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Cadeira quebrada

Nickolas Marcon - segunda-feira, 5 de março de 2012 - 09:31

Cadeira quebradaQuebrar a cadeira-de-rodas provoca sensações estranhas. Um misto de raiva, revolta, desespero, aquela coisa de  ”puxa-vida-como-vou-sair-daqui-agora” misturada com outras ideias menos nobres. Pior ainda é quando quebram a cadeira por você. Aí a emoção de antes já começa com um filosófico  ”ponte-que-partiu, quem foi o filho-da-truta que fez isso?” direcionado ao cidadão que lhe causou tal transtorno. 

Pois bem. Nessa semana fui contemplado com essa experiência pelo pessoal da Gol Transportes Aéreos. Durante um vôo Curitiba-Rio, algum ogro da empresa detonou as barras estruturais do apoio de pés da minha cadeira. Não sei exatamente se foi ao guardá-la no bagageiro ou ao tentar montá-la no desembarque. Na verdade, já havia se criado um clima de desconfiança quando o tonto que me embarcou foi tentar desmontar a cadeira na força, erguendo o apoio dos pés. Consegui interrompê-lo, apontando para a trava que estava presa, e a cadeira foi desmontada e guardada.

Mas o pior foi no desembarque. A cena foi mais ou menos assim: após esperar calmamente todo mundo desembarcar (o avião estava lotado), o funcionário da empresa aparece na cabine dizendo “sua cadeira, senhor”.  Na hora percebi um dano e falei “mas ela está quebrada, o que aconteceu?” e ele, mantendo um sorriso  mais amarelo que sangue com hepatite, responde “quebrada? vai ver alguma mala se deslocou no vôo e pressionou a cadeira… o senhor tem certeza?”

Não, eu não tinha certeza. Uso a mesma cadeira há 7 anos, todo santo dia, e não a conheço. Vai ver o vôo teve alguma despressurização que afetou meu cérebro. Pensem numa pessoa profundamente indignada: era eu. Se quiserem saber o que aconteceu depois, voltem ao primeiro parágrafo desse texto e imaginem aquela cena com as ideias menos nobres faladas em alto e bom som.

Minha cadeira é uma Kuschall Champion, e as peças que foram quebradas na verdade são duas barras de alumínio maciço de 12 mm de diâmetro cada uma, que fazem a articulação do apoio de pés quando a cadeira é desmontada. Pela espessura da peça, dá para imaginar quão incrível foi a façanha do troglodita. Nos  7 anos de uso, nem torcendo a cadeira com duas pessoas em cima eu tinha conseguido danificá-la. Mas eles conseguiram. Incrível.

Como a cadeira ficou inutilizável, me trouxeram uma outra cadeira para desembarcar, afinal eu estava atrasando a ponte aérea. Sabem aquela cadeira de aeroporto, toda troncha, com uma folga absurda, parecendo que as rodas vão desmontar a qualquer momento? Neguei. Disse que não subia nela nem por decreto. Mais 10 minutos e me arrumaram outra cadeira, um pouco menos ruim, onde fui levado até o setor responsável para registrar a ocorrência. No mesmo lugar já havia um senhor cujo scooter estava parado porque teve as baterias removidas indevidamente pela mesma empresa.

Agora vem o pior. Para reparar o dano, a empresa disse que entraria em contato com uma oficina que faria esse serviço. Já comecei a estranhar a ideia, pois a peça quebrada só podia vir da fábrica (que fica na Suíça) e não há nenhum representante da marca no Brasil. Como eu queria sair logo do aeroporto, deixei quieto, mas exigi que me pagassem o táxi até minha casa. Fui embora levando a cadeira da empresa e a minha que estava quebrada. No final da tarde, um funcionário da Gol me liga dizendo “amanhã um taxista vai passar na sua casa para pegar sua cadeira e levar até uma oficina no bairro do Jacaré, onde um conhecido nosso vai dar um ‘jeitinho’”. Jeitinho? Quer dizer que você deposita suas economias para comprar uma boa cadeira, seu instrumento primordial de sobrevivência, e a empresa quer consertá-la dando um “jeitinho”? Neguei o serviço e a empresa não me procurou mais.

