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Acessibilidade não é inclusão. Oi? Como assim?

Bianca Marotta - segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 - 13:58

Acabei de ler um texto excelente do Scott Rains* intitulado “Acessibility is not inclusion” (Acessibilidade não é inclusão). Você deve estar se perguntando: “A Bianca pirou? Como assim ela gostou de um texto com esse título? Tá maluca?!”

Num primeiro momento também estranhei, o que me fez clicar no link e conferir o texto. E logo nas primeiras linhas percebi que já era partidária dessa opinião há muito tempo! Só não a havia colocado nesses termos.

Calma gente! Ninguém aqui é contra a acessibilidade. Não enlouquecemos! Mas começa a surgir um conceito muito melhor e muito mais inclusivo que vem ganhando espaço e substituindo o de acessibilidade. O design universal. E é sobre ele que o texto discorre.

O que Scott Rains quer dizer com o título polêmico é que a acessibilidade segrega, enquanto o design universal inclui. Expliquemos: Quando aplicamos a acessibilidade, partimos de algo que já nos é conhecido e o adaptamos para que pessoas com deficiência possam usá-lo. Já o conceito de design universal nos instrui a pensar tudo novo, lá do início. É um exercício de abrir a cabeça, romper com conceitos, formas, soluções já conhecidas e repensar tudo do zero.

Peguemos como exemplo um playground. Num playground acessível, nós temos crianças com deficiência isoladas num canto que elas conseguem acessar. Já num playground inclusivo de verdade, todas as crianças brincam juntas, sem distinção de onde e como. Os brinquedos são pensados para todos.

Antes que você diga: “Mas isso é impossível! Não dá pra fazer algo que sirva pra todas as pessoas do mundo!”, eu completo, ou melhor, o Scott Rains completa. Realmente, design universal não é um design que serve pra todas as diferentes pessoas no mundo todo. Isso é realmente impossível. E é por isso que algumas pessoas preferem chamar o conceito de Design Inclusivo. Onde a palavra “inclusivo” reforça a idéia de que não estamos apenas adaptando algo que já nos é conhecido e que foi criado pensando nas pessoas ditas “normais” e sim, repensando esse algo, para que, no final, o conceito de “normal” é que se torne muito mais abrangente.

Você pode dizer ainda que o autor do texto é americano e vive num país onde acessibilidade já virou lugar comum e existe espaço para um conceito novo. Isso até é verdade,  mas nada nos impede de pular a fase do acessível e passar direto para o inclusivo. Atenção, designers! Vocês estão sendo convidados a quebrar regras, destruir paradigmas, reformular a cultura. Isso não os anima?

Pra finalizar, quero repetir aqui algumas palavras do Scott Rains, que achei muito bacanas, bonitas e verdadeiras:

“Onde a acessibilidade é passiva – deixando a porta aberta sem obstáculos no caminho – a inclusão te convida de forma ativa a participar da rede humana, indo além da porta livre de barreiras. Acessibilidade olha para coisas e lugares. Inclusão olha para vidas humanas.”

*Scott Rains escreve, em diversas publicações, sobre viagens e assuntos de interesse das pessoas com deficiência. Ele também é fundador do fórum Tour Watch e viaja mundo afora espalhando o conceito de turismo inclusivo.

 

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Boizão Grill Churrascaria – São Paulo

Christian Matsuy - quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 - 10:15

Dessa vez fomos ao Boizão Grill, churrascaria rodízio localizada no bairro do Belém, Zona Norte da cidade. O lugar está sempre aparecendo nos sites de compra coletiva e vale a pena.

Um ícone da boa gastronomia, a churrascaria traz os melhores cortes e uma grande variedade de pratos quentes, saladas, frios e frutos do mar.

