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Praia Para Todos 2012 – Rio de Janeiro

Christian Matsuy - quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 - 13:12

logotipo praia para todosPRAIA PARA TODOS – Lazer e Desporto Adaptado nas Praias - está de volta à Orla Carioca.

A partir de 28 de janeiro (sábado) acontece a quarta edição do projeto que torna as praias cariocas acessíveis. O PRAIA PARA TODOS estará no Posto 3, da praia da Barra da Tijuca, de 9h às 14h, sempre aos sábados.

No verão de 2009 o projeto passou pelas praias da Barra da Tijuca, Copacabana, Ipanema e Piscinão de Ramos, fixando-se em 2010 na Barra da Tijuca.

A intenção do PRAIA PARA TODOS  é seguir negociando com a Prefeitura do Rio e buscar mais patrocinadores visando oferecer à sociedade outros pontos fixos acessíveis no extenso litoral carioca. Os coordenadores do projeto pretendem fazer do Posto 3 um modelo de acessibilidade para outros pontos da cidade.

posto 3 adaptado

estrutura montada na orla com tendas e esteira de acesso

A iniciativa tem como objetivo aumentar a integração da pessoa com deficiência com a natureza e o esporte, promover mais sociabilidade e, ainda, despertar a atenção da opinião pública que ainda não oferece estrutura adequada.

Todas as atividades oferecidas serão ministradas e realizadas sob a orientação de profissionais especializados das áreas de educação física e fisioterapia, além de estagiários e voluntários do Instituto Novo Ser, organizadora e produtora do Projeto. O PRAIA PARA TODOS tem como mantenedora a empresa Radix e conta com o apoio institucional da Subprefeitura da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, da Orça Rio e do Blog Mão na Roda.

Serviços oferecidos pelo PRAIA PARA TODOS: 

  • Esteira para passagem de cadeiras de rodas,
  • Cadeiras anfíbias – de fácil deslocamento pela areia e que ainda flutuam na água,
  • Atividades esportivas adaptadas como frescobol, vôlei sentado de praia, peteca e surf adaptado
  • Jogos recreativos, piscininha infantil
  • Handbike 
  • Tendas de apoio
  • Locais acessíveis com vagas de estacionamento reservadas, rampas de acesso à areia, sinalização sonora e banheiros adaptados.

PRAIA PARA TODOS atende às necessidades de aproximadamente 50 pessoas com deficiência, acompanhantes e familiares por dia. Na edição passada mais de 1.500 pessoas foram beneficiadas diretamente. 

Não perca essa oportunidade e venha conhecer o projeto!

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“A” cozinha acessível

Eduardo Camara - domingo, 26 de junho de 2011 - 10:43

Passando pelo Hypeness, descobri esse vídeo recente de uma cozinha fantástica. Deve custar um montão, mas bem que eu queria uma!



Fonte: http://www.hypeness.com.br/2011/06/cozinha-inovadora/

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Ráscal Restaurante – São Paulo

Christian Matsuy - sexta-feira, 24 de junho de 2011 - 10:07

foto da fachada do ráscalConferimos mais um local acessível em Sampa!

Fomos ao Ráscal, categorizado como “cozinha rápida” pela Veja e Folha. Isso inclui um serviço de buffet bastante sofisticado e muito variado mais a possibilidade de servir-se das massas do dia (os tipos e molhos variam e são preparadas na hora no balcão), ou uma pizza ou calzone individual.

Caso não estiver safisfeito com os pratos do dia, ainda é possível pedir algumas opções de massa do cardápio  sem custo adicional. O preço é único. (bebidas e serviços não inclusos). Existe a opção de pratos A la Carte.

visão geral do salão

bom espaçamento entre mesas e telão ao fundo

O ambiente é bastante familiar, apesar de requintado. Ótimo para conversar, pois o ruído das outras mesas se dispersa e não te obriga a gritar, nada de música alta, conta com um projetor que pode ser visto de praticamente todo o salão.

Essa unidade do Ráscal por estar localizada fora de um Shopping, oferece uma espaço bem maior,  proporcinando um salão com mesas bem espaçadas, com área de circulação maior que 1 metro. Tudo térreo.

