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Cadeira com suspensão

Cris Costa - quinta-feira, 10 de maio de 2012 - 09:49

Outro dia tava lendo um artigo no site da New Mobility que falava da uma nova cadeira com suspensão, chamada “Icon” criada por dois cadeirantes /engenheiros: Jeff Adams e Christian Bagg. A reportagem falava super bem da cadeira. Fiquei meio intrigada, pois pouco escutei falar dessa cadeira tão maravilhosa, e por mais que o artigo estivesse falando a verdade, poderiam estar deixando de contar o outro lado da história, dos pontos fracos.

jeff adams e chris bagg

jeff adams e chris bagg

Então, resolvi perguntar aos  meus assessores para assuntos cadeirísticos como é realmente essa cadeira com suspensão. Segue a troca de e-mails com a opinião do Eduardo e do Christian:

Christian: Jeff Adams e Chris Bag foram os inventores da revolucionária cadeira MARVEL que em parceria com a fábrica de bicicletas (muito top) Cervélo, lançaram um modelo com suspensão e totalmente modular, a cadeira consistia 3 partes distintas conforme a foto abaixo.

Porém houve um rolo danado com a patente, e outras coisas que não me lembro, e os caras perderam na justiça o direito de fabricação. A Cervélo tomou esses direitos e continua comercializando o produto no Canadá e alguns países da Europa. A Sportaid chegou a vender essa cadeira com preço inicial de 5000 dolares.

Depois dos caras perderem tudo, eles começaram um novo projeto, Jeff e Chris tiveram que reformular toda a estética, pois eles não poderiam plagiar a Marvel. Porém queriam as mesmas inovações baseadas nos princípios do Jeff: “Modularity, Adjustabilty and Suspension

marvel

Os conceitos são os mesmos: uma cadeira que possa ser ajustada a qualquer momento em qualquer lugar sem necessidade de ferramentas, uma única chave regula toda a cadeira e as principais regulagens são feitas manualmente mesmo. Com isso eles conseguiram produzir uma cadeira totalmente customizável e ao mesmo tempo com um único quadro, que diferentemente da Tilite e outros fabricantes fazem um a um, o que com certeza ainda leva mais tempo e custa mais caro e existe margem para erro. Por mais perfeccionistas que os americanos sejam, errar é humano.

Quando Jeff lançou a Marvel o marketing dele era que o titânio sozinho não poderia fazer milagres, e que o titânio não absorve impactos a uma velocidade inferior a 40km/h que possa ser percebida pelo cadeirante, ou seja, ele queria prejudicar a Tilite. Publicou vídeos no Youtube pulando de lugares muito altos com a cadeira, andando em paralelepípedos entre outras coisas (como guardar a cadeira no bagageiro de mão de um avião). Jeff respondia toda e qualquer pergunta no CareCure. Infelizmente todo esse registro foi excluído da rede.

Marvel acomodada no bagageiro interno de um avião

Uma cadeira com 15 polegadas de largura utilizava o mesmo quadro de uma de 20. Junte isso com alguns opcionais, mais a suspensão, que é muito mais leve se comparada a outros modelos e ainda totalmente ajustável, pode-se não utilizar a suspensão, usar com um rebote rápido ou longo, tudo isso regulado com um simples click.

Cadeira Icon

Eduardo: Acho que a Marvel/Icon peca em algumas coisas: 

- Sentar o pau no titânio. Quando a melhor estratégia para vender seu produto é malhar o do concorrente, tem algo errado. Titânio é foda e ponto final! Os caras falavam que o titânio era CARO, que trabalhar titânio era CARO e que não valia a pena pois dava no mesmo que o alumínio. Só esqueceram de dizer que, mesmo o titânio sendo caro, a cadeira de alumínio que eles fabricavam custava o dobro das cadeiras de titânio da TiLite

- Aproveitando o item anterior, outro problema é o preço. A cadeira é muuuuito cara e, se não me engano, não é coberta pelo seguro saúde nos EUA, o que diminui muito os potenciais compradores. 

