Christian Matsuy - segunda-feira, 23 de abril de 2012 - 10:02
Fala aí pessoal!
Lugar do caralho. Foi a melhor descrição que encontrei pro lugar onde estive. Me baixou o espírito aventureiro do Eduardo e fui eu lá pro Lollapalooza ver o Foo Fighters.
Não rolou stress prara chegarmos no jóquei, havia um esquema de interdição de algumas vias próximas que serviram como área de desembarque, e fui rodando em asfalto bom até o portão de entrada.
Nesse festival o valor do ingresso para pessoas com deficência era metade do valor, no Rio de Janeiro isso vale para todos os shows, mas aqui em São Paulo é facultativo, fica a critério do evento disponibilizar esse ingresso com 50% de desconto. Acompanhante paga normal, não existe dessa de acompanhante não pagar. Recebemos muitos e-mails sobre isso.
Cheguei lá 13h e o Wander Wildner já estava rolando no palco Butantã do outro lado do jóquei (lugar do caralho), a entrada pra cadeirantes era no portão 1 (Cidade Jardim) sendo assim você atravessa um bairro inteiro andando numa grama alta estilo capim (o Nickolas já mexeu com gado, entende o meu perrengue). Fora os buracos que essa grama escondia! Pulei feito pipoca.
Daí tava aquele baita sol, dia bonito, todo mundo meio nem aí pro Wander Wildner, haja visto que a maioria das pessoas ali presentes nem sabiam quem era aquele maluco. Lembro que em 86 eu já tinha uma fita do “Replicantes” sua banda da época.
Wander Wildner
Com o mapinha do evento na mão localizei a área reservada pra PNE, e notei que era até legal o lugar, bem elevado, ninguém atrapalharia minha visão e tinha controle de acesso feito pelos seguranças, só entrava um cadeirante e seu respectivo acompanhante.
área elevada reservada para pessoas com deficiência - palco butanta
Quatro banheiros químicos cercavam esse elevado, eram banheiros acessíveis, mas o festival mal tinha começado e já estava um cheiro de bosque do inferno (lugar do caralho). O lado bom é que se um cadeirante precisasse ele não precisaria voltar até perto do palco Cidade Jardim pra escorregar o moreno. Bom, eu subi no elevado tirei umas fotinhos e o show do Wander Wildner estava acabando, com a música “LUGAR DO CARALHO”.
Eu e o Rafael (amigo meu) já havíamos almoçado antes de irmos, prevendo um caos pra comprar qualquer coisa ali dentro. era necessário trocar o dinheiro por fichas para depois você encarar outra fila daquilo que se queria (bebida, comida, etc). mas notamos um caixa lá no outra ponta vazio, era a nossa chance de adquirirmos a moeda corrente do lugar pra nos garantirmos (utilizamos cálculos financeiros e estatísticos avançados para não sobrar nem faltar 1 real, pois não haveria troca dessas fichas) e lá fomos nós rodando naquele lugar do caralho. Tinha a fila pra pulseirinha verde também, que era identificação para comprar cerveja. Mesmo com 50% de cabelos brancos, entramos nessa também.
visão da área reservada para o palco cidade jardim
Munidos de copos d’água e uma cerveja meio morna, não nos restou outra coisa a não ser se empuleirar na área reservada voltada pro palco principal (cidade jardim), onde notamos uma imensa discrepância entre o lugar alocado fisicamente e o do mapa, tinha algo muito errado ali, e não eram nossas visões. Sim, colocaram o reservado pros cadeirantes e afins uns 100 metros pra trás do que estava no mapa, o que dava fácil uns 300 metros do palco, um lugar do caralho. Pelos nossos cálculos avançados de engenharia, era para estarmos perto dos guarda-sóis laranjas da foto acima. Ainda assim nos posicionamos em um canto que dava a melhor visão parcial possível. E ficamos longas 7 horas alí aguardo do senhor Dave Grohl e sua banda surgirem. Nesse meio tempo comemos cachorro quente caro e água ao som de bandas com nenhuma ou pouca expressão se comparada ao Foo Fighters. Salvaram-se O Rappa e Marcelo Nova.
