Christian Matsuy - terça-feira, 20 de julho de 2010 - 17:17
Aproveitando o embalo do post sobre medidas da cadeira, vamos dar continuidade ao assunto, dessa vez de maneira mais dosada, discutindo um ítem por post. Assim não fica cansativo e chato de ler, certo?
Logicamente, o assento da cadeira não se inclui nessas duas categorias, mas o tipo deles sim.
exemplo de cadeira com assento rígido
Basicamente nas cadeiras nacionais temos opção de assentos em lona ou vinil (dependendo do fabricante) ou rígidos em alumínio, geralmente uma chapa rebitada ou parafusada ao quadro da cadeira. Essa segunda opção sempre terá um custo extra.
Das vantagens e desvantagens
A maioria dos fabricantes usa a lona convencional para os assentos e encostos padrão, sem nenhum tipo de recurso para ajuste de tensão, fazendo que com o peso de nosso corpo laceie a lona, deixando-a deformada, trazendo vários problemas, como por exemplo, você sentar de forma “afundada” na cadeira (famoso assento selado). A única saída é a troca.
Já tive 2 cadeiras em que o encosto e o assento eram de vinil (diferente da lona), e haviam 3 cintas embaixo dele para ajustar a tensão (apenas do assento). Eles duravam em média 2 anos e depois disso laceavam a tal ponto que mesmo com as cintas de ajuste, era impossível deixar totalmente esticado. Isso me gerava um incômodo absurdo, a ponto de não conseguir ficar sentado. Mesmo assim eles são mais duráveis que os de lona, que estão praticamente descontinuados pelos fabricantes.
Eu nunca tive cadeiras com assento de lona comum, pois já cansei de vê-los laceados em cadeiras de monstruário, o que me desencorajou totalmente.
Em 2004 eu comprei minha primeira cadeira com assento rígido, e em conjunto com uma boa almofada, resolveu esse problema, até hoje não me preocupo com o assento, pois ele sendo rígido sempre estará certo. A desvantagem é que aumenta o peso da cadeira em 1 kilo e tem um custo extra, que acredito se pagar com o tempo, pois você nunca precisará trocá-lo.
Nas cadeiras dobráveis em X, não há como ter assento rígido. Senão a cadeira simplesmente não dobra ;) !
assento rígido avulso
Nesse caso o que pode ser feito é a utilização dos suportes de almofadas que pode ser improvisado em madeira ou fibra de carbono (opção importada). Eles são feitos para serem inseridos dentro da capa da almofada e ficam apoiados nas laterais da cadeira. A Roho oferece um suporte para suas almofadas também. o peso deles também gira em torno de 1 kilo, vai depender do tamanho de seu assento.
Cris Costa - terça-feira, 13 de julho de 2010 - 12:40
Chegar em casa cansada e tomar aqueeeeele banho não tem preço. Seja pra refrescar no verão, dar uma esquentada no inverno, ou pra seu principal motivo, higiene, é um momento feito para relaxar. Pelo menos sempre gostei de um bom banho. Ok, quando era criança tive meus momentos de rebeldia, mas faz parte. E pensando nisso me lembrei do primeiro banho de chuveiro depois do meu acidente. Foram quase dois meses sem poder sair da cama só naquele banho mulambento de leito, mas que tinha lá seu valor. Mas vamos combinar, dois meses numa cama me renderam vários nós no cabelo, já estava no melhor estilo Black Power. Precisava de um chuveiro por todos os motivos do mundo. Assim que me liberaram, lá fui eu pro chuveiro. Me passaram pra aquela cadeira/ privada hóóóóórrivel e desconfortável, fiquei toda troncha (recém tetra), mas valeu. A água caindo na cabeça, a sensação de estar realmente tomando banho… Bom de mais! Inesquecível. Só que o alívio em relação ao banho acabou ai. Ter que usar aquela cadeira pra tomar banho era ruim de mais. Me impressionava um centro de reabilitação usar algo tão desconfortável, velho e enferrujado. Ficava imaginando se aquela cadeira era “boa” pra qualquer pessoa. Quem está num hospital, bem não está, né? Custava ter algum modelo mais confortável e menos instável? Será que existem outras opções? Enfim, como não tinha outro jeito agüentava pois valia o banho.
Quando comecei a adaptar meu apartamento, veio a questão do banheiro. Qual seria a melhor forma de adaptá-lo pra que eu pudesse tomar banho tranquilamente e sem precisar de muita ajuda. Pesquisei todos os modelos disponíveis, mas eram todos variações do mesmo tema: assento de privada com rodinhas. E ainda tinha um agravante: no meu banheiro tinha uma banheira, e na época não dava pra fazer obra, então tinha que dar um jeito de ter uma cadeira ali dentro. É claro que não tinha jeito, e pelas falta de opções de cadeira, acabei comprando aquele modelo mesmo.