É necessário uma certa moderação para experimentar as delícias do couvert, senão se torna impossível provar todos os cortes que correm nos espetos do rodízio. Entre os atrativos do couvert, salmão defumado, queijos, palmito, tomate cereja, camarão tradicional e empanado, banana à milanesa e bolinho de bacalhau e por aí vai.

camarões ao bafo e tradicional picanha

O estacionamento é amplo e plano, fácil para desembarcar, e o local ainda conta com serviço de manobrista (ambos gratuitos). Você pode parar na porta, embaixo da cobertura, para desembarcar. Super tranquilo.

elevador de acesso ao restaurante

Ainda na entrada, temos um lance de escadas, porém o estabelecimento tem um elevador lateral que garante o acesso do cadeirante sem maiores dificuldades. Não houve espera para ligarem o mesmo,  e ele foi operado pelos motoristas do local.

detalhe das mesas

Já dentro do salão, tudo muito amplo, excelente espaçamento entre as mesas e fácil acesso ao buffet de saladas e pratos quentes. O Balcão é vazado e permite que você se aproxime bem para se servir sem o risco de derrubar alguma coisa.

buffet de pratos frios - vazado

As mesas também são ótimas, em qualquer uma é possível entrar com a cadeira completamente, sem necessidade de gambiarras ou coisas do tipo para se acomodar.

detalhes da pia e vaso

Banheiro adaptado dentro do banheiro comum, achei a adaptação um pouco aquém do lugar. Outro detalhe é o fato de não ser possível passar para o vazo colocando a cadeira em paralelo com o mesmo. Existe espaço para um melhor posicionamento.

.  .  .

Boizão Grill

Marginal Tietê, S/N (sentido Ayrton Senna)
Pari – Entre as Pontes da V. Guilherme e V. Maria (ver no Google Mapas)
Fone: (11) 2291-3536
Preço: 110 Reais por pessoa 

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Mori Sushi – São Paulo

Christian Matsuy - quinta-feira, 20 de janeiro de 2011 - 11:49

Mais um restaurante japonês avaliado pelo blog, dessa vez visitamos o Mori Sushi que fica na região dos Jardins. Escolhemos esse em específico por estar na revista Veja SP como estabelecimento acessível. Existem outros restaurantes com o mesmo nome, porém no site não consta outros endereços. Fique atento.

O Restaurante fica em uma rua bastante movimentada e sem muita opção de estacionamento gratuito. Fui obrigado a utilizar o estacionamento pago do restaurante que fica ao lado (com serviço de Valet).

A melhor opção para desembarque é ir até o fundo do estacionamento e descer tranquilamente sem obstruir a rua ou a entrada do próprio estacionamento. O pavimento é plano e bom para rodar com a cadeira até a entrada do restaurante.

Ele tem dois andares, ambos em patamar mais elevado que a rua, mas foi instalado um elevador na lateral e o acesso ao primeiro piso é muito simples e ágil. Em menos de dois minutos foi providenciada a liberação do elevador por um dos garçons (antes que me perguntem, SIM – eu cronometro esses tempos). O salão é amplo e te permite escolher qualquer localidade do salão, o espaço de circulação entre as mesas é respeitado, coisa muito difícil de ser ver.

elevador adaptado ao lado da escada da entrada

Ao entrar no salão, já comecei a procurar um lugar pra sentar e, mesmo chegando cedo, a casa já tinha uma quantia razoável de pessoas. O salão oferece mesas quadradas comuns, redondas e com sofás em uma das pontas. Exceto as mesas redondas, todas são sofríveis de se obter um bom posicionamento da cadeira, algumas tem a base redonda de ferro muito grande, outras tem um pé de madeira centralizado pior ainda. Ponto negativo pro Mori nesse quesito. Sugiro fazer reserva da mesa redonda caso esteja em quatro pessoas ou mais.

