O preço e o valor

a cadeira polêmica
a cadeira polêmica

Confesso que pensei muito pra começar a escrever esse post. Na verdade é um assunto que eu havia decidido que não discutiria mais. Mas ultimamente vejo alguns “pegando pesado” com lojistas que divulgam valores de produtos no Facebook. Sendo mais direto – cadeira de rodas.

Vou omitir marcas e nomes, pois no momento eles pouco importam. O que realmente quero discutir  é o tipo de comentário e comportamento que alguns se prestam a fazer diante do preço do produto.

Pra irmos direto ao ponto, o lojista publica a foto de uma cadeira e logo abaixo começam surgir as “pérolas” nos comentários:

-“QUE ROUBO! Isso é um verdadeiro assalto”
-“fora da realidade do Brasil”
-“Tenho que vender meu carro pra comprar essa cadeira”
-“Absurdo! Ladrões!”

E por ai vão…

Eu não quero justificar absolutamente nada aqui, mas é preciso que entendam que jamais um bem de necessidade vai custar mais barato que outro que não seja. Já perceberam como o preço de bicicletas importadas com inúmeros acessórios custam menos que muita cadeira de rodas básica? Vocês conseguem diferenciar a aplicação de cada um desses produtos? Infelizmente a indústria como um todo tira proveito disso cobrando preços exorbitantes. É uma realidade muito cruel, mas é assim que funciona. Usei a bicicleta como exemplo por ter um processo de fabricação e matéria prima muito parecida com as cadeiras.

Antes de sair descendo o pau nos lojistas, é interessante refletir que SIM, EXISTE PÚBLICO PARA TAL PRODUTO (que no caso é uma cadeira lançamento canadense, em fibra de carbono dobrável, coisa inédita no mercado). Assim como qualquer outro bem de consumo, existem produtos que são direcionados para um determinado tipo de público. Isso funciona com a comida que você come e a roupa que veste. Vale lembrar que ninguém está te obrigando a comprar aquilo e que você tem um monte de opções de diferentes preços para escolher. Óbvio que haverá diferenças entre eles, e cabe a você decidir qual o mais adequado. Não estou eliminando toda a culpa dos comerciantes, que em muitos casos acabam por colocar uma margem de lucro alta (principalmente em produtos nacionais), entre outras coisas que deixam o preço final muito alto. Há quem prefira ter um volume de venda menor com lucro mais alto, isso é fato.

O mercado brasileiro já é super carente em novidades, e quando elas aparecem são tratadas como bandidas.

Outra coisa importantíssima: cadeira de rodas custam caro em qualquer canto do mundo! Não pensem que os americanos pagam os 3 mil dólares iniciais de uma cadeira boa rindo à toa (uma cadeira boa chega facilmente em 5 mil dólares com a combinação de alguns acessórios e opcionais). Em quase todos os casos quem está pagando essa cadeira é o plano de saúde do cadeirante que tem obrigação legal de fornecer a cadeira (eu creio que essa seria a melhor forma de conseguirmos melhores equipamentos). Sabemos que isso não ocorre no Brasil e quando ocorre são raríssimas exceções. Já pensou em usar a linha de crédito do BB que tem juros quase zero?

Quem sabe uma reforma fiscal para esse tipo de produto, algo que abaixe ainda mais o custo de produção? E que esses descontos realmente sejam repassados ao consumidor, pois em muito segmento o governo isenta determinado imposto e o produto aumenta ao invés de abaixar, vai entender?

Aproveitando esse post, há quem diga que tenho uma visão “elitista” da situação e que retrato um mundo o qual os cadeirantes brasileiros estão excluídos. Que eu saiba, determinadas situações não escolhem classe social para acontecerem. Ainda não estou disposto a contar minha trajetória de 26 anos de cadeira aqui, (quem sabe em uma outra ocasião) mas digo que como a de todos aqui, não foi fácil nem tão pouco vem sendo.

O que eu vou avaliar em uma cadeira de 900 Reais por exemplo? A dor nas costas que ela proporciona? Eu entendo que muita gente usa esse tipo de cadeira, o que posso dizer é que tentem fazer o possível (e o impossível) para partir para uma melhor, dentro das possibilidades de cada um. Eu levei 5 anos para conseguir comprar a cadeira que uso hoje. Paguei mais caro por uma cadeira que já dura o dobro da antecessora e durará muito mais. Hoje posso dizer que estou no lucro. Quando o Eduardo Camara me incentivou a comprar uma cadeira importada, também fiquei com o mesmo mimimi de que era caro, onde já se viu… enfim. Demorou pra ele me convencer e provar que seria um investimento a longo prazo. Na época as opções nacionais eram infinitamente menores que as atuais. Notaram como atualmente o leque de opções é bem maior? As coisas estão mudando gente, percebam!

É claro que dinheiro compra conforto. Já rodei muito tempo em cadeiras hospitalares horríveis em todos os sentidos, e desde os tempos que eu estava internado eu já tinha em mente que ter uma cadeira de rodas um pouco melhor me traria mais qualidade de vida, e eu foquei nisso até conseguir. Aliás é algo que venho buscando até os dias de hoje. Nosso corpo muda com a idade, nossas necessidades idem.

Outra coisa que precisa ficar compreendida é que eu não tenho como prover uma solução para que todos andem em cadeiras confortáveis, infelizmente isso é fruto da nossa realidade sócio-política. Portanto, reclamem com as pessoas certas e busquem seus direitos de cidadão. Vejo muitos reclamarem, mas fecharam as portas para oportunidades únicas de ter uma vida com mais conforto fora do assistencialismo.

Insultar os lojistas não vai refrescar em nada. E fique esperto na hora de votar em um cadeirante. A grande maioria deles “legisla” em causa própria. E você que se lasque.

Facebook Comments

Christian Matsuy

Cadeirante, paulistano bom gourmet e piloto profissional (de autorama)

74 comentários em “O preço e o valor

  • terça-feira, 30 de setembro de 2014 em 13:01
    Permalink

    Assim como vc julga esses comentários maldosos e sem efetividade , eu julgo um texto desse sem efetividade nenhuma.