É assim que somos tratados pelas empresas. Parece que elas estão nos fazendo um favor em nos transportar. Quando cheguei em casa, percebi ainda que a cadeira estava sem uma das capas das manoplas de freio e com dois parafusos danificados, perto do apoio de pés, provavelmente pela mesma pancada. Já enviei um email para a Gol relatando todo o fato, com fotos dos estragos na cadeira e a lista de peças que precisam ser substituídas, mas não recebi resposta. Quando houver algum desfecho para o caso, voltarei a informar aos leitores.

Enquanto isso, fica a pergunta para os comentários: você já teve sua cadeira danificada por alguém? Como resolveu a situação?

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Linha de Crédito – Banco do Brasil

Christian Matsuy - segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 - 10:17

Crédito BBBB Crédito Acessibilidade

Em novembro/2011, a Presidenta Dilma Rousseff lançou o Viver sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Por meio de ações estratégicas em educação, saúde, inclusão social e acessibilidade em prol da promoção à cidadania e ao fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade, da sua autonomia, eliminando barreiras e permitindo o acesso e o usufruto, em bases iguais, aos bens e serviços disponíveis a toda a população.

O BB integra as ações de fortalecimento da acessibilidade e elaborou uma linha de crédito para aquisição de produtos de Tecnologia Assistiva, com foco no público com renda até 10 salários mínimos.

A linha BB Crédito Acessibilidade disponibilizada pelo Banco do Brasil, permite que os clientes tenham acesso ao crédito para comprar os equipamentos necessários para o bem estar no dia a dia. Esta modalidade destina-se ao próprio deficiente ou a um terceiro que queira adquirir tais equipamentos para destinar a outra pessoa.

Características
Linha de crédito destinada ao financiamento de bens e serviços voltados para Pessoas com Deficiência.

Quem pode contratar
Clientes pessoas físicas, correntistas do Banco do Brasil, com limite de crédito disponível e renda mensal bruta de até 10 salários mínimos.

Valor financiamento mínimo de R$ 70,00 e máximo de R$ 30.000,00

- Taxa de juros: 0,64% ao mês;
- Prazo: 04 a 60 meses;
- Carência: até 59 dias para o vencimento da primeira parcela.

Veja como contratar
Se você for correntista do Banco do Brasil:

Procure uma agência e informe-se a respeito da sua situação cadastral e qual o limite disponível para financiamento. Para isso, leve seus documentos de Identidade, CPF, comprovante de renda e endereço.

De posse dessas informações, solicite uma simulação do financiamento: nº de prestações, valor das prestações etc.

Se você não for correntista do Banco do Brasil:

Procure uma agência e informe-se sobre as condições da linha de crédito e saiba como abrir a sua conta corrente. Se for o caso, leve seus documentos de Identidade, CPF, comprovante de renda e endereço. A abertura da corrente bem como a disponibilização do limite está sujeita a pesquisa cadastral.

Como adquirir o bem
De posse da informação de quanto há de limite de crédito disponível, prestação e prazo, compareça até o estabelecimento comercial, adquira o(s) bem(ns) e/ou serviço(s) constante(s) na lista de produtos abaixo (somente os bens informados na lista poderão ser financiados).

Como contratar a sua operação
Após a aquisição do bem (vide lista de produtos), leve a nota fiscal ou o cupom fiscal até uma agência do BB para a efetivação do financiamento. O crédito será liberado diretamente na sua conta corrente, devendo ficar uma cópia da nota na agência. Somente serão aceitos documentos fiscais emitidos com prazo máximo de 30 dias.

Garantia
Esta modalidade não exige garantida de bens ou de terceiros.

Lista de Equipamentos que podem ser financiados 

lista de equipamentos

Nota do blog: Notem que na lista não há como financiar cadeiras manuais comuns ou mesmo almofadas, mas acreditamos que com o bom senso das lojas uma cadeira com medidas prescritas e almofada pode ser considerada como uma cadeira de rodas com adequação postural (o que não deixa de ser verdade). Portanto prestem atenção na descrição do que se compra na nota fiscal, pois é ela que vai ser o documento que fará a liberação do crédito.

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SUS fornecerá cadeiras sob medida

Christian Matsuy - segunda-feira, 31 de outubro de 2011 - 10:03

Sabemos que é muito difícil por questões financeiras, as pessoas conseguirem comprar uma cadeira feita sob medida, assunto que já abordamos diversas vezes aqui no blog. Ainda não temos mais detalhes de como funcionará esse processo, mas creio que deverão haver diversas exigências por parte do SUS para essa aquisição, mas acho que ainda é uma alternativa para àqueles que não tem grana pra comprar.