Mas é claro que não tava feliz, e continuava a minha saga por um banho tranquilo. Um belo dia, estava no CVI para assistir ao curso de lesão medular, e conversando com a Beth Caetano ela me disse que usava uma cadeira que encaixava na banheira e era ótima. Quase não acreditei. Ela gentilmente me emprestou a dela pra ver se cabia. E coube! Fiquei mega feliz, pois além de poder ficar embaixo do chuveiro, a cadeira ficava fixa, o que me dava mais independência e o assento era de espuma, bem macio. Agradeço a Beth até hoje pela ajuda. Dei meu jeito, consegui comprar a cadeira e uso o mesmo modelo desde então.
Entendam que eu não gosto do modelo com rodinhas pois acho desconfortável, ruim de transferir e um pouco instável. Mas é minha opinião, e sei que muita gente se adapta bem a esse modelo. A minha questão é: porque só esse modelo? Já foi feito até um post sobre opções de cadeiras de banho.Talvez não tenham muitas opções mesmo, mas sempre acho que pode melhorar. Ou tô sendo otimista de mais?
Cris Costa - quinta-feira, 8 de julho de 2010 - 10:01
No post sobre a cadeira chinelinho, mencionei que não gostei da cadeira monobloco da Ortomix pois ela não tem a opção de afunilar na frente. Para ficar mais fácil de entender, resolvi colocar uma foto comparando os dois tipos de frente pra que fique fácil de vizualizar. Ai, quando forem comprar uma cadeira, pode facilitar na escolha. Uma das fotos foi o Christian que me mandou, de onde aliás tirei a idéia de escrever sobre isso. Valeu Christian!
Como podem ver, o pedal fica bem largo se seguir a largura da cadeira. Já imaginaram fazer uma curvinha num lugar mais apertado com uma cadeira assim?
Cris Costa - quarta-feira, 30 de junho de 2010 - 11:39
Como disse no post anterior, acabei comprando uma Star Lite. Quando fui buscar a cadeira na loja, dei uma olhada, me pareceu ok, botei no carro e fui pra minha casa. Grande erro. É a mesma coisa que comprar roupa sem experimentar. Mas na pressa, achei que não precisava experimentar já que estava tudo na medida certa. Chegando em casa, fui passar pra cadeira nova e estranhei tudo. Pensei: isso é normal, com cadeira nova isso acontece, demora até a gente se acostumar. Mas não era bem assim. De cara senti que a cadeira estava bem mais larga do que estava acostumada. Mais um pouco e não passava nas portas de casa. E também estava alta, quase não entrava embaixo da mesa. Fora o ângulo do pedal que parecia ser de 90, o que eu não estava acostumada. Quase chorei. Mas também, santa ingenuidade né Batman?! Fiz o pedido com poucas medidas e nem sequer perguntei quais eram as medidas padrões do resto. E também não testei na loja pra ver ser estava tudo ok. Os meninos batem tanto isso aqui no Blog, e cometi esse erro. Depois de feito, não tinha muito o que reclamar. Pelo menos o que tinha medida específica veio certo. Mas precisava acertar a cadeira. Do jeito que estava, não dava pra ficar. Levei de volta na loja pra acertar.
Quanto a largura, além do corrimão estar no ponto mais largo, o tubo da cadeira era muito comprido. Com isso a cadeira deve ter ficado uns 7cm mais larga.
O que é muita coisa. E a altura, ela veio com a roda dianteira de 6”, que é o padrão. E como não existe a opção de mexer na altura da cadeira, só me restava trocar a roda de 6” por uma de 5”. E quanto ao pedal, virei ele ao contrário. Assim a parte maior ficaria para frente me dando mais conforto. Tudo acertado, fui buscar minha cadeira uns 15 dias depois.
Agora sim poderia avaliar a cadeira melhor, já que estava nas medidas corretas. Duas coisas que notei diferença para outras que tive foi o freio e o esquema de dobrar o encosto. O freio achei bem legal, pois ele dobra, e assim facilita muito a transferência para o carro e cama. Mas para quem tem pouca força nas mãos pode não ser uma boa opção, já que é um pouco difícil puxar o pino para “desdobrar”. E é bom não esquecer de dobrar, ou o freio fica alto, dificultando a transferência, a roupa pode agarrar ou você corre o risco de ser violentado pelo freio. Ninguém merece!
Só uma pequena observação: a cadeira tem dois meses e os freios já precisam de ajustes. Algo que vejo acontecer muito nas cadeiras nacionais. Não entendo porque os freios não ficam firmes por muito tempo, mas enfim.
Já o esquema pra dobrar o encosto me pareceu interessante e foge um pouco das malditas cordinhas: tem duas travas atrás, uma de cada lado. É só girar pra destravar e dobrar, e depois girar de novo para travar.
Até ai, tudo bem. Tava gostando da cadeira. Só tinha achado o encosto muito frouxo e ele afunda muito. Isso pode ser resolvido com um encosto rígido, mas que custa em média R$ 250,00. E como no momento, não posso me dar esse luxo, fico com o encosto que afunda.
Testando a cadeira em casa, tudo bem. Chão retinho, deslizava que era uma beleza! Parecia leve e ágil, boazinha mesmo. Mas tinha que fazer o teste final: andar na rua. Assim que precisei ir na rua, resolvi que iria com essa pra ver como ela se sairia nas pedrinhas portuguesas. Sai de casa, e lá fui eu. Sofri!!! Depois de umas três braçadas senti a cadeira pesada e difícil de empurrar. Trepidava muito! Não achei que fosse ser tão difícil. Já me acostumei com a Tilite e por isso senti uma diferença absurda.