    Enquanto não boicotarmos empresas como essas que sim, lucram e muito com produtos, nada muda.

    Mas um texto desse blog de desserviço.

    setembro 30th, 2014 - 15:10
    Eduardo Camara respondeu:

    Caramba, Fabiana! Quanta falta de educação 🙁

    Resposta
  • terça-feira, 30 de setembro de 2014 em 13:13
    Permalink

    Muito legal esse tema, e dando uma pimenta da, o que justifica as cadeiras nacionais ‘De qualidade’ Ter tmb o preço tão elevado, em alguns casos iguais a uma cadeira americana.

    setembro 30th, 2014 - 13:20
    Christian Matsuy respondeu:

    @Andrea,
    Você tocou em um ponto chave da questão. Cadeiras nacionais de boa qualidade não poderiam passar dos 3500 reais (exagerando no preço). Mas sabemos que essas cadeiras chegam facilmente nos 7000 reais com a inclusão de alguns acessórios e opcionais, o que já fica próximo do valor de uma importada com qualidade bem superior. Infelizmente nada justifica esse valor alto a não ser o lucro.

    Abraços,
    Christian

    Resposta
  • terça-feira, 30 de setembro de 2014 em 13:17
    Permalink

    O texto é muito tendencioso mesmo não querendo ser. Porque quando nós analisamos um cadeirante americano e um cadeirante brasileiro a diferença é gritante, para começar nos Estados Unidos e na Europa a Pessoa com deficiência nem é aposentada, ela recebe um beneficio próprio…se um americano com uma cadeira de 3 mil dólar, é porque tem meios para isso. Fora que aqui nem podemos trabalhar…está sim fora da realidade do Brasil.

    setembro 30th, 2014 - 15:16
    Eduardo Camara respondeu:

    Oi Amauri, poderia me explicar melhor esse “benefício próprio”? Está falando de uma ajuda do governo para pessoas com deficiência ou de alguma espécie de benefício de previdência resultado de um acidente/invalidez? Preciso dessa resposta para poder respondê-lo melhor.

    Resposta
  • terça-feira, 30 de setembro de 2014 em 13:28
    Permalink

    Excelente post. Assino embaixo.
    Durante anos, por não ter dinheiro para comprar uma cadeira de rodas, engatinhei pela casa, esfolando meus joelhos e minhas mãos. O Estado fornecia o aparelho ortopédico, mas eu não conseguia ficar com ele o dia todo, porque me cansava muito e feria minhas pernas.
    Mais tarde, ganhei do chefe de meu pai uma cadeira hospitalar, daquelas bem básicas. Adeus joelhos esfolados!
    Demorou muitos anos até que eu pudesse adquirir uma cadeira melhor, mas mesmo assim básica. Eu já trabalhava fora e me sustentava.
    Este ano, finalmente, também fui convencida do fato de que eu merecia algo melhor e precisava investir dinheiro para ter mais conforto e menos dores. Agora tenho uma excelente cadeira importada, que, se não é top de linha, me atende em tudo de que necessito.
    É claro: como vc, não estou dizendo que o sistema não seja injusto. Mas concordo quando diz que as pessoas precisam reclamar com quem de direito. Somos desunidos e pouco politizados. A esmagadora maioria das ações voltadas para o público com deficiência é assistencialista. Precisamos escolher melhor nossos representantes políticos e exigir melhores condições de quem pode oferecê-las.
    Não precisamos destratar comerciantes por conta disso.
    Grande abraço e parabéns pelo texto corajoso, claro e objetivo!

    setembro 30th, 2014 - 13:38
    Christian Matsuy respondeu:

    @Laura Martins,
    Olá Laura! Eu sabia que esse texto me deixaria em situação desconfortável, mas senti a necessidade de escrevê-lo doa a quem doer. Infelizmente sei que ele não será compreendido por muitos que continuarão reclamando nos comentários de redes sociais como se isso mudasse alguma coisa. Os lojistas vão continuar vendendo (haja visto que cadas ano surgem novas lojas ao invés de fechar). Sempre tem a turma que gosta de bater palma pra louco dançar. Também acredito que só com um engajamento político grande, algo poderá ser feito, pois eu quero ver quem vai ser “macho” para enfrentar o cartel dos planos de saúde, por exemplo.

    Abraços,
    Christian

    Resposta
  • terça-feira, 30 de setembro de 2014 em 14:17
    Permalink

    Acho que o conforto e a qualidade que a cadeira me dá, já justifica o valor que.paguei. É um valor alto, sim, mas cumpre mais do que eu esperava. Minha cadeira antiga, de 3 em 3 meses, quebrava algo. A atual, que paguei R$ 3600, e tenho há quase dois anos, nunca quebrou, só troquei os pneus uma única vez. Depois que a gente usa a cadeira e vê os benefícios dela no nosso dia a dia, nem questionamos mais os preços.

    setembro 30th, 2014 - 14:49
    Christian Matsuy respondeu:

    @Luciano Almeida, geralmente o conforto que a cadeira lhe proporciona está diretamentre ligado a qualidade da mesma. A minha outra cadeira sempre aspresentava alguma coisa de 3 em 3 meses também, era coisas bobas, mas fica completamente vendido aguardando alguém arrumar e sem poder fazer nada.

    Abraços,
    Christian

    Resposta
  • terça-feira, 30 de setembro de 2014 em 14:30
    Permalink

    Concordo com seu post, nossa briga deve ser em exigir uma melhor qualidade das cadeiras nacionais e que os impostos cobrados fossem zero ou no mínimo fossem mais baixos. Ninguém seria obrigado a comprar uma importada se a nacional fosse do
    mesmo nível.

    setembro 30th, 2014 - 14:45
    Christian Matsuy respondeu:

    @Alexandre Davi,
    Perfeitamente Alexandre! Se existissem produtos de qualidade no mercado a um preço justo, as cadeiras importadas ficariam para as pessoas que querem aquele produto por outras razões. Abraços!

