com fotos dos estragos na cadeira e a lista de peças que precisam ser substituídas, mas não recebi resposta. Quando houver algum desfecho para o caso, voltarei a informar aos leitores.

Enquanto isso, fica a pergunta para os comentários: você já teve sua cadeira danificada por alguém? Como resolveu a situação?

Sobre o autor / 

Nickolas Marcon

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39 Comentários

  1. Ozires segunda-feira, 5 de março de 2012 em 15:21 -  Responder

    Voei de Curitiba/Campinas ida e volta pela Gol com minha cadeira motorizada também com o maior medo, pedi que só desconectassem as baterias e não a desmontassem, felizmente deu tudo certo. Lamento o ocorrido com você. Procon neles!

    março 7th, 2012 - 11:56
    Nickolas Marcon respondeu:

    Ozires, quando os funcionários são preparados e agem corretamente, não há motivos para temer problemas. Eu já viajei muito e nunca tive problemas, mas dessa vez dei azar. 🙁
    Aliás, Procon vai ser pouco: vou entrar na justiça comum e exigir todos os ressarcimentos. Mesmo que demore mais tempo.
    Um abraço!

  2. Andres segunda-feira, 5 de março de 2012 em 16:05 -  Responder

    PQP!!!

    março 7th, 2012 - 11:57
    Nickolas Marcon respondeu:

    Foi o que pensei na hora… 😉
    Um abraço!

  3. Renan segunda-feira, 5 de março de 2012 em 17:57 -  Responder

    Nickolas,
    A gol quebrou o freio da minha Tilite num voo Curitiba/Rio. Fiz a ocorrência no Galeão e pedi para registrar que o freio estava quebrado, não havia concerto e se tratava de uma cadeira comprada nos EUA. No dia seguinte liguei para o setor responsável e depois de negociar com o “chefe” foi acertado que eu comprasse um par de freios novos, contratasse alguém para instalar, guardasse as notas fiscais e pedisse um reembolso. Comprei um par de freios com o Andrés da Oracing (que como é muito gente boa me enviou o freio e esperou que eu pagasse só após o reembolso) e encaminhei as notas fiscais para a empresa terceirizada que cuida dos danos às bagagens. Assim que receberam as notas mandaram entregar o dinheiro na minha casa (não foi tudo tão lindo como descrevi… Briguei muito no telefone mas no fim das contas deu certo)…

    março 7th, 2012 - 12:00
    Nickolas Marcon respondeu:

    Renan, o Andrés é meu fornecedor quando preciso de peças mais comuns. O problema é que as peças danificadas são muito específicas e não há ninguém que venda peças para a minha cadeira no Brasil. Como não consegui contato com a empresa, optei agora por deixar a questão com a justiça. Vamos ver no que vai dar.
    Um abraço!

  4. Carlos Alberto Ferreira Andre segunda-feira, 5 de março de 2012 em 18:22 -  Responder

    Assim que comecei a usar minha cadeira , uma das rodas da frente se quebrou , felizmente aqui em casa, e eu que moro só , nesta vez esta com parentes em casa , que seguraram a cadeira evitando que virasse e eu caisse no chão e pegaram as minhas muletas , e tudo ficou bem. Logo depois , providenciei fazer uns ganchos do lado da cadeira, onde prendo com um elastico grosso as duas , e ai ando pelo quintal e fora de casa , tranquilamente.Vou tentar depois mandar fotos da minha solução, para sair por aqui sem medo. Vou aproveitar e mandar as outras ideias que desenvolvi para poder me vira, já que moro sozinho . Um abraço em todos.

    março 7th, 2012 - 12:02
    Nickolas Marcon respondeu:

    Carlos, problemas com a cadeira são sempre uma possibilidade. Com as importadas isso é bem mais difícil, mas para quem depende disso é sempre bom ter uma cadeira reserva em casa.
    Um abraço!

  5. ketlyn segunda-feira, 5 de março de 2012 em 23:03 -  Responder

    Eu e meu marido,que é cadeirante,estávamos olhando o site da gol e vimos que eles não transportam baterias líquidas,então teremos que comprar baterias de gel…além da passagem mais esse gasto…e mais essa de correr o risco de quebrarem a cadeira!a cadeira dele não é importada,mas é motorizada e por isso já se torna cara e nem tem como ele usar uma manual pois ele não tem força nos braços pra tocar ela.Nós nunca viajamos de avião,e pelo jeito vamos demorar muito pra fazer isso,é muita burocracia.No ônibus rodoviário ele tem o constrangimento de ser carregado até o banco mas pelo menos a cadeira chega inteira da viagem e nunca perdemos bagagem,coisa que é comum acontecer em aviões.

    março 7th, 2012 - 12:05
    Nickolas Marcon respondeu:

    Ketlyn, problemas em vôos são exceções, não regras. Eu já viajei muito e nunca tive problemas, mas dessa vez o azar bateu na minha porta. Além do conserto na cadeira, estou preocupado em espantar a uruca… 🙁
    Um abraço!