Depois de muito esforço consegui chegar onde queria, mas quase sem ar, rs. Fiz o que tinha que fazer, respirei fundo e voltei pra casa. Cheguei em casa e parecia que tinha corrido uma maratona, mas na verdade foram só dois quarteirões. Ou quatro se contar ida e volta. Não achei a cadeira ruim, mas pra realidade das pedrinhas portuguesas e levando-se em conta minha tetrice parcial, penei um pouco. Se tivesse que sair na rua todo dia com ela, em pouco tempo ia ganhar alguma “ite” (tendinite, bursite…).
Mas enquanto os fabricantes não melhoram a qualidade das cadeiras, a gente pode melhorar algumas coisas. Pouquíssimas, na verdade. Quanto à trepidação, uma roda inflável com certeza ajudaria muito. Já o fato do corrimão escorregar tem muito a ver com minha fraqueza nas mãos. Coisa de tetra. Quem é paraplégico, com certeza não ia sentir nenhuma dificuldade. Mas bem que os fabricantes nacionais podiam vender um corrimão coberto com vinil pra facilitar a nossa vida, né?
Os problemas que ela apresentou são comuns nas cadeiras nacionais. O fato dela trepidar, ter um corrimão escorregadio e ser “dura” de empurrar aconteceu com todas as outras que tive. Sinceramente, acho que devemos começar a exigir maior qualidade e mais opcionais dos fabricantes. Por enquanto, ainda acho a cadeira boazinha, mas uma cadeira mostra mesmo a sua qualidade é com o decorrer do tempo. Vamos ver como ela vai estar daqui há um ano!
Cris Costa - quarta-feira, 16 de junho de 2010 - 12:46
Depois de 10 anos com a mesma cadeira, vi que não dava mais pra adiar e era necessário trocar. Minha querida cadeira “chinelinho” velha de guerra mal saia do lugar. Ou melhor, eu mal saia do lugar com ela. Mega enferrujada, empenada, alguns pedaços querendo cair, tava me causando dor nos braços e me dava uma canseira danada só pra ir do quarto a sala.
Perai! Cadeira chinelinho? Que é isso? Bom, desde que comprei minha segunda cadeira, resolvi que deveria guardar a mais antiga. Primeiro porque é sempre bom ter um “estepe” e segundo porque quando chego ou saio de casa não preciso ficar montando e desmontando cadeira. A mais nova, que uso na rua, mora no meu carro. E a chinelinho fica na garagem, me esperando. Deixo ela lá quando entro no carro, e puxo de volta quando chego. Simples, e me evita aquela trabalheira de tirar e por cadeira no carro. É cadeira de ficar em casa, digamos assim.
Voltando. Como não dava mais pra adiar a troca, comecei a pesquisar quais opções de cadeiras eu teria. Não quis abrir mão do modelo monobloco, e por isso nem olhei para as com eixo em X que tem preços melhores. Restava saber quais marcas fazem esse modelo. Infelizmente só dois fabricantes tem modelos em monobloco: a Ortobras e a Ortomix. Como não conhecia nenhuma das duas, pois até então só tinha tido cadeiras da Tokleve, resolvi deixar o preço resolver. A mais barata, ganhava.
E assim minha primeira escolha foi a Ortomix. Me pareceu bem legal, e tinha o melhor preço, R$ 1.600. Mas na hora de escolher as medidas descobri três falhas graves (ao menos para mim): a largura do pedal tinha que ser a mesma do assento, não seria possível afunilar. Acho isso péssimo pois sendo tudo da mesma largura a cadeira acaba ficando larga e ruim de manobrar em muitos lugares. Fazer curva com uma cadeira assim pode ser um pesadelo. Outra falha é que existia a possibilidade de cobrarem pelo protetor de roupas. Achei um absurdo! Se eu tivesse pedido a cadeira com braço E protetor até podia tentar entender cobrarem extra, mas sem o braço? Nananinanaum. E por último, o prazo de entrega. Ao menos 90 dias. Só de pensar no meu braço empurrando meu chinelinho mega velho por mais 3 meses me doía tudo. Tive que deixar a Ortomix de lado e partir a única opção que restava que era a Ortobras.
O único modelo da Ortobras que é monobloco além da M3 é a Star Lite. Como não tinha nenhum modelo na loja, fiquei meio ressabiada em pedir só pelo que vi folheto. Mas me asseguraram que ela era igualzinha ao antigo modelo da Tokleve, a Tokleve M. Que era a minha chinelinho. Sendo tudo igualzinho não questionei nada e dei as medidas: largura do assento, cambagem, altura do encosto e do pedal e pedal afunilado. Fora isso, nada mais se ajusta. O preço nem era tão maior que o da Ortomix: R$ 1.800. Nas zilhões de parcelas que fiz, a diferença ficava bem diluída e não pesaria muito no bolso. Ah sim, e o prazo de entrega era mais interessante: 45 dias.