Visão geral do salão e detalhe do pé da mesa

Consegui me acomodar em diagonal (foto acima), ficou “menos pior” e assim não pinguei molho shoyu na minha calça.

balcão do sushiman - bom lugar

A casa trabalha com sistema de rodízio ou à la carte e o foco era avaliar o sistema de rodízio, uma vez que trata-se de um lugar muito bem comentado. E realmente fez por merecer. Foram servidas algumas coisas diferenciadas dos demais restaurantes como Hot Roll flambado (literalmente pegando fogo) e sashimi de polvo, entre outras iguarias que normalmente não são servidas em sistema de rodízio. Criatividade na elaboração dos sushis é algo que aprecio muito. A sobremesa está inclusa (taça de sorvete Häagen-Dazs).

sushis diferenciados destacam o Mori

Bom, feita a degustação, fomos averiguar o banheiro adaptado e para a nossa surpresa, só havia um dentro do banheiro feminino! Ou seja, para ser utilizado é necessário chamar um garçom (isso para os homens) que vai verificar se o banheiro feminino está sendo utilizado, para que você possa entrar. O banheiro é ajeitado, com bom espaço e devidamente higienizado.

instalações do banheiro adaptado

Com essas duas falhas não dei minha nota máxima para o lugar, achei que essa adaptação do banheiro constrange um pouco. A gerência do lugar poderia rever essa situação.

.  .  .
 
Mori Sushi

Rua da Consolação, 3610
Jardins (Ver no Google Mapas)
Fone: (11) 3898-2977
Preço: 80 Reais por pessoa 

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Porto Seguro – Minha Experiência

Christian Matsuy - sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 - 09:58

E aí? Como vai você? Tudo certo? Está de bom humor hoje? Eu não estou.

Pois é pessoal, mais um ano que começa e lá vamos nós aos posts! Afinal, alguém tem que escrever por aqui né?

Mas vou escrever meu primeiro post do ano falando da falta de acessibilidade. Geralmente preferimos promover locais acessíveis como uma forma de incentivo, mas como trata-se de uma cidade toda, o negócio é meter a boca no trombone.

Passei 15 dias em Porto Seguro, tenho parentes que moram na cidade e não foi minha primeira vez por lá.

A gente sempre acha que as coisas podem melhorar com o tempo, mas nessa cidade ocorre simplesmente o contrário. A pouca infraestrutura existente está sendo devorada por um turismo não sustentável e acima de tudo inacessível.

O único banheiro público adaptado que encontrei foi dentro do aeroporto. Como não fiquei hospedado em pousada ou hotel, não sei dizer se existem quartos acessíveis (eu creio que existam), mas nos estabelecimentos como bares, restaurantes e lanchonetes, esqueça. Se você depende de um banheiro adaptado, considere muito descartar essa cidade como destino. E não estou brincando.

Eu só conseguí ir em alguns lugares por estar acompanhado sempre, mas fico imaginando um casal, onde um dos dois seja cadeirante… Não dá. Por mais forte que seja a pessoa e que consiga tocar sua cadeira sozinho, terá muita dificuldade e passará muita raiva.

A maioria das calçadas é de pedra mosaico. São extremamente mal cuidadas e esburacadas, nos obrigando a descer o meio fio, passar a “cratera” pela rua e subir o meio fio novamente. Um descaso total da administração pública. E ô cidade para ter meio fio alto! Existem algumas esquinas com rampa (totalmente fora de padrão), mas mesmo assim na maior parte do tempo inúteis, pois os vendedores ambulantes colocam suas barracas em frente às mesmas. E você que se lasque. À noite, essas calçadas servem de estacionamento. Confesso que risquei alguns carros “sem querer”. Pô se você passou as férias lá e está com seu carro riscado, foi mal aê, beleza?

Calçadas de Porto Seguro, cheias de buracos e mal conservadas

Fiscalização de trânsito completamente omissa.

E encontrei diversos cadeirantes circulando pela cidade. Todos sendo empurrados com a cadeira empinada, pois rodinha padrão não aguenta a bronca não. Você pula que nem pipoca.

O lado positivo dessa viagem foi que minha cadeira voltou intacta, o que não aconteceu com a outra que tive. Eu não tenho mais dúvidas que a submeti aos mais rigorosos testes de resistência com essa viagem. (Aguardem meu post sobre isso!)

