Cris Costa - quinta-feira, 27 de maio de 2010 - 12:12
Nova York, pra mim é uma das cidades mais bacanas do mundo por ser extremamente diversa e com opções para todos os gostos. E foi pra lá que fui no carnaval. Apesar de saber que a cidade é bem acessível e que não teria grandes problemas, achei que seria legal alugar uma cadeira motorizada, pra poder circular mais pela cidade sem ficar muito cansada ou com os dedos duros e congelados. Eu até consegui não ficar tão cansada e andar bastante, mas o frio, este ano, estava cruel e os dedos congelaram, mesmo com luvas.
Quando cheguei no hotel, a cadeira já estava lá. O que me deu um grande alívio, pois nunca tinha alugado nada e foi tudo feito pela internet, então estava um pouco insegura. Olhei pra cadeira um tanto ressabiada, mas achei que ia ser molinho pilotar uma cadeira motorizada. Afinal, que perigos um joystick (aquela alavanca com a qual você direciona a cadeira) pode oferecer? Descobri rapidamente que são vários, rs. Primeiro, eu não sabia que a cadeira tinha níveis de velocidade, e por isso mesmo não sabia que, ao sentar na cadeira, a velocidade já estava no máximo. Então, no primeiro toquezinho no joystick corri uns 10 metros que nem uma louca. Até porque a cadeira não anda retinha facilmente, mas ai não sei se era por falta de balanceamento dela ou total falta de habilidade da condutora. Enfim, passado o primeiro susto e depois de xingar algumas vezes o tio que me alugou a cadeira e não deixou nem um manualzinho explicando como ela funcionava, lá fui eu pra rua.
O aluguel da cadeira valeu cada centavo. Andei muito pela cidade sem maiores problemas, até porque Nova York tem rampa para todos os lados. Nas poucas esquinas que não encontrei rampa, eu dava uma volta maior até encontrar uma. Sem maiores problemas. Entrei e circulei em lojas e restaurantes. A única dificuldade foi encaixar a cadeira debaixo das mesas por causa do pedal. E as vezes me batia um medo da cadeira quebrar no meio do caminho e por isso sempre atravessava as ruas na velocidade máxima, rs.
E o transporte? Ah, foi muito tranquilo. Tinha ouvido falar em taxis adaptados e que era só ligar e pedir, como já havia falado num outro post. Eu liguei pro tal número e disseram que o taxi poderia levar de 5 minutos a 1 hora para aparecer. Depois de 1 hora ninguém apareceu, eu liguei pra reclamar. Me disseram que o taxi tinha ido, mas que por alguma razão foi embora e me pediram pra ligar mais tarde. Mandei a mulher “go and catch little coconuts” (ir catar coquinho), e como sou maior de idade e “metxida” a independente, me informei no hotel, atravessei a rua e peguei um ônibus. Querem saber? Foi a melhor coisa que fiz. Tem ônibus para a cidade inteira e são todos adaptados. Os elevadores funcionam bem e não demoram horas pra descer e subir. Ninguém reclama e os motoristas foram extremamente atenciosos. Além do que, só custa U$1,15 a viagem. Mas também tem o Metrocard (cartão do metrô/ ônibus), que você paga por uma quantidade “x”de viagens, tipo vale transporte, que é mais prático.
E assim, rodei bastante por Nova York. Motorizada e de ônibus. Não perdi nada. Sinal do quanto acessível a cidade é. Só não fui a alguns lugares, que não consegui descobrir qual ônibus pegar. Teve uma noite que usei a minha cadeira manual e peguei um taxi. Mas os taxistas por lá são que nem os daqui: torcem o nariz. Tem que dar sorte de achar um que queira pegar alguém com cadeira de rodas.
Para maiores informações sobre o Metrocard, o link para o site é: http://www.mta.info/metrocard/
Cris Costa - quinta-feira, 26 de março de 2009 - 10:07
Para quem não conhece Nova York o tour de ônibus que passa por lugares famosos é uma boa opção. Existem duas empresas que oferecem esse tour: a Grayline, que possui os ônibus vermelhos, e a City Sights NY, que tem os ônibus azuis. Os preços não são lá dos mais baratos (a média é de U$ 40,00 por passeio, ou U$ 54,00 por um pacote de passeios), mas a vantagem é que você acaba conhecendo pontos bem legais da cidade. Ainda existe a opção de fazer tours ligados a seriados famosos (Sex and the City e Sopranos) ou que mostram locações usadas em diversos filmes. Esses são feitos pela empresa ScreenTours.