Medida trará melhor qualidade de vida para o cadeirante. Investimento na área de pessoa com deficiência subiu 33% entre 2010 e 2011

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a ação que irá atender cadeirantes brasileiros de maneira individual. A partir do início de 2012, eles contarão com o serviço para a adaptação das cadeiras de rodas, o que atende necessidades específicas. Em algumas situações, os pacientes, devido a um tipo de deficiência, não conseguem utilizar a cadeira padrão oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Agora, a rede pública financiará essa adequação. A medida levará maior mobilidade com menor gasto de energia, mais conforto, menos pontos de pressão, suporte e dimensões adequados aos cadeirantes.

Para o ministro da saúde a ação representa mais qualidade de vida para os cadeirantes atendendo cada indivíduo de maneira única. “As cadeiras sem adaptação, nem sempre são adequadas ao cidadão portador de deficiência física. Com as adaptações, eles poderão ter mais conforto ao se locomover”, disse o ministro.

Apenas nesse ano, o Ministério da Saúde entregou 37 mil cadeiras de rodas para população. Para a compra foram investidos R$22.087 milhões. Até o fim do ano, é esperado ainda a entrega de mais 19 mil cadeiras, ao valor de R$11.2 milhões.

“O Ministério da Saúde pretende zerar o número de pessoas na fila por uma cadeira de rodas. Para se ter uma idéia, cerca de 75 mil pessoas precisarão de cadeiras de rodas  até o fim do ano”, finalizou Padilha. Durante o Teleton, evento de apoio à AACD (Associação de Assistência a Criança Deficiente), o ministro anunciou que a entidade receberá cerca de R$ 5 milhões para atender a lista de espera da instituição.

O Brasil, segundo Censo de 2010, conta com 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência (14,5% da população brasileira), desde alguma dificuldade para andar, ouvir e enxergar, até as graves lesões incapacitantes. Desse total, 48% possuem deficiência visual, 23%, motora, 17%, auditiva, 8%, mental e 4%, física. O investimento do Ministério da Saúde na atenção a pessoa com deficiência somou R$ 64.298 milhões, em 2010. Nesse ano, a previsão é de R$85.602 milhões.

Fonte: Portal da Saúde

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Orkut e perguntas sobre importação

Christian Matsuy - segunda-feira, 3 de outubro de 2011 - 09:35

De uns tempos pra cá, muitas pessoas nos procuram através do e-mail do blog para sanar dúvidas referentes à importação de cadeiras e acessórios, entre outras coisas. Tentamos responder todas as dúvidas na medida do possível, mas às vezes não sabemos responder mesmo. 

A maioria dessas perguntas que nos chegam, já foram respondidas por nós ou por outras pessoas em nossa comunidade no Orkut. E infelizmente tem gente que parece não gostar quando pedimos para procurar a resposta na comunidade, ou mesmo fazer a pergunta lá no Orkut, onde ela será lida por um número maior de pessoas e a resposta se torna pública, servindo como base de consulta para outros usuários. Nada mais justo. Mesmo assim, ainda recebemos mensagens tipo “Ah, mas eu não queria perguntar lá no Orkut“, ou ainda: “dei uma olhada por lá e não encontrei…” (olhou mesmo?). Enfim, o fórum da comunidade é importante e sempre levamos muito a sério essa ferramenta. 

Outra coisa muito comum é o pedido de ajuda através dos recados do Orkut (em nossos perfis pessoais). Assim, se fossem assuntos que envolvessem privacidade, ou outras coisas que possam constranger tudo bem, mas perguntar “qual roda comprar” pelos recados é um pouco intimista… Além do que alguns usuários se esquecem que bloqueiam os recados e não temos como responder. Pergunte na comunidade pois, como já dissemos, a resposta pode servir pra um monte de gente. Pense nisso!

Caso você tenha urgência no esclarecimento das suas dúvidas, desculpem-nos por nem sempre darmos respostas rápidas, pois certos assuntos demandam pesquisa e nem sempre estamos com tempo livre para responder de maneira imediata. Nossa dedicação ao blog, infelizmente, não pode ser em tempo integral. Todos nós trabalhamos um bocado em nossos empregos, mas sempre fazemos o possível pra responder!