- O lance da ajustabilidade é legal, mas faz sentido mesmo é para crianças que estão em fase de crescimento. A TiLite, assim como a Ottobock e a Colours, por exemplo, já tem uma cadeira específica capaz de “crescer”. O lance de ter apenas um molde de quadro para fabricar cadeira sim é uma grande vantagem para o fabricante, já que ele vai ter um processo de fabricação mais rápido e barato, mas isso não chegou a acontecer.

Comentário geral, inclusive dessa que vos escreve e não entende nada de mecânica: a cadeira é feia!

Link para artigo New Mobility: http://www.newmobility.com/articleView.cfm?id=12084

Link da Marvel: http://www.marvelwheelchairs.net/

Link da Icon: http://www.iconwheelchairs.com/

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FreeWheel

Eduardo Camara - segunda-feira, 7 de maio de 2012 - 09:36

Testamos mais uma geringonça para equipar sua cadeira de rodas: o FreeWheel! Em uma tradução literal, o nome significa roda livre, que faz bastante sentido já que ela gira em todas as direções, mas há também um trocadilho com a expressão “free will”, que significa livre arbítrio. Ou seja, com o FreeWheel, você pode escolher para onde vai! Sim, essa é a proposta principal do equipamento.

FreeWheel sendo utilizado na praia

O FreeWheel foi inventado por Pat Doughtert, um tetraplégico americano que sentia dificuldades para se mover por terrenos acidentados como grama, areia e até mesmo ruas esburacadas. O equipamento nada mais é do que uma extensão acoplável ao pedal da cadeira que tem uma roda na ponta. Essa roda tem doze polegadas de diâmetro por 2 polegadas e pouco de largura, ou seja, é bem maior e mais larga que as rodinhas das nossas cadeiras manuais. E é justamente por isso que ela faz com que a cadeira vença os obstáculos com muito mais facilidade.

FreeWheel preso ao suporte traseiro

Parece simples – e é mesmo – mas o grande barato do FreeWheel é que ele também é extremamente bem construído, leve, portátil, ajustável e fácil de usar. O mecanismo que prende o FreeWheel à cadeira funciona com praticamente todos os tipos de pedal, e há ainda um suporte que pode ser colocado na barra de trás da cadeira para transportá-lo quando ele não estiver sendo usado. Exemplo: você usa o equipamento para andar na rua e, quando chega em uma loja ou shopping, basta desencaixá-lo da cadeira e prender nesse suporte.

E na prática, funciona? Sim! Já testei o FreeWheel em pisos esburacados, na grama e também na areia da praia o resultado foi bom. Claro que ele não faz milagres, mas ajuda bastante no deslocamento. Em uma praia com piso de areia dura, dá para circular numa boa e, sendo empurrado, dá para encarar areia fofa.  Nas calçadas de pedra portuguesa, diria que é uma delícia. Além disso, ele é muito leve e dá até para empinar a cadeira com o FreeWheel acoplado. E se você não tem uma cadeira de corrida, ele é uma excelente alternativa para poder se exercitar por aí sem correr o risco de se esborrachar no chão :)

FreeWheel acoplado à uma TiLite ZR

Na hora de comprar o equipamento, só tem que ficar atento à duas coisas: o tipo do pedal da sua cadeira e se há espaço entre os seus pés para caber o FreeWheel. No caso do espaço, é necessário que haja pelo menos uns 3cm livres entre um pé e outro para acoplá-lo. Já quanto ao pedal, talvez seja necessário fazer uma adaptação para poder utilizar o FreeWheel na sua cadeira.

A roda do FreeWheel é articulada e gira 360 graus

No site do fabricante há diversos vídeos e também um manual (arquivo PDF – 3,2MB), que indica se há necessidade ou não de adaptação de acordo com cada tipo de pedal. O pedal ajustável da TiLite, por exemplo, é um dos que precisa de adaptação.