Na entrada há uma porta giratória, mas antes de eu terminar meu desembarque em baixo da marquise coberta, o segurança já havia providenciado a abertura da entrada lateral. O serviço de manobrista é cobrado e mais uma vez não tem como escapar dele devido a dificuldade de vagas na rua.

entrada lateral do ráscal ao lado da porta giratória

entrada ao lado da porta giratória - sem degraus

Tanto o balcão de pratos quentes como o buffet, tem uma altura que pode impedir de se servir sozinho, você pode contar com a ajuda das garçonetes para isso sem nenhum problema. Apesar disso, o buffet permite que você chegue bem perto para ver os pratos expostos o que já facilita um bocado.

foto do buffet de frios e saladas e balcão de massas

buffet de frios e saladas e balcão de massas

Mais uma vez tenho que elogiar as mesas desse restaurante, que se você observar, são de desenho simples (tampo com quatro pés fixos nas arestas), que permite a entrada de qualquer tipo de cadeira e com espaço para mais uma pessoa sentar-se ao seu lado. Existem mesas quadradas, retangulares e redondas. Todas acessíveis.

mesas do restaurante com ótimo acesso para cadeira de rodas

mesas com estilo básico porém muito funcional e acessível

É notável como o funcionários do Ráscal te recebem bem, fica claro que eles passaram por alguma orientação nesse sentido. É o tipo de coisa que nos cativa e dá vontade de sempre voltar.

O banheiro adaptado é exclusivo, possuindo uma pia interna (e externa de uso comum). Achei o dispenser de papel higiênico um pouco afastado do vaso. Problema que poderia ser facilmente resolvido com a inversão do dispenser de protetor de tampa (que você vai usar ANTES de sentar). Já o papel higiênico, nós usamos depois! ; ) Não fica trancado e a higiene e limpeza estavam impecáveis.

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logo ráscal


Ráscal Restaurante

Rua Leopoldo Couto de Magalhães, 831
(esquina com a Atílio Innocenti)
Itaim Bibi (ver no Google Mapas)
Fone: (11) 3078-3351

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Hamburgueria Nacional – São Paulo

Christian Matsuy - terça-feira, 14 de junho de 2011 - 14:46

imagem da entrada da hamburgueria nacionalEsse frio de São Paulo me dá preguiça… E pra espantá-la, só mesmo saindo pra comer! O local avaliado dessa vez foi a Hamburgueria Nacional. Assim como já sugere o nome, ela é especializada em hambúrgueres e outros lanches.

Essa avaliação contou com a presença do amigo Andrés Lopez, da Orto Sport, e sua esposa, que aprovaram o lugar!

O estacionamento é rotativo e a rua é complicada pra achar lugar, então não há como escapar do serviço de valet.

Na entrada temos um pequeno degrau, mas a rampa com inclinação correta, está perfeita. O ambiente é todo térreo, dispensando a existência de degraus. A porta da entrada é tão larga que dá para passar com duas cadeiras emparelhadas :)

rampa de acesso da entrada

Rampa de acesso da entrada

O espaço de circulação entre as mesas é bom, não impedindo a passagem. Mais uma vez encontramos as mesas de pé redondo, mas como estávamos em uma turma grande, nada como se acomodar entre as mesas, como já mostrado em outros posts. Existem as tradicionais mesas com sofá também.

ambiente interno hamburgueria nacional

Ambiente interno da Hamburgueria Nacional

O ambiente é climatizado e mesmo com muito frio dá pra ficar com uma blusa leve. Se tem uma coisa que eu detesto é passar frio na hora que estou comendo.

fritas e hamburguer salada

Fritas e hamburguer salada

Como em todos os lugares especializados em hamburguer, eles têm o preparo em brasa, o que deixa o sabor levemente defumado e a carne com textura suave, sem gordura, servida no ponto desejado. A batata frita não congelada é outro diferencial, raro de se encontrar hoje em dia.

visão intrerna do banheiro adaptado

Vista interna do banheiro adaptado e porta corrediça

Banheiro adaptado, bastante limpo, porém achei que a adaptação poderia ser melhorada. As barras de apoio estão muito altas. A porta é corrediça. O fraldário fica nesse tampo de madeira atrás do vaso. A pia apesar de estar um pouco elevada, permite boa aproximação e a água não espirra, devido aos formato da cuba.

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Hamburgueria Nacional

Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, 822
Bairro Itaim Bibi (ver no Google Mapas)
Fone: (11) 3073-0428

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Milk & Mellow – São Paulo

Christian Matsuy - segunda-feira, 30 de maio de 2011 - 15:40

Mais uma lanchonete “detonada” pelo blog!