Agora vamos ao segundo assunto, que é a importação de cadeiras e afins. Esse é o assunto que vem gerando o maior número de perguntas repetidas, por isso resolvi fazer um apanhado geral e publicar aqui.

Quero comprar na Sportaid. Essa loja é confiável?

Sim, é confiável. É uma loja americana com muitos anos de existência e  preços muito bons, fora a grande quantidade de itens oferecidos. Caso você não tenha realizado uma compra antes de 2009, eles não vão aceitar seu cartão de crédito (houve uma mudança na política de pagamentos deles), daí ou você pede para alguém que more nos EUA comprar com um cartão local, ou faz uma remessa de valores internacional através de serviços bancários. É necessário ter conhecimento de inglês, para trocar e-mails sobre seu pedido. A Sportaid, assim como as demais lojas americanas não parcelam nenhum tipo de compra.

Não sei preencher o formulário de compra das cadeiras existentes no site. Como faço?

A loja (no caso a Sportaid) é americana, e obviamente o formulário, bem como todo processo de compra, é feito no idioma inglês. Nesse post eu praticamente traduzi todas as medidas que uma cadeira tem e até utilizei uma imagem de um formulário da TiLite. Tente colocar o maior número de medidas possíveis e use dicionários e tradutores da internet para solucionar coisas simples. Após isso, abra um tópico na comunidade do blog no Orkut e poste suas medidas lá. As pessoas aos poucos vão ajudando, inclusive nós aqui. Tente ser claro, e descreva suas necessidades para que as pessoas que lerem entendam e auxiliem com mais facilidade. Quem quer ajuda não pode ter preguiça de escrever. Lembrando que é sempre mais indicado que um terapeuta especializado te auxilie.

Posso pedir para um amigo que mora nos EUA mandar um par de rodas pelos correios?

Até pode. Porém, como já repetimos várias vezes, se fosse tão simples assim todo mundo já teria comprado! Eu citei um par de rodas, mas essa regra vale para qualquer coisa que ultrapasse o valor de 50 dólares. Não adianta falar que vai tirar da caixa ou falar que é usada que não adianta. É um risco que você corre de seu produto chegar avariado, ou ficar retido na alfândega até que o imposto seja pago. Se isso ocorrer, a entrega vai demorar bastante para ser feita. Caso você queira trazer de qualquer maneira, você pagará 60% de impostos sobre o valor do produto, inclusive sobre o frete. Válido para compras de 51 a 500 Dólares.

E se eu pedir pra entregarem via FEDEX, UPS, DHL?

Sua compra, seja ela qual for, vai chegar na porta da sua casa certinho. Só que você pagará todos os impostos, inclusive sobre o valor do frete +  ICMS  + taxas de serviços (armazenagem) da empresa escolhida. Dependendo do que se for trazer, acaba não compensando. Nesse caso, não vale o imposto de importação de 12%.

Uma pessoa virá dos EUA para o Brasil e vou pedir para ela trazer uma cadeira para mim. Posso?

Novamente, pode, mas é um risco que se corre. Se a pessoa que estiver trazendo vier com ela montada e disser que é para o uso pessoal dela, dificilmente irão questionar. Nada de cadeira encaixotada. Se a pessoa não topar trazer dessa forma, não arrisque. É o jeitinho brasileiro mesmo, infelizmente. 

Posso comprar a cadeira na Sportaid e mandar entregar em um hotel ou na casa de um conhecido que mora lá? Posso voltar sentado nela?

Sim, pode. Muitas pessoas utilizam esse método. 

Tentei comprar uma almofada Roho em uma loja americana, mas eles não entregam esse produto no Brasil, mesmo que eu pague todos os impostos. Por que?

A Roho tem um representante oficial aqui no Brasil, e quando se tem o representante no país eles não permitem que as lojas americanas vendam para esses países. Algumas lojas menores até vendem. É uma questão de ver se o preço vai valer a pena.

A cadeira chega pronta para uso?

Praticamente sim. Ela vem com as rodas desencaixadas e com os freios desmontados. É necessário uma chave Allen para fazer a instalação correta dos freios.

Quero importar apenas pagando os 12% de imposto de importação. Como fazer?