Outra coisa que não existe por lá é a lei da preferência em filas. A fila da balsa de Porto Seguro para Arraial D’ajuda custa 7 reais por pessoa na ida e 11 reais por veículo na volta. Pessoas com deficiência não pagam, mas não têm preferência no embarque. Isso vale para outros estabelecimentos.

O procedimento de segurança é manter sua porta destravada durante a travessia, mas de que adianta se não há espaço para abrí-la? A Capitania dos Portos devia rever esse conceito, e em caso de carro com cadeirante, devia ser respeitado um espaço mínimo de segurança, para que seja possível fazer um desembarque de emergência. Aprendi no meu trabalho (e isso já foi compravado) que a grande maioria dos acidentes poderiam ser evitados.

- “Mas Christian, por que você quer essa preferência? Além de não pagar ainda quer cortar a fila? Você é um fanfarrão!”

Sim. Primeiro por que existe a lei, segundo pelo fato de eu não conseguir suportar um calor intenso dentro do carro com o ar condicionado desligado. Você que é lesado medular entende o que eu digo, sabe que as temperaturas extremas são muito mal interpretadas pelo nosso sistema nervoso, fazendo a temperatura do corpo subir muito, podendo causar desmaios e queda de pressão. A espera pode chegar a 1 hora fácil em temporadas de verão.

Eu não estava com o menor clima para criar confusão, discutir, enfim… esperei a fila.

As lojas do centro (Passarela do Álcool), também pecam por degraus na entrada, portas estreitas, má distribuição de prateleiras e arrumação de corredores. Deixei de entrar em algumas, ou seja, eu poderia ter comprado alguma coisa, mas isso não foi possível pela falta de acesso. Ultimamente prefiro gastar meu suado dinheiro em lugares que de alguma forma prestigiem a minha presença.

Uma das principais ruas de Porto Seguro

O mesmo vale para os retaurantes e bares dessa mesma localidade, que utilizam mesas péssimas, sem exceção. Chega a ser uma situação constrangedora. E olha que eu não sou de muita frescura pra certas coisas, mas infelizmente o meu lado “Gourmet” foi abalado por esse fato. Não sei apreciar um bom prato se não estiver o mínimo acomodado. Sujei todas as minhas calças de comida na perna, pois a distância entre a mesa e eu era enorme. Muitos estabelecimentos utilizam aquelas mesas plásticas patrocinadas por algum fabricante de bebida.

A orla de Porto Seguro conta com diversos Quiosques onde geralmente as pessoas frequentam a praia utilizando-se da estrutura desses lugares (guarda-sol, cadeiras, mesas, duchas etc). Bastante complicado dependendo do lugar que você for, pois devido a areia, você terá que ser carregado do carro até o lugar onde escolheu ficar.

Mas se mesmo assim, você optar por ir a Porto Seguro, vá na Cabana Malibu (não é de nenhum parente meu, pode ficar tranquilo),  que tem um tablado na entrada onde é possível fazer o desembarque seguro, e ir até a faixa de areia por um caminho cimentado. A barraca também dispõe de lugares com muita sombra, fazendo com que você tenha opção de escolha. Foi o lugar com melhor atendimento, garçons solícitos e caso você queira entrar no mar, com certeza não faltará ajuda.

Bom… Acho que já dá para vocês terem uma boa idéia de como as coisas (não) funcionam por lá. Logo, logo, tem mais.

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Acessibilidade nos transportes

Nickolas Marcon - domingo, 19 de dezembro de 2010 - 22:31

ponte de embarque (finger)

Notícia quentinha no blog: acabou de ir ao ar no Fantástico uma reportagem abordando a acessibilidade dos meios de transporte. O foco maior foi dado para o transporte aeroviário, mostrando problemas em aeroportos e aviões.