FreeWheel
Site do fabricante: www.gofreewheel.com
Preço nos EUA: US$  499

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Doblô – Adaptação com assosalho baixo

Christian Matsuy - domingo, 15 de abril de 2012 - 17:11

Soltando o vídeo da Doblô com rebaixamento de assoalho na parte traseira, leva quatro pessoas sentadas mais um cadeirante com sistema de segurança de fixação da cadeira. Ainda tem o cinto de segurança de três pontos que te deixa com muita comodidade e estabilidade, sou tetra alto e tenho muito pouco equilíbrio, me senti completamente “amarrado”! Perfeito!

rampa com inclinação boa + auxílio dos contos retráteis

rampa com inclinação boa + auxílio dos cintos retráteis

Outra grande vantagem é que não precisa modificar o teto do carro, e essa adaptação serve na Peugeot Partner também.

O sistema de rampa com cintos retráteis que auxiliam tanto no embarque como no desembarque, e ao meu ver é mais simples que o sistema hidráulico do outro modelo apresentado.

Essa adaptação é comercializada pela Cavenaghi.

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Rodas E-Motion

Christian Matsuy - domingo, 15 de abril de 2012 - 14:04

Pessoal, segue um vídeo de demonstração das rodas eletro-assistidas E-Motion, que podem ser colocadas na maioria das cadeiras, inclusive nas nacionais.

rodas e-motion

rodas e-motion

Elas têm sistema Quick Release, e vem com um controle remoto para fazer o ajuste de intensidade e controle da força. Não tem joystick, você toca como uma cadeira normal porém com muito menos esforço físico, funciona como freio motor também.

zoom e-motion

zoom do miolo da e-motion

As rodas são alimentadas com baterias de lítio e o peso total da roda é de 11 quilos. 

Note que ela não deixa a cadeira voltar para trás após a tocada, e que a terapeuta está utilizando 2 dedos apenas para segurar no aro de impulsão

A loja Cavenaghi é representante autorizado da Alber (fabricante das rodas E-Motion).

Especificações:

Peso: 11 quilos (cada)
Velocidade: 0 a 6 km/h
Baterias: Íons de Lítio seladas com autonomia para 25km aproximados 
Tempo de recarga: 6 horas
Tamanho: Aro 24″ (disponível em 22″)
Peso suportado: 130 quilos 

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Reatech – Twitcam gravado

Christian Matsuy - sábado, 14 de abril de 2012 - 18:35

Pra quem perdeu o Twitcam segue o vídeo off-line:

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Fiat Doblô – Adaptação para cadeirante

Christian Matsuy - sábado, 14 de abril de 2012 - 17:56

Gente, tá aí o vídeo da Doblô adaptada, essa adaptação pode ser feita em outros veículos de mesmo porte como a Peugeot Partner ou Renault Kangoo. Essa versão não é a de piso rebaixado: 

visão completa da plataforma

visão completa da plataforma

Essa plataforma tem um mecanismo hidráulico que faz o embarque e desembarque do cadeirante de maneira muito suave sem solavancos. Essas alevancas emarelas serve de apoio para o cadeirante segurar durante o procedimento. Essa adaptação é utilizada pela grande maioria da frota de táxis acessíveis.

Outro detalhe: a operação do equipamento demanda um treinamento, acho pouco provável que uma pessoa que nunca manuseou o sistema, consiga fazer de forma correta. Tem o lance das travas da cadeira no asssoalho do carro que são simples, mas requer um treinamento prévio.

Aqui na feira essa Doblô está custando 77 mil Reais (38.000 km rodados) com a adaptação e garantia. Se você fechar negócio aqui na feira, só a adaptação já instalada em seu carro, que não precisa ser zero km, sai por 25.900 reais. Maiores informações no site da Cavenaghi

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Reatech 2012 – sábado

Christian Matsuy - sábado, 14 de abril de 2012 - 13:17

Hoje sem dúvidas é o dia em que a Reatech realmente “bomba” levei uns 20 minutos para entrar no estacionamento, hoje o dia está encoberto e isso ajuda bastante aqui dentro do pavilhão, pois o calor é intenso. 

Muitos stands distribuindo brindes, nada assim digamos interessante, mas é aquela coisa que tem em qualquer evento desse porte. 