O Dado já escreveu sobre isso nesse post aqui, nesse caso tem que ser feito um processo de importação junto à Receita Federal. Procure um despachante aduaneiro cadastrado no SisComex para lhe orientar. Rola uma burocracia por trás disso, mas funciona e há relatos no Orkut de possoas que trouxeram dessa forma totalmente legalizadas. Dêem uma lida nesse tópico (requer login do Orkut).

Nota: O Mão na Roda em nenhum momento encoraja pessoas a fazerem algo que fuja aos padrões de impostos praticados aqui no Brasil. Estamos apenas esclarecendo dúvidas frequentes que nos chegam e cabe à cada pessoa decidir o que vai fazer. Não nos responsabilizamos por eventuais problemas que possam ocorrer.

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Cadeira Off Road

Christian Matsuy - terça-feira, 20 de setembro de 2011 - 13:21

jo de rodas e pneus para terraFaz um tempinho que não posto nada “novo” por aqui… É gente, às vezes rola uma falta de tempo mesmo (tá certo que enrolo um pouco também).  Mas a gente escreve! Tarda, mas não falha!

Recebemos uma dúvida de uma leitora, a Daniele, que nos mandou a mensagem abaixo e como não me recordo de ter falado sobre isso anteriormente, resolvi responder a dúvida dela em forma de post.

Olás!

Olhando os posts sobre cadeiras, publicados nos últimos meses, me senti super jeca, usando uma cadeira jurássica….rs. Mas como vocês do blog são muito entendidos, aproveito e pergunto pois não encontrei um post sobre isso: a cadeira adequada para quem viaja com frequência para locais de trilhas, florestas, etc. Costumo viajar para locais de difícil acesso. Moro em Brasília, vou a chapada dos veadeiros com alguma frequência, já estive em alguns locais de floresta, em machu picchu, na trilha das cataratas do iguaçu feita pelo lado argentino. Claaaaro, com mais ou menos ajuda, dependendo do local. Na maior parte do tempo é subindo e descendo morro, pedra, grama, etc. Uso uma cadeira em x pois, até o momento, é a única que me deixa segura fazendo essas coisas (já me estatelei no chão caindo de uma monobloco leve demais, ou mal projetada talvez). Mas, a cadeira faz um barulho diabólico, é pesada, quase tem vida própria pois gosta de ir para a esquerda e ponto. Estou buscando uma cadeira mais leve mas que me dê segurança para viajar. Vocês já escreveram um post sobre isso?

Sabe, vi uma moça ontem com uma TiLite e o “uau” foi inevitável. Mas me vem a dúvida se esse tipo de cadeira dá conta de lugares difíceis, se não desregula, se quebrar como é que faço, se é segura  considerando que sou alta e a monobloco me deixa mais instável, etc. Porque não é um investimento pequeno, né? E pelo menos comigo, prefiro estar com uma cadeira só. Mas, como tocar a x velha de guerra no dia a dia é cansativo, estou considerando essa possibilidade, uma para o cotidiano, outra para viagens mais hard.

Parabéns pelo blog, é super útil e além de tudo, divertido!

Bom, vamos as respostas…

Concordo plenamente que uma cadeira com 10 anos de idade deve ter lá seus vícios, defeitos e muitas outras coisas mais… Se for possível, e a gente sabe que pra muitos nem sempre é, está na hora de trocar de cadeira…

Como foi dito acima, a Daniele tem hábitos não muito convencionais (pelo menos pra mim) de frequentar trilhas, parques e outros lugares não pavimentados. Atualmente  ela faz todos esses passeios com uma cadeira pra lá de convencional, que é a tão famosa “dobrável em X”. Mas tem coisa melhor sim! E obviamente é a cadeira monobloco. Nesse caso, diferente de outras ocasiões, não há o que discutir. Se for o caso de realmente enfrentar lugares muito acidentados, o certo mesmo é partir para uma monobloco com quadro box, que é mais rígido e difícil de entortar. Não vejo necessidade de ter duas cadeiras.