Quem já viajou de avião sabe que um embarque tranquilo depende,  infelizmente, de sorte. Mesmo estando num aeroporto  bem equipado, que tenha pontes de embarque (fingers), é preciso ter sorte para que o avião esteja parado ao lado de uma. Também é preciso sorte para marcar o lugar na primeira fila do avião, sorte para o avião estar no horário e conseguir embarcar com tranquilidade, sorte para não precisar do banheiro durante o vôo (situação super-constrangedora)… enfim… viajo frequentemente de avião e já aprendi que rezar adianta mais do que reclamar.

cadeirante embarcando em estação tubo

Outro ponto mostrado na reportagem foi o transporte em ônibus. Apareceu um cadeirante tentando tomar um ônibus urbano em Curitiba/PR, usando as famosas “estações tubo”. Sem problemas. Eu mesmo usei esse tipo de ônibus por algum tempo quando morava naquela capital e o acesso era muito fácil.

Uma citação foi feita aos ônibus intermunicipais, que normalmente são mais altos, com apenas uma única e estreia porta de entrada. Há algum tempo eu tenho reparado que os ônibus intermunicipais mais novos têm o adesivo de acessibilidade colado na porta. Curioso sobre isso, enviei um email para a empresa Marcopolo, uma das maiores fabricantes de carrocerias de ônibus no Brasil e fabricante de alguns ônibus que eu tinha visto com o adesivo. (esclarecimento: a foto abaixo é de um ônibus de outro encarroçador, porém com acesso idêntico à maioria dos veículos).

ônibus intermunicipal com adesivo de acessibilidade

O texto do email que enviei foi o seguinte:

Tenho visto vários ônibus intermunicipais e interestaduais com o símbolo de acessibilidade, que acredito representar facilidade de acesso ao interior do veículo. No entanto, esses veículos continuam apresentando entradas estreitas e com escadas, representando grande dificuldade para pessoas com problemas de locomoção. No caso do passageiro ser cadeirante, o embarque é impossível, pois a entrada é tão estreita que impede a passagem de alguém carregando a pessoa no colo. Por que esses veículos utilizam o símbolo de acessibilidade se não há nenhuma facilidade de acesso? Que tipo de adaptações foram feitas?

A resposta da empresa foi a seguinte:

Informamos que os referidos veículos são dimensionados para atender a norma NBR 15320 (Acessibilidade de Veículos Rodoviários), e estabelece dentre muitas melhorias para a acessibilidade, a utilização de uma cadeira de transbordo especial para o translado da pessoa, da cadeira de rodas para o assento reservado no ônibus.

Pois bem. Um belo dia precisei utilizar um ônibus desse tipo para ir a um evento da empresa. O ônibus era novo e o adesivo de acessibilidade estava na porta. Fiquei empolgado para conhecer a tal “cadeira de transbordo”. Sabe o que o motorista disse?

“Que é isso, moço? Nem sei se esse negócio existe, mas nesse ônibus nunca teve. Sempre que alguém vai embarcar, carregamos no braço mesmo.”

Pois é… ainda temos muito o que melhorar…

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Passeata SuperAção

Christian Matsuy - quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 - 11:56

Dia 04 de Dezembro acontecerá em São Paulo, a sétima edição da passeata do Movimento Superação, em comemoração ao dia internacional da pessoa com deficiência.

Já é o segundo ano que a passeata ocorre nesse trajeto, que inicialmente em edições anteriores era feita na Avenida Paulista.

O Movimento SuperAção surgiu da união de jovens com e sem deficiência que sentiram a necessidade de alertar a sociedade sobre a importância da inclusão das pessoas com deficiência em seu mecanismo social.

Apesar do Brasil ter um amplo leque de leis que asseguram os direitos dessa parcela da população, essas leis não são cumpridas, segregando as pessoas com deficiência do contexto social do País.

Historicamente, o evento surgiu com a proposta de reivindicar a pauta das pessoas com deficiência e de seus direitos. Entretanto o intuito maior é alertar a todos sobre a importância do reconhecimento e da inclusão desta população de pessoas com deficiência, respeitando e construindo uma cultura de respeito às diferenças.