área reservada - palco cidade jardim
Sinal de Internet? Esquece, tudo entupido. Acho que até eu faço um ponto wi-fi melhor, tinha uma operadora bem mais ou menos patrocinando e provendo esse acesso. 3G do celular sem chance também, nem mesmo os próprios celulares conseguiam funcionar pra fazer o básico que seria ligar para alguém. SMS iam, mas voltavam. Um lugar do caralho. Outra coisa que está no meu sangue de trabalhador industrial, acostumado com inúmeros procedimentos de segurança, já fui me imaginando tendo que sair dali num tumulto – rota de fuga, onde estava o extintor, posto médico, ambulância e tudo mais. Aquele tipo de coisa que nunca vai dar certo se você precisar, mas eu não deixo de praticar esse exercício mental.
visão do butanta para o palco cidade jardim - longe...
Mas tá limpo. E com o decorrer do tempo olhando pra aquele mar de gente de todas as tribos, cores raças e etc, os cadeirantes começaram a surgir, aos poucos um exército de cadeiras locadas daquelas com pneu maciço e bilha na roda – apareciam igual gremlins, a maioria era cadeirante por fraturas e afins, pessoas que “estavam cadeirantes”. E a área reservada que a princípio era grande, foi virando uma panela de pressão, os seguranças fizeram um pente fino pra retirar gente que estava com mais de um acompanhante estorvando a visão, que já não era das melhores. Tinha um gente fina lá que me reconheceu da comunidade do Orkut e tal…
É natural, sempre que vou a um lugar onde tem muito deficiente em geral, não conseguir parar de olhar os demais e tentar levantar uma estatística de quantos ali são lesados, distróficos, polios, e outros… e nas condições da cadeira dessa galera que no geral roda muito mal, mas coloca mal nisso aê. Pior é que nem sempre é por falta de grana, acho que falta a conscientização de que em uma cadeira melhor, se vive melhor… É uma situação diferente dos que não podem ter algo melhor por uma questão financeira desfavorecida.
banheiros acessíveis eram supervisionados por seguranças
Um cadeirante motorizado do meu lado queria fazer um xixi ali no copo e ví que ia feder (literalmente), dei aquele toque “camarada joinha campeão”, e falei pra ele ir no banheiro. Pô, ia ferrar tudo ali, não ia rolar. Nisso ele foi, sete cadeiras tiveram que ser deslocadas pro cara descer e depois e uma hora meu amigo viu o cara lá no fundão, óbvio que esse xixi custou caro pra ele, também bebeu coca-cola igual um dromedário.
Christian Matsuy - quinta-feira, 15 de março de 2012 - 11:47
Avaliamos o Applebee’s – restaurante muito parecido com o Outback, existem várias unidades pela cidade, dessa vez escolhemos a unidade Moema, que não fica dentro de shopping center para avaliarmos a acessibilidade.
Como já falado acima, ele segue a linha “TexMex” tendo como especialidades do cardápio, os cortes grelhados servidos junto com diversos acompanhamentos. Assim como seu concorrente a fila de espera é quase inevitável. Principalmente nos finais de semana.
Mas, esperto que sou, cheguei cedo e entrei direto. A casa conta com serviço de Valet (esqueci o preço rs) e ótima área para desembarque, tanto para o cadeirante motorista como passageiro.