Ela descreveu se sentir sem estabilidade em uma monobloco. Isso ocorre por dois motivos: só o fato de sair de uma dobrável em X com praticamente zero de avanço de centro de gravidade, já muda toda dinâmica de tocar a cadeira, a força aplicada será menor e isso exige um período de adaptação. Outro fator que tira a segurança e estabilidade da cadeira é a escolha das medidas. Cadeira leve é pra facilitar a vida e não pra machucar… :)

Gente, eu tenho 1.90cm e um equilíbrio de tronco péssimo, minha lesão é C4/5, e nem por isso me sinto inseguro numa monobloco. É tudo questão de acertar as medidas, nesse caso fazer uma cadeira mais baixa já resolve bastante. Se ajudar com um tilt correto então, fica super estável. (Tilt é a diferença entre de altura entre as partes traseira e dianteira da cadeira).

Para melhorar ainda mais, o ideal é ter um par de rodas Off Road com pneus “balão” de 2 polegadas de largura e desenho cravado. Esse pneu ajuda no amortecimento por ter um perfil mais alto e em terrenos acidentados fica mais fácil tanto pra quem empurra o cadeirante como pra que toca a cadeira se locomover. Confesso que em areia foda de praia não adianta muito. O ideal seria ter um par de rodas com pneus de 1 polegada para uso na cidasde. Não precisam ser rodas importadas, basta trocar o pneu que pode ser encontrado em lojas de bike. Fiz uma pesquisa rápida e com uns 600 reais é possível ter um par de rodas com eixos Quick Release prontas pra uso.

rodas off road dentro da água

Fernando Fernandes em uma cadeira equipada com rodas Off Road

Rodas dianteiras infláveis funcionam super bem e atendem tanto as necessidades de campo e cidade, mas caso queira ficar no meio termo, as soft rolls de 6 polegadas já dão conta do recado. Duro é comprar essas rodas chinesas que alguns fabricantes nacionais fornecem e conviver com ranhuras e dentes nas rodas.

A qualidade de uma cadeira importada é infinitamente incomparável as nacionais. Minha cadeira completou 3 anos, a do Dado 4 e meio, a da Cris 2. Problemas? Nenhum. ZERO. Vira e mexe trocamos componentes, mas por capricho, e não por defeito. Em caso de quebrar alguma peça, eles enviam pra cá. Você paga um valor maior, mas a vida útil da cadeira é bem mais prolongada.

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IntelliWheels – rodas inteligentes

Christian Matsuy - quinta-feira, 4 de agosto de 2011 - 14:13

Rodas IntelliWhells - créditos: Illinois University)Uma grande porcentagem de cadeirantes ativos, com o passar dos anos sofrem de lesões ou dores crônicas nos ombros devido a força utilizada para tocar a cadeira de rodas.

Scott Daigle, um estudante de engenharia da Universidade de Illinois, criador da IntelliWheels, desenvolveu o sistema AGS (Automatic Gear System), que consiste em um par de rodas sem nenhum tipo de dispositvo elétrico ou motorizado, que torna a impulsão da cadeira mais fácil, utilizando menos força física.

rodas intelliwheels instaladas

As rodas reconhecem o movimento da pessoa e automaticamente escolhe um tipo de “marcha” de acordo com o terreno, similar ao sistema de uma bicicleta porém sem interação, não é necessário nenhum tipo de manobra de alavanca ou botão. Em uma subida você aplicará mais força nas rodas, e isso é detectado e automaticamente a marcha é reduzida, fazendo com que a impulsão torne-se mais leve, em troca você vai impulsionar mais vezes para percorrer a mesma distância. O inverso ocorre nas descidas onde o usduário terá que fazer pouca força para segurar sua cadeira, podendo descer tranquilamente sem machucar as mãos pra segurar a cadeira.

As rodas ainda não estão disponíveis à venda, mas Scott pretende dar início muito em breve.

O melhor de tudo é que poderão ser utilizadas em qualquer cadeira!

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Resultado do sorteio: “Pneu Schwalbe Right Run”

Eduardo Camara - quarta-feira, 1 de junho de 2011 - 22:15

Galera, saiu o resultado do sorteio!

O primeiro prêmio da loteria federal foi para o bilhete 66.709. Logo, quem ganhou o sorteio aqui no Mão na Roda foi o Renato. Parabéns, Renato! Vamos entrar em contato para fazer a entrega dos pneus.