  6. Ozires terça-feira, 6 de março de 2012 em 08:20 -  Responder

    Algo que alguns desconhecem, acompanhante de cadeirante em viagens de avião têm direito a desconto de 80% na passagem.

    março 7th, 2012 - 12:09
    Nickolas Marcon respondeu:

    Ozires, conheço essa regra mas ela não é geral, tem uma série de restrições e comprovações necessárias. Além disso, o desconto incide sobre o preço cheio da passagem. O valor da tabela às vezes é tão alto que, mesmo com o desconto, fica mais barato comprar uma passagem promocional normal. É preciso verificar direitinho com a companhia aérea para analisar cada caso.
    Um abraço!

  7. Antonio quarta-feira, 7 de março de 2012 em 00:29 -  Responder

    Rapaz e você não processou a gol ?

    março 7th, 2012 - 12:12
    Nickolas Marcon respondeu:

    Mas quem disse que eu não vou processar? 😉
    Só que antes, tentei mostrar boa fé e resolver o problema antes da justiça. Como não se manifestaram, agora é com o juiz.
    Um abraço!

  8. Ronald Andrade Filho quarta-feira, 7 de março de 2012 em 10:09 -  Responder

    Ainda não tive problemas com a minha cadeira viajando de avião, mas o despreparo dos funcionários é complicado. Cara, a solução é entrar na justiça, exigir o reparo correto da cadeira e ainda pedir uma indenização.

    março 7th, 2012 - 12:14
    Nickolas Marcon respondeu:

    Isso aí, Ronald. Como escrevi aí em cima, dessa vez tive o azar de ser atendido por uma equipe incompetente, porque os danos foram causados nitidamente por manuseio inadequado. E olha que fizeram muita força para quebrar!!!
    A petição que será encaminhada inclui reparação por danos materiais e danos morais, pois só nós sabemos o constrangimento que é perder a própria cadeira e ter que depender dos outros.
    Um abraço!

  9. Antonio quinta-feira, 8 de março de 2012 em 01:07 -  Responder

    isso ai Nickolas não pode deixar barato não… abç

    março 9th, 2012 - 13:40
    Nickolas Marcon respondeu:

    Já falei com o cara que recomendaram para consertar a cadeira e ele foi sensato: sabe que não tem como arrumar direito sem as peças originais.
    Agora não vai ficar barato mesmo, vão ter que reembolsar a cadeira.
    Abraço!

  10. erick geovanni da silva sexta-feira, 9 de março de 2012 em 01:19 -  Responder

    po nickolas eu vo te fala cara: eu passo por esta situaçao sempre que pego um taxi ou entro no carro de alguem… eu so bem chato com relaçao a isso. eu explico e supervisiono a desmontagem e depois eu explico e supervisiono a montagem. porque todo mundo acha que cadera de roda da em arvore… sumemo irmao dexa queto nao… apoio e assino em baixo

    março 9th, 2012 - 13:43
    Nickolas Marcon respondeu:

    Erick, eu também faço isso sempre, até desmonto a cadeira para o cara pegá-la pronta para guardar, mas no avião a coisa sai do controle: não dá para fazer nada enquanto você está “preso” no banco esperando o povo jogar tua cadeira no bagageiro.
    Como escrevi no post aí em cima, agora não vou aceitar menos que o reembolso da cadeira.
    Abraço!

  11. paul sexta-feira, 9 de março de 2012 em 13:26 -  Responder

    pau neles

    tem q pagar novinha

    março 9th, 2012 - 13:44
    Nickolas Marcon respondeu:

    Agora que entrei na briga, quero sangue!!! eheheheeh
    Abraço!