Esse movimento representa mais de 14,5% dos brasileiros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2000, IBGE), que por não terem as mesmas condições das pessoas sem deficiência, como poder sair às ruas e circular com liberdade e autonomia para todo e qualquer lugar, são muitas vezes uma “população invisível”, marginalizada pela falta de acessibilidade. Conscientizar e sensibilizar a população acerca da necessidade da participação de todos no processo de inclusão, da promoção de acessibilidade e da garantia dos direitos das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, ou seja, efetivamente incluir as diferenças em defesa dos direitos humanos.

*fonte: Divulgação Movimento Superação

Participe!

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Grill Hall Prazeres da Carne – São Paulo

Christian Matsuy - segunda-feira, 22 de novembro de 2010 - 09:39

Dessa vez avaliamos uma churrascaria rodízio, um tipo de restaurante que tem muito em São Paulo, assim como as pizzarias. A Grill Hall Prazeres da Carne é 100% acessível.

É uma churrascaria top de linha, mas com esse lance de sites de compra coletiva que estão pipocando, conseguí um desconto bastante razoável. Então fique esperto e não perca essas oportunidades de se comer bem, por um preço justo.

Na entrada há um local coberto e plano que é perfeito nos tranferirmos para  a cadeira. O local tem estacionamento com manobrista e não cobrou pelo serviço.

Existe uma pequena rampa de acesso até ao hall de entrada e a porta de vidro é automática, ninguém precisa abrí-la pra você.

rampa de acesso e porta automática ao fundo

O salão é amplo as mesas são bem espaçadas, creio que foi um dos estabelecimentos visitados que oferece o maior vão livre entre as mesas, o que facilita a ida até o buffet não importando em qual mesa esteja ocupando.

As mesas têm um sistema de pés que impede que você fique centralizado em relação ao tampo, é necessário que você faça uma aproximação puxando para um dos lados, assim a distância entre a cadeira e o tampo ficam adequados. Se você estiver em uma turma de 4 ou mais peça para ficar em uma mesa redonda, daí não há problemas. Ahh se você juntar duas mesas quadradas também fica tranquilo para entrar embaixo da mesa com a cadeira.

mesas e buffet ao fundo

O buffet também tem uma disposição que não impede a circulação da cadeira e é tranquilo para ir e vir sem atrapalhar os demais que estão se servindo. O balcão do buffet poderia ser mais baixo, para se servir de algumas coisas é necessária uma ajuda, mas sempre tem alguém pra fazer isso, nem precisa pedir.

banheiro adaptado independente do comum

O banheiro adaptado fica em frente aos normais e permanece trancado, mas em menos de 2 minutos abriram sem maiores problemas. Amplo e limpo, tudo dentro dos conformes.

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Grill Hall Prazeres da Carne

Rua Pedro de Toledo, 1361
Vila Mariana (Ver no Google Mapas)

Fone: (11) 5572-0018

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Charles Pizza Grill – São Paulo

Christian Matsuy - segunda-feira, 8 de novembro de 2010 - 09:05

São Paulo e pizza são coisas inseparáveis. E estávamos devendo aos leitores do blog uma dica de rodízio de pizza 100% acessível. Em todos os sentidos inclusive no preço. Avaliamos o Charles Pizza Grill um dos rodízios de pizza mais conhecidos da capital bandeirante.

Desde sua inauguração conta com recursos de acessibilidade, rampa na entrada com inclinação adequada para que o cadeirante suba sozinho, banheiro adaptado no andar térreo e bom espaço para circulação.

Estacionamento não coberto em frente ao restaurante grátis, pode-se optar pelo serviço de Valet por 6 reais que pode ser pago junto com a conta na mesa.