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Guardando a cadeira no carro

Christian Matsuy - quinta-feira, 26 de maio de 2011 - 09:34

Bom gente, nesse post vocês serão poupados dos meus longos textos. O assunto em si pede imagens, e sabemos que às vezes “uma imagem vale mais que mil palavras”…

Diante da discussão entre a transportabilidade das cadeiras rígidas X dobráveis, estou publicando algumas formas de se carregar uma rígida. Como já disse anteriormente, eu não tenho autonomia para guardar minha cadeira sozinho, mas ando em diversos tipos de carro por conta dos táxis. E nas grandes cidades estes são movidos a gás, o que obriga o motorista a instalar um cilindro no porta-malas que reduz consideravelmente o espaço. Daí a solução é colocar a cadeira no banco de trás, (queira o taxista ou não).

A foto abaixo mostra a forma mais tradicional de se guardar uma cadeira rígida no porta-malas. Em carros grandes tipo perua (Parati, Fielder, Palio Weekend, etc), isso é tarefa fácil:

cadeira rígida colocada no porta-malas

método mais prático pois não exige a remoção das rodas

Só foram rebatidos os protetores laterais e o encosto, os freios foram travados e ainda sobra espaço pra muita coisa. A almofada pode ir ao lado ou mesmo embaixo da cadeira. Ahhh, quando viajo não carrego dessa forma. Primeiro é feita a acomodação das malas e outras coisas e depois a cadeira. Temos que pensar na parada durante a viagem. Como diz um amigo meu, “coisa mais deselegante essa de ficar desarrumando porta-malas no posto de gasolina“.

O próximo exemplo mostra a acomodação compactada no banco traseiro de QUALQUER CARRO. Às vezes é necessário que se empurre o banco do carro um pouco pra frente, daí é só ver quem é mais baixo e colocar atrás do banco dessa pessoa. Eu tenho 1.90cm e nunca tive problemas com isso. Ainda cabe sua almofada em cima da própria cadeira se for o caso. óbvio que se você pretende carregar 3 pessoas no banco traseiro, não tem como carregar dessa forma, mas dá pra levar dois passageiros.

cadeira rígida colocada no banco traseiro sobre o banco traseiro

esse modo ocupa o lugar de 1 passageiro

Faço isso há mais de cinco anos no mesmo carro e nunca aconteceu nada com o revestivemto do banco, os taxistas ficam meio putos, acham que vai sujar, furar o banco enfim… Isso deixou de ser um problema meu. :-/

Agora vamos ao modo “fanfarrão” de guardar a cadeira. Só exige que as rodas traseiras sejam tiradas e o resto… Bom, o resto vai tudo junto!

cadeira rígida acomodada penas sem as rodas traseiras no banco

prático, rápido e acima de tudo - fácil de se guardar

Não precisa tirar almofada, dobrar protetor, muito menos o encosto! Tá ai, em menos de um minuto coloca-se a cadeira no carro, as rodas você coloca no porta-malas ou ainda em cima da própria cadeira na diagonal.

Agora vamos mostrar um outro veículo, bem menor, o que prova que a cadeira cabe na grande maioria dos carros. O Ford Ka assim como outros carros desse porte, tem o porta-malas pequeno, mas CABE A CADEIRA. O inconveniente é que é necessária a remoção do tampão traseiro. E quando o carro não é seu, fica “deselegante” de fazer, sem falar que dependendo da situação você fica sem ter onde colocar o tampão. Daí a solução e carregar no banco traseiro, mantendo as rodas no porta-malas, cabe 2 pessoas magras ainda, sem conforto – mágica também não dá pra fazer.

cadeira rígida acomodada no banco traseiro de um carro compacto

um pouco mais difícil de colocar, mas não é um bicho de 7 cabeças

Assim que surgirem oportunidades, colocarei outras fotos de modelos diferentes de carro para mostrar que a transportabilidade da cadeira não é tão ruim assim como comentam.

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Ganhe um par de pneus Schwalbe Right Run!

Eduardo Camara - domingo, 22 de maio de 2011 - 13:14

Pois é, galera, depois de falar tão bem de um pneu, não vamos deixar vocês na vontade!

O Mão na Roda e a Orto Sport, que vende esses pneus aqui no Brasil pelo melhor preço que existe, vão dar um par de pneus Schwalbe Right Run, de graça, na faixa, para o felizardo que for sorteado.

As inscrições podem ser feitas até o dia 29/05 e cada participante receberá um número para concorrer. O vencedor será escolhido com base no sorteio da loteria federal do dia 01/06 e receberá os pneus em casa sem custo algum (desde que more no Brasil). Ah, e você ainda poderá escolher entre algumas opções de cores e tamanhos.

