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Calçada e Comportamento

Christian Matsuy - terça-feira, 3 de julho de 2012 - 09:58

“A Prefeitura de São Paulo, no início deste ano, colocou em vigor a lei nº 15.442, que triplica o valor da multa para quem não mantém o passeio público em ordem ou livre de obstáculos. A penalidade, que virou motivo de reclamações entre a população paulistana, é de no mínimo R$ 300 por metro linear e o cidadão multado tem até 15 dias de prazo para recorrer a partir da publicação da autuação no Diário Oficial da Cidade – ou do recebimento da notificação, enviada pelo Correio.”

Extraí esse parágrafo do artigo da Mara Gabrilli para o portal Vida Mais Livre para servir de cenário para esse post. Sugiro que você leia o texto excelente da Mara, mas pare aqui para fazer uma pequena reflexão.

Todos nós (cadeirantes ou não), queremos calçadas decentes para se caminhar certo? Certo. Mas a pergunta que fica no ar é: Qual a sua fração nisso? Todos nós moramos em uma casa ou prédio ou condomínio ou trabalhamos em algum estabelecimento comercial e em frente há uma calçada ou seja, a calçada sempre estará em nossas vidas, queira você ou não.

E essas pobres coitadas necessitam de reparos ou mesmo reformas com o passar dos anos, a grande maioria tem desenho ultrapassado ou é construída sem nenhum padrão. 

Não vai acontecer nenhuma mágica ou milagre, nossas calçadas só terão um mínimo de decência se começarmos a cobrar isso começando por nós mesmos. A calçada da frente da sua casa está em ordem? E a da frente do seu serviço? Entendemos que ninguém aqui vai sair quebrando tudo e refazendo, mas seria no mínimo interessante se quando isso fosse necessário, que pudesse ser feito com consciência seguindo os padrões mínimos exigidos pela prefeitura da cidade.

Pare pra pensar um minuto nas calçadas das casas das pessoas que você mais frequenta e veja se são corretas. Acredito que não. Ainda é muito difícil se locomover nas calçadas de qualquer bairro residencial de São Paulo, e não tenho dúvidas que isso se aplique a todas as cidades brasileiras. 

Está na hora de parar de reclamar e começar a agir. Não precisa ser um chato, mas só com a multa e o exemplo pra melhorarmos esse panorama. É hora de dizer sim ao “Concreto Usinado” e deixar essa perfumaria de “Pedra não sei de Onde” ser pavimento de calçada.

PS: a imagem da calçada Mosáico São Paulo é apenas para ilustrar mesmo, eu precisava encontrar uma foto que sugerisse um link entre a calçada e São Paulo, até por que ela  não é das piores. ;)

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6 Comentários »

  1. 03/07/2012 - 11:24
    Comentário feito por Fabiola

    Para mim o que a Mara fala é balela. Já que ela sai de casa de carro importado e com 3 enfermeiras.
    E quanto as calçadas essa sim , não verá mudança tão cedo. Que lei vai impor que isso mude? O Outdoor o Kassab exigiu tirar , e que diferença fez? A calçada ele “nem pisa” mesmo.
    Comentário meio revoltado , mais realista.

    03/07/2012 - 11:58
    Christian Matsuy respondeu:

    Fabiola, entendo seu ponto de vista. Sem dúvidas que a Mara realmente sai de casa com uma assistência fora do comum, mas ela criou a lei. Só que aqui no Brasil tem “lei de pega e que não pega”… Falta gente pra fiscalizar isso, imagine se nosso fiscalização fosse efetiva e menos corrompida, seria multa em todo mundo e só dessa forma que o brasileiro aprende, veja por exemplo a lei que obriga o uso do cinto de segurança.

    Já quanto a retirada das fachadas e Outdoors, achei que a medida deixou a cidade bem menos poluída visualmente. Não achou não?

    Abraço!
    Christian

  2. 03/07/2012 - 12:24
    Comentário feito por Nickolas

    Se não mexer no bolso, não tem jeito, nada funciona. Pode não ser a melhor solução, mas é um alguma coisa. SP sempre sai na frente, devia servir de exemplo para que essa lei existisse em todo o país.
    Cada vez que ando pelas calçadas do RJ me pergunto: “se é mais fácil, mais barato, mais rápido e infinitamente mais durável fazer calçada com concreto, por que insistem nas malditas pedras portuguesas?” Porque é histórico? Porque é bonito? O povo que defende essa ideia tem que viajar pelo mundo para conhecer o exemplo de calçadas em cidades realmente históricas.

    05/07/2012 - 17:43
    Christian Matsuy respondeu:

    Nick, não sei se Sampa está tão na frente assim… nos bairros ainda é tudo muito ruim, e só em locais de grande circulação de pessoas como proximidades de estações de metrô e terminais de ônibus tem uma acessibilidade melhor, a prefeitura sai fazendo rampas nas esquinas mas a granfde maioria tem degrau, foram mal feitas e de pouco adianta…

  3. 03/07/2012 - 18:08
    Comentário feito por Eduardo Aranha Luz

    O problema é pior no interior, onde, em regra, não há fiscalização e cada um constrói a calçada em frente à sua casa do jeito que bem entende. Deveria haver uma norma obrigando os munícipes a construírem calçadas em um mesmo padrão, com um mesmo material. Quase em frente à minha casa, uma vizinha fez a calçada em frente à sua casa toda em grama e ainda tem uma árvore enorme plantada, cujas raízes impedem que qualquer pessoa, cadeirante ou não, passe por ali. Outra vizinha construiu a rampa de sua garagem desnivelada em relação à calçada. Não dá para passar com cadeira de rodas por ali. Tenho de ir pela rua mesmo, que tem paralelepípedos e lá vou eu trepidando, trepidando… Outro vizinho simplesmente tomou para si boa parte da calçada para aumentar o seu jardim, deixando apenas cerca de 30 cm para as pessoas passarem.

    03/07/2012 - 18:26
    Christian Matsuy respondeu:

    É exatamente isso Eduardo! Não pense que isso é coisa só de cidade de interior, que não é! Aqui também tem muita gente que considera a calçada como “extensão” da casa e decora do jeito que bem entende. Aqui também não há fiscalização eficaz ou essa tá levando muita grana pra deixar isso passar batido.

    Enquanto essas pessoas não se conscientizarem e nesse caso a única coisa que vai fazer pesar na consciência é pegando pesado no bolso.

    Abraço!
    Chtistian

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