    Resposta
  • terça-feira, 30 de setembro de 2014 em 15:24
    Permalink

    Cara, considero as suas colocações bastante pertinentes, apesar de não concordar com todas elas. O maior serviço que o site presta a todos nós é esse espaço de esclarecimento de questões, que falam, repito, a todos nós, um espaço de discussão saudável e, sobretudo, respeitosa. Um abraço, Carlos.

    setembro 30th, 2014 - 15:30
    Christian Matsuy respondeu:

    @carlos, Ninguém aqui é obrigado a concordar com o que foi escrito, fique à vontade para fazer suas colocações e discussões.

    Abraço,
    Christian

    Resposta
  • terça-feira, 30 de setembro de 2014 em 15:56
    Permalink

    Bem pessoal, começo dizendo que está caro sim!!! Porém, é aquilo…compra quem quer!!!
    Se essas lojas vendem e, outras e outras cotinuam a entrar no mercado, é porque existe demanda pra isso(ou falta de opção, não sei ao certo)!
    Eu particularmente desenhei e mandei produzir minha própria cadeira de rodas, com exceção das rodas spinergy, as rodas dianteiras, o freio e o sideguard que, preferi fossem importados (por opção e gosto).
    Resultado: Uma cadeira ágil e leve! Então vem a questão, se gastei R$1.000,00 tirando as peças que mencionei aqui, alguém tá lucrando além da conta certo?
    Nesse meu raciocínio e por matemática pura e simples, gastaria, em uma cadeira genuínamente nacional quanto? No máximo R$1.500,00 de custo total!
    E pra ser bem franco, eu poderia até comprar uma Tilite mas considero mais um modismo entre cadeirantes(da mesma forma que um determinado carro é sinal de status). Fiz inclusive o meu próprio Freewheel com uma peça atitip da minha cadeira de tenis!
    O ser humano, graças a Deus, tem uma capacidade impressionante em se adaptar diante as adversidades.
    Me adapto ao que pretendo ou não gastar em uma cadeira de rodas ou acessórios!
    Abraço a todos!
    Obs: Se o Eduardo quiser, posso até pos tar foto da minha cadeira e do freewheel que fiz.

    setembro 30th, 2014 - 16:13
    Christian Matsuy respondeu:

    @sergio,
    Fala Sérgio! É isso aí cara, parabéns pela sua iniciativa! Já fiz aros de impulsão e outras coisas para outras cadeiras que tive. Eu diria que uma cadeira de rodas em alumínio nacional custe bem menos que 1500 reais levando em conta o volume de produção, processo automatizados, soldas industriais e compra de mtéra prima em quantidade. Sem falar que hoje em dia 99% das fábricas utilizam peças chinesas, a fabricação mesmo fica por conta do quadro, o resto é tudo chinês. Já quanto a TiLite, pode ter gente que encare como “status”, mas assim, que porra de mundo é esse onde um indivíduo ostenta uma cadeira de rodas!?!? Fala sério! Tenho minha TiLite e não abro mão dela, acho uma cadeira excelente e nunca me deixou na mão. Como já disse no artigo, não estou dizendo que custa barato.

    ps: muitas pessoas não andam de carro pelo fato de não conseguirem guardar a cadeira sozinho. essa cadeira podereia ser a solução entre a sair de carro sozinha ou não, compreendeu? qual o preço disso? e o valor? fica como reflexão!

    grande abraço!
    Christian

    Resposta
  • terça-feira, 30 de setembro de 2014 em 17:00
    Permalink

    Concordo! Também não acho legal o tipo de comentários que tenho visto. Educação e bom senso devem vir sempre em primeiro lugar. Todo mundo tem o direito à opinião, mas o mercado é assim. Um carro mais luxuoso, mais potente, é mais caro que outro mais simples, e é feito para um público específico, que deseja pagar por isso. A cadeira, como item de necessidade, poderia seguir uma lógica um pouco diferente, mas assim é o mercado. Mas o mercado se auto regula, se vc não concorda com o preço de um produto, não o compre, se muitas pessoas concordarem com a sua opinião a resposta virá com uma mudança de situação, só não precisa faltar com a educação.

    setembro 30th, 2014 - 17:50
    Christian Matsuy respondeu:

    @Ronald Andrade Filho, É isso ai Ronald! De ativista e revolucionário em redes sociais o mundo está cheio! Reclamar é muito fácil, porém nesse caso não resolve nadinha. E realmente todos são livres para darem sua opinião, só que tem gente que quando é contrariado não sabe respeitar.

    Abraços,
    Christian

    Resposta
  • terça-feira, 30 de setembro de 2014 em 17:39
    Permalink

    Qual loja você trabalha, ou é sócia? Só pode ser o motivo por tamanha agressividade

    Resposta
  • terça-feira, 30 de setembro de 2014 em 17:54
    Permalink

    Texto bem colocado,embora alguns entendam de forma equivocada e critiquem o Christian.
    Um amigo tem um carro de 70 mil e usa uma cadeira de 1 mil,reclamando de dor nas costas e o peso pra tocar .Apresentei uma que lhe oferecia uma melhor qualidade de vida e ele achou um absurdo e disse ser “um roubo” o preço.Bom,continue com suas dores e o carrão de luxo!Fazer o que?

    setembro 30th, 2014 - 18:09
    Christian Matsuy respondeu:

    @Fabio, essa história a gente conhece bem. tem muita gente que tá sempre de carrão bonito, mas anda em cadeira ruim e reclama da vida. fazer o que né? cada um sabe onde o calo aperta!