ótima área para desembarque e rampa com inclinação perfeita
Existem dois degraus na entrada, mas podemos contar com uma rampa de acesso muito descente (palmas para o Applebees’s). Note que a inclinação da rampa é muito suave e larga, tudo dentro dos conformes. Uma coisa a menos pra se estressar.
as mesas quadradas podem ser juntadas de acordo com a necessidade
O restaurante conta com uma ante-sala de espera, seguida de um bar e depois o salão com as mesas que são divididas em três tipos: redondas (cinco a seis pessoas), quadradas (duas a quatro pessoas) e as mesas com sofá, que não permitem uma boa aproximação, mas até que dá pra ser usada na falta das outras. O inconveniente é que se alguém precisar sair, será necessário dar uma ré na cadeira. Vamos ficar devendo a foto do sofá pois estavam todos ocupados e é “deselegante” tirar fotos dos outros assim né?
cerveja em caneca resfriada e limonada com sabor cereja
A casa atende rápido, refrigerantes, limonadas e ice teas, são free refil (você paga um valor único e bebe à vontade). Alguns grelhados servem duas pessoas, apesar do garçom insistir que não. Se você pedir alguma entrada, com certeza dá pra dividir, se for pedir sobremesa então… tranquilo. Se você ainda estiver em dúvida, nada como aquela espiadinha na mesa ao lado ;) O cardápio ainda conta com massas, saladas e lanches incluíndo dieta de baixa caloria.
entrada para 5 pessoas seguida de costela ao barbecue com milho na manteiga e fritas
A acomodação na mesa redonda foi perfeita, atende qualquer cadeira de rodas. A área de circulação é excelente e mesmo a casa estando lotada, é possível se locomover entre as mesas com facilidade, assim como ir ao banheiro. Acesso Wi-Fi liberado, e várias TV espalhadas, bom para dia de jogos e lutas transmitidas em canais fechados.
pia interna com espelho inclinado e fraldário sinalizado
O banheiro adaptado fica separado dos demais devidamente sinalizado e higienizado. Há um fraldário dentro do banheiro, mas ele não atrapalha em nada a transferência para o vaso. O espaço é mais que suficiente.
Christian Matsuy - quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 - 13:12
O PRAIA PARA TODOS – Lazer e Desporto Adaptado nas Praias - está de volta à Orla Carioca.
A partir de 28 de janeiro (sábado) acontece a quarta edição do projeto que torna as praias cariocas acessíveis. O PRAIA PARA TODOS estará no Posto 3, da praia da Barra da Tijuca, de 9h às 14h, sempre aos sábados.
No verão de 2009 o projeto passou pelas praias da Barra da Tijuca, Copacabana, Ipanema e Piscinão de Ramos, fixando-se em 2010 na Barra da Tijuca.
A intenção do PRAIA PARA TODOS é seguir negociando com a Prefeitura do Rio e buscar mais patrocinadores visando oferecer à sociedade outros pontos fixos acessíveis no extenso litoral carioca. Os coordenadores do projeto pretendem fazer do Posto 3 um modelo de acessibilidade para outros pontos da cidade.
estrutura montada na orla com tendas e esteira de acesso
A iniciativa tem como objetivo aumentar a integração da pessoa com deficiência com a natureza e o esporte, promover mais sociabilidade e, ainda, despertar a atenção da opinião pública que ainda não oferece estrutura adequada.
Todas as atividades oferecidas serão ministradas e realizadas sob a orientação de profissionais especializados das áreas de educação física e fisioterapia, além de estagiários e voluntários do Instituto Novo Ser, organizadora e produtora do Projeto. O PRAIA PARA TODOS tem como mantenedora a empresa Radix e conta com o apoio institucional da Subprefeitura da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, da Orça Rio e do Blog Mão na Roda.
Serviços oferecidos pelo PRAIA PARA TODOS:
Esteira para passagem de cadeiras de rodas,
Cadeiras anfíbias – de fácil deslocamento pela areia e que ainda flutuam na água,
Atividades esportivas adaptadas como frescobol, vôlei sentado de praia, peteca e surf adaptado
Jogos recreativos, piscininha infantil
Handbike
Tendas de apoio
Locais acessíveis com vagas de estacionamento reservadas, rampas de acesso à areia, sinalização sonora e banheiros adaptados.