Uns dois meses depois, um pouco atrasado pois teve carnaval no meio, chegou a cadeira. Olhei pra ela e pensei: gostei! A cor me agradou e me parecia bem legal e confortável. Mas… o que eu achei da cadeira na prática? Conto em outro post!
Christian Matsuy - segunda-feira, 7 de junho de 2010 - 09:57
Após um “pequeno atraso”, estou postando a avaliação de três anos e alguns meses de uso da cadeira Tokleve Milenium Sport (fabricação interrompida em 2009). Mesmo que a cadeira não seja mais fabricada, o relato é interessante para vocês conhecerem os defeitos, qualidades e soluções encontradas para um modelo como esse.
Por mais de 15 anos utilizei cadeiras da Ortobrás (Gazela Ultra Lite, com opcional de apoio de pé tubular), uma cadeira honesta avaliada em média por 1500 reais na época, com alguns opcionais.
Mas eis que vi a Tokleve Milenium, a primeira nacional monobloco tipo “cantilever” que conheci (não tenho informações se foi a primeira). Sempre preferi as cadeiras não dobráveis, pela estabilidade que elas oferecem. Essa cadeira custava, em 2005, cerca de 3200 reais e podendo facilmente atingir 3800 sem nenhum acessório importado.
Fui até uma loja representante da Tokleve aqui em São Paulo e o vendedor deu algumas explicações básicas sobre a cadeira. No show room, havia três delas. De cara, notei a má qualidade das cadeiras expostas (jogo absurdo na roda, outra com o sistema quick release quebrado), nisso chega um médico com sua Milenium recém adquirida para fazer reapertos e eliminar o jogo nas rodas, encosto, freios… A cadeira estava “bamba” e sendo ele um pouco gordinho, com certeza sentiria ainda mais esse desconforto.
A desculpa do vendedor foi que, por se tratarem de cadeiras de amostra, às vezes até empréstimos, elas eram mal cuidadas… Mas ele não soube explicar os problemas da cadeira recém entregue.
Mesmo assim eu comprei. Fomos para a parte das medidas, daí percebi o quão importante é conhecer nossas medidas e o que queremos mudar ou melhorar na aquisição de uma cadeira nova.
Deixei que o vendedor tirasse minhas medidas e quando via alguma coisa estranha eu dava meu palpite, mas sem muita importância… Lembrando que o vendedor no caso não tinha nenhuma formação em “seating”. Ele deve ter recebido algumas orientações básicas, mas nada mais aprofundado.
Minha cadeira chegou dentro do prazo (90 dias) e fui buscar. A cadeira parecia um TRATOR, de tão alta que ficou. Colocaram rodas de 7 polegadas na frente e, por serem tão grandes, não faziam os 360 graus da circuferência!!! A roda batia no apoio dos pés e não era possível dar ré. Erro de cálculo feio!
Foi a primeira coisa que notei e fiquei puto. Logo veio uma outra pessoa da loja que prontamente disse para trocar por rodas de 5 polegadas. Foi necessário fazer um furo no garfo, pois não havia furação para rodas de 5″ e mesmo assim isso não resolveu o problema definitivamente. Ainda tive que tive que subir um pouquinho o descanso de pés, pois era onde as rodas batiam.
A troca das rodas resultou em uma cadeira sem tilt que é a diferença entre a altura dianteira e traseira do assento ao chão. Um erro grave em se tratanto da minha lesão C4/C5 com pouquissimo equilíbrio. Tive que improvisar um cinto de segurança na primeira semana pois o medo de cair pra frente era muito grande. Andar amarrado na cadeira é horrível.
Fui com a cadeira pra casa, e começei a notar os incômodos da cadeira alta, como por exemplo não entrar debaixo da mesa da minha própria casa.
O encosto foi feito em uma altura que pegava bem no osso da minha escápula, o que ia me gerar um machucado dos grandes, consegui utilizar um pedaço extra de espuma e contornar mais esse problema.
No terceiro dia me bateu o total arrependimento e descontentamento com a cadeira, pois ela não estava me fazendo bem, muito pelo contrário. Decidi ir até a loja e ver o que poderia ser feito.
Para resumir a história, a loja não admitia o erro e eu também não. Depois de muita discussão e eu com pressa em resolver, aceitei o acordo da loja em pagar 700 reais e ter um quadro totalmente novo. Com as medidas que eu especificasse sendo total responsável dessa vez caso desse errado.
Demorei mais dois meses para receber o quadro novo, mas veio tudo nas medidas que eu indiquei. Dessa vez, sem interferência do vendedor. Quando sentei pela primeira vez na cadeira já senti a diferença. O conforto que eu queria era tanto que nem voltei para a antiga! O único porém: como eu queria que a cadeira fosse mais fechada na parte do descanso dos pés, eles não me avisaram que seria colocado um tipo de decanso regulável em altura. Esse descanso regulável até que foi útil depois, mas acabava com a estética da cadeira (veja na foto acima).