    Abraços!
    Christian

    Resposta
  • terça-feira, 30 de setembro de 2014 em 18:03
    Permalink

    Concordo plenamente!! compra quem quer e desculpe minha ignorância, mas como que nós cadeirantes não podemos trabalhar, como um amigo citou acima, podemos sim!! tem concursos públicos destinados a deficientes, empresas de grande porte tem que ter deficientes, então penso eu que isso não é desculpa. A questão de valores penso eu que tem cadeira de todos os valores, para vários perfis físicos e financeiros, é como um carro um carro de 100 mil é muito melhor que um de 20 mil, cada um compra o que pode comprar. Eu comprei um panthera X paguei mais de 20 mil eu não me arrependo nada, claro que o valor poderia ser menor, mas pela facilidade, comodidade e conforto que ela vai me proporcionar vale muito a pena. Bom esse é meu ponto de vista, e como vivemos em um país “democrático” eu respeito a opinião de cada um como espero que respeitem o meu.

    setembro 30th, 2014 - 18:17
    Christian Matsuy respondeu:

    @Vinicius, apesar do mercado de trabalho vir melhorando, ainda está longe do ideal. mas esse não é o foco desse artigo. mas como você mesmo disse cada um compra aquilo que pode. entendo que existem pessoas que não podem comprar nada, são dependentes do assistencialismo que nem sempre funciona. mas daí outra vez estou falando de um problema maior que não cabe mim resolvê-lo, já estou trazendo a discussão a tona para que isso seja discutido. precisamos de políticas públicas para dar ajuda a quem realmente precisa!

    mas sua opinão será sempre respeitada aqui no blog!

    abraços!
    Christian

    Resposta
  • terça-feira, 30 de setembro de 2014 em 21:18
    Permalink

    ai gente esse assunto é interessante andei fazendo uma pesquisa de mercado com um amigo também lesado. e descobrimos que para fabricar 1 cadeira top como o melhor material em álumínio que tem no mercado o tal alumínio aeronautico 7000 cada cadeira sai da linha de produção com encosto rígido assento rígido estofado dos melhores no valor de 800 cada unidade, ou seja uma cadeira ”top” com esse tipo de material aqui no nosso lindo brasil CUSTA ALGO EM TORNO DE 6 MIL ou seja os preços são absurdo não pelos custos em si, mas pela necessidade imediata do usuário. es valor de custo inclui todas as etapas de fabricação de uma cadeira.

    outubro 1st, 2014 - 17:30
    Christian Matsuy respondeu:

    @juracy, é exatamente isso, infelizmente a cadeira de rodas é um produto de “necessidade imediata” como foi citado por você. Daí os fabricantes se aproveitam bastante dessa situação.

    Abraços,
    Christian

    Resposta
  • quarta-feira, 1 de outubro de 2014 em 10:37
    Permalink

    Falta de educação nda|! Minha opinião. O seu texto ta aí na rede para ser aceito ou não.

    outubro 1st, 2014 - 18:58
    Eduardo Camara respondeu:

    Fabiana, falta de educação sim, a partir do momento em que você diz que é um “blog de desserviço”.
    Não julgamos ninguém em nossos textos, apenas expressamos nossa opinião. Além disso adoramos opiniões diferentes das nossas e estimulamos o debate, mas não toleramos falta de educação. Aqui não há espaço para isso, me desculpe.

    Resposta
  • quarta-feira, 1 de outubro de 2014 em 19:50
    Permalink

    O tema é realmente complicado, mas não concordo com a visão abordada. Antes de qualquer justificativa pela finalidade do equipamento, existe uma conta simples que parece que não é feita por quem comercializa produtos como cadeira de rodas: custo do produto + impostos + lucro = Preço, onde custo e impostos são fixos e o lucro entra como variável e sinceramente pelo pouco conhecimento que tenho de fibra de carbono, sei que 1 KG do produto somado à hora de quem produz e à tecnologia do produto não fecham os R$20.000 que é quanto essa cadeira custa em média. Continuo achando um abuso a margem de lucro de quem vende e outro abuso os impostos que incidem.

    outubro 2nd, 2014 - 15:39
    Christian Matsuy respondeu:

    @Victor Hugo, Não é tão simples como você disse (antes fosse). O Eduardo Camara trabalhou em um projeto para uma empresa que queria introduzir esse tipo de cadeira no mercado com fabricação nacional (aliás eles desistiram do projeto). Ele acompanhou todas as etapas do processo, fibra de carbono custa caríssimo, e é muito difícil de ser trabalhado. Foram gastas muitas horas de projeto e engenharia para chegar em dimensões e diâmetros tubulares que aguentassem os solavancos das ruas entre outras coisas. Isso precisa ser cobrado de alguma maneira. É totalmente impossível de se colocar no mercado uma cadeira desse material a preço de custo por menos de 4000 Reais. Entenda que no caso específico dessa cadeira, trata-se antes de mais nada de um produto de luxo. No Canadá custa 6000 dólares canadenses, pode ter certeza que é caro pra eles também. É necessário compreender que assim como uma Ferrari, essa cadeira não é pra quem quer, mas sim pra quem pode. E está difícil das pessoas entenderem isso.

    Resposta
  • quarta-feira, 1 de outubro de 2014 em 22:24
    Permalink

    só uma opinião e já falei isso de forma direta a uma deputada e quero que fique registrado. ALGUNS PRODUTOS DE NECESSIDADE IMEDIATAS DEVERIAM TER PREÇOS TABELADOS.para quem não sabe todos os fabricantes de cadeiras de rodas e equipamentos HOSPITALARES TEM INCENTIVO FISCAL. quando citei a pesquisa de mercado no comentário anterior.levei em conta todas as tributações.isso porque estamos analisando a criação de uma marca e entra no mercado com cadeiras com preços justos e com qualidade de importadas.O VALOR REAL DE UMA CADEIRA DESSE PATAMAR SENDO JUSTO SERIA DE NO MAXIMO 3 MIL REAIS.
    espero no futuro poder posta uma outra realidade…….

    outubro 2nd, 2014 - 15:14
    Christian Matsuy respondeu:

    @juracy, Sinceramente não acredito que tabelar seja a solução. Se o governo impor uma condição dessas, os fabricantes colocarão produtos de qualidade ainda mais baixa no lugar dos existentes e vai colocar na lua o preço de outras cadeiras. Se uma cadeira nacional dessas de 3000 Reais tivesse a qualidade melhorada, facilmente duraria a média de 5 anos, se você dividir o tempo de uso pelo valor, verá que o preço não é injusto. Só que essa qualidade está longe de existir por aqui.

    outubro 5th, 2014 - 17:26
    Eduardo Camara respondeu:

    @juracy, concordo com o Christian. Se for tabelado em 3.000 reais, nós nunca teremos equipamentos melhores. Vai ser nivelado por baixo… Eu tenho certeza absoluta de que uma cadeira de boa qualidade custa mais do que isso para ser fabricada, infelizmente 🙁