O PRAIA PARA TODOS atende às necessidades de aproximadamente 50 pessoas com deficiência, acompanhantes e familiares por dia. Na edição passada mais de 1.500 pessoas foram beneficiadas diretamente.
Não perca essa oportunidade e venha conhecer o projeto!
Christian Matsuy - sexta-feira, 24 de junho de 2011 - 10:07
Conferimos mais um local acessível em Sampa!
Fomos ao Ráscal, categorizado como “cozinha rápida” pela Veja e Folha. Isso inclui um serviço de buffet bastante sofisticado e muito variado mais a possibilidade de servir-se das massas do dia (os tipos e molhos variam e são preparadas na hora no balcão), ou uma pizza ou calzone individual.
Caso não estiver safisfeito com os pratos do dia, ainda é possível pedir algumas opções de massa do cardápio sem custo adicional. O preço é único. (bebidas e serviços não inclusos). Existe a opção de pratos A la Carte.
bom espaçamento entre mesas e telão ao fundo
O ambiente é bastante familiar, apesar de requintado. Ótimo para conversar, pois o ruído das outras mesas se dispersa e não te obriga a gritar, nada de música alta, conta com um projetor que pode ser visto de praticamente todo o salão.
Essa unidade do Ráscal por estar localizada fora de um Shopping, oferece uma espaço bem maior, proporcinando um salão com mesas bem espaçadas, com área de circulação maior que 1 metro. Tudo térreo.
Na entrada há uma porta giratória, mas antes de eu terminar meu desembarque em baixo da marquise coberta, o segurança já havia providenciado a abertura da entrada lateral. O serviço de manobrista é cobrado e mais uma vez não tem como escapar dele devido a dificuldade de vagas na rua.
entrada ao lado da porta giratória - sem degraus
Tanto o balcão de pratos quentes como o buffet, tem uma altura que pode impedir de se servir sozinho, você pode contar com a ajuda das garçonetes para isso sem nenhum problema. Apesar disso, o buffet permite que você chegue bem perto para ver os pratos expostos o que já facilita um bocado.
buffet de frios e saladas e balcão de massas
Mais uma vez tenho que elogiar as mesas desse restaurante, que se você observar, são de desenho simples (tampo com quatro pés fixos nas arestas), que permite a entrada de qualquer tipo de cadeira e com espaço para mais uma pessoa sentar-se ao seu lado. Existem mesas quadradas, retangulares e redondas. Todas acessíveis.
mesas com estilo básico porém muito funcional e acessível
É notável como o funcionários do Ráscal te recebem bem, fica claro que eles passaram por alguma orientação nesse sentido. É o tipo de coisa que nos cativa e dá vontade de sempre voltar.
O banheiro adaptado é exclusivo, possuindo uma pia interna (e externa de uso comum). Achei o dispenser de papel higiênico um pouco afastado do vaso. Problema que poderia ser facilmente resolvido com a inversão do dispenser de protetor de tampa (que você vai usar ANTES de sentar). Já o papel higiênico, nós usamos depois! ; ) Não fica trancado e a higiene e limpeza estavam impecáveis.
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Ráscal Restaurante Rua Leopoldo Couto de Magalhães, 831 (esquina com a Atílio Innocenti) Itaim Bibi (ver no Google Mapas) Fone: (11) 3078-3351 Preço: 90 Reais por pessoa
Christian Matsuy - terça-feira, 14 de junho de 2011 - 14:46
Esse frio de São Paulo me dá preguiça… E pra espantá-la, só mesmo saindo pra comer! O local avaliado dessa vez foi a Hamburgueria Nacional. Assim como já sugere o nome, ela é especializada em hambúrgueres e outros lanches.
Essa avaliação contou com a presença do amigo Andrés Lopez, da Orto Sport, e sua esposa, que aprovaram o lugar!
O estacionamento é rotativo e a rua é complicada pra achar lugar, então não há como escapar do serviço de valet.