O esquema é o seguinte: você compra a “ingresso” e tem direito de circular nos ônibus num período de 48 horas. Os ônibus tem várias paradas programadas, então se você gostou de algum lugar e quiser saltar, você pode. Nesse caso você salta, faz o passeio a pé, e depois volta pro ponto e pega o próximo ônibus para continuar o tour. Os ônibus passam de 30 em 30 minutos.
E claro, são adaptados! O motorista aperta um botão na porta da frente, e uma “plataforma” tipo uma rampinha desce. A vantagem desse tipo de adaptação é que mesmo se o sistema automático quebrar, ela funciona. A diferença é que ao invés de apertar o botão, o motorista vai puxar uma cordinha pra levantar a tal “plataforma”. Simples e prático.
A única coisa que não me agradou muito foram os guias turísticos. Em um dos tours a guia era uma chinesa, e não se entendia absolutamente nada do que ela falava. Pra mim, parecia que ela falava chinês mesmo. Só entendia “Meixis” (se referindo à loja de departamento Macy’s) e Burumindales, que deveria ser a loja Bloomingdales. Acredito que ela provavelmente ganhava alguma comissão das lojas, pois era só nelas que ela falava. Uma figura!
Ah! Infelizmente a parte de cima do ônibus não tem acesso, então os cadeirantes tem que ficar no andar de baixo que é um tanto solitário e a vista não é tão boa quanto a de cima.
Mas achei que valeu a pena. Pois dá uma boa noção da cidade e de bons pontos para se visitar. Pra arrematar, a empresa City Sights NY oferece tour em vários idiomas, é só se informar qual o horário do tour em português ou espanhol. Abaixo o link das empresas. Infelizmente só achei sites em inglês.
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http://www.citysightsny.com/
http://www.grayline.com/Grayline/destinations/us/newyork.go
http://www.screentours.com/tour.php/satc/
Cris Costa - sexta-feira, 20 de março de 2009 - 09:14
Se locomover em Manhattan é bem simples. Pelo menos eu achei. Funciona assim: são 12 avenidas que cruzam com 72 ruas. Quase todas elas tem números ao invés de nomes. Difícil se perder por ali. Pelo menos eu achei. O sistema de transportes lá também é bem simples e eficaz. Vamos às opções:
Ônibus: São todos adaptados, tendo entrada acessível pela frente ou pela lateral. É bem tranqüilo circular de ônibus, e é uma boa opção para ir a lugares que não tem estação de metrô adaptada. Os ônibus circulam todos os dias da semana, 24 horas por dia, e normalmente passam num intervalo de 5 a 15 minutos dependendo do trânsito.
Metrô: Nem todas as estações são adaptadas. As acessíveis possuem o símbolo internacional do lado de fora. Tem que ter atenção, pois algumas estações possuem acesso apenas de um lado, e pode acontecer de você não encontrar acesso na estação que vai saltar. Vale dar uma conferida antes pra não ter erro.
Dica: Se você pretende ir a lugares distantes do seu Hotel, vale comprar o Metrocard. É tipo um vale transporte, que facilita o pagamento, pois você não vai ficar precisar ficar catando dinheiro ou moeda, e vale tanto para o metrô quanto para o ônibus. Você paga um valor X que vale por Y viagens. E ainda pode conseguir bons descontos. Para maiores informações sobre o Metrocard, o link para o site é: http://www.mta.info/metrocard/
Taxi: Ah, os taxistas… Bom, como aqui no Brasil, nem todos são solícitos. E olha que as malas dos taxis de Nova York são enoooooormes, comportam qualquer cadeira junto com as malas, então espaço não é o problema. Mas enfim, você pode tentar pegar um taxi “normal” ou ligar para 311 ou (212) 639-9675, que eles enviam um taxi adaptado para o local onde você está. Parece que eles já possuem mais de 300 carros adaptados e não tem nenhum custo adicional. É a mesma taxa dos demais. Mas é bom rezar pela boa vontade do motorista.
Terminais de trem e ônibus: Também são adaptados. Vale uma visita à Grand Central Station mesmo que você não vá usar o trem. É uma construção antiga e muito bonita, com restaurantes e lojas também. As rampas lá dentro são um pouco “puxadas”, mas nada que uma ajudazinha não resolva.
Ferries: Os Ferries (espécie de barca) servem mais para circular entre Manhattan e New Jersey. São bem adaptados e possuem conexão grátis para o ônibus. Há também os passeios turísticos nos Ferries, como o que vai até a Estátua da Liberdade.