    Resposta
  • quarta-feira, 1 de outubro de 2014 em 22:49
    Permalink

    Acho que no Brasil ocorre muito mais falta de informação, fiquei paraplégico em 98 e minha primeira cadeira de rodas foi uma Ortobrás daquela em alumínio que dobra, e foi uma excelente cadeira, e não custa caro. Até hoje em dia uma Ortobrás dessas de 1.500,00 com uma bela almofada Roho de 1.200,00 atende qualquer exigência de conforto para o cadeirante. E existe uma Roho ainda mais barata de 300 reais.
    Vejo muitos cadeirantes mal posturados e totalmente comprometidos fisicamente por conta de produtos inadequados…
    Os revendedores de produtos importados cobram muito caro pelos mesmos, seria bom poder comprar pela internet, direto dos países desenvolvidos.

    outubro 2nd, 2014 - 15:08
    Christian Matsuy respondeu:

    @Wilson Osmar e Silva, Você pode comprar pela Internet sem nenhuma restrição, se entrar com processo de compra via despachante aduaneiro, você pagará 12% de imposto + frete + custas do processo que gira em torno de 2000 Reais. Vai da disponibilidade de cada um. A cadeira citada por você geralmente é a primeira cadeira de muito cadeirantes, por ser de pronta entrega com medidas padronizadas. Infelizmente esse tipo de cadeira está longe do ideal de qualidade, ela pode até ter boa durabilidade, mas é pesada e tem problemas com laceamento do assento e encosto entre muitas outras coisas. Mas pra muitos ela é a melhor que existe por conta da condição financeira de cada um. E eu respeito isso.

    Abraços
    Christian

    Resposta
  • sexta-feira, 3 de outubro de 2014 em 19:50
    Permalink

    é o beneficio que nós ganhamos do governo.

    outubro 5th, 2014 - 17:25
    Eduardo Camara respondeu:

    @Amauri Nolasco S. Junior, na imensa maioria dos países, inclusive nos EUA que você citou, a pessoa só tem direito a benefício se trabalhou e foi aposentada por invalidez. Em alguns lugares há, inclusive, tempo mínimo de trabalho necessário para poder receber QUALQUER benefício. Já no Brasil, é possível receber o benefício sem nunca ter trabalhado. Referências:

    http://www.disabled-world.com/disability/variation.php
    http://www.ssa.gov/dibplan/dqualify2.htm

    Resposta
  • terça-feira, 7 de outubro de 2014 em 11:48
    Permalink

    Cadeiras não podem ser importadas por varejistas, só atacadistas. Some os custos e lucros dos 2 (o que é justo) e não fica difícil que preço acabe bem alto.

    outubro 9th, 2014 - 15:03
    Christian Matsuy respondeu:

    @Ozires, Até dá pra importar no varejo, mas é burocrático, pois tem que se fazer o mesmo processo de uma empresa.

    Resposta
  • sexta-feira, 10 de outubro de 2014 em 11:23
    Permalink

    Simplesmente deplorável o comentário da Fabiana! Gaste seu tempo somando e não subtraindo, se é que possui capacidade para tal!

    Resposta
  • sábado, 11 de outubro de 2014 em 21:45
    Permalink

    ola
    caro pra quem compra
    barato pra quem vende

    e assim vai.

    me digam uma coisa:

    o financiamento do BB pode ser para cadeiras comuns??

    o mais comum que vi la foi: “adequação postural”.

    grato

    outubro 16th, 2014 - 17:06
    Christian Matsuy respondeu:

    @paul, Paul, o crédito pode ser utilizado sim, o BB atualizou a lista de produtos a serem financiados. Mesmo antes eles financiavam, as empresas sabem emitir a Nota fiscal de acordo com as exigências para o crédito.

    Resposta
  • quinta-feira, 30 de outubro de 2014 em 15:58
    Permalink

    Parabéns pelo post, o BB está aí para isso, mas também vale salientar que para comprar uma cadeira top, tem que ter uma renda alta, acabei de pegar minha Ti TR3 na Mobility, com todos acessórios, incluindo encosto e almofada, e ficou 25 mil reais, tive que fazer algumas manobras para o BB fazer o financiamento. Mas estou SATISFEITÍSSIMO com a cadeira, vale cada esforço!
    Abraços!

    Resposta
  • sexta-feira, 28 de novembro de 2014 em 01:22
    Permalink

    uma é poder de compra de um americano, as pessoas fazem conta errada, usando o cambio, 3 mil dolares para um americano é como se fosse aqui uns 300.00 reais para um Brasileiro! simples! conversão de dolares para real é só se formos comprar lá mesmo! renda do brasileiro é merda perto de um americano.

    Outro ponto de vista meu!!! nada contra a materia, é minha opinião!!! um amigo comprou esses dias uma cadeira nacional, 6 mil reais! a merda da cadeira não tem regulagem de angulo do encosto, altura do xaõ, ou mesmo do ponto de gravidade! as roas simples, unica coisa é aro de impulsão naturalfiti, eu falei que ele era doido! mais cada um é cada um! sendo que tinha outros marcas nacionais que tinhas essas regulagens! cadeira no brasil é cara sim, e tem empresa roubando sim! mais é só minha opinião, que digo é, comparem muito antes de comprar!

    ao amigo ai que pagou em uma tili tr3 25 mil reais! se é doido! com essa grana vc viajava para usa e comprar a cadeira lá e ainda sobrava grana!!! ou arrumava alguem para trazer! tenho uma tili tr2 consegui com um amigo! rodas spinergy, aro natural fiti, rodas dianteira flog, assento e encosto rigidos! 3500 dolares com esse configuração! la nos usa, gelera foi só minha opinião ok! abraços a todos. e parabens ao site mão na roda!

    dezembro 27th, 2014 - 11:49
    Christian Matsuy respondeu:

    @weverson, Fazer conversão “burra” realmente não resolve. Eu também acho que vale a pena ir buscar lá fora uma cadeira desse valor. Mas tem gente que acha isso tudo muito complicado, não entende o idioma, tem receio de comprar online entre muitas outras coisas. Daí não tem o que ser feito.