Vamos a minha configuração:
Largura de assento: 40cm
Profundidade de assento: 44cm
Altura de encosto: 53cm
Angulo frontal: 85 graus (nas minhas contas tem 75)
Rodas dianteiras: 5 polegadas
Rodas traseiras: 24 polegadas
Altura traseira do assento ao chão: 45cm
Altura frontal do assento ao chão: 55cm
Tilt: 5cm
Centro de gravidade: 3cm avançado
Opcionais:
Assento rígido em alumínio (na época não tinha encosto rígido)
Roda anti-tombo (nunca usei)
Laterais protetoras em alumínio dobráveis
Quick release nas rodas dianteiras
Aros de impulsão com pinos
Acabamento de encosto em nylon com ajuste de tensão por velcros
Manoplas rosqueáveis
Depois de cinco meses de espera e mais 700 reais de prejuízo, finalmente consegui rodar com minha cadeira. Comecei a usar a cadeira para trabalhar, passear etc.
Achei que pelo fato do formato do quadro, eu teria alguma vantagem de colocá-la nos porta malas, mas devido à grande altura do descanso de pés ao chão às vezes ela não cabia (por pouco) em um porta malas de carros sedan.
Assim como a cadeira do outro médico (lembra dele no início do post?) a minha começou a apresentar rangidos e barulhos logo no segundo dia. Sorte eu ter acesso a ferramentas e pessoas que tem uma formação em mecânica e entendem um mínimo pra avaliar os erros e falhas na cadeira.
Foi feita toda uma revisão, e apertamos tudo como deveria. Por minha conta, pois não estava afim de me desgastar com pedido de garantia para um reaperto. As rodas traseiras vieram com muito jogo, e uma delas não travava o quick release às vezes e, quando travava, emperrava e era necessário fazer muita força para soltar. Esse problema que foi resolvido com uma regulagem.
Segue a lista de problemas apresentados e que voltaram a acontecer com frequência de aproximadamente 3 meses:
- Algumas porcas não apresentavam arruela de pressão, ou não eram do tipo torks, que já vem com um plástico que evita que a mesma se solte com a vibração;
- Falta de adesivo Loctitetrava roscas, principalmente nas rodas traseiras (causa principal do jogo constante);
- Baixíssima qualidade dos eixos quick release, apresentando inclusive diferenças de tamanho entre eles (aprox. 2 milimetros medidos no paquímetro);
- Material plástico utilizado de baixa qualidade. O botão do quick ressecou e quebrou facilmente com uma batida. Aliás, esse botão não deveria ficar sobresaltado, mas foi a única maneira de corrigir o jogo das rodas traseiras;
- Rodas dianteiras de baixa qualidade, fácil de ressecar, deixando a roda dura e com tendência a abrir fissuras (o que ocorreu com 1 ano de uso). Tive que comprar um novo par;
- Sistema de aperto da bengala do encosto tipo Allen que batia metal com metal arrombando o buraco;
- Falta de uma faixa extra de velcro no encosto para evitar perda de tensão;
(solucionei arrumando uma faixa da minha antiga cadeira)
- Sistema do suporte lateral dobrável feito em plástico que se ressecou e quebrou um lado (2 anos); (tive que solicitar junto a tokleve essa peça).
- Pinos do aro de impulsão que se perdiam no meio da rua ficando o metal aparente, na verdade o pino é uma peça plástica que é encaixada em uma lingueta de metal no aro; (tive que solicitar pinos extras, e solucionei utilizando cola branca).
- Regulagem das alavancas de freio muito difíceis e falta de adesivo Loctite trava roscas. Mesmo sendo porcas de pressão, as mesmas com o tempo ficavam moles, fazendo muito barulho ou saindo da posição e diminuindo a eficiência do freio;
- Rodas em alumínio, porém muito fáceis de empenar, com baixa resistência a impactos e diferenças de nível, que é o que mais temos em nossas ruas; As rodas ficaram muito, mas muito judiadas com 3 anos de uso. Mesmo com tentativa de desempenar, alinhamento e reaperto de raios, continuaram ruins;
- Altura das manoplas muito baixa em relação ao encosto, gerando um desconforto pra quem empurra a cadeira por longos trajetos;
Basicamente esse foi o meu test drive de 3 anos e alguns meses de uso dessa cadeira.
Tenho ela até hoje, como uma cadeira reserva, fiz uma manutenção básica antes de deixá-la em segundo plano e está guardada.
Cris Costa - quarta-feira, 19 de maio de 2010 - 12:04
Diz a lenda que a tecnologia é pra nos ajudar, ou resolver problemas que não tínhamos antes. Mas às vezes, mesmo sem querer, surgem coisas boas por aí. Estou falando dos Smartphones. Além de serem praticamente um mini-computador portátil com telefone, os mais modernos possuem o touch screen que é uma benção para quem tem pouco movimento nos dedos e mãos.