Fomos ao tradicional Milk & Mellow, local que recebeu todos os requisitos de acessibilidade após sua última reforma (e olha que já tem alguns anos).

Ambiente descontraído e informal, funciona no horário do almoço, mas o “charme” mesmo é ir à noite, de preferência sentar numa das mesas ao lado da Avenida Cidade Jardim.

A especialidade da casa são os lanches. Servem outros tipos de prato, mas eu não sairia da regra. O Milk Shake é algo indispensável. Um dos poucos lugares onde pode se provar um bom waffle, mas peça um lanche menor.  ;)

O local conta com um estacionamento próprio (pago) e eles colocam seu carro em local bastante privilegiado caso você avise ao manobrista que é cadeirante. Tem serviço de manobrista, mas não é Valet.

rampa da entrada principal

Ambiente térreo com uma rampa na entrada principal um pouco inclinada demais, mas nada que venha a ser impeditivo. Bom espaço entre as mesas facilita a circulação.

milk shake, fritas com queijo e fabuloso cheese bacon salada

Uma coisa muito interessante no Milk & Mellow é a mesa com sofá, que ao contrário de todos os outros locais avaliados com esse tipo de mesa, permite que o cadeirante entre com a cadeira na ponta da mesa. Dá pra acomodar 4 pessoas mais um cadeirante sossegado. Notei que o apoio central foi posicionado de uma maneira que não impede a entrada da cadeira sob a mesa.

detalhe da mesa com sofá e mesa grande

Existem as mesas tradicionais. Nessas nada como o velho truque de se acomodar entre 2 mesas. Se estiver em turma grande, apela pro mesão! Ah, e pra quem ainda não conhece o truque de ficar entre as mesas segue ai a foto:

posicionando a cadeira entre as mesas

Se você estiver em um lugar onde sua cadeira não entra embaixo da mesa, peça para alguém separá-las o suficiente para que a cadeira entre no vão, e depois volte a mesa na posição original. Com isso você consegue ficar na distância correta da mesa e não vai sujar sua roupa!

banheiro limpo e espaçoso

O banheiro adaptado fica dentro dos normais com cabine isolada, muito amplo e bem distribuído, acho que foi um dos maiores banheiros adaptados que encontrei. As cabines não ficam trancadas e estava tudo muito limpo.

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Milk & Mellow Burgers

Avenida Cidade Jardim, 1085
Bairro Jardim Europa (ver no Google Mapas)
Fone: (11) 3168-4516

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Essa vaga não é sua nem por 1 minuto!

Christian Matsuy - segunda-feira, 25 de abril de 2011 - 09:37

Recebemos o link para esse vídeo de alguns leitores do blog, e como nem todo mundo usa o Facebook (pelo menos por enquanto rsrsr) estamos postando aqui! Achamos fantástica a forma original de abordar um assunto antigo e que continua sendo não respeitado por muitos!

Esta vaga não é sua nem por um minuto from Bruno Siqueira (malha) on Vimeo.

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Cinema São Luiz – Rio de Janeiro

Bianca Marotta - sexta-feira, 22 de abril de 2011 - 17:40

Já tem um bom tempo que queríamos escrever um post sobre a acessibilidade do cinema São Luiz, no Largo do Machado. Só que nunca acontecia de estarmos com câmera a postos para tirar as devidas fotos. Não que desta vez eu estivesse com uma senhora câmera na mão, mas meu celular quebrou um galho e finalmente consegui adicionar mais este cinema a nossa lista de locais acessíveis. Vamos aos detalhes!

Rampa para o elevador de plataforma e elevador de plataforma

Como o cinema fica no segundo andar de uma galeria, logo na entrada damos de cara com uma super rampa que leva ao elevador de plataforma.

Banheiro adaptado

Já no segundo andar, próximo às salas de projeção, encontramos os banheiros adaptados. Bem grandes, por sinal e com suas devidas barras de apoio etc e tal. Só não gostei dos dizeres presentes na plaquinha de sinalização: “Sanitário Especial”. Pra quem já me conhece, não simpatizo com o uso desta palavrinha. Desnecessária…

O filme que assisti foi projetado na sala 2, uma das duas salas que possui locais reservados para cadeiras de rodas muito bem posicionados. Nas fotos a seguir você pode ver a localização dos mesmos ver (ok, ok, as fotos não estão boas, mas seja legal comigo e faça um esforço).