Um último toque: para não virar bagunça, apenas cadeirantes poderão participar do sorteio. Se você anda, só lamento :-)

 

Clique aqui para se inscrever

 

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Pneu Schwalbe Right Run – Avaliação

Eduardo Camara - quarta-feira, 18 de maio de 2011 - 09:58

 

Pneu Schwalbe Right Run

Depois de usar o Schwalbe Marathon Plus Evolution (eita nominho grande!) por um bom tempo, era hora de trocar de pneu. Como achava o Marathon pesado, mas gostava da proteção contra furos que ele oferecia, parti para um pneu da mesma Schwalbe, só que dessa vez o Right Run.

Esse pneu também tem proteção contra furos e, apesar dela ser menos eficiente do que a do Marathon, estou com ele há um ano e sem surpresas.Quanto ao peso, o Right Run é 100g mais leve que o Marathon, pesando 460g cada. Aí vale uma nota: existem três modelos do Right Run: o light, o normal e o plus. As lojas normalmente vendem o normal. A diferença entre eles é que o light não tem proteção contra furos e pesa 350g. O plus tem uma proteção contra furos igual à do Marathon, e provavelmente pesa mais do que os outros, mas não sei quanto. Fique atento a isso na hora de comprar!

Quanto às outras características, comuns à todos os modelos do Right Run, ele é um pneu com superfície quase que totalmente lisa, mas confortável e macio para rodar. A tração, é claro, não é das melhores, mas fica à frente de pneus como o Primo V-Track e o Kenda Concept. Como o pneu aguenta 145 libras, seu desempenho é excelente quando bem cheio! Só não se esqueça que a pressão mínima deve ser de 85 libras ou mais, para o pneu não deformar. E a lateral dele não machuca as mãos pois é totalmente lisa, assim como todos os pneus para cadeira de rodas que a Schwalbe fabrica. Os outros fabricantes deveriam copiar a idéia!

Esteticamente, o Right Run também é interessante pois é vendido em diversas cores. Em todas elas, há uma faixa preta no meio feita de um composto de borracha diferente e que prolonga a vida do pneu. O visual é interessante e as pessoas notam que você está diferente pro causa do pneu colorido.

Nesse um ano e pouco que estou com o pneu, não tenho do que reclamar. O desgaste dele realmente foi pequeno, não há rachaduras, a tração continua como quando ele era novo e não tive furos. Dentre todos os pneus que já usei até hoje, o Right Run foi o melhor deles e da próxima vez que for comprar um pneu existe uma grande chance de ser um outro Right Run.

Além de mim, o Nickolas já experimentou o Right Run e também o considera a melhor opção entre os pneus. Segundo ele:

“Comparando o Schwalbe Right Run com o Primo Cross Court, só achei vantagens: roda mais macio, deixa a cadeira mais leve, não machuca a mão e na minha opinião tem melhor aderência (até hoje nunca patinou, mesmo numa rampa que o cross court escorregava). Apesar de ser mais pesado, não dá para sentir isso na tocada. Para guardar a cadeira, o esforço adicional é muito pequeno. A estrutura reforçada dele facilita muito a montagem na roda, pois ele não fica distribuído irregularmente. Não precisa ficar ajustando e empurrando o pneu pra lá e pra cá para o conjunto não ficar “oval” como acontecia com o Cross court e o Kenda Concept. É só montar e pronto.”

Veredito: definitivamente recomendado!

Schwalbe Right Run

Tamanhos disponíveis: 20×1″ (25-451), 22×1″ (25×489), 24×1″ (25-540), 25×1″ (23-559) e 26×1″ (25×590)
Peso:
460g (tamanho 24×1″, versão normal, cada)
Pressão:
85-145 PSI
Cores:
cinza, azul, vermelho, e amarelo*
Preço nos EUA (par): em torno de U$ 35 (par)
Site do fabricante: www.schwalbe.com
Outras versões disponíveis: Right Run Light (mais leve, sem proteção contra furos) e Right Run Plus (maior proteção contra furos)

Vantagens: desempenho, conforto, visual esportivo, opções de cores e proteção contra furos.
Desvantagens: peso e pouca tração em piso molhado.

* nem todas as cores estão disponíveis em todos os tamanhos

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Lateral Direita

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