Touch quem? O touch screen nada mais é do que uma tela sensível ao toque. Ao invés de você usar aqueles tecladinhos de celular e suas micro-teclas irritantes, usa o dedo. Bem moderno, no melhor estilo dos filmes futuristas. Aliás, algumas marcas de computadores já possuem monitores com essa tecnologia. A Sony tem um modelo com monitor touch screen muito bacana. Cheguei a brincar com um numa loja, me senti dentro do filme “Minority Report”. Arrasta pra lá, arrasta pra cá, uma loucura! Só que o preço… Impublicável!
iPhone 3G
Mas, vamos ao que interessa. Atualmente aqui no Brasil conheço três marcas que possuem smartphones com touch screen: Apple, Sony Ericsson e HTC. O iPhone da Apple eu já testei e é muuuuuito legal. Além de facilitar muito o fato de não ter botões e eu não precisar ficar brigando com o aparelho para apertar nada, os ícones são relativamente grandes e o teclado também é bem tranqüilo de usar. Ele tem o mesmo estilo de um teclado normal e bem fácil de digitar. Já o da HTC e o da Sony Ericsson (modelo Xperia-X10), não tive a chance de testar, mas acredito que não sejam muito diferentes.
A Nokia já está lançando na Europa um modelo novo com touch screen, mas ainda não tem previsão para chegar aqui no Brasil. E ainda tem o smart da Google, mas até onde eu sei, ele ainda não está à venda aqui no Brasil. Quem quiser comprar um lá fora desbloqueado terá que desembolsar U$ 529,00.
HTC Touch
Mas como tudo que é novidade, existe um custo. A média de um iPhone ou de um HTC é de R$ 1.000,00. Claro que o preço vai variar dependendo de onde você comprar e em qual plano da operadora. E não custa lembrar que esses aparelhos possuem funções que necessitam de acesso a web, nesses casos, além do custo do aparelho e do plano do telefone, você vai ter que desembolsar mais um pouco por mês pra ter um plano de dados.
Xperia-X10
Cruel, não? Agora é rezar para o touch screen virar algo comum e baixar de preço. Mas pra quem tem os dedinhos com pouca força e pode comprar um, aconselho. Além da facilidade pra usar o aparelho, é bacana de mais. Mas cuidado, smartphone vicia!
OBS: Bem que poderiam usar a tecnologia de touch screen pra controle remoto, né? rs.
Christian Matsuy - quarta-feira, 5 de maio de 2010 - 15:08
Um dia desses estava eu conversando com o Eduardo e do nada ele me pergunta:
- “Christian, a Bianca está perguntando como você mexe o mouse. Você usa aqueles do tipo trackball*!?” - Eu respondo: – “Não, eu utilizo um modelo bem básico de mouse sem aqueles formatos anatómicos e me viro muito bem!”
*Trackball é esse dispositivo que a esfera fica virada pra cima e tem um tamanho maior, veja a foto abaixo:
Trackball: esfera virada para cima e botões grandes facilitam uso
Deixem-me explicar melhor, pois você também pode estar se perguntando o que tem de errado em movimentar um mouse. Eu sou um tetra “alto” (lesão C4/C5), o que me tirou os movimentos das mãos e punhos. Devido a isso, são necessárias algumas adaptações (nada de absurdo no meu caso) para se utilizar um mouse e teclado e obter um bom rendimento.
É claro que eu não tenho a destreza de uma pessoa com movimentos totais de punho e mãos, mas acho meu desempenho bastante acima do normal e me permito até jogar online de vez em quando. Nos primórdios da informática, os mouses não eram nada ergonômicos. Eram peças bem retangulares e sem nenhuma curvatura, mas com o tempo eles foram se moldando cada vez mais às palmas das mãos, e aí eu comecei a sofrer. Percebendo isso, consegui comprar 4 unidades do modelo com que mais me adaptei e usei por cerca de 10 anos.
Mouse antigo: formato retangular
Mas a tecnologia vai mudando e os mouses foram ficando velhos. Dos quatro, consegui reformar e fazer dois, até que não deu mais para continuar. Chegara a hora de eu me adaptar com um modelo de mouse que estivesse em linha. Após inúmeras visitas em lojas de informática e sites na internet, encontrei um modelo que me propicia um bom desempenho. Uma outra coisa importante é deixar os objetos em posições estratégicas, assim estarão sempre ao seu alcance com deslocamento mínimo das mãos e braços.
O mouse é deslocado apenas com o peso da mão
Atualmente existem equipamentos de tecnologia assistiva que solucionam muitos casos (a mocinha da novela usa vários deles), mas na época em que sofri a lesão, não havia nem sombra desses equipamentos. Então o que pode ser feito foi adaptar o que existia. Mais uma vez, as terapeutas ocupacionais (T.Os) colocaram a mão na massa.
Em se falando de teclados, também foi a mesma coisa. Apesar deles apresentarem uma vida útil bem maior, fui fazendo testes com vários modelos. Essa parte deu menos trabalho, e a dica é tentar encontrar no mercado um teclado que tenha pressão de toque compatível com a sua força, além de bom espaçamento e tamanho das teclas. Teclas de atalho, que minimizam o uso do mouse, também são uma boa característica.
Para a digitação e também para apertar botões de todos os tipos, utilizo uma órtese com ponteira. Realmente, hoje eu não sei o que seria de mim sem ela, pois me permite fazer muitas coisas. Depois de diversos testes, cheguei à conclusão de que a melhor ponteira para meu caso é um lápis novo (sem apontar) e uma dessas borrachinhas que se usam na extremidade do lápis. Testei esses lápis que já vem com a borracha embutida, mas elas duram pouco e esfarelam um bocado. Notem que minha ponteira pode ser adquirida em qualquer papelaria, ou seja, se por acidente esse lápis quebrar, sumir (sim, já aconteceu), ou a borracha gastar, é fácil comprar outra. As T.Os costumar fazer essas ponteiras, na maioria das vezes, com um material moldável termoplástico ou alumínio que você não vai achar na papelaria da esquina.