Essa pizzaria trabalha em sistema de rodízio, o que a diferencia, é que são servidos vários petiscos antes das pizzas começarem a rodar no salão, como fritas, polenta, mandioca, cebola, bolinho de bacalhau, pasteizinhos, franguinho frito e outras coisas! São mais de 30 tipos de pizza no rodízio.

rampa de acesso da entrada - ótima inclinação

Preço honesto, R$29,90 por pessoa. O salão tem capacidade para atender 600 pessoas. A casa tem um respeito com a lei da preferência e procura acomodar os cadeirantes e idosos nas mesas mais próximas da extremidade, assim você tem liberdade de circular sem esbarrar ou pedir licença pra ninguém.

As mesas não são das melhores devido ao formato do pé, mas se você ocupar o lugar de duas pessoas, é possível aproximar a cadeira de maneira confortável.

Banheiro amplo, de fácil acesso e não fica trancado. Tudo muito limpo.

É um lugar que literalmente “bomba” após às 20h, a probabilidade de se encarar uma espera após esse horário é grande, chegar um pouco antes e ficar batendo papo na mesa é uma boa opção. É um lugar perfeito para confraternizações e aniversários . Consulte o restaurante e faça sua reserva nesses casos.

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Charles Pizza Grill (rodízio)

Av. José Maria Whitaker, 1785
Saúde (ver no Google Mapas)
Fone: (11) 5585-9000

Funcionamento:
Domingo à Quinta das 18:30 às 00h
Sextas e Sábados das 18:00 às 01h
Preço: 40 Reais por pessoa 

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Solo Sagrado de Guarapiranga – São Paulo

Christian Matsuy - segunda-feira, 1 de novembro de 2010 - 12:02

Recebemos essa dica de local acessível da leitora aqui do blog Gabriele Talaia, que ao ver as recentes publicações de locais acessíveis em São Paulo, fez a sua contribuição, indicando um lugar diferente mas nem por isso sem acessibilidade!

Estamos falando do Solo Sagrado, uma grande área às margens da represa de Guarapiranga na zona sul de Sampa.

Atualmente, o Solo Sagrado vem sendo utilizado por diversas instituições públicas, privadas e religiosas, que realizam eventos e cerimônias, aproveitando as modernas instalações e recursos, assim como a maravilhosa atmosfera do local, que torna as atividades bastante agradáveis.

Ele é um parque da Igreja Messiânica, e está aberto para visitação de grupos de quarta à domingo, e o agendamento para grupos de visita é feito de terça à domingo através do site www.solosagrado.org.br. A entrada é de graça.

lago de carpas

Dentro do Solo, existem duas lanchonetes (com mesas reservadas para pessoas com deficiência, o que é bem útil quando ele está lotado), os banheiros são totalmente adaptados e bem largos, e por todo o Solo temos rampas (aliás, quase não existem degraus).

mesas reservadas garante o acesso mesmo em dias lotados

Caso precise de alguma ajuda (desde empurrar a cadeira em uma subida à informações) os funcionários estão por todas as partes e são extremamente simpáticos. Há um estacionamento principal logo na entrada, mas dependendo da necessidade e da parte que você queira ir, existem várias vagas dentro do parque mesmo (exemplo: perto do altar, da lanchonete…).

banheiro adaptado do Solo Sagrado

Ah, e uma dica: não se esqueça de levar garrafinhas para água, e de passar muito protetor solar. Quando está calor, o sol lá é realmente forte, e no frio, é bom levar blusas extras, porque venta muito.

É recomendado não ir aos domingos, porque é o dia mais cheio e fica difícil de aproveitar tudo com a multidão que aparece por lá. Apesar de ser um parque, existem algumas regras a serem seguidas, como não andar de skate, bicicleta, empinar pipa e andar em trajes de banho, no site deles há todas as regras e dicas. É um lugar muito interessante para sair da rotina do stress urbano.

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Solo Sagrado de Guarapiranga
Estrada do Jaceguai, 6567
Parelheiros (ver no Google Mapas)
(11) 5970-1000

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Viagem – cadeirante na casa dos outros

Christian Matsuy - segunda-feira, 11 de outubro de 2010 - 14:10

Feriado, a família quer viajar para a casa daquele parente no interior e você precisa ir junto, pois não tem ninguém para te ajudar no banho e outras coisas mais.