O Dado está rodando a feira tirando fotos das cadeiras e acessórios, acabei de fazer esse video da Renault Master com adaptação para o transporte de 4 cadeirantes, 6 acompanhantes e motorista com total segurança (isso inclui cinto para todo mundo), fora o sistema de travamento da cadeira no chão da van.

Esse tipo de adaptação é mais para o uso de transporte coletivo, daqui a pouco nesse mesmo post publicaremos a versão “particular” desse tipo de adaptação, que pode ser feita em Fiat Doblô ou Peugeot Partner. Temos que seguir a ordem dos produtos que não estão sendo demonstrados para outros clientes para não atrapalharmos o andamento da feira!

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Cavenaghi e Mão na Roda na Reatech 2012

Christian Matsuy - domingo, 8 de abril de 2012 - 22:47

logo cavenaghiEsse ano firmamos parceria com a loja Cavenaghi e vamos proporcionar aos nossos leitores algo que sempre nos foi muito cobrado:

A cobertura da Reatech 2012!

Por que essa parceria é importante?

É importantíssima para nós do blog pois a Cavenaghi vai nos ceder um espaço dentro de seu stand onde teremos condições de avaliarmos equipamentos, testar novidades, elaborarmos videos e fotos dos produtos e da feira como um todo – sem falar que poderemos perguntar diretamente aos fabricantes presentes sobre os produtos apresentados.

Sabemos que os gastos para isso são consideravelmente altos e teremos toda uma infra-estrutura disponível para que a nossa permanência por lá seja confortável.

Aproveitamos para comunicá-los que a cobertura não estará resumida apenas ao stand da loja, tentaremos mostrar um pouco de tudo que acontece. Teremos toda liberdade de expressão que a nossa linha editorial sempre primou.

Estaremos conectados durante todo período da feira e sugestões poderão ser feitas através de nosso Twitter ou Facebook.

Por outros compromissos, estarão presentes na feira “esse que vos escreve” e o Eduardo Camara no sábado dia 14/04. 

Faremos o possível para publicar o máximo de conteúdo sobre a feira e no sábado a tarde (ainda estamos definindo o horário) pretendemos fazer uma transmissão ao vivo através do TwitCam.

Então é isso aí pessoal! Esperamos vocês e para aqueles que não puderem ir independente do motivo, esse ano poderão acompanhar via internet o que vai estar rolando por lá!

A Cavenaghi vai praticar o mesmo preço das promoções da feira em sua loja virtual durante o período do evento.

Maiores informações sobre o evento, você encontra nesse post aqui.

Nos vemos por lá!

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Cadeira com tecnologia nuclear

Nickolas Marcon - domingo, 1 de abril de 2012 - 13:01

Protótipo da cadeira movida à plutônioNo mês passado fomos procurados pelo professor Hilston Green, pesquisador americano do MIT residente atualmente no centro de pesquisas de motricidade da Unicamp, onde desenvolve um projeto de uma cadeira inovadora. Ela é composta de um material utilizado em velas de barcos de competição, popularmente conhecido como Magnelium, uma liga composta de Magnésio e Hélio. Esse último material é muito conhecido por ser mais leve que o ar.

Mas não é só isso. A maior inovação da cadeira é seu sistema de propulsão auxiliar que potencializa o esforço do cadeirante através de um mecanismo embutido no eixo traseiro, parecido com o que já mostramos na cadeira de R$ 25 mil reais. Esse dispositivo pode, inclusive, ser adaptado em qualquer cadeira-de-rodas monobloco. Seu funcionamento é muito semelhante ao do motor Wankel, mas seu reduzido tamanho se deve graças à utilização de plutônio fóssil como combustível, associando dessa forma as vantagens do motor à combustão com os princípios de funcionamento da fissão nuclear.