Lugar reservado para cadeirantes na sala 2

Como a entrada na sala 2 é feita por cima, os lugares para cadeirantes puderam ser selecionados com uma distância boa da tela. Nada de dores no pescoço.

Entrada para sala 2 e espaço para circulação dentro dela

E para vocês terem uma idéia melhor, fotografei a visão que o espectador tem da tela ao se sentar num desses lugares. O espaço para circulação dentro da sala também é muito bom.

Tela de cinema vista por quem se senta no lugar reservado

Não tive acesso às outras salas de projeção (são 4, no total), mas fuçando na internet, encontrei um mapinha de cada uma delas. Como podem ver, as salas 2 e 3 possuem os lugares reservados mais bem posicionados (fila J). Já nas salas 1 e 4, os lugares reservados para cadeiras de rodas ficam na fila A, ou seja, de cara pra tela. Fuen, fuen, fuen, menos 2 pontos para o cinema São Luiz…

Mapa da Sala 1 do São Luiz - local reservado para cadeira de rodas na primeira fila

Mapa da Sala 2 do São Luiz - local reservado para cadeira de rodas na fila J

Mapa da Sala 3 do São Luiz - local reservado para cadeira de rodas na fila J

Mapa da Sala 4 do São Luiz - local reservado para cadeira de rodas na primeira fila

De qualquer maneira, já são mais duas salas de cinema na nossa listinha! Bom filme pra vocês!

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Cinema São Luiz
Rua do Catete, 311 – Largo do Machado
www.gsr.com.br

Ver no mapa

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As rampas são pra todos

Bianca Marotta - quarta-feira, 30 de março de 2011 - 14:05

Infelizmente só quando realmente precisamos é que percebemos o quanto alguns pequenos detalhes fazem uma enorme diferença. Aconteceu comigo numa viagem à Nova Iorque. Fui sozinha, passei alguns dias por lá e como todo brasileiro que se preza, precisei comprar uma mala pra trazer minhas comprinhas de volta.

Tudo muito bom, tudo muito bem, não tivesse eu resolvido que pagar 45 dólares pra pegar um taxi até o aeroporto estava fora de cogitação. Afinal, o metrô e o AirTrain estão aí pra isso!

Duas malas - uma grande e uma pequenaMas quem já esteve em NY sabe que o metrô de lá é um caos e que se você não prestar bastante atenção, se perde fácil. Fora o fato de que é um sobe e desce danado pra trocar de linha e eu precisava fazer três baldeações. Com duas malas. Pesadas.

E foi então, numa dessas estações sobe-desce, quando já estava entrando em desespero só de pensar que teria que subir e descer escadas com minhas malas, que me deparei com uma belíssima rampa! Nunca estive tão agradecida na vida por terem pensado na acessibilidade do local. E na mesma hora saquei minha câmera e tirei fotos, porque o fato merecia um post!

Rampa dentro do metrô de Nova Iorque

E espero, com todo sinceridade, que nos lembremos que acessibilidade é bom pra todos, sempre. E que não precisemos passar por essa ou aquela situação para nos darmos conta disso!

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Acessibilidade não é inclusão. Oi? Como assim?

Bianca Marotta - segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 - 13:58

Acabei de ler um texto excelente do Scott Rains* intitulado “Acessibility is not inclusion” (Acessibilidade não é inclusão). Você deve estar se perguntando: “A Bianca pirou? Como assim ela gostou de um texto com esse título? Tá maluca?!”

Num primeiro momento também estranhei, o que me fez clicar no link e conferir o texto. E logo nas primeiras linhas percebi que já era partidária dessa opinião há muito tempo! Só não a havia colocado nesses termos.

Calma gente! Ninguém aqui é contra a acessibilidade. Não enlouquecemos! Mas começa a surgir um conceito muito melhor e muito mais inclusivo que vem ganhando espaço e substituindo o de acessibilidade. O design universal. E é sobre ele que o texto discorre.

O que Scott Rains quer dizer com o título polêmico é que a acessibilidade segrega, enquanto o design universal inclui. Expliquemos: Quando aplicamos a acessibilidade, partimos de algo que já nos é conhecido e o adaptamos para que pessoas com deficiência possam usá-lo. Já o conceito de design universal nos instrui a pensar tudo novo, lá do início. É um exercício de abrir a cabeça, romper com conceitos, formas, soluções já conhecidas e repensar tudo do zero.