Na entrada temos um pequeno degrau, mas a rampa com inclinação correta, está perfeita. O ambiente é todo térreo, dispensando a existência de degraus. A porta da entrada é tão larga que dá para passar com duas cadeiras emparelhadas :)
Rampa de acesso da entrada
O espaço de circulação entre as mesas é bom, não impedindo a passagem. Mais uma vez encontramos as mesas de pé redondo, mas como estávamos em uma turma grande, nada como se acomodar entre as mesas, como já mostrado em outros posts. Existem as tradicionais mesas com sofá também.
Ambiente interno da Hamburgueria Nacional
O ambiente é climatizado e mesmo com muito frio dá pra ficar com uma blusa leve. Se tem uma coisa que eu detesto é passar frio na hora que estou comendo.
Fritas e hamburguer salada
Como em todos os lugares especializados em hamburguer, eles têm o preparo em brasa, o que deixa o sabor levemente defumado e a carne com textura suave, sem gordura, servida no ponto desejado. A batata frita não congelada é outro diferencial, raro de se encontrar hoje em dia.
Vista interna do banheiro adaptado e porta corrediça
Banheiro adaptado, bastante limpo, porém achei que a adaptação poderia ser melhorada. As barras de apoio estão muito altas. A porta é corrediça. O fraldário fica nesse tampo de madeira atrás do vaso. A pia apesar de estar um pouco elevada, permite boa aproximação e a água não espirra, devido aos formato da cuba.
Christian Matsuy - segunda-feira, 30 de maio de 2011 - 15:40
Mais uma lanchonete “detonada” pelo blog!
Fomos ao tradicional Milk & Mellow, local que recebeu todos os requisitos de acessibilidade após sua última reforma (e olha que já tem alguns anos).
Ambiente descontraído e informal, funciona no horário do almoço, mas o “charme” mesmo é ir à noite, de preferência sentar numa das mesas ao lado da Avenida Cidade Jardim.
A especialidade da casa são os lanches. Servem outros tipos de prato, mas eu não sairia da regra. O Milk Shake é algo indispensável. Um dos poucos lugares onde pode se provar um bom waffle, mas peça um lanche menor. ;)
O local conta com um estacionamento próprio (pago) e eles colocam seu carro em local bastante privilegiado caso você avise ao manobrista que é cadeirante. Tem serviço de manobrista, mas não é Valet.
rampa da entrada principal
Ambiente térreo com uma rampa na entrada principal um pouco inclinada demais, mas nada que venha a ser impeditivo. Bom espaço entre as mesas facilita a circulação.
milk shake, fritas com queijo e fabuloso cheese bacon salada
Uma coisa muito interessante no Milk & Mellow é a mesa com sofá, que ao contrário de todos os outros locais avaliados com esse tipo de mesa, permite que o cadeirante entre com a cadeira na ponta da mesa. Dá pra acomodar 4 pessoas mais um cadeirante sossegado. Notei que o apoio central foi posicionado de uma maneira que não impede a entrada da cadeira sob a mesa.
detalhe da mesa com sofá e mesa grande
Existem as mesas tradicionais. Nessas nada como o velho truque de se acomodar entre 2 mesas. Se estiver em turma grande, apela pro mesão! Ah, e pra quem ainda não conhece o truque de ficar entre as mesas segue ai a foto:
posicionando a cadeira entre as mesas
Se você estiver em um lugar onde sua cadeira não entra embaixo da mesa, peça para alguém separá-las o suficiente para que a cadeira entre no vão, e depois volte a mesa na posição original. Com isso você consegue ficar na distância correta da mesa e não vai sujar sua roupa!
banheiro limpo e espaçoso
O banheiro adaptado fica dentro dos normais com cabine isolada, muito amplo e bem distribuído, acho que foi um dos maiores banheiros adaptados que encontrei. As cabines não ficam trancadas e estava tudo muito limpo.
Christian Matsuy - segunda-feira, 25 de abril de 2011 - 09:37
Recebemos o link para esse vídeo de alguns leitores do blog, e como nem todo mundo usa o Facebook (pelo menos por enquanto rsrsr) estamos postando aqui! Achamos fantástica a forma original de abordar um assunto antigo e que continua sendo não respeitado por muitos!
Bianca Marotta - sexta-feira, 22 de abril de 2011 - 17:40
Já tem um bom tempo que queríamos escrever um post sobre a acessibilidade do cinema São Luiz, no Largo do Machado. Só que nunca acontecia de estarmos com câmera a postos para tirar as devidas fotos. Não que desta vez eu estivesse com uma senhora câmera na mão, mas meu celular quebrou um galho e finalmente consegui adicionar mais este cinema a nossa lista de locais acessíveis. Vamos aos detalhes!
Como o cinema fica no segundo andar de uma galeria, logo na entrada damos de cara com uma super rampa que leva ao elevador de plataforma.
Já no segundo andar, próximo às salas de projeção, encontramos os banheiros adaptados. Bem grandes, por sinal e com suas devidas barras de apoio etc e tal. Só não gostei dos dizeres presentes na plaquinha de sinalização: “Sanitário Especial”. Pra quem já me conhece, não simpatizo com o uso desta palavrinha. Desnecessária…
O filme que assisti foi projetado na sala 2, uma das duas salas que possui locais reservados para cadeiras de rodas muito bem posicionados. Nas fotos a seguir você pode ver a localização dos mesmos ver (ok, ok, as fotos não estão boas, mas seja legal comigo e faça um esforço).
Como a entrada na sala 2 é feita por cima, os lugares para cadeirantes puderam ser selecionados com uma distância boa da tela. Nada de dores no pescoço.
E para vocês terem uma idéia melhor, fotografei a visão que o espectador tem da tela ao se sentar num desses lugares. O espaço para circulação dentro da sala também é muito bom.
Não tive acesso às outras salas de projeção (são 4, no total), mas fuçando na internet, encontrei um mapinha de cada uma delas. Como podem ver, as salas 2 e 3 possuem os lugares reservados mais bem posicionados (fila J). Já nas salas 1 e 4, os lugares reservados para cadeiras de rodas ficam na fila A, ou seja, de cara pra tela. Fuen, fuen, fuen, menos 2 pontos para o cinema São Luiz…
De qualquer maneira, já são mais duas salas de cinema na nossa listinha! Bom filme pra vocês!
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Cinema São Luiz Rua do Catete, 311 – Largo do Machado www.gsr.com.br
Bianca Marotta - quarta-feira, 30 de março de 2011 - 14:05
Infelizmente só quando realmente precisamos é que percebemos o quanto alguns pequenos detalhes fazem uma enorme diferença. Aconteceu comigo numa viagem à Nova Iorque. Fui sozinha, passei alguns dias por lá e como todo brasileiro que se preza, precisei comprar uma mala pra trazer minhas comprinhas de volta.
Tudo muito bom, tudo muito bem, não tivesse eu resolvido que pagar 45 dólares pra pegar um taxi até o aeroporto estava fora de cogitação. Afinal, o metrô e o AirTrain estão aí pra isso!
Mas quem já esteve em NY sabe que o metrô de lá é um caos e que se você não prestar bastante atenção, se perde fácil. Fora o fato de que é um sobe e desce danado pra trocar de linha e eu precisava fazer três baldeações. Com duas malas. Pesadas.
E foi então, numa dessas estações sobe-desce, quando já estava entrando em desespero só de pensar que teria que subir e descer escadas com minhas malas, que me deparei com uma belíssima rampa! Nunca estive tão agradecida na vida por terem pensado na acessibilidade do local. E na mesma hora saquei minha câmera e tirei fotos, porque o fato merecia um post!
E espero, com todo sinceridade, que nos lembremos que acessibilidade é bom pra todos, sempre. E que não precisemos passar por essa ou aquela situação para nos darmos conta disso!