Roma

Uma das cidades mais antigas do mundo, Roma respira história! Fundada há quase 2.800 anos, foi sede do Império Romano, exerceu as principais influências da civilização ocidental e ainda hoje mantém sua importância cultural e nos costumes.  Localizado dentro da cidade de Roma está o Vaticano, sede da igreja católica e considerado o menor país do mundo, mas também repleto de cultura e história. A visita que fiz em Roma foi bastante curta, mas deu para conhecer um pouquinho da cidade. A acessibilidade em Roma é ruim, mas vale muito a pena!

Andando pela cidade:

Cadeirante andando por rua em Roma
Em pouquíssimos lugares há esse caminho liso no meio. A maior parte é puro paralelepípedo.

O centro histórico é muito bonito, e você fica maravilhado com os pátios de alguns prédios antigos e o charme das ruas. É incrível estar numa ruazinha pequena e, de repente, se deparar com um baita prédio construído há séculos atrás.

O piso das ruas é todo de paralelepípedos, alguns mais alinhados, outros menos. Em algumas, há um caminho mais lisinho, mas é exceção. O centro histórico não é totalmente plano e é bastante cansativo tocar a cadeira por lá. Quem me salvou foi a Freewheel e umas boas empurradas da Joana. Sem as duas, teria sido muito pior!

Se você tem cadeira motorizada ou algum acessório como a Firefly ou o Kit Livre, também é uma boa opção! Boa parte das calçadas também não tem rampa, mas a parte boa é que o centro histórico de Roma é relativamente pequeno e dá para fazer tudo a pé. É muito muvucado e há muitos turistas, mas com pouco tempo para a cidade é uma boa opção. Vale dizer que boa parte das lojas e muitos restaurantes não tem rampa na entrada e é necessário uma ajudinha para entrar.

Coliseu e Forum Romano:

Ir à Roma e não ver o Papa é tranquilo, mas não ver o Coliseu é imperdoável! Cenário de muitos filmes (O Gladiador é um dos mais conhecidos), e palco de lutas sangrentas, visitar o Coliseu é viajar no tempo e se sentir dentro da história. Para mim foi um dos pontos altos da viagem, e a boa notícia é que o Coliseu é bastante acessível e de graça para o cadeirante e seu acompanhante. Não é necessário agendar e enfrentar filas, basta entrar no local reservado a grupos e pedir seu tíquete. No térreo você fica bem próximo à arena e também há um elevador para o andar de cima, de onde podemos ter uma visão geral do monumento que inspirou o formato dos estádios de hoje em dia. Vale a pena levar um guia (app de celular, por exemplo) para entender melhor como funcionava o Coliseu na Roma antiga, há quase 2.000 anos atrás.

Vista do interior do Coliseu, em Roma
Um elevador permite chegar ao andar superior do Coliseu, e dentro há rampas e locais rebaixados enxergar melhor o monumento

Ao lado do Coliseu também está o Forum Romano, um conjunto de ruínas bem conservado bem no centro de Roma. É um parque arqueológico gigantesco e também bastante acessível, com rampas por todo lado e de fácil circulação. Vale a pena passar pelo menos uma manhã visitando o Forum Romano e o Coliseu!

Pantheon:

Interior do Pantheon, em Roma
Pantheon: há uma rampa na entrada e o interior é deslumbrante!

O prédio construído no século II (você não leu errado, foi por volta de 126 DC) impressiona por sua beleza e estado de conservação. É considerado o edifício mais bem conservado da Roma Antiga e atualmente abriga a igreja de Santa Maria e os Mártires. A cúpula de proporções gigantescas é a maior feita até hoje utilizando concreto não reforçado, uma obra de arte da engenharia. Pinturas e esculturas também decoram o ambiente e não há como não se impressionar com o imenso portal e colunas na entrada do edifício. O acesso é bem tranquilo, pois há uma rampa montada na entrada.

Fontana di Trevi, Piazza Navona e Escadaria Espanhola:

Todas essas atrações são ar livre e o acesso é fácil. As fontes localizadas nestes locais são lindas e foram construídas nos séculos XVI e XVII. São muito bem conservadas e a concentração de turistas é enorme! Vale a pena visitá-las de manhã bem cedo ou então no fim da noite, quando estão menos lotadas e dá para curtir um pouco mais.  Ah, não dá para subir a escadaria espanhola, mas é possível possível subir pela rua ao lado e ver o por do sol lá de cima (muito bonito) ou então admirar a fauna que lota os degraus a partir da parte de baixo.

Curiosidade: a Piazza Navona, um dos endereços mais nobres de Roma, abriga a Embaixada do Brasil!

Fontana di Trevi à noite
A Fontana di Trevi é linda, mas vive lotada. Tente chegar muito cedo ou tarde da noite para aproveitar melhor.

Transporte:

Alguns ônibus são acessíveis, mas o metrô próximo ao centro histórico não. Desconheço táxis adaptados para cadeiras de rodas, mas a maioria dos convencionais tem mala bastante grande. O táxi é bem caro e uma corrida curta custa entre 10 e 20 euros. Há também van particular com elevador, mas não usei o serviço. O melhor jeito de se locomover é mesmo a pé, pegando um táxi vez ou outra.

Hotéis:

Cheguei a reservar dois que se diziam acessíveis e depois de um contato tive que cancelar pois tinham degraus para chegar ao elevador ou elevador muito pequeno que não cabia a cadeira. Fiquei em um terceiro que teoricamente era acessível e não era. Furada total e um dos pontos difíceis em Roma. Há hotéis adaptados na cidade e normalmente sãos os 4 e 5 estrelas, mas minha recomendação é ligar ou mandar email perguntando TUDO e pedindo fotos. Uma dica de hotel acessível e barato é o Hotel Pomezia, que tem um quarto térreo com bom banheiro adaptado.

Banheiro adaptado do Hotel Pomezia, em Roma
O Hotel Pomezia é um dos poucos hotéis baratos de roma com banheiro acessível. A localização é muito boa!

Banheiros:

Banheiros adaptados, são poucos, então se você precisar de um a melhor aposta é procurar um museu, shopping, cinema, McDonald’s ou mesmo algum hotel mais chique, onde há chance de encontrar um banheiro acessível no Lobby. Há alguns raros banheiros públicos próximos às principais atrações, como o Coliseu, e outra boa aposta é procurar nos prédios governamentais.

Quando ir:

Evite o verão (julho e agosto) pois o calor é infernal e a cidade está no seu pico de lotação. Tudo será mais caro e mais difícil. Se possível, vá em abril ou maio, quando as temperaturas são amenas e chove pouco. Setembro e outubro são outras boas opções.

 

 

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Eduardo Camara

Se não está viajando, está pedalando. Muitas vezes, fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

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