Peguemos como exemplo um playground. Num playground acessível, nós temos crianças com deficiência isoladas num canto que elas conseguem acessar. Já num playground inclusivo de verdade, todas as crianças brincam juntas, sem distinção de onde e como. Os brinquedos são pensados para todos.

Antes que você diga: “Mas isso é impossível! Não dá pra fazer algo que sirva pra todas as pessoas do mundo!”, eu completo, ou melhor, o Scott Rains completa. Realmente, design universal não é um design que serve pra todas as diferentes pessoas no mundo todo. Isso é realmente impossível. E é por isso que algumas pessoas preferem chamar o conceito de Design Inclusivo. Onde a palavra “inclusivo” reforça a idéia de que não estamos apenas adaptando algo que já nos é conhecido e que foi criado pensando nas pessoas ditas “normais” e sim, repensando esse algo, para que, no final, o conceito de “normal” é que se torne muito mais abrangente.

Você pode dizer ainda que o autor do texto é americano e vive num país onde acessibilidade já virou lugar comum e existe espaço para um conceito novo. Isso até é verdade,  mas nada nos impede de pular a fase do acessível e passar direto para o inclusivo. Atenção, designers! Vocês estão sendo convidados a quebrar regras, destruir paradigmas, reformular a cultura. Isso não os anima?

Pra finalizar, quero repetir aqui algumas palavras do Scott Rains, que achei muito bacanas, bonitas e verdadeiras:

“Onde a acessibilidade é passiva – deixando a porta aberta sem obstáculos no caminho – a inclusão te convida de forma ativa a participar da rede humana, indo além da porta livre de barreiras. Acessibilidade olha para coisas e lugares. Inclusão olha para vidas humanas.”

*Scott Rains escreve, em diversas publicações, sobre viagens e assuntos de interesse das pessoas com deficiência. Ele também é fundador do fórum Tour Watch e viaja mundo afora espalhando o conceito de turismo inclusivo.

 

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Boizão Grill Churrascaria – São Paulo

Christian Matsuy - quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 - 10:15

Dessa vez fomos ao Boizão Grill, churrascaria rodízio localizada no bairro do Belém, Zona Norte da cidade. O lugar está sempre aparecendo nos sites de compra coletiva e vale a pena.

Um ícone da boa gastronomia, a churrascaria traz os melhores cortes e uma grande variedade de pratos quentes, saladas, frios e frutos do mar.

É necessário uma certa moderação para experimentar as delícias do couvert, senão se torna impossível provar todos os cortes que correm nos espetos do rodízio. Entre os atrativos do couvert, salmão defumado, queijos, palmito, tomate cereja, camarão tradicional e empanado, banana à milanesa e bolinho de bacalhau e por aí vai.

camarões ao bafo e tradicional picanha

O estacionamento é amplo e plano, fácil para desembarcar, e o local ainda conta com serviço de manobrista (ambos gratuitos). Você pode parar na porta, embaixo da cobertura, para desembarcar. Super tranquilo.

elevador de acesso ao restaurante

Ainda na entrada, temos um lance de escadas, porém o estabelecimento tem um elevador lateral que garante o acesso do cadeirante sem maiores dificuldades. Não houve espera para ligarem o mesmo,  e ele foi operado pelos motoristas do local.

detalhe das mesas

Já dentro do salão, tudo muito amplo, excelente espaçamento entre as mesas e fácil acesso ao buffet de saladas e pratos quentes. O Balcão é vazado e permite que você se aproxime bem para se servir sem o risco de derrubar alguma coisa.

buffet de pratos frios - vazado

As mesas também são ótimas, em qualquer uma é possível entrar com a cadeira completamente, sem necessidade de gambiarras ou coisas do tipo para se acomodar.

detalhes da pia e vaso

Banheiro adaptado dentro do banheiro comum, achei a adaptação um pouco aquém do lugar. Outro detalhe é o fato de não ser possível passar para o vazo colocando a cadeira em paralelo com o mesmo. Existe espaço para um melhor posicionamento.

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Boizão Grill

Marginal Tietê, S/N (sentido Ayrton Senna)
Pari – Entre as Pontes da V. Guilherme e V. Maria (ver no Google Mapas)
Fone: (11) 2291-3536

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Lateral Direita

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