  12. Fernando Chagas sábado, 10 de março de 2012 em 13:15 -  Responder

    Não sei se já havia comentado isso aqui ou na comunidade do Orkut. Ano passado, voltando de NYC, para onde fui, dentre outros motivos, no intuito de comprar 2 cadeiras novas, uma TiLite manual e uma de outra marca motorizada, esta última com a qual embarquei em perfeito estado e novinha no JFK, chegou no Galeão TODA quebrada, apoio de braço, joystick e algumas outras peças. A American quis mandar pra Miami para conserto mas eu mesmo entrei em contato com o local que conserta e eles me disseram que não valeria a pena consertar e no fim das contas a American me deu uma cadeira igualzinha e nova.
    O processo todo foi um parto, uma baita dor de cabeça mas pelo menos eles fizeram o correto que foi me dar uma cadeira nova, afinal, a cadeira estava com dias de uso, novinha.
    Boa sorte pra vc.

    março 13th, 2012 - 11:34
    Nickolas Marcon respondeu:

    Fernando, que bom que você a substituição da cadeira quebrada. Eu já estou me preparando para um parto de gêmeos nessa história, mas agora vou até o final.
    Abraço!

  13. Daniel sábado, 10 de março de 2012 em 16:05 -  Responder

    cara tem 3 anos que to de cama por falta de grana pra cadeira, mas isso ja me aconteceu no meio da rua. quebrou de velinha mesmo. mas o que me deixou de cara foi a falta de boa vontade das pessoas em ajudar, sim, porque olhar e cochichar todo mundo sabe.
    Abraços

    março 13th, 2012 - 11:36
    Nickolas Marcon respondeu:

    Daniel, você já procurou o SUS ou alguma entidade filantrópica da sua cidade? Já escrevemos um post sobre os lugares que distribuem cadeiras gratuitamente, procure no nosso histórico. Não são as melhores do mundo, longe disso, mas é muito melhor que ficar preso à cama.
    Um abraço!

  14. Andreia Souza sábado, 10 de março de 2012 em 18:57 -  Responder

    Paixão, está sendo uma barra esse rolo da cadeira, né?!
    O que me deixa mais revoltada é a má vontade da GOL em resolver essa situação, pois não toma providências satisfatórias como pedido de importação das peças danificadas ou reembolso e ainda, nos enviam a uma Oficina que além de não ter nenhuma estrutura (fundo de quintal) tivemos um péssimo (quando falo péssimo é péssimo mesmo) atendimento hoje.
    Maaasssssssssssssssss, pode ter certezaaaa que diante dessa postura da GOL não vamos deixar barato.
    Te amo!

    março 13th, 2012 - 11:40
    Nickolas Marcon respondeu:

    Realmente a empresa só me procurou quando foi cobrada e até agora só me mandou para uma oficina de fundo de quintal tentar resolver na base da gambiarra, mas agora vamos até o fim. É tudo uma grande chateação, mas ter uma pessoa como você do meu lado ameniza e deixa tudo mais fácil. 🙂 Também te amo.

  15. Andrés López domingo, 11 de março de 2012 em 13:31 -  Responder

    K7!! Para quebrar uma Kuschall tem que ser muito bruto mesmo. Na França e na Espanha, alem da Suíça, fornecem essas cadeiras gratuitamente pelo SUS, e por esse motivo lá tem muitas peças de reposição para os modelos K4, Compact e Champion. Porem penso que o caminho é cobrar deles o reembolso integral da CR, mediante processo na justiça comum. Só assim (coçando no bolso) começaram a tomar mais cuidado com nossos equipamentos pois quando pagamos a passagem é nosso direito exigir o transporte com segurança nosso e dos nossos pertences. As únicas 2 ocorrências que eu tive em vôos foi quando colocaram a cadeira na esteira da bagagem, pois numa ocasião ela veio de ponta cabeça com alguns arranhões, e noutra simplesmente um “veinho cansado” pegou ela e já saia sendo empurrado na mesma quando eu consegui alcançar o mesmo no estacionamento e botar ele p andar na hora (milagre ou sorte minha??) A partir dessa eu sempre parto para a pressão inicial e já falo de cara: “Se colocar minha cadeira na esteira, vou processar de novo”(nunca processei), pois só assim garanto encontrá-la na porta do avião sem seguir caminho diferente do meu. Boa sorte e muita PACIÊNCIA!!

    março 13th, 2012 - 11:47
    Nickolas Marcon respondeu:

    Andrés, quebrar o negócio não foi fácil: no quesito ignorância, eles se superaram. Não dá para comparar as cadeiras que o SUS distribui aqui no Brasil. Além de não podermos ter boas cadeiras gratuitamente, pagamos muito caro se quisermos comprá-las.
    Essa história do “veinho cansado” já aconteceu comigo também, mas por sorte eu vi a senhora sentando na minha cadeira ainda na porta do avião. A mulher andava e ainda ficou brava que teve que mudar para uma cadeira “padrão Gol” de acabamento.
    Da próxima vez vou seguir seu conselho e ameaçar processar de novo. 😉
    Um abraço!