    Resposta
  • domingo, 7 de dezembro de 2014 em 20:33
    Permalink

    http://www.vemex.com.br/
    Sou aqui de São José é estou quase comprando uma dessas 100% nacional, cara, mais depois de um teste drive pirei a cabeça.Ela é quase o preço de uma TI lite e o peso de 7,5 mais spynergy LX.Queria q vcs avaliassem a Falcon e a nova Hand Bólio…

    Abraço

    dezembro 27th, 2014 - 11:45
    Christian Matsuy respondeu:

    @Jefferson,

    Vi essa cadeira na Reatech. Sinceramente achei absurdamente cara. O modo como ela é fabricada (em módulos) facilita bastante PARA O FABRICANTE, e pra nós sobram mais pontos de emenda, que com o tempo vão amolecer. Eu gastaria um pouquinho mais e pegaria uma Tilite Aero Z.

    Resposta
  • quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 em 23:18
    Permalink

    Valeu mesmo Christian,é cara mesma alem e as rosa dianteiros são muito largas pra dar estabilidade e capaz de não passar em lugares estreitos.Vi com outros olhos a T I Lite Aero Z..Vou entrar em contato com a mobility..Valeu mesmo..

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  • quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015 em 13:51
    Permalink

    Eu acabei comprando uma TI Lite Aero Z, com rodas spinergy, mas o fato que não fiquei satisfeita. Precisava de uma duplo x e acabei comprando uma monobloco, na hora testei e achei maravilhosa… Mas quando cheguei em Belo Horizonte, onde os táxis adaptados são raros e não tenho carro acabou me atrapalhando ao invés de ajudar… Infelizmente, quando saio preciso trocar de cadeira pela minha antiga de duplo x. É esse o preço que se paga por uma decisão impensada (queria sair da REATECH) com a cadeira e saí mesmo. Agora, estou procurando outra… Vou encomendar na mobility… Não conheço essa novidade que o autor do post citou: “uma cadeira lançamento canadense, em fibra de carbono dobrável, coisa inédita no mercado”. Gostaria de saber a marca dela, se possível…

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  • quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015 em 13:57
    Permalink

    E inclusive comprei TODOS os acessórios separadamente a almofada da Roho (que INFELIZMENTE a Gol ficou pra ela, na minha última viagem a São Paulo, em setembro de 2014), apoios para braços, rodas anti tombo e acredito que foi isso… A companhia aérea ficou com a minha almofada e falou que era para que eu procurasse na sessão de “achados e perdidos” do Aeroporto de Confins. O responsável pela sessão não encontrou é óbvio e eu fiquei com um prejuízo, que ninguém me ressarciu até hoje…

    Resposta
  • sábado, 28 de fevereiro de 2015 em 12:21
    Permalink

    Um pouquinho de boa vontade em tentar entender o sistema no qual vivemos deverá ser o suficiente pra corrigir os inúmeros mal entendidos de seu comentário. A quase infinita variedade de produtos que temos à nossa disposição e que a não muito tempo atrás nem existiam são fruto direto desse sistema – sim, estou falando do capitalismo. Já ouviu falar de Adam Smith? Pois entre tantas contribuições de seu pensamento, uma destaca-se – ele afirmou que os produtos que consumimos são produzidos como fruto autointeresse do produtor – ele está apenas marginalmente interessado em seu bem estar, o que ele quer mesmo é lucrar com sua atividade, e isso serve para qualquer ramo. Por mais que ele, o produtor, quisesse baixar seus preços, ele é restringido por custos num mercado com relativamente poucos consumidores (relativamente, somos, portadores de deficiência, minoria). Não dá pra fugir da realidade, todos os materiais e matérias primas utilizadas para fazer cadeiras de rodas podem ser utilizados para fazer muitas outras coisas, que se são mais demandadas, darão mais lucro e serão fabricadas em vez daqueles produtos que são relativamente menos demandados, como cadeiras de rodas geralmente são. O mundo é assim, e não pense que somos diferentes, como consumidores queremos sempre o menor preço e como produtores o maior. Preços não são fruto de maldades e conluios de fabricantes cruéis, são resultado pura e simplesmente de nossas preferências.

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  • terça-feira, 21 de abril de 2015 em 10:13
    Permalink

    Ando pesquisando em alguns sites para comprar uma cadeira leve e duravél. Tem alguma marca que vc pode me sugerir? Obrigada!

    Resposta
  • sábado, 27 de junho de 2015 em 21:03
    Permalink

    ola
    tambem estou procurando uma nova cadeira, ta na hora,- ou já passou
    posso gastar 2 a 3 contos

    qual seria indicada?? nao quero monobloco, acho q nao vo me acostumar !!!

    alguem se aventura a sugerir??

    grato

    🙂

    julho 21st, 2015 - 22:40
    Eduardo Camara respondeu:

    @paul, Por que tem medo de não se acostumar? Se a cadeira for feita na medida para você, vai ser melhor que uma dobrável, não tenha dúvidas! Nessa faixa de preço, vai de Ortobras Starlite ou Dinâmica Mix, por exemplo!

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  • quinta-feira, 16 de julho de 2015 em 10:45
    Permalink

    Opinião sobre as cadeiras:
    com relação , durabilidade, pêso, manutenção, peças disponíveis no mercado, designer
    estou entre duas cadeiras:
    Q7 quickie
    Blizzard Otto Bock

    Resposta
  • terça-feira, 21 de julho de 2015 em 22:25
    Permalink

    @sérgio, as duas são muito boas, mas eu ainda tentaria fazer a cotação de uma TiLite AeroZ! No mais, essas duas aí são equivalentes.

    Resposta
  • sábado, 15 de agosto de 2015 em 15:14
    Permalink

    Post para se refletir realmente.

    Acredito que quando algo se torna essencial para a sua viada o “caro” passa a ser não dispor da ferramenta que necessitamos.