Órtese e ponteira utillizada para digitação
Já a órtese, foi fabricada na oficina da AACD e me custou 40 reais. Se eu precisar trocar as tiras de couro ou o velcro, eles cobram em média 20 reais. Existem outros modelos tipo luva, mas essa barra estabilizadora foi a com que mais me adaptei e tenho um desempenho superior a 80 toques por minuto.
A ponteira também serve para usar o celular
Outra utilização da ponteira: controles remotos
Essa mesma órtese pode ser utilizada para alimentação, trocando a ponteira por um garfo ou colher com cabo redondo. Em último caso, entorte o cabo.
Ponteira sendo usada para digitar no teclado
Ponteira sendo usada com um telefone de teclas
Gravei esse pequeno vídeo para demonstrar melhor como a órtese funciona:
É complicado também encontrarmos soluções prontas que atendam a todos, haja visto que cada deficiência requer um tipo de adaptação de acordo com o grau de força e mobilidade de cada pessoa. O que pode ser ótimo pra mim, pode ser péssimo pra você. É nisso que as T.Os são especialistas e elas tentam deixar a adaptação o mais adequada e personalizada possível para cada pessoa.
Por último, uma dica para quem utiliza qualquer sistema Windows®: se você pressionar cinco vezes a tecla SHIFT, é habilitado um recurso de acessibilidade importantíssimo para pessoas que só conseguem digitar uma tecla por vez. Esse recurso trava as teclas Shift, Alt e Ctrlaté o próximo toque. Um exemplo: Para digitar o sinal de @ teoricamente precisaríamos manter o SHIFT pressionado e teclar o 2. Com o recurso habilitado, você tecla SHIFT, solta, pressiona o 2 e pronto! Uma de cada vez! Se precisar desabilitar o recurso, basta pressionar Ctrl e Alt juntos. Como elas são coladinhas uma sobre a outra, basta dar uma “dedada” mais nervosa que vai! Aparecerá perto do relógio do Windows um símbolo indicando o status da tecla pressionada e um bip sonoro é emitido a cada utilização.
Cris Costa - terça-feira, 27 de abril de 2010 - 14:45
Antes tarde do que nunca, né? Tarde não só porque a novela está quase chegando ao fim, mas também porque a Luciana já mudou de cadeira e agora usa uma motorizada. Ao menos não é uma cadeira elétrica, rs. Mas não queria deixar de falar um pouquinho sobre a cadeira da personagem, mesmo que superficialmente.
Enfim, como muitos já sabem é uma M3, atualmente fabricada pela Ortobras. Acho ela bonitinha e infelizmente não vou pode opinar tecnicamente a respeito dela, porque meu conhecimento técnico é quase nulo e não tive a oportunidade de testá-la. Mas o Christian falou um pouquinho dela no post sobre a Reatech.
A M3 hoje é uma das melhores cadeiras nacionais (se não é a melhor). Ela tem um design bem moderninho e bacana e também possibilita alguns ajustes que outras cadeiras monobloco não permitem. O que é bom, pois com o tempo você poder sentir necessidade de mudar algo na cadeira, e na M3 algumas alterações são possíveis.
Seu modelo básico está custando em média R$ 3.400. Quem quiser uma igualzinha a da Luciana vai ter quer desembolsar mais uns R$ 250,00 pelo encosto rígido e outros R$ 2.500 pela rodas X-Core. Sim, as rodas da cadeira que a personagem usa são importadas, de fibra de carbono e custam essa “pechincha”. Mas quem não quiser desembolsar essa grana toda, tem como opção as rodas de liga leve (veja foto abaixo) que custam um pouco menos: R$ 1.200. Infelizmente não sei dizer se essas rodas de liga leve são boas e se não empenam faciltamente, mas pelo menos são um pouco mais baratas. Ah, a cadeira também tem opções de cores que aumentam um pouquinho mais o seu preço. No caso da Luciana, a cor é violeta e você pagaria mais R$ 80,00 por ela.
Ou seja, quem quiser a cadeira da Luciana vai ter que desembolsar a bagatela de R$ 6.230. Só chorando, né? Mas pra quem pode e não tem como importar uma, vale a pena. Entre as que temos por aqui, é o que há de melhor.
Mas, pra mim, a pergunta que não quer calar é: porque diabos ainda não desenvolveram um método mais eficaz que essa cordinha pra dobrar o encosto???
Cordinha...
Obs: Os preços citados são uma estimativa, podendo variar para mais ou para menos dependendo da loja ou site.
Christian Matsuy - terça-feira, 20 de abril de 2010 - 10:52
Fiz minha visita à feira Reatech 2010 dia 17/04 (sábado, a tarde toda). Como temos poucos eventos desse tipo no país, acho importante dar uma conferida no que há de novo no mercado de tecnologia assistiva, cadeiras e outros equipamentos.