O blog teve a oportunidade de testar o protótipo com exclusividade (infelizmente não pudemos fazer vídeos, apenas  fotos) e comprovou seu potencial como instrumento de mobilidade. Apesar de ser um protótipo, as perspectivas são fantásticas. Por se tratar de uma pesquisa acadêmica, a construção do modelo privilegiou o baixo custo. Dessa forma, um maior número de cadeirantes poderá ser privilegiado. O Brasil foi escolhido como mercado para lançamento e a previsão é de que a cadeira esteja disponível para venda até o final do ano.

O protótipo da cadeira estará disponível para demonstração na Reatech 2012, mas quem quiser fazer o test-drive da cadeira na feira deve se cadastrar clicando aqui.

 

Para ver mais fotos, clique aqui!

 

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Tek RMD – Robotic Mobilization Device

Christian Matsuy - terça-feira, 20 de março de 2012 - 15:12

Robotic Mobilization Design Muitas pessoas estão comentando o lançamento desse novo produto que ainda não temos como “traduzir” para um nome em português, talvez o melhor apelido seria algo como um “stand andador“. 

Mas vamos por partes. Stand é um tipo de equipamento indicado e utilizado por cadeirantes nos centros de reabilitação. Sua função básica é nos deixar em pé. Segundo terapêutas, o ideal é que todos conseguissem ficar pelo menos meia hora por dia em pé com o auxílio do Stand ou da Mesa Ortostática. Essa última é bem diferente do stand, trata-se de uma maca operada por uma manivela, com cintas onde você literalmente se amarra e vai se inclinando gradativamente, indicada para pessoas com um nível menor de equilíbrio. Ambos são bons para manter nossa estrutura óssea fortalecida, ajudar na postura e bom funcionamento dos órgãos. Mas, no fim das contas, sabemos que a maioria das pessoas abandonam esse tipo de prática logo quando saem dos centros de reabilitação ou clínicas de fisioterapia. 

Eu mesmo cheguei a ter uma mesa ortostática em casa, mas eu tinha cada vez menos vontade de usá-la e ocupava um espaço precioso. Acabei por doar para outra pessoa que se interessou.

O RMD (Robotic Mobilization Device), é uma mistura de Stand com um andador , mas com uma tecnologia totalmente diferenciada, que possibilita ao usuário fazer uma série de coisas que até então seria limitado ou impossível de se fazer.

RMD - dispositivo permite diversas posições

elétrico, o RMD possibilita mudar de posição sem nenhum esforço físico

Diferente de outras invenções que vi anteriormente, o RMD  é um produto compacto, que parece funcionar muito bem dentro de casa (já faleremos mais sobre isso), dá total autonomia ao cadeirante para se transferir seja de uma cadeira de rodas comum ou até mesmo da cama com facilidade e rapidez. Ainda é possível utilizar o RMD para fazer exercícios de flexão de joelhos ou transferir-se para outras cadeiras comuns de ambiente.

Funciona com baterias e tem controle remoto, você pode trazer o dispositivo para perto de sua cadeira e ajustá-lo para uma melhor transferência. 

O vídeo abaixo ilustra tudo isso:

Como pode se notar no vídeo, o equipamento parece funcionar muito bem em ambientes internos. Foram feitas algumas cenas de uso externo como na mesa da lanchonete, onde penso um pouco na viabilidade, acho um pouco difícil e perigoso de andar nisso em pisos irregulares. Acredito que o RMD possa ser aperfeiçoado, mas o sistema ainda não permite o deslocamento em distâncias médias e longas. E outra, não temos como levar isso a “tira-colo”, já temos a cadeira pra nos preocuparmos. Mas não deixa de ser formidável a gama de atividades que o equipamento possibilita.

Outra coisa importantíssima é que o RMD infelizmente não é para todos: notem que é necessário um bom controle de tronco, além de ter que ser avaliado clinicamente pra saber se as articulações e estrutura óssea do corpo vão suportar o esforço do equipamento. Outro ponto forte que precisamos salientar é o cuidado com as úlceras de pressão.

O RMD não é mais um protótipo, porém ainda não é comercializado nem teve seu preço divulgado. Ele é fabricado pela empresa turca AMS Mekatronic. Visite o site para ver mais fotos e videos do produto.

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Lateral Direita

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