    Abraço

    Pedro

    Resposta
  • terça-feira, 8 de setembro de 2015 em 18:07
    Permalink

    Sou cadeirante de 1ª viagem, sou forçado ater uma cadeira de rodas para poder andar nas ruas aonde vou após descer de um veiculo automotor, ganhei de um amigo uma cadeira de rodas nacional Baxman/Piragibe de mais ou menos de 20 a 25 anos de vida
    eu e meu neto Giovanni trocamos: todas rodas maciças, rolamentos, assento e encosto e toda pintura que foi necessária nos fizemos, modifiquei os freios que tinham defeitos de execução de fabrica e no final gastei R$402,70, ela ficou ótima para andar. Sabe quando me pediu um fabricante aqui no Rio para reforma-la R$600,00 e uma nova fabricada por eles custava R$700,00 á vista. Eu tenho 79 anos e tenho pólio (74 anos)na perna direita e no joelho esquerdo imenso com Artrose e fora a coluna que dói o tempo todo não consigo andar nestas calçadas no Rio. Será que é tão difícil nos ajudar a dar aos cadeirantes a ter uma oportunidade de ter cadeiras de rodas com qualidade a preços justos com isenção de taxas e impostos sobre elas. Quem sabe?

    setembro 8th, 2015 - 18:19
    Christian Matsuy respondeu:

    @Ítalo Panno, Como já dissemos no post, jeito tem, mas não existe o menor interesse nisso, seja por parte dos fabricantes, seja por parte dos governantes. por serem bens de consumo de necessidade básica e imediata, o preço sobe. Infelizmente é assim…

    Resposta
  • terça-feira, 29 de setembro de 2015 em 21:46
    Permalink

    olá, estou fazendo uma pesquisa com valor de cadeiras motorizadas e fiquei surpreso com os valores pois são simples e não tem tanta tecnologia para o valor, bom sou estudante de engenharia e vou fabricar um modelo de cadeira que irá trazer dignidade ao usuário, não sou deficiente mais tenho um amigo que é e foi minha fonte de inspiração espero contar com o apoio de vocês, obrigado.

    Resposta
  • segunda-feira, 18 de janeiro de 2016 em 16:52
    Permalink

    boa tarde Christian, estou um pouco atrasado para comentar, mais aí vai minha opinião. Este sem dúvida é um assunto delicado, quando um site, blog, divulga valor e modelo de um determinado produto, neste caso cadeira de rodas, não é para atacar ninguém e sim para informar. E aí quando acessamos temos a nossa disposição uma gama de produtos com valores de 0 a 100, nos sites de veículos acontece a mesma situação, veículos para várias faixas sócio-econômicas. Quanto a políticas sociais, formação de preço de um produto, estes sim são assuntos mais do que polêmicos. Acredito numa discussão sem fim. Votar em um candidato, hoje no nosso país está complicado, e o que você disse é verdade, a maioria tanto no executivo como no legislativo está trabalhando em benefício próprio. Gostei do seu blog, um abraço,

    Resposta
  • terça-feira, 22 de março de 2016 em 12:57
    Permalink

    Apesar de discordar de alguns pontos. eu o parabenizo pelo texto e por sua coragem em submeter sua opinião.
    Se os fabricantes não tivessem a isenção dos seguintes impostos: IPI, ICMS, PIS e COFINS. e o custo das matérias primas como; Barra de ferro, couro, plástico, rodas, pneus entre outros. são produzidos em território nacional, logo não existe a necessidade de importação o que elevaria o custo. Mesmo que o fabricante tenha que comprar estes itens para montar seu produto os valores de cada item não são caros e portanto não se justifica os valores cobrados por um produto que tem uma qualidade muito inferior se comparado a cadeiras produzidas em outros paises. E em muitos destes paises não existe esse incentivo fiscal, não existe politicas publicas de incentivo, sendo a regulamentação do mercado imposta pelo próprio mercado.
    Essa concorrência faz com que as fabricantes compitam pela fabricação de um produto melhor pelo menor preço possivel, e no brasil existem poucas empresas nacionais explorando o mercado, e em mercados assim é tipico se deparar com práticas de monopólio.
    Eu, como cadeirante, me pergunto porque as marcas internacionais não conseguem entrar no Brasil? Porque mesmo importando estes produtos eles conseguem trazer por um valor pouco acima das nacionais porem com uma qualidade incomparavelmente superor? Porque um empresa nacional com decadas de atuação no mercado ainda produz cadeiras motorizadas por um custo cada vez mais alto? Porque ela importa o controlador eletrônico e raspa o numero dos componentes internos de forma a impossibilitar que o consumidor ou profissional técnico em eletrônica consiga consertar ou substituir estas peças? Isso é reserva de mercado, isso é monopólio, isto é um desrespeito ao consumidor. E porque nós que pagamos ainda temos que ser mal atendidos por estas empresas caso solicite garantia?
    O governo fez algo em prol da população mas não tem fiscalização, logo de nada adianta.
    Agora, concordo plenamente quando diz que políticos cadeirantes não governam em nosso favor. Também vou dizer uma coisa; conheço muita gente que ganha uns agrados dessas fabricantes e por isso ficam com rabo preso, não apuram, não denunciam, não usam seu meio para informar o seu público e tudo isto pra que? Pra ganhar desconto, peças, traquitanas, patrocino etc.
    Alem do mais verdade seja dita, muitos cadeirantes também tem certo preconceito com outros, ou com a exposição e por isso é comum você ver cadeirantes que não se integram em grupos por meio das redes sociais com proposito de compartilhar informações e reivindicar direitos. Eu notei isto quando tive que convencer uma administrado de um grupo a postar o link da minha reclamação a uma empresa no site reclameaqui.

    Essa discussão sobre haver produtos que custam caro não vem ao caso, uma pantera x vale o custo porque entrega a melhor qualidade. Demais casos é preciso se questionar se o que está comprando vale o preço.

    março 24th, 2016 - 13:56
    Christian Matsuy respondeu:

    @Paulo Kennedy, Obrigado por seus comentários. Acredito que já me prolonguei muito nesse assunto se somar o artigo + todas as respostas que escrevi.

    Um grande abraço!

    Resposta
  • quinta-feira, 24 de março de 2016 em 11:20
    Permalink

    Bom dia a todos participantes deste Blog!