Esse ano, o Eduardo e os outros autores do blog não puderam comparecer ao evento, então vocês terão que se contentar com a minha humilde cobertura. :)
A feira estava muito lotada, mais que em 2009, e ainda continua com alguns stands pequenos (para a quantidade de público presente). O excesso de pessoas faz você ter dificuldade em chegar perto dos produtos, pedir uma explicação um pouco mais detalhada, essas coisas… Ainda não consigo compreender como não organizaram melhor isso. A feira já existe há alguns anos e não vi melhora nesse sentido. Destaque apenas para o piso tátil (a Thaís Frota explica bem isso), colocado por toda a feira para orientação de cegos. A fila para a utilização dos sanitários femininos era grande também.
Um verdadeiro "formigueiro" nos stands!
Poucos stands estavam sem aquele “palanquinho” que gera um degrau e tem que se fazer acesso por rampas, em alguns casos com rampas pequenas que não rodeavam todo stand.
Na parte das cadeiras, tive oportunidade de conhecer toda a linha da Ortomix, que não tinha um stand próprio, mas suas cadeiras estavam espalhadas por várias lojas. Essa marca absorveu os modelos já existentes da “finada” Tokleve. No modelo Dinâmica Sport (ex-Tokleve Milenium) a cadeira sofreu modificação estrutural, sendo eliminado o tubo em arco sob o assento. Notei uma ligeira melhora no acabamento. Também foi lançada na feira a Dinâmica “New” (antiga Suprema, com mínimas modificações). Atenção ao prazo de entrega: 100 dias!!! (preço médio com acessórios básicos: 3500 reais).
Dinâmica NEW apresentado na feira pela Ortomix
Conversando com o pessoal das lojas, descobri que acabou a “ladainha” da Otto Bock e ANVISA (a Cris já escreveu sobre isso) e agora a cadeira é importada dentro das normas da lei e o próprio representante da marca reforçou isso. O modelo básico da Blizzard está saindo em média 8 mil reais, dependendo da loja.
Otto Bock dando grande destaque ao modelo Blizzard
Ainda na parte das cadeiras, ví os encostos rígidos da MaTRx que é uma excelente marca, com uma grande variedade de modelos, atendendo uma gama muito ampla de usuários. Muito indicado para problemas posturais, tipo escoliose, etc). Leves (aprox. 1.5kg) e discretos, saem por 1500 reais aqui. Essa foi uma novidade da feira.
Encostos rígidos da MaTRx em exposição
Não posso deixar de abrir um parêntese aqui sobre o stand da Cavenaghi, que disponibilizou o equipamento de mapeamento de pressão da Roho, além de dois terapeutas americanos com muito conhecimento em almofadas e encostos. Infelizmente, eles só falavam inglês e poucos puderam desfrutar das valiosas informações providas por eles. Esse sistema avalia como seu peso está distribuido sobre o assento, ajudando na escolha de um modelo ideal de almofada. Me foi demonstrada a nova almofada Hybrid Elite (base em espuma com células de ar apenas na parte traseira com desenho de contorno), praticamente o mesmo peso de uma Quadtro Select, mas com uma estabilidade maior, facilitando as transferências. Por ter menos células de ar a almofada tem um risco bem menor de furar, porém não é indicada para pessoas com facilidade de adquirir escaras, pois a proteção dela supre pessoas ativas que tenham condições de fazer pequenas elevações. Ela é mais apropriada para usuários de médio e baixo risco de úlceras de pressão.
No stand da Rea Team – Ortobrás havia no show room as cadeiras M3 (a cadeira da pernosagem Luciana da novela Viver a Vida) em diversas configurações de acessórios. O garfo das rodas dianteiras ganhou um “nível”, eu não entendi muito bem a utilidade. Dessa vez tive oportunidade de testar a cadeira e não gostei do sistema de amortecimento das rodas (tipo frog legs), que mesmo com a cadeira parada, da um “balanço” indesejável, mas creio que deva funcionar bem em pisos irregulares. (isso já é assunto para um outro post…) Estavam disponíveis também assentos e encostos rígidos da JAY e algumas cadeiras da Quickie.
Novo detalhe no garfo da M3 (desculpem a falta de foco!)
O stand da MobilityBrasil trazia algumas cadeiras da TiLite, sendo uma ZR, uma ZRa e uma 2GX, todas em Titânio. O modelo ZRa estava sendo oferecido por 9800 reais com alguns acessórios pré escolhidos (punho dobrável e protetores laterais em alumínio). Encontrei com a Kênia de BH leitora aqui do blog, que pediu umas dicas sobre cadeiras. Agradecimentos ao Daniel que nos deu muita atenção.
Haviam carros adaptados na área externa do recinto para test-drive, assim como nos outros anos. Fiat, Honda, VolksWagen, GM, Toyota, Peugeot e Nissan estavam presentes.
Basicamente foi isso. Devido a minha curta permanência na feira, não pude dar atenção aos eventos em paralelo, mas estavam ocorrendo palestras gratuitas de acordo com a programação da feira que estavam super disputadas para se conseguir assistir.