  16. Fabio de Carvalho domingo, 11 de março de 2012 em 20:03 -  Responder

    Caro Nickolas.
    Só de ler o seu relato fiquei irado.Essas empresas aéreas estão brincando com a gente.Pegue o registro da ocorrência que você deve ter feito na anac e infraero e entre pesado na justiça contra a companhia aérea.Só assim irão aprender a lidar conosco e com nossos equipamentos.

    março 13th, 2012 - 11:48
    Nickolas Marcon respondeu:

    Fabio, a ocorrência da empresa está aqui e estou fazendo todo o procedimento registrado por email. Se a empresa não me der uma solução satisfatória, tudo será anexado e a anac e infraero serão intimadas no processo também.
    Abraço!

  17. Fred Carvalho quinta-feira, 15 de março de 2012 em 14:14 -  Responder

    Camarada, só precisa fazer um único contato, se não responderem a contento e não resolverem sem gambiarras, faça o seguinte:

    1. Registre um boletim de ocorrência;
    2. Peça ao delegado que seja realizada uma perícia técnica pelo Instituto de Polícia Científica;
    3. Reúna outros documentos, NF da cadeira, laudo de um técnico avaliando as avarias, orçamentos para reparar os estragos, etc…
    4. Entre com uma ação de dano material e outra por dano moral, solicite entre 5 e 8 vezes o valor do prejuízo;
    5. Aguarde com paciência a justiça trabalhar, acredite ela é lenta, mas o prejuízo deles será grande…

    março 21st, 2012 - 09:52
    Nickolas Marcon respondeu:

    Valeu pela dica, Fred. Até esse momento estou tentando resolver a coisa pacificamente. Já aceitaram que a cadeira não tem conserto e estão analisando o valor para fazer o reembolso total. Caso se recusem a pagar, não terei outra alternativa a não ser a justiça.
    Um abraço!

  18. Fred Carvalho quarta-feira, 21 de março de 2012 em 10:04 -  Responder

    Camarada, é que não posso falar detalhes do processo, mas a indenização é muito boa. O advogado sabendo fazer bem o processo de danos morais…

    Você pode até escolher entre comprar um carro com as isenções ou a cadeira, estou exagerando só um pouquinho kkk, mas a grana é muito boa, vou comprar uma boa cadeira e uma handbike Force R e ainda vai sobrar uma laminha.

  19. Mackinley Lobato quarta-feira, 21 de março de 2012 em 22:08 -  Responder

    Puts pessoal! Achei que este tipo de transtorno já havia sido extinto pela Gol. Em retorno de férias no ano de 2004 de São Luiz para Bsb, tive minhas baterias de chumbo líquidas retiradas no desembarque e por surpresa me chegaram com a minha cadeira motorizada sem movimento. Foi ao balcão e informaram-me que as baterias ofereciam risco à aeronave… questionei do pquê tinha conseguido embarcar antes na ida sem problema e agora esta restrição na volta, sem resposta. Ok, informei-lhes dos danos morais e materias sofridos e solicitei urgencia no reparo. Apos varias ligações e contato com o SR Diretor Financeiro – apresentou-se gentil e atencioso -, tres dias depois mandaram entregar na minha casa as baterias novas para reposição. O constrangimento é indescritível, porém deixei passar baixo…

  20. Luisa domingo, 1 de abril de 2012 em 20:58 -  Responder

    ui, meu sangue borbulhou…

  21. sany quarta-feira, 2 de janeiro de 2013 em 13:51 -  Responder

    caderante tem direito desconto de passagem aéreas?como fazer?

  22. Cristiane Martins Pereira quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 em 08:01 -  Responder

    Na última vez que fui à Europa (ano passado), tive a bateria da minha cadeira motorizada danificada ao chegar em Roma, e retornando ao Brasil tive a cadeira DESTRUÍDA pela cia aérea. Eles se prontificaram, depois de 1 mês, a pagar o valor da cadeira nova que FUI OBRIGADA a comprar, mas nem quiseram saber dos danos morais. Minha advogada está preparando o processo contra eles. O que mais me irritou foi a a falta de assistência e preparo das cias aéreas. Eles causam o estrago e a gente que se vire para resolver, é um absurdo!

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