    Vim aqui deixar meu cometário sobre um tema um pouco antigo mas que ainda repercute…Preço e Qualidade de Cadeira de Rodas… Sou cadeirante, tô na “estrada” há quase 19 Anos e vejo, como já disseram, muita coisa mudou pra melhor, certo de que ainda tem que melhorar muito, vejo os Anúncios nas redes sociais de produtos de Altíssima qualidade, penso que antes de criticar ou ofender quem está ali publicando seu produto, que avaliem com calma, tudo o que está agregado (opcionais, garantia, etc…) aí talvez entendam o custo beneficio que está sendo oferecido… não faço parte de nenhuma loja do ramo, muito menos estou aqui para defender alguém, já usei várias cadeiras que na verdade estavam prejudicando minha saúde, até que resolvi encarar uma cadeira monobloco, na qual, usei durante 8 anos e parti recentemente para outra… sou consultor de vendas de uma Concessionaria de Veículos e costumo comparar as cadeiras convencionais com as monobloco. usando o exemplo de – Passar de um veículo com câmbio manual para um com câmbio Automático, dificilmente você volta a usar com câmbio manual.

    grande abraço a todos!

    março 24th, 2016 - 11:58
    Christian Matsuy respondeu:

    @André Bianco – São Luís -MA, Pois é André, às vezes as pessoas complicam as coisas por conta de nada. Custa caro? Sim custa! Ainda mais com esse dólar. Mas… tudo tem seu preço! Abraços!

    Resposta
  • segunda-feira, 27 de junho de 2016 em 15:16
    Permalink

    Boa tarde! Sou cadeirante a mais de 30 anos e com o tempo tive que aprender a valorizar mais a minha vida e minha saúde, e depois de utilizar cadeiras importadas nunca mais me adaptei a outras. Mais o que vcs falam e justo, e deveriam ser computado na mão dos políticos e pessoas da alta cúpula pensar mais na vida dos deficientes e socorrer com mais presteza a essa grande massa social que somos nós e assim como votamos em muitos deles, podemos também derrubá-los. Grande abraço a todos!

    junho 30th, 2016 - 10:20
    Christian Matsuy respondeu:

    @Paulo Roberto Martins, Obrigado por seu comentário. Eu também usei cadeiras nacionais de marcas e modelos diversos por mais de 15 anos, até conseguir comprar uma importada que já dura mais de 8 anos. Quando comprei a cadeira achei o preço meio absurdo, nem eu acreditava que estava pagando tão caro em uma cadeira, mas se diluir o valor entre o tempo de vida útil dela, sai muito mais barata que qualquer cadeira nacional que dificilmente dura mais de 3 anos.

    Resposta
  • terça-feira, 9 de agosto de 2016 em 18:03
    Permalink

    Olá Christian;
    Com o crédito BB, consigo comprar uma importada também ?
    Como dusse, i vestimento a longo prazo. E nosso corpo muda.!!!

    Att;

    Cristiane Ribeiro

    agosto 9th, 2016 - 18:11
    Christian Matsuy respondeu:

    @Cristiane Ribeiro, Sim, desde que você compre com nota fiscal. Não tem como utilizar esse tipo de financiamento caso você importe por conta própria ou traga como bem pessoal em viagem ao exterior.

    Resposta
  • quarta-feira, 9 de novembro de 2016 em 10:45
    Permalink

    Gostaria do auxílio de vocês porque estou tentando uma resposta do pessoal da ABNT e não estou conseguindo.
    Na nova norma NBR 16537/2016 que trata de sinalização tátil no piso diz na pág. 10 item 6.3 (a), que o piso tátil de alerta deve ser utilizado para informar à pessoa com deficiência sobre a existência de desníveis ou outras situações de RISCO PERMANENTE, como objetos suspensos não detectáveis pela bengala longa.
    Vejo nas cidades a utilização de piso tátil de alerta no início e término das entradas de veículos das residências e em outros casos o uso do piso tátil de alerta contínuo em toda a largura da entrada de veículos.
    Acontece que não consegui encontrar na legislação embasamento legar para utilizar piso tátil de alerta nas entradas de veículos de residências e considero esta situação como RISCO EVENTUAL e não RISCO PERMANENTE.
    O que vocês acham???
    Preciso da ajuda de vcs……
    Paulo Cesar dos Santos Figueiredo
    Email: pasf@terra.com.br
    Fone: (67) 99971 8018 – (67) 3424 0709
    Dourados (MS)

    Resposta
  • domingo, 11 de dezembro de 2016 em 10:48
    Permalink

    O grande problema em nosso país são pessoas que agem e pensam e pior ainda fazem apologia á exploração por parte de empresários,funcionários capitalistas que nem estão aí para a obrigação de cumprir o que se propõe através da propaganda de bem estar a se proporcionar ao cadeirante através de determinado produto,ou seja,a cadeira de roda.Eu hoje estou com dois processos contra a FREEDON ,POR DUAS CADEIRAS MOTORIZADAS,imagine 20.000,00 no minimo uma adquirida á 4 meses parada não acende o painel,joystick!Sou universitária e estagiária de Direito!

    dezembro 12th, 2016 - 18:47
    Christian Matsuy respondeu:

    @suely Fátima Souza, Suely, acho que no seu caso tem que processar mesmo. Pagar caro e não obter a qualidade esperada é frustrante, fora os inconvenientes que isso traz. Aliás você está no seu direito como consumidora.

    Resposta
  • terça-feira, 13 de dezembro de 2016 em 07:01
    Permalink

    O que faz com que estes empresários a não praticarem o que vendem é a sensação de impunidade que sentem ao ter em cada estado os “ditos” parceiros que eles até mesmo dão um incentivo e normalmente recebem apoio do Estado para ficarem na manobra dos deficientes menos informados e fazendo com que eles ainda se sintam gratos por que imaginam não ter mais problemas com Otite nos ombros.
    Conheço algumas pessoas assim e geralmente estão sem estudar como eu financeiramente muito bem usando a situação especial das pessoas deficientes cadeirantes como eu.

    Resposta
  • domingo, 19 de fevereiro de 2017 em 13:12
    Permalink

    Eu me chamo marli e preciso muito de uma cadeira de roda para minha mãe de 75 anos ela não anda.

    Resposta

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