Alguns cadeirantes como eu, que têm um nível de comprometimento mais alto, não conseguem ficar sem a ajuda de alguém. Nesses casos, ou contrata-se um cuidador (o que não é barato) ou vai viajar junto!

Ir passar uns dias na casa de um parente, amigo ou agregado pode ser mais complicado do que se imagina. Por isso, é bom que você se programe.

Uma rápida pesquisa entre os autores do blog mostrou que não se tem o hábito de se hospedar na casa de alguém. A preferência pela estadia em um hotel foi unânime, mas sabemos que nem sempre é viável.

Essa programação vai depender do nível de dependência que cada um tem. No meu caso, que sou 99% dependente, preciso estar atento a vários detalhes, começando pela distância do lugar onde se vai. O máximo que aguento ficar são 2 horas no banco do carro. Passou disso, eu começo a suar horrores e o risco de eu “ganhar” uma escara é alto. Então, quando sei que a viagem vai ultrapassar 2 horas, coloco minha almofada da cadeira no assento do carro e está resolvido o problema.

Depois, tem que ver se haverá paradas no meio da viagem. Eu geralmente costumo parar, então isso altera toda a arrumação das bagagens no porta-malas do carro, pois é necessário que a cadeira desembarque de maneira ágil, sem ter que tirar o resto das malas do carro. Como em casa somos em 3 pessoas, minha cadeira vai sentadinha no banco traseiro, ocupando o espaço de um passageiro, mas fica super prático para fazer as paradas. As rodas vão no porta-malas mesmo, pois sempre cabem em algum lugar.

Se você não conhece a casa de quem vai te hospedar, é bom ligar e perguntar vários detalhes, pois sua viagem pode se transformar em um pesadelo. Largura de portas, dimensão do banheiro, se tem escadas/degraus… Enfim, tudo que pode te impedir de fazer alguma coisa. Um banheiro com banheira ou sem chuveirinho pode inviabilizar seu banho, ou tornar essa tarefa bem mais difícil que o habitual. De acordo com sua necessidade, pergunte até como é a cama, se o colchão é duro ou mole, se a cadeira entra no quarto (parece meio idiota isso, mas acontece com frequência). Já aconteceu da casa da pessoa não me atender e eu ter que me hospedar em um hotel. Paciência, às vezes isso acontece. Mas é claro que fica muito mais fácil conseguir um hotel se isso for planejado com antecedência. Sair à procura de um hotel na última hora é complicado.

Faça uma listinha de tudo que você necessita no seu dia a dia. (Uripen, material pra cateterismo, etc). Geralmente, essas coisas você não acha na farmácia da esquina, ainda mais em um feriado.

Depois de passar muito perrengue com com a cadeira de banho, eu comprei uma desmontável. Existem dois fabricantes aqui no Brasil que fabricam exatamente a mesma cadeira, que mesmo desmontada ocupa um espaço grande. Ainda por cima, a bolsa de transporte é vendida a parte! Quando eu não tinha uma cadeira dessas, era obrigado a despachar uma que tenho de reserva com bastante antecedência para o lugar de destino. Outra alternativa que já utilizei foi de alugar uma cadeira, o que também é bastante prático, mas dependendo do tamanho da cidade é provável que você não encontre cadeiras para aluguel. Não custa se informar com que mora no lugar para onde você vai.

cadeira de banho dobrável - bolsa vendida separadamente

Pode parecer exagero, mas dependendo de onde você for, leve também um kit reparo. O meu kit é composto de um joguinho simples de chaves que me permite desmontar a cadeira praticamente inteira, uma câmara de ar, uma bomba manual e espátulas para remoção de pneu. Você pode nem saber como se conserta um pneu furado, mas tendo tudo em mãos já facilita bastante. Também levo a uma capa da almofada de reserva.

Bom, passado tudo isso, você está pronto pra passar o feriadão fora da sua casa!

Fui! O churrasco me chama!

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